# Lesão obstétrica do plexo braquial, sem recuperação

> Página oficial: https://raras.org/doenca/lesao-obstetrica-do-plexo-braquial-sem-recuperacao
> Fonte: Raras.org — Banco de Dados de Doenças Raras em Português (CC BY 4.0 — atribuição obrigatória: Raras.org, https://raras.org)
> Última revisão do verbete: 2026-09-22

## Identificadores

- **ORPHA**: 439202 — https://www.orpha.net/en/disease/detail/439202
- **CID-10**: P14.3
- **OMIM**: none — https://omim.org/entry/none

## Em linguagem simples

A lesão obstétrica do plexo braquial sem recuperação é uma condição decorrente de estiramento ou trauma das raízes nervosas do membro superior no momento do nascimento. Ao contrário de quadros mais leves, nesta forma as dificuldades de movimento não se recuperam totalmente de forma espontânea, podendo gerar alterações nas articulações do ombro, cotovelo e antebraço. A literatura aborda caminhos terapêuticos baseados em reabilitação física e intervenções cirúrgicas reparadoras. No Brasil, a patologia não possui um protocolo clínico e diretrizes terapêuticas (PCDT) exclusivo na lista oficial do Ministério da Saúde para doenças raras.

## Descrição clínica

Paralisia do plexo braquial causada por trauma no nascimento, resultando em perda permanente de função motora e sensorial no braço afetado. A ausência de recuperação funcional requer manejo de longo prazo para maximizar a independência.

## Epidemiologia e herança


## Tratamento e SUS

- **Registro ANVISA (registrado no Brasil; registro ≠ dispensação pelo SUS)**: LADOGAL, NATIFA, SANDRENA, ESTRADIOL+ACETATO DE NORETISTERONA, SYSTEN SEQUI, SUPREMA, NATIFA PRO, SYSTEN, ESTALIS, ESTRIOL, STELE, ESTRIONIL

## Perguntas frequentes

### O que causa a Paralisia de Erb-Duchene sem recuperação?

Ela é causada por estiramento mecânico das raízes do plexo braquial decorrente de complicações no parto, como a distócia de ombro. Trata-se de um evento traumático neonatal, sem relação com alterações genéticas ou hereditárias registradas.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/439202); [2] GARD (NIH) (https://rarediseases.info.nih.gov/diseases/GARD:21826/index); [12] Common intrapartum denominators of shoulder dystocia related birth injuries. (1994) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/8147178/); [14] A comparison of shoulder dystocia-associated transient and permanent brachial plexus palsies. (2003) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/12962939/)

### A lesão obstétrica do plexo braquial sem recuperação é hereditária?

Não há herança genética ou gene causador associado a este quadro clínico nos registros oficiais de doenças raras. Sua causa é exclusivamente traumática e física, ligada às circunstâncias mecânicas durante o nascimento.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/439202); [2] GARD (NIH) (https://rarediseases.info.nih.gov/diseases/GARD:21826/index); [12] Common intrapartum denominators of shoulder dystocia related birth injuries. (1994) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/8147178/); [14] A comparison of shoulder dystocia-associated transient and permanent brachial plexus palsies. (2003) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/12962939/)

### Existe tratamento pelo SUS por meio de PCDT específico?

Não, esta enfermidade não consta na lista oficial de PCDTs para doenças raras publicada pelo Ministério da Saúde. Não há medicamentos específicos dispensados no âmbito deste programa governamental para a afecção.
- Fontes: [17] Ministério da Saúde — lista oficial de PCDTs de doenças raras (consultada em 2026-09-20) — esta doença NÃO consta nela (https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/doencas-raras/pcdt)

### Como é avaliada a evolução da lesão?

O acompanhamento ocorre por exame físico motor e estudos articulares como a ultrassonografia para monitorar deformidades no ombro. A ausência de melhora motora ao longo dos meses permite diferenciar o quadro das apresentações puramente transitórias.
- Fontes: [6] Comparison of the natural history, the outcome of microsurgical repair, and the outcome of operative reconstru (1999) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/10360693/); [7] Ultrasound diagnosis of shoulder congruity in chronic obstetric brachial plexus palsy. (2002) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/11837812/); [9] Neonatal brachial plexus palsy--management and prognostic factors. (2014) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24863029/); [14] A comparison of shoulder dystocia-associated transient and permanent brachial plexus palsies. (2003) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/12962939/)

### Quais abordagens são descritas na literatura para o manejo da condição?

Publicações médicas relatam opções cirúrgicas reparadoras e reconstrutivas para as deformidades secundárias dos membros. Intervenções de reabilitação, a exemplo da estimulação elétrica neuromuscular, também são avaliadas em estudos científicos.
- Fontes: [6] Comparison of the natural history, the outcome of microsurgical repair, and the outcome of operative reconstru (1999) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/10360693/); [10] A Novel Operation Technique for Forearm Deformities in Patients with Brachial Plexus Birth Injury: Retrospecti (2024) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38494165/); [11] Neuromuscular Electrical Stimulation Improves Muscle Strength, Biomechanics of Movement, and Functional Mobili (2021) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34184031/); [13] Outcome after later combined brachial plexus and shoulder surgery after birth trauma. (2003) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/14653601/)

## Importante

O Raras **não diagnostica e não prescreve**. Esta página é educativa e informativa.
Pacientes devem consultar profissionais de saúde qualificados para decisões clínicas.

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