# Convulsões infantis não familiares benignas

> Página oficial: https://raras.org/doenca/convulsoes-infantis-nao-familiares-benignas
> Fonte: Raras.org — Banco de Dados de Doenças Raras em Português (CC BY 4.0 — atribuição obrigatória: Raras.org, https://raras.org)
> Última revisão do verbete: 2026-09-22

## Identificadores

- **ORPHA**: 166295 — https://www.orpha.net/en/disease/detail/166295
- **OMIM**: none — https://omim.org/entry/none

## Em linguagem simples

As convulsões infantis não familiares benignas formam um grupo de condições clínicas em que lactentes apresentam crises no início da vida. Diferente de outras condições hereditárias, esse quadro não possui padrão genético familiar característico determinado nos registros de saúde. A literatura científica descreve que o acompanhamento neurológico é voltado a observar a evolução do bebê e afastar outras causas graves. No Brasil, a doença não conta com um protocolo clínico (PCDT) próprio no SUS, e o cuidado ocorre pela rede médica assistencial comum.

## Descrição clínica

Convulsões benignas não familiares na infância são episódios epilépticos raros que surgem em bebês sem histórico familiar, geralmente com início entre 3 e 12 meses. Caracterizam-se por crises autolimitadas e bom prognóstico neurológico, sem sequelas significativas.

## Epidemiologia e herança


## Tratamento e SUS

- **Registro ANVISA (registrado no Brasil; registro ≠ dispensação pelo SUS)**: CARBAMAZEPINA, TEGREZIN, UNI-CARBAMAZ, TEGRETOL, TEGRETARD, LEVETIRACETAM, LECZA XR, ANTARA XR, SPARK, ETIRA, VETYPA, KEPPRA

## Perguntas frequentes

### O que são as convulsões infantis não familiares benignas?

Trata-se de uma classificação do catálogo Orphanet para um grupo de manifestações convulsivas em bebês sem padrão hereditário familiar caracterizado. A condição é estudada no âmbito dos transtornos e síndromes epilépticas da infância precoce.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/166295); [3] The spectrum of benign infantile seizures. (2006) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16837167/); [8] <scp>ILAE</scp> classification of the epilepsies: Position paper of the <scp>ILAE</scp> Commission for Classif (2017) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28276062/); [13] ILAE classification and definition of epilepsy syndromes with onset in neonates and infants: Position statemen (2022) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35503712/)

### A condição é hereditária ou transmitida pelos pais?

Por definição e classificação, o quadro é identificado como não familiar e não possui herança descrita nas fontes oficiais. Contudo, pesquisas já avaliaram mutações em genes como o PRRT2 em casos isolados e familiares de crises infantis benignas.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/166295); [2] GARD (NIH) (https://rarediseases.info.nih.gov/diseases/GARD:20071/index); [4] PRRT2 Mutations Cause Benign Familial Infantile Epilepsy and Infantile Convulsions with Choreoathetosis Syndro (2012) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/W2002109801/); [14] PRRT2 is mutated in familial and non-familial benign infantile seizures (2012) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22902423/)

### Como é feito o diagnóstico dessa condição?

O diagnóstico ocorre por meio de avaliação clínica e neurológica criteriosa, com base em critérios médicos para epilepsias infantis. Não há testes genéticos específicos cadastrados no Registro de Testes Genéticos internacional para esse diagnóstico.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/166295); [2] GARD (NIH) (https://rarediseases.info.nih.gov/diseases/GARD:20071/index); [8] <scp>ILAE</scp> classification of the epilepsies: Position paper of the <scp>ILAE</scp> Commission for Classif (2017) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28276062/); [13] ILAE classification and definition of epilepsy syndromes with onset in neonates and infants: Position statemen (2022) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35503712/)

### Existe protocolo ou tratamento pelo SUS para esta doença?

A condição não consta na lista oficial de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de doenças raras do Ministério da Saúde. A assistência em saúde é prestada por meio da rede regular do SUS de acordo com a conduta do especialista.
- Fontes: [17] Ministério da Saúde — lista oficial de PCDTs de doenças raras (consultada em 2026-09-20) — esta doença NÃO consta nela (https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/doencas-raras/pcdt)

### Quais medicamentos são citados na pesquisa médica sobre a condição?

A literatura científica cita fármacos como carbamazepina, fenobarbital, ácido valproico, levetiracetam e oxcarbazepina. Remédios como carbamazepina e levetiracetam têm registro na ANVISA, mas citações bibliográficas não configuram recomendação automática.
- Fontes: [18] ANVISA — medicamentos com registro no Brasil associados a esta doença: CARBAMAZEPINA, TEGREZIN, UNI-CARBAMAZ, TEGRETOL, TEGRETARD, LEVETIRACETAM, LECZA XR, ANTARA XR (registro na ANVISA — pode ser ven (https://consultas.anvisa.gov.br/#/medicamentos/); [19] PubTator3 (NCBI) — medicamentos CITADOS na literatura sobre esta doença (menção, NÃO recomendação): Carbamazepine, Phenobarbital, Valproic Acid, Levetiracetam, Lidocaine, Oxcarbazepine, Calcium, Pheny (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/research/pubtator3/)

## Importante

O Raras **não diagnostica e não prescreve**. Esta página é educativa e informativa.
Pacientes devem consultar profissionais de saúde qualificados para decisões clínicas.

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