# Cor triatriatum destro

> Página oficial: https://raras.org/doenca/cor-triatriatum-destro
> Fonte: Raras.org — Banco de Dados de Doenças Raras em Português (CC BY 4.0 — atribuição obrigatória: Raras.org, https://raras.org)
> Última revisão do verbete: 2026-09-22

## Identificadores

- **ORPHA**: 99098 — https://www.orpha.net/en/disease/detail/99098
- **CID-10**: Q24.2
- **OMIM**: none — https://omim.org/entry/none

## Em linguagem simples

O cor triatriatum destro é uma anomalia anatômica congênita rara em que uma membrana divide de forma incomum o átrio direito do coração. Em alguns recém-nascidos, essa membrana pode provocar **cianose** (coloração azulada ou arroxeada na pele e nas mucosas por falta de oxigenação), embora a alteração também possa ser um achado silencioso e sem sintomas. O diagnóstico é feito principalmente por meio do ecocardiograma que permite visualizar diretamente a anatomia do coração. A condição não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde e não possui remédios exclusivos em dispensação no SUS, sendo o tratamento focado na correção cirúrgica ou por cateterismo nos casos necessários.

## Descrição clínica

A válvula da veia cava inferior é uma válvula venosa que se localiza na junção da veia cava inferior e do átrio direito.

## Epidemiologia e herança


## Perguntas frequentes

### O cor triatriatum destro tem cura?

Casos que apresentam obstrução ao fluxo de sangue podem ser corrigidos com procedimentos mecânicos, como dilatação por balão ou cirurgia cardíaca. Muitas pessoas apresentam a anomalia de modo assintomático e sem impacto funcional, necessitando apenas de monitoramento clínico.
- Fontes: [9] Cor Triatriatum Dexter: An Innocent Bystander. (2022) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35528262/); [11] Cor Triatriatum Dexter as an Incidental Finding: Role of Two-Dimensional Transthoracic Echocardiography. (2019) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31720152/); [13] Cor Triatriatum: A Review. (2025) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37966218/); [15] Interatrial shunts: technical approaches to percutaneous closure. (2018) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30246569/); [16] Anaesthetic management for balloon dilation of cor triatriatum dexter in a dog. (2015) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26060096/)

### O cor triatriatum destro é hereditário?

Até o momento, não há padrões de herança genética definidos nem genes causais catalogados nos bancos de dados especializados. A alteração decorre primariamente de uma persistência anatômica anômala no desenvolvimento embrionário da válvula do seio venoso.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/99098); [2] GARD (NIH) (https://rarediseases.info.nih.gov/diseases/GARD:12483/index); [12] Commentary: Cor triatriatum dexter: Persistent tissue causing protean issues! (2020) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34318036/); [13] Cor Triatriatum: A Review. (2025) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37966218/)

### Quais são os primeiros sinais do cor triatriatum destro?

Quando sintomático, o sinal precoce mais comum relatado na literatura é a cianose neonatal (pele azulada ou arroxeada devido à baixa oxigenação sanguínea). Em diversos pacientes, contudo, a condição não provoca sintomas visíveis e é descoberta como um achado incidental durante exames de rotina.
- Fontes: [4] A rare cause of cyanosis in neonatal age: Cor triatriatum dexter. (2022) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36935822/); [5] Cor triatriatum dexter: an uncommon cause of neonatal cyanosis. (2024) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39236666/); [6] [Cor Triatriatum Dexter: an unusual cause of neonatal cyanosis]. (2020) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33180763/); [9] Cor Triatriatum Dexter: An Innocent Bystander. (2022) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35528262/); [11] Cor Triatriatum Dexter as an Incidental Finding: Role of Two-Dimensional Transthoracic Echocardiography. (2019) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31720152/)

### Existe tratamento para o cor triatriatum destro pelo SUS?

Esta anomalia não consta na lista oficial de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de doenças raras do Ministério da Saúde.
- Fontes: [17] Ministério da Saúde — lista oficial de PCDTs de doenças raras (consultada em 2026-09-20) — esta doença NÃO consta nela (https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/doencas-raras/pcdt)

### Como é feito o diagnóstico da alteração?

O diagnóstico da condição é estabelecido visualmente através do ecocardiograma transtorácico bidimensional, que identifica a membrana anômala no interior do átrio direito. Não há testes genéticos laboratoriais específicos para diagnosticar esta alteração morfológica nos catálogos mundiais.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/99098); [2] GARD (NIH) (https://rarediseases.info.nih.gov/diseases/GARD:12483/index); [11] Cor Triatriatum Dexter as an Incidental Finding: Role of Two-Dimensional Transthoracic Echocardiography. (2019) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31720152/)

## Importante

O Raras **não diagnostica e não prescreve**. Esta página é educativa e informativa.
Pacientes devem consultar profissionais de saúde qualificados para decisões clínicas.

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**Citação sugerida**: Raras.org — Cor triatriatum destro. Disponível em: https://raras.org/doenca/cor-triatriatum-destro
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