# Epúlide, congênita

> Página oficial: https://raras.org/doenca/epulide-congenita
> Fonte: Raras.org — Banco de Dados de Doenças Raras em Português (CC BY 4.0 — atribuição obrigatória: Raras.org, https://raras.org)
> Última revisão do verbete: 2026-09-22

## Identificadores

- **ORPHA**: 157826 — https://www.orpha.net/en/disease/detail/157826
- **CID-10**: K06.8

## Em linguagem simples

A epúlide congênita é uma formação benigna na gengiva que já está visível ao nascimento, acometendo o rebordo superior da boca de bebês. Essa alteração afeta predominantemente crianças do sexo feminino e tem causa biológica ainda não totalmente esclarecida. A remoção cirúrgica completa da lesão é o procedimento curativo indicado pela literatura médica. A condição não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde, sendo os cuidados cirúrgicos prestados pela rede pública de saúde.

## Descrição clínica

Um tumor gengival congênito que ocorre ao longo do rebordo alveolar da maxila. Geralmente afeta bebês do sexo feminino. A histogênese é desconhecida. Morfologicamente, é caracterizado pela presença de grandes células com citoplasma granular eosinofílico. A ressecção cirúrgica completa é curativa.

## Epidemiologia e herança

- **Prevalência**: 1-9 / 1 000 000

## Centros de referência no Brasil (24)

- Hospital Universitário Prof. Edgard Santos (HUPES) (Salvador/BA)
- Hospital Infantil Albert Sabin (Fortaleza/CE)
- Hospital de Apoio de Brasília (HAB) (Brasília/DF)
- Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (HIABA) (Vila Velha/ES)
- Hospital das Clínicas da UFG (Goiânia/GO)
- Hospital Universitário da UFJF (Juiz de Fora/MG)
- Hospital das Clínicas da UFMG (Belo Horizonte/MG)
- Hospital Universitário Julio Müller (HUJM) (Cuiabá/MT)
- Hospital Universitário João de Barros Barreto (Belém/PA)
- Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW) (João Pessoa/PB)
- Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP) (Recife/PE)
- Hospital Pequeno Príncipe (Curitiba/PR)
- Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM) (Maringá/PR)
- Hospital de Clínicas da UFPR (Curitiba/PR)
- Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE-UERJ) (Rio de Janeiro/RJ)
- Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) (Rio de Janeiro/RJ)
- Hospital São Lucas da PUCRS (Porto Alegre/RS)
- Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) (Porto Alegre/RS)
- Hospital Universitário da UFSC (HU-UFSC) (Florianópolis/SC)
- Hospital das Clínicas da FMUSP (São Paulo/SP)

## Perguntas frequentes

### O que é epúlide congênita?

É um tumor gengival congênito raro localizado no rebordo alveolar da maxila. Acomete comumente bebês do sexo feminino e manifesta-se nos períodos neonatal e de lactente.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/157826)

### A epúlide congênita tem cura?

Sim, a literatura científica indica que a ressecção cirúrgica completa da lesão tem efeito curativo. Relatos isolados também descrevem a ocorrência eventual de regressão espontânea em alguns recém-nascidos.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/157826); [12] Spontaneous regression of congenital epulis of the newborn. (1989) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/2923466/)

### É uma doença hereditária?

A histogênese celular é considerada desconhecida e não há genes causais descritos. Não há padrão de herança catalogado nas bases especializadas de genética médica.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/157826); [2] GARD (NIH) (https://rarediseases.info.nih.gov/diseases/GARD:20016/index)

### Existe tratamento pelo SUS?

Esta doença não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde. O manejo cirúrgico curativo e o acompanhamento pediátrico ocorrem pelos serviços de cirurgia pediátrica ou bucomaxilofacial do SUS.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/157826); [17] Ministério da Saúde — lista oficial de PCDTs de doenças raras (consultada em 2026-09-20) — esta doença NÃO consta nela (https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/doencas-raras/pcdt)

### Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico pode ser suspeitado antes do nascimento por meio de ultrassonografia ou ressonância magnética fetal. No nascimento, ele é confirmado pelo exame clínico bucal e pela análise das células com citoplasma granular eosinofílico.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/157826); [5] Congenital epulis: prenatal imaging with MRI and ultrasound (2003) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/12961042/); [11] Congenital epulis: prenatal diagnosis by ultrasound (2001) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/11436896/)

## Importante

O Raras **não diagnostica e não prescreve**. Esta página é educativa e informativa.
Pacientes devem consultar profissionais de saúde qualificados para decisões clínicas.

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**Citação sugerida**: Raras.org — Epúlide, congênita. Disponível em: https://raras.org/doenca/epulide-congenita
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