# Anemia sideroblástica autossômica recessiva de início no adulto

> Página oficial: https://raras.org/doenca/anemia-sideroblastica-autossomica-recessiva-de-inicio-no-adulto
> Fonte: Raras.org — Banco de Dados de Doenças Raras em Português (CC BY 4.0 — atribuição obrigatória: Raras.org, https://raras.org)
> Última revisão do verbete: 2026-09-22

## Identificadores

- **ORPHA**: 255132 — https://www.orpha.net/en/disease/detail/255132
- **CID-10**: D64.0
- **OMIM**: OMIM:616860 — https://omim.org/entry/616860

## Em linguagem simples

A **anemia sideroblástica autossômica recessiva de início no adulto** é uma condição genética rara que costuma se manifestar após a adolescência. Ela afeta a fabricação adequada dos glóbulos vermelhos, gerando **anemia**, fadiga relacionada a células menores e pálidas, além de um acúmulo excessivo de ferro no organismo. Com o passar dos anos, essa sobrecarga de ferro pode atingir o fígado e provocar alterações como **hepatomegalia** (fígado aumentado) e risco de **cirrose**. No Brasil, a enfermidade não consta na lista oficial de PCDTs do Ministério da Saúde nem tem remédios dispensados diretamente pelo SUS para sua indicação específica. O acompanhamento médico é indispensável para controlar as alterações do sangue e vigiar as funções dos órgãos afetados.

## Descrição clínica

Porfiria é um grupo de doenças nas quais substâncias chamadas porfirinas se acumulam no corpo, afetando negativamente a pele ou o sistema nervoso. Os tipos que afetam o sistema nervoso também são conhecidos como porfiria aguda, pois os sintomas têm início rápido e curta duração. Os sintomas de um ataque incluem dor abdominal, dor no peito, vômito, confusão mental, constipação, febre, pressão alta e frequência cardíaca elevada. Os ataques geralmente duram de dias a semanas. As complicações podem incluir paralisia, níveis baixos de sódio no sangue e convulsões. Os ataques podem ser desencadeados por álcool, tabagismo, alterações hormonais, jejum, estresse ou certos medicamentos.

## Epidemiologia e herança

- **Prevalência**: <1 / 1 000 000
- **Casos conhecidos**: 2
- **Padrão de herança**: Autosomal recessive

## Sinais e sintomas (16 fenótipos HPO)

- **Diabetes mellitus tipo 2** — HPO: HP:0005978
- **Hiperplasia eritroide** — HPO: HP:0012132
- **Concentração hepática de ferro elevada** — HPO: HP:0012465
- **Hipocromia** — HPO: HP:0032231
- **Hepatoesplenomegalia** — HPO: HP:0001433
- **Hepatomegalia** — HPO: HP:0002240
- **Esplenomegalia** — HPO: HP:0001744
- **Hiperbilirrubinemia conjugada** — HPO: HP:0002908
- **Icterícia** — HPO: HP:0000952
- **Cirrose** — HPO: HP:0001394 (Ocasional (29-5%))
- **Volume corpuscular médio diminuído** — HPO: HP:0025066
- **Anisocitose** — HPO: HP:0011273
- **Concentração elevada de transaminase hepática circulante** — HPO: HP:0002910
- **Aumento da concentração circulante de ferritina** — HPO: HP:0003281
- **Anemia** — HPO: HP:0001903
- **Herança autossômica recessiva** — HPO: HP:0000007

## Genes associados (1)

- **GLRX5** — Glutaredoxin-related protein 5, mitochondrial [Disease-causing germline mutation(s) in]
  - Função: Monothiol glutaredoxin involved in mitochondrial iron-sulfur (Fe/S) cluster transfer (PubMed:20364084, PubMed:23615440). Receives 2Fe/2S clusters from scaffold protein ISCU and mediates their transfer

## Tratamento e SUS

- **Registro ANVISA (registrado no Brasil; registro ≠ dispensação pelo SUS)**: AZACITIDINA, XPREZA, AZLA, VIDAZA, WINDUZA, AZILYS, AZMID, DECITABINA, DECHIMIA, ALTRYXEN, DECI, DACOGEN

## Doenças relacionadas (por similaridade fenotípica)

- [Anemia sideroblástica genética](https://raras.org/doenca/anemia-sideroblastica-genetica) — ORPHA:98362 — 15 sintomas em comum
- [Anemia sideroblástica autossômica recessiva](https://raras.org/doenca/anemia-sideroblastica-autossomica-recessiva) — ORPHA:260305 — 15 sintomas em comum
- [Doença do transportador de substrato mitocondrial](https://raras.org/doenca/doenca-do-transportador-de-substrato-mitocondrial) — ORPHA:254830 — 15 sintomas em comum
- [Doença do transporte membranar mitocondrial](https://raras.org/doenca/doenca-do-transporte-membranar-mitocondrial) — ORPHA:254827 — 15 sintomas em comum
- [Anemia sideroblástica](https://raras.org/doenca/anemia-sideroblastica) — ORPHA:1047 — 15 sintomas em comum
- [Beta-talassemia e doenças relacionadas](https://raras.org/doenca/beta-talassemia-e-doencas-relacionadas) — ORPHA:275749 — 11 sintomas em comum
- [Anemia diseritropoiética congênita](https://raras.org/doenca/anemia-diseritropoietica-congenita) — ORPHA:85 — 10 sintomas em comum
- [Beta-talassemia](https://raras.org/doenca/beta-talassemia) — ORPHA:848 — 10 sintomas em comum
- [Alteração do metabolismo e transporte de ferro](https://raras.org/doenca/alteracao-do-metabolismo-e-transporte-de-ferro) — ORPHA:309842 — 10 sintomas em comum
- [Porfiria hepática](https://raras.org/doenca/porfiria-hepatica) — ORPHA:659694 — 9 sintomas em comum

## Perguntas frequentes

### A anemia sideroblástica autossômica recessiva tem cura?

Trata-se de uma condição genética crônica decorrente de alterações no gene **GLRX5** para a qual não há cura definitiva catalogada. O manejo médico foca em amenizar o impacto da anemia e monitorar o acúmulo de ferro no organismo.
- Fontes: [2] OMIM 616860 (https://www.omim.org/entry/616860); [4] Human Phenotype Ontology (HPO) (https://hpo.jax.org); [5] GenCC (https://search.thegencc.org)

### Essa condição é hereditária?

Sim, a doença é transmitida por meio de **herança autossômica recessiva**. Isso requer que a pessoa herde uma cópia alterada do gene **GLRX5** de cada um dos pais para que os sinais se manifestem.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/255132); [4] Human Phenotype Ontology (HPO) (https://hpo.jax.org); [5] GenCC (https://search.thegencc.org)

### Quais são os primeiros sinais percebidos no adulto?

Os sintomas costumam incluir sinais de **anemia**, com presença de glóbulos vermelhos pálidos (**hipocromia**) e pequenos. Também podem surgir elevação da ferritina no sangue, aumento do fígado (**hepatomegalia**) e episódios de **icterícia**.
- Fontes: [4] Human Phenotype Ontology (HPO) (https://hpo.jax.org)

### Existe tratamento dispensado pelo SUS para esta doença?

Esta enfermidade não consta na lista oficial de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de doenças raras do Ministério da Saúde. Atualmente, não existem medicamentos dispensados pelo SUS listados para esta condição específica.
- Fontes: [7] Ministério da Saúde — lista oficial de PCDTs de doenças raras (consultada em 2026-09-20) — esta doença NÃO consta nela (https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/doencas-raras/pcdt)

### Como é feito o diagnóstico definitivo?

O diagnóstico envolve a análise clínica das características do sangue aliada à constatação de sobrecarga hepática de ferro. A confirmação definitiva pode ser feita por meio de teste genético para identificar alterações no gene **GLRX5**.
- Fontes: [4] Human Phenotype Ontology (HPO) (https://hpo.jax.org); [5] GenCC (https://search.thegencc.org); [9] NCBI GTR — 1 teste(s) genético(s) registrado(s) para esta doença (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/gtr/tests/553644/)

## Importante

O Raras **não diagnostica e não prescreve**. Esta página é educativa e informativa.
Pacientes devem consultar profissionais de saúde qualificados para decisões clínicas.

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**Citação sugerida**: Raras.org — Anemia sideroblástica autossômica recessiva de início no adulto. Disponível em: https://raras.org/doenca/anemia-sideroblastica-autossomica-recessiva-de-inicio-no-adulto
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