# Paralisia facial isolada hereditária congênita

> Página oficial: https://raras.org/doenca/paralisia-facial-isolada-hereditaria-congenita
> Fonte: Raras.org — Banco de Dados de Doenças Raras em Português (CC BY 4.0 — atribuição obrigatória: Raras.org, https://raras.org)
> Última revisão do verbete: 2026-09-22

## Identificadores

- **ORPHA**: 306527 — https://www.orpha.net/en/disease/detail/306527
- **CID-10**: Q87.0
- **OMIM**: none — https://omim.org/entry/none

## Em linguagem simples

A paralisia facial isolada hereditária congênita (IHCFP) é uma condição neurológica extremamente rara em que a criança nasce com perda ou fraqueza de movimentos no rosto. Acredita-se que ela surja por uma alteração no desenvolvimento do núcleo cerebral ou do próprio nervo que comanda os músculos faciais. Os pais costumam notar assimetrias na face e fraqueza para fechar os olhos, manifestações que não pioram com o passar do tempo. Embora não existam medicamentos específicos ou PCDT formulado para a doença no SUS, o sistema público disponibiliza acompanhamento em reabilitação para doenças raras.

## Descrição clínica

A paralisia facial congênita hereditária isolada (IHCFP) é uma doença neurológica extremamente rara, que se acredita ser causada por um desenvolvimento anormal do núcleo facial (uma parte do cérebro) e/ou do nervo facial. Até o momento, foi relatada em menos de 10 famílias. Ela se manifesta como uma paralisia facial que não piora com o tempo, afeta apenas o rosto e pode atingir um lado ou os dois lados, de forma igual ou desigual. As diferentes ramificações do nervo facial podem ser atingidas de forma desigual.

## Epidemiologia e herança

- **Prevalência**: <1 / 1 000 000
- **Casos conhecidos**: 8
- **Padrão de herança**: Autosomal dominant, Autosomal recessive

## Sinais e sintomas (3 fenótipos HPO)

- **Paralisia facial** — HPO: HP:0010628
- **Fraqueza do músculo orbicular do olho** — HPO: HP:0012507
- **Reflexo corneano diminuído** — HPO: HP:0008000

## Centros de referência no Brasil (24)

- Hospital Universitário Prof. Edgard Santos (HUPES) (Salvador/BA)
- Hospital Infantil Albert Sabin (Fortaleza/CE)
- Hospital de Apoio de Brasília (HAB) (Brasília/DF)
- Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (HIABA) (Vila Velha/ES)
- Hospital das Clínicas da UFG (Goiânia/GO)
- Hospital Universitário da UFJF (Juiz de Fora/MG)
- Hospital das Clínicas da UFMG (Belo Horizonte/MG)
- Hospital Universitário Julio Müller (HUJM) (Cuiabá/MT)
- Hospital Universitário João de Barros Barreto (Belém/PA)
- Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW) (João Pessoa/PB)
- Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP) (Recife/PE)
- Hospital Pequeno Príncipe (Curitiba/PR)
- Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM) (Maringá/PR)
- Hospital de Clínicas da UFPR (Curitiba/PR)
- Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE-UERJ) (Rio de Janeiro/RJ)
- Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) (Rio de Janeiro/RJ)
- Hospital São Lucas da PUCRS (Porto Alegre/RS)
- Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) (Porto Alegre/RS)
- Hospital Universitário da UFSC (HU-UFSC) (Florianópolis/SC)
- Hospital das Clínicas da FMUSP (São Paulo/SP)

## Doenças relacionadas (por similaridade fenotípica)

- [Miopatia distal Laing](https://raras.org/doenca/miopatia-distal-laing) — ORPHA:59135 — 2 sintomas em comum
- [Miopatia e diabetes mellitus](https://raras.org/doenca/miopatia-e-diabetes-mellitus) — ORPHA:2596 — 2 sintomas em comum
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## Perguntas frequentes

### A paralisia facial isolada hereditária congênita tem cura?

Não há cura definitiva ou tratamento medicamentoso catalogado para reverter a alteração anatômica do nervo facial. O acompanhamento médico é voltado à reabilitação física e proteção da função visual.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/306527); [3] Human Phenotype Ontology (HPO) (https://hpo.jax.org)

### A doença é hereditária?

Sim, a literatura científica registra padrões de herança autossômica dominante e autossômica recessiva em famílias afetadas. Estudos genéticos relatam mutações no gene HOXB1 associadas a esses quadros familiares.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/306527); [4] A novel homozygous HOXB1 mutation in a Turkish family with hereditary congenital facial paresis. (2017) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27640920/); [6] Homozygous HOXB1 loss-of-function mutation in a large family with hereditary congenital facial paresis. (2016) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27144914/)

### Quais são os primeiros sinais percebidos?

A fraqueza muscular facial manifesta-se desde o período neonatal ou primeira infância. Os principais sinais incluem fraqueza para o fechamento dos olhos e redução do reflexo corneano protetor.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/306527); [3] Human Phenotype Ontology (HPO) (https://hpo.jax.org)

### Existe tratamento ou protocolo clínico no SUS?

Esta doença não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde e não há remédios dispensados especificamente para ela. O cuidado na rede pública ocorre por meio de procedimentos de atendimento em reabilitação para doenças raras.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/306527); [10] Ministério da Saúde — lista oficial de PCDTs de doenças raras (consultada em 2026-09-20) — esta doença NÃO consta nela (https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/doencas-raras/pcdt)

### A paralisia facial congênita piora com o tempo?

Não, uma das características centrais da paralisia facial congênita isolada hereditária é o seu curso clínico não progressivo. O comprometimento motor dos ramos faciais permanece estável ao longo da vida do paciente.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/306527)

## Importante

O Raras **não diagnostica e não prescreve**. Esta página é educativa e informativa.
Pacientes devem consultar profissionais de saúde qualificados para decisões clínicas.

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