# Euriblefaron

> Página oficial: https://raras.org/doenca/euriblefaron
> Fonte: Raras.org — Banco de Dados de Doenças Raras em Português (CC BY 4.0 — atribuição obrigatória: Raras.org, https://raras.org)
> Última revisão do verbete: 2026-09-22

## Identificadores

- **ORPHA**: 99172 — https://www.orpha.net/en/disease/detail/99172
- **CID-10**: Q10.1

## Em linguagem simples

O euriblefaron é uma alteração congênita e rara no formato das pálpebras, presente desde o nascimento do bebê. A família costuma notar que os olhos parecem mais abertos na horizontal, com pálpebras curtas e bordas viradas para fora no canto externo. Em casos mais acentuados, a criança pode apresentar dificuldade para fechar completamente os olhos, gerando ressecamento e lesões na córnea. O manejo requer avaliação oftalmológica e pode demandar cirurgia corretiva, sendo a reabilitação e o diagnóstico investigados pelo SUS.

## Descrição clínica

O euriblefaron é uma anomalia palpebral congênita rara de etiologia desconhecida, caracterizada pelo aumento horizontal bilateral da fenda palpebral com pálpebras verticalmente encurtadas, mau posicionamento do canto lateral e ectrópio lateral. Pode ser isolado ou associado a outras anomalias oculares (por exemplo, estrabismo ou telecanto) ou anomalias sistêmicas (por exemplo, síndrome blefaroqueiloodôntica). Em casos graves, pode resultar em lagoftalmo e ceratopatia de exposição, exigindo tratamento cirúrgico.

## Epidemiologia e herança


## Perguntas frequentes

### O que causa o euriblefaron?

A etiologia do euriblefaron é considerada desconhecida nos catálogos médicos. Ele pode ocorrer de forma isolada ou fazer parte de síndromes congênitas mais amplas.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/99172)

### Quais são os principais sinais observados no euriblefaron?

Observa-se um alargamento horizontal bilateral da fenda dos olhos associado a pálpebras verticalmente curtas. Também é característico o mau posicionamento do canto lateral e o ectrópio na parte externa da pálpebra.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/99172)

### Existe tratamento cirúrgico para a condição?

Sim, a intervenção cirúrgica é indicada para casos graves da anomalia palpebral. Ela é necessária quando ocorrem lagoftalmo e ceratopatia de exposição, para proteger a visão.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/99172)

### O euriblefaron tem protocolo de tratamento (PCDT) no SUS?

Esta doença não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde.
- Fontes: [17] Ministério da Saúde — lista oficial de PCDTs de doenças raras (consultada em 2026-09-20) — esta doença NÃO consta nela (https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/doencas-raras/pcdt)

### Existem testes genéticos específicos para confirmar a doença?

Não há testes genéticos específicos cadastrados para diagnosticar a forma isolada de euriblefaron. O diagnóstico apoia-se no exame clínico morfológico feito pelo oftalmologista ou pediatra.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/99172); [2] GARD (NIH) (https://rarediseases.info.nih.gov/diseases/GARD:19674/index)

## Importante

O Raras **não diagnostica e não prescreve**. Esta página é educativa e informativa.
Pacientes devem consultar profissionais de saúde qualificados para decisões clínicas.

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**Citação sugerida**: Raras.org — Euriblefaron. Disponível em: https://raras.org/doenca/euriblefaron
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