# Ceratoconjuntivite límbica superior

> Página oficial: https://raras.org/doenca/ceratoconjuntivite-limbica-superior
> Fonte: Raras.org — Banco de Dados de Doenças Raras em Português (CC BY 4.0 — atribuição obrigatória: Raras.org, https://raras.org)
> Última revisão do verbete: 2026-09-22

## Identificadores

- **ORPHA**: 88633 — https://www.orpha.net/en/disease/detail/88633
- **CID-10**: H16.2

## Em linguagem simples

A ceratoconjuntivite límbica superior (SLK) é uma inflamação crônica e repetitiva que atinge a parte de cima da conjuntiva e da córnea dos olhos. Ela provoca sensações incômodas de queimação, irritação constante e olhos vermelhos, que evoluem ao longo de vários anos, mas sem costumar prejudicar a nitidez da visão. Sua origem está muito ligada à frouxidão do tecido ocular e a problemas da tireoide, como o hipertireoidismo. No Brasil, a doença não conta com um protocolo clínico (PCDT) próprio e não tem remédios específicos fornecidos pelo SUS, sendo o cuidado realizado pelo atendimento oftalmológico habitual da rede pública.

## Descrição clínica

Uma doença ocular crônica e recorrente que afeta a conjuntiva bulbar superior (a camada transparente que cobre o globo ocular, sobre a esclera) e a conjuntiva tarsal (a camada transparente que reveste as pálpebras), bem como o aspecto límbico superior da córnea (a área acima da córnea). É comumente encontrada em mulheres de 20 a 70 anos de idade. Os sinais e sintomas incluem queimação, vermelhidão e irritação e tendem a se desenvolver lentamente ao longo de um período de 1 a 10 anos. A visão geralmente permanece intacta. Embora a causa subjacente da SLK permaneça desconhecida, acredita-se que a condição seja secundária à frouxidão da conjuntiva bulbar superior. Os fatores que induzem a frouxidão conjuntival incluem doença ocular da tireoide (geralmente hipertireoidismo), pálpebras superiores apertadas e globos oculares proeminentes. Um distúrbio semelhante foi encontrado em usuários de lentes de contato gelatinosas, tipicamente com exposição a soluções conservadas com timerosal. O tratamento da SLK pode envolver o uso de vários medicamentos, cirurgia ou uma combinação de ambos.

## Epidemiologia e herança


## Tratamento e SUS

- **Registro ANVISA (registrado no Brasil; registro ≠ dispensação pelo SUS)**: BILASTINA, ALEKTOS, ALLEP PEDI�TRICO, NAIRE, BIXLYN, TYNNA, ALLEP, ALERYOS, ALEKTOS PED, BILARGOS, ALERBI, HISBILA

## Ensaios clínicos ativos (3)

- **NCT03731624** [UNKNOWN]: Diadenosine Polyphosphates and Mucin Associated With Ocular Surface Disorders — https://clinicaltrials.gov/study/NCT03731624
- **NCT02160327** [UNKNOWN]: The Role of Cytokines and Mast Cell in the Pathogenesis of SLK, Conjunctivochalasis, and Dry Eye — https://clinicaltrials.gov/study/NCT02160327
- **NCT00167050** [UNKNOWN]: The Pathogenesis of Superior Limbic Keratoconjunctivitis — https://clinicaltrials.gov/study/NCT00167050

## Perguntas frequentes

### O que causa a ceratoconjuntivite límbica superior?

A causa exata é desconhecida, mas acredita-se que decorra da frouxidão da conjuntiva bulbar superior gerando atrito no olho. Fatores como alterações na tireoide (especialmente hipertireoidismo), pálpebras superiores apertadas e uso de certas soluções de lentes de contato estão associados à condição.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/88633); [2] GARD (NIH) (https://rarediseases.info.nih.gov/diseases/GARD:10940/index)

### Quais são os principais sinais e sintomas da SLK?

Os sintomas mais frequentes são queimação, vermelhidão e irritação na região superior dos olhos. O quadro costuma evoluir de maneira crônica e lenta, ao longo de 1 a 10 anos, e habitualmente não reduz a visão.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/88633); [2] GARD (NIH) (https://rarediseases.info.nih.gov/diseases/GARD:10940/index)

### A ceratoconjuntivite límbica superior é hereditária?

Não há registro de padrão de herança genética nem genes causadores catalogados para a enfermidade nas bases científicas. A afecção é compreendida como um processo secundário a fatores mecânicos e inflamatórios locais.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/88633); [2] GARD (NIH) (https://rarediseases.info.nih.gov/diseases/GARD:10940/index)

### Existe tratamento fornecido pelo SUS para a doença?

A condição não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde e não possui protocolo com remédios dispensados especificamente pelo SUS. O acompanhamento e o tratamento dos pacientes ocorrem conforme a avaliação médica nos serviços oftalmológicos da rede pública de saúde.
- Fontes: [17] Ministério da Saúde — lista oficial de PCDTs de doenças raras (consultada em 2026-09-20) — esta doença NÃO consta nela (https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/doencas-raras/pcdt)

### Como é realizado o diagnóstico?

O diagnóstico é estabelecido clinicamente pelo exame visual da conjuntiva e do limbo corneano superior feito pelo médico. Não existem exames genéticos disponíveis nem testes de triagem neonatal para este diagnóstico.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/88633); [2] GARD (NIH) (https://rarediseases.info.nih.gov/diseases/GARD:10940/index); [10] Superior limbic keratoconjunctivitis: a comprehensive review. (2022) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34077767/)

## Importante

O Raras **não diagnostica e não prescreve**. Esta página é educativa e informativa.
Pacientes devem consultar profissionais de saúde qualificados para decisões clínicas.

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**Citação sugerida**: Raras.org — Ceratoconjuntivite límbica superior. Disponível em: https://raras.org/doenca/ceratoconjuntivite-limbica-superior
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