# Coroidite em serpentina

> Página oficial: https://raras.org/doenca/coroidite-em-serpentina
> Fonte: Raras.org — Banco de Dados de Doenças Raras em Português (CC BY 4.0 — atribuição obrigatória: Raras.org, https://raras.org)
> Última revisão do verbete: 2026-09-22

## Identificadores

- **ORPHA**: 35686 — https://www.orpha.net/en/disease/detail/35686
- **CID-10**: H30.8

## Em linguagem simples

A coroidite em serpentina é uma inflamação rara que atinge as partes internas dos olhos e que costuma aparecer na idade adulta, entre os 30 e 70 anos. A doença causa lesões que podem durar meses e deixar cicatrizes no tecido ocular, apresentando episódios que vão e voltam com frequência. Quando o centro da visão, chamado de mácula, é afetado pelas lesões, pode ocorrer diminuição ou perda visual em um ou nos dois olhos. O tratamento médico utiliza remédios anti-inflamatórios e imunossupressores para conter o processo inflamatório. No Brasil, opções imunossupressoras e anti-inflamatórias como prednisona, ciclosporina, azatioprina e adalimumabe são dispensadas pelo SUS por meio do protocolo de Uveítes não Infecciosas.

## Descrição clínica

A coroidite em serpentina é uma condição inflamatória ocular rara que tipicamente se desenvolve entre os 30 e 70 anos de idade. Os indivíduos afetados apresentam lesões nos olhos que duram de semanas a meses e envolvem a cicatrização do tecido ocular. A recorrência dessas lesões é comum na coroidite em serpentina. A perda de visão pode ocorrer em um ou ambos os olhos quando a mácula é envolvida. As opções de tratamento envolvem medicamentos anti-inflamatórios e imunossupressores.

## Epidemiologia e herança


## Ensaios clínicos ativos (2)

- **NCT00645697** [COMPLETED]: Intravitreal Bevacizumab in Recalcitrant Inflammatory Ocular Neovascularization — https://clinicaltrials.gov/study/NCT00645697
- **NCT00407121** [WITHDRAWN]: Intravitreal Bevacizumab for Inflammatory Neovascular Membranes — https://clinicaltrials.gov/study/NCT00407121

## Perguntas frequentes

### O que é coroidite em serpentina?

É uma doença ocular inflamatória rara que costuma se manifestar entre os 30 e os 70 anos de idade. Ela provoca lesões que permanecem por semanas ou meses e geram cicatrizes no tecido dos olhos.
- Fontes: [2] GARD (NIH) (https://rarediseases.info.nih.gov/diseases/GARD:31/index)

### Quais são os principais sintomas?

Os pacientes apresentam lesões oculares recorrentes que formam cicatrizes na estrutura ocular. Se a região da mácula for afetada, pode haver perda de visão parcial ou total em um ou ambos os olhos.
- Fontes: [2] GARD (NIH) (https://rarediseases.info.nih.gov/diseases/GARD:31/index)

### A doença é hereditária?

Não há padrão de herança genética nem genes causais descritos nos catálogos mundiais até o momento. Ela é considerada uma condição inflamatória primária sem mecanismo genético catalogado.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/35686); [2] GARD (NIH) (https://rarediseases.info.nih.gov/diseases/GARD:31/index)

### Existe tratamento pelo SUS?

Embora não haja um PCDT exclusivo para esta patologia, o SUS disponibiliza tratamento pelo protocolo de Uveítes não Infecciosas. A rede pública dispensa fármacos como prednisona, metilprednisolona, azatioprina, ciclosporina e adalimumabe.
- Fontes: [17] PCDT vigente "Uveítes não Infecciosas" — o SUS dispensa Ciclosporina cápsula 10 mg (Portaria Conjunta SAES-SCTIE/MS nº 13) (https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/dados-em-excel); [18] Ministério da Saúde — lista oficial de PCDTs de doenças raras (consultada em 2026-09-20) — esta doença NÃO consta nela (https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/doencas-raras/pcdt)

### Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico apoia-se em exames oftalmológicos clínicos e estudos de imagem da retina e da coroide. Não existem exames de sangue específicos nem testes genéticos registrados para confirmar a doença.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/35686); [2] GARD (NIH) (https://rarediseases.info.nih.gov/diseases/GARD:31/index); [7] Optical Coherence Tomography Angiography (OCTA) findings in Serpiginous Choroiditis (2020) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/PPR177095/); [15] Placoid lesions of the retina: progress in multimodal imaging and clinical perspective. (2022) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33468489/)

## Importante

O Raras **não diagnostica e não prescreve**. Esta página é educativa e informativa.
Pacientes devem consultar profissionais de saúde qualificados para decisões clínicas.

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**Citação sugerida**: Raras.org — Coroidite em serpentina. Disponível em: https://raras.org/doenca/coroidite-em-serpentina
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