# Disqueratose intraepitelial da córnea, hereditária e benigna

> Página oficial: https://raras.org/doenca/disqueratose-intraepitelial-da-cornea-hereditaria-e-benigna
> Fonte: Raras.org — Banco de Dados de Doenças Raras em Português (CC BY 4.0 — atribuição obrigatória: Raras.org, https://raras.org)
> Última revisão do verbete: 2026-09-22

## Identificadores

- **ORPHA**: 352657 — https://www.orpha.net/en/disease/detail/352657
- **CID-10**: Q82.8
- **OMIM**: OMIM:127600 — https://omim.org/entry/127600

## Em linguagem simples

A disqueratose intraepitelial da córnea, hereditária e benigna (HBID) é uma alteração genética muito rara que causa placas esbranquiçadas na boca e lesões na parte branca dos olhos desde os primeiros anos de vida. As famílias costumam notar manchas brancas indolores no interior da boca, vermelhidão nos olhos e incômodo com a claridade (fotofobia). Embora as lesões sejam benignas e não virem câncer, o acompanhamento oftalmológico constante é essencial para preservar a visão. A condição não conta com um protocolo clínico (PCDT) nem medicamentos dispensados de forma específica pelo SUS, mas o cuidado e a reabilitação visual ocorrem pela rede pública de saúde.

## Descrição clínica

Doença genética rara com padrão de herança autossômico dominante com penetrância variável. Foi inicialmente descrito entre os nativos americanos pertencentes à tribo Haliwa-Saponi, no nordeste da Carolina do Norte. É causada por uma duplicação do DNA cromossômico em 4q35. Os sinais clínicos estão presentes na primeira infância e incluem placas assintomáticas da conjuntiva epibulbar e da mucosa oral. A progressão clínica das placas para malignidade não foi relatada.

## Epidemiologia e herança

- **Prevalência**: <1 / 1 000 000
- **Padrão de herança**: Autosomal dominant

## Sinais e sintomas (5 fenótipos HPO)

- **Leucoplasia oral** — HPO: HP:0002745
- **Fotofobia** — HPO: HP:0000613 (Ocasional (29-5%))
- **Deficiência visual** — HPO: HP:0000505
- **Olho vermelho** — HPO: HP:0025337
- **Herança autossômica dominante** — HPO: HP:0000006

## Tratamento e SUS

- **Registro ANVISA (registrado no Brasil; registro ≠ dispensação pelo SUS)**: GEROVITAL, MATURE, GERILON, AD-TIL, REGENCEL, AD-VITAM

## Doenças relacionadas (por similaridade fenotípica)

- [Distrofia da córnea](https://raras.org/doenca/distrofia-da-cornea) — ORPHA:34533 — 4 sintomas em comum
- [Distrofia da córnea anterior](https://raras.org/doenca/distrofia-da-cornea-anterior) — ORPHA:98625 — 4 sintomas em comum
- [Microcoria congênita](https://raras.org/doenca/microcoria-congenita) — ORPHA:566 — 3 sintomas em comum
- [Distrofia corneana, reticular, tipo I](https://raras.org/doenca/distrofia-corneana-reticular-tipo-i) — ORPHA:98964 — 3 sintomas em comum
- [Retinite pigmentosa](https://raras.org/doenca/retinite-pigmentosa) — ORPHA:791 — 3 sintomas em comum
- [Drusas dominante](https://raras.org/doenca/drusas-dominante) — ORPHA:75376 — 3 sintomas em comum
- [Uveíte](https://raras.org/doenca/uveite) — ORPHA:98715 — 3 sintomas em comum
- [Panuveíte](https://raras.org/doenca/panuveite) — ORPHA:280898 — 3 sintomas em comum
- [Distrofia do estroma da córnea](https://raras.org/doenca/distrofia-do-estroma-da-cornea) — ORPHA:98626 — 3 sintomas em comum
- [Distrofia corneana, tipo Groenouw](https://raras.org/doenca/distrofia-corneana-tipo-groenouw) — ORPHA:98962 — 3 sintomas em comum

## Perguntas frequentes

### A disqueratose intraepitelial da córnea benigna tem cura?

Não há cura definitiva catalogada para a disqueratose intraepitelial da córnea, hereditária e benigna. As abordagens clínicas e oftalmológicas concentram-se no acompanhamento e controle das lesões para preservar a visão.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/352657); [2] OMIM 127600 (https://www.omim.org/entry/127600); [5] Regarding Treatment and Features of a Case Series of Patients With Hereditary Benign Intraepithelial Dyskerato (2023) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36582038/); [6] Surgical management of a recurrent hereditary benign intraepithelial dyskeratosis lesion involving a Boston ke (2023) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35716704/)

### A HBID é uma doença hereditária?

Sim, trata-se de uma doença com herança autossômica dominante associada a uma duplicação no cromossomo 4q35. A penetrância é variável, o que faz com que os sintomas se manifestem em graus diferentes entre parentes.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/352657); [2] OMIM 127600 (https://www.omim.org/entry/127600)

### Quais são os primeiros sinais da doença?

Os primeiros sinais aparecem no período neonatal ou na primeira infância com placas na conjuntiva dos olhos e leucoplasia oral. Podem ocorrer também olho vermelho, fotofobia e redução da visão ao longo do tempo.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/352657); [2] OMIM 127600 (https://www.omim.org/entry/127600); [4] Human Phenotype Ontology (HPO) (https://hpo.jax.org)

### Existe tratamento para a condição pelo SUS?

A doença não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde e não possui diretriz terapêutica própria com remédios dispensados. O cuidado aos pacientes é fornecido através da rede pública em consultas oftalmológicas e serviços de reabilitação.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/352657); [11] Ministério da Saúde — lista oficial de PCDTs de doenças raras (consultada em 2026-09-20) — esta doença NÃO consta nela (https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/doencas-raras/pcdt)

### As placas da doença podem virar câncer?

A progressão das placas oculares e orais para malignidade não foi relatada na literatura médica. A condição é considerada benigna, embora exija cuidados periódicos para evitar complicações oculares.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/352657); [2] OMIM 127600 (https://www.omim.org/entry/127600); [7] Case Series of Patients With Hereditary Benign Intraepithelial Dyskeratosis. (2022) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36219214/)

## Importante

O Raras **não diagnostica e não prescreve**. Esta página é educativa e informativa.
Pacientes devem consultar profissionais de saúde qualificados para decisões clínicas.

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