# Rim espongiforme medular

> Página oficial: https://raras.org/doenca/rim-espongiforme-medular
> Fonte: Raras.org — Banco de Dados de Doenças Raras em Português (CC BY 4.0 — atribuição obrigatória: Raras.org, https://raras.org)
> Última revisão do verbete: 2026-09-22

## Identificadores

- **ORPHA**: 1309 — https://www.orpha.net/en/disease/detail/1309
- **CID-10**: Q61.5
- **OMIM**: none — https://omim.org/entry/none

## Em linguagem simples

O rim espongiforme medular é uma alteração congênita caracterizada por pequenas bolsas (cistos) dentro dos rins, o que confere a eles um aspecto parecido com o de uma esponja. A maioria das pessoas nasce com essa condição, mas os primeiros sinais costumam aparecer apenas na adolescência ou na fase adulta. As queixas mais comuns que levam à investigação são cólicas decorrentes de pedras nos rins (nefrolitíase), infecções urinárias e sangue na urina. Embora a alteração estrutural não tenha cura, o cuidado envolve a retirada dos cálculos e o uso de antibióticos para as infecções do trato urinário. No Brasil, a condição não possui um protocolo clínico específico (PCDT) no Ministério da Saúde, sendo assistida pela rede geral de atendimento do SUS.

## Descrição clínica

O rim esponjoso medular (MSK) é um defeito congênito dos túbulos - pequenos tubos dentro dos rins. Em um rim normal, a urina flui através desses túbulos à medida que é formada. No MSK, pequenos sacos chamados cistos se formam na medula (a parte interna do rim), criando uma aparência esponjosa. Os cistos impedem que a urina flua livremente pelos túbulos. O MSK está presente desde o nascimento, mas os sintomas normalmente não ocorrem até a adolescência ou a idade adulta. Os problemas causados ​​pelo MSK incluem sangue na urina, cálculos renais e infecções do trato urinário. MSK raramente leva a problemas mais sérios, como insuficiência renal total. Não há cura para esta condição, por isso o tratamento visa remover cálculos renais e tratar infecções do trato urinário com antibióticos.

## Epidemiologia e herança

- **Prevalência**: Unknown
- **Padrão de herança**: Autosomal dominant, Not applicable

## Sinais e sintomas (5 fenótipos HPO)

- **Hemi-hipertrofia** — HPO: HP:0001528 (Ocasional (29-5%))
- **Nefrolitíase** — HPO: HP:0000787 (Muito frequente (99-80%))
- **Hematúria** — HPO: HP:0000790 (Frequente (79-30%))
- **Hipercalciúria** — HPO: HP:0002150 (Frequente (79-30%))
- **Acidose tubular renal distal** — HPO: HP:0008341 (Frequente (79-30%))

## Genes associados (1)

- **HNF1B** — Hepatocyte nuclear factor 1-beta [Disease-causing germline mutation(s) in]
  - Função: Transcription factor that binds to the inverted palindrome 5'-GTTAATNATTAAC-3' (PubMed:17924661, PubMed:7900999). Binds to the FPC element in the cAMP regulatory unit of the PLAU gene (By similarity).

## Ensaios clínicos ativos (2)

- **NCT05682053** [COMPLETED]: Multiparametric Magnetic Resonance Imaging (MRI) in Medullary Sponge Kidney — https://clinicaltrials.gov/study/NCT05682053
- **NCT06418230** [UNKNOWN]: EXOME SEQUENCING IN MEDULLARY SPONGE KIDNEY — https://clinicaltrials.gov/study/NCT06418230

## Doenças relacionadas (por similaridade fenotípica)

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- [Hiperoxalúria primária](https://raras.org/doenca/hiperoxaluria-primaria) — ORPHA:416 — 3 sintomas em comum

## Perguntas frequentes

### O rim espongiforme medular tem cura?

Não há cura conhecida para o rim espongiforme medular, pois trata-se de uma alteração anatômica congênita dos rins. O tratamento disponível é direcionado para a remoção dos cálculos renais e o controle de infecções urinárias com antibióticos.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/1309); [2] GARD (NIH) (https://rarediseases.info.nih.gov/diseases/GARD:232/index)

### A condição é considerada hereditária?

A literatura médica descreve casos com transmissão genética autossômica dominante, além de variações no gene HNF1B. Apesar disso, em muitos indivíduos o padrão de herança é considerado não aplicável, ocorrendo de forma isolada.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/1309); [4] GenCC (https://search.thegencc.org)

### Quais são os primeiros sinais do rim espongiforme medular?

Os sintomas geralmente não aparecem no nascimento e tornam-se perceptíveis na infância tardia, adolescência ou idade adulta. Os sinais mais característicos incluem sangue na urina (hematúria), formação de cálculos nos rins e episódios frequentes de infecção urinária.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/1309); [2] GARD (NIH) (https://rarediseases.info.nih.gov/diseases/GARD:232/index); [3] Human Phenotype Ontology (HPO) (https://hpo.jax.org)

### Existe tratamento pelo SUS para o rim espongiforme medular?

Esta patologia não consta na lista oficial de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para doenças raras do Ministério da Saúde. O cuidado clínico para tratamento de cálculos e infecções é prestado por meio dos serviços regulares de nefrologia e da atenção especializada do SUS.
- Fontes: [2] GARD (NIH) (https://rarediseases.info.nih.gov/diseases/GARD:232/index); [19] Ministério da Saúde — lista oficial de PCDTs de doenças raras (consultada em 2026-09-20) — esta doença NÃO consta nela (https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/doencas-raras/pcdt)

### Como é realizado o diagnóstico da doença?

O diagnóstico envolve a avaliação radiológica dos rins por métodos como a urografia por tomografia computadorizada para detectar as dilatações tubulares. Exames de urina e sangue avaliam complicações como a hipercalciúria e a acidose tubular renal distal.
- Fontes: [3] Human Phenotype Ontology (HPO) (https://hpo.jax.org); [6] Metabolic Evaluation of Nephrolithiasis in Patients With Medullary Sponge Kidney (1981) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/7206112/); [13] Medullary sponge kidney and renal acidification defect (1984) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/W2010204551/); [14] Diagnosis of Medullary Sponge Kidney by Computed Tomographic Urography (2007) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/W2104268338/)

## Importante

O Raras **não diagnostica e não prescreve**. Esta página é educativa e informativa.
Pacientes devem consultar profissionais de saúde qualificados para decisões clínicas.

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