# Singnatia congênita

> Página oficial: https://raras.org/doenca/singnatia-congenita
> Fonte: Raras.org — Banco de Dados de Doenças Raras em Português (CC BY 4.0 — atribuição obrigatória: Raras.org, https://raras.org)
> Última revisão do verbete: 2026-09-22

## Identificadores

- **ORPHA**: 141214 — https://www.orpha.net/en/disease/detail/141214
- **CID-10**: Q67.4

## Em linguagem simples

A **singnatia congênita** é uma condição rara presente desde o nascimento na qual a mandíbula e a maxila nascem unidas por tecidos moles ou osso. O bebê apresenta dificuldade ou impossibilidade de abrir a boca, o que afeta diretamente a capacidade de sugar o leite e respirar normalmente. Essa restrição na alimentação pode provocar desnutrição e baixo ganho de peso se não for prontamente abordada. O Sistema Único de Saúde oferece suporte por meio de exames e atendimento em reabilitação para doenças raras, embora não haja um PCDT medicamentoso específico.

## Descrição clínica

A singnatia congênita isolada é um defeito de desenvolvimento muito raro durante a embriogênese, caracterizado por graus variáveis de fusão congênita (variando de simples adesões mucosas a extensa fusão óssea) da mandíbula com a maxila, que não está associada a nenhuma outra malformação. Os pacientes apresentam limitação da abertura da boca (que pode variar de restrição grave a mínima) que tipicamente resulta em dificuldades alimentares, de deglutição e/ou respiratórias, as quais podem levar a deficit de crescimento, desnutrição e/ou anquilose da articulação temporomandibular.

## Epidemiologia e herança


## Centros de referência no Brasil (24)

- Hospital Universitário Prof. Edgard Santos (HUPES) (Salvador/BA)
- Hospital Infantil Albert Sabin (Fortaleza/CE)
- Hospital de Apoio de Brasília (HAB) (Brasília/DF)
- Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (HIABA) (Vila Velha/ES)
- Hospital das Clínicas da UFG (Goiânia/GO)
- Hospital Universitário da UFJF (Juiz de Fora/MG)
- Hospital das Clínicas da UFMG (Belo Horizonte/MG)
- Hospital Universitário Julio Müller (HUJM) (Cuiabá/MT)
- Hospital Universitário João de Barros Barreto (Belém/PA)
- Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW) (João Pessoa/PB)
- Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP) (Recife/PE)
- Hospital Pequeno Príncipe (Curitiba/PR)
- Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM) (Maringá/PR)
- Hospital de Clínicas da UFPR (Curitiba/PR)
- Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE-UERJ) (Rio de Janeiro/RJ)
- Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) (Rio de Janeiro/RJ)
- Hospital São Lucas da PUCRS (Porto Alegre/RS)
- Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) (Porto Alegre/RS)
- Hospital Universitário da UFSC (HU-UFSC) (Florianópolis/SC)
- Hospital das Clínicas da FMUSP (São Paulo/SP)

## Perguntas frequentes

### O que é a singnatia congênita?

É uma anomalia congênita rara em que a mandíbula nasce unida à maxila por aderências mucosas ou osso. Apresenta-se de forma isolada, sem associação com outras malformações congênitas no organismo.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/141214)

### Quais são os primeiros sinais percebidos no bebê?

O recém-nascido apresenta limitação para abrir a boca, variando de leve a muito intensa. Essa limitação costuma provocar dificuldades para respirar, sugar e deglutir desde os primeiros momentos de vida.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/141214)

### A singnatia congênita é hereditária?

O padrão exato de herança genética não está catalogado nas bases de referência oficiais. Estudos genéticos descrevem o envolvimento de variantes em genes específicos, como o VGLL2, em indivíduos afetados.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/141214); [3] Biallelic truncating variants in VGLL2 cause syngnathia in humans. (2023) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37666660/)

### Existe tratamento pelo SUS?

Esta doença não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde. O SUS não preconiza medicamentos para a condição, mas prevê exames diagnósticos genéticos e atendimento em reabilitação.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/141214); [17] PCDT vigente "Distrator Osteogênico Mandibular (DOM) para o Tratamento de Deformidades Crânio e Buco Maxilo-Faciais Congênitas ou Adquiridas" — o SUS dispensa Não preconiza medicamentos (Portaria Conj (https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/dados-em-excel); [18] Ministério da Saúde — lista oficial de PCDTs de doenças raras (consultada em 2026-09-20) — esta doença NÃO consta nela (https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/doencas-raras/pcdt)

### Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é prioritariamente clínico, realizado ao examinar a abertura bucal e as estruturas orofaciais do recém-nascido. Existem testes genéticos registrados para apoio investigativo no NCBI GTR e procedimentos no SUS como cariótipo e sequenciamento de exoma.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/141214); [19] NCBI GTR — 2319 teste(s) genético(s) registrado(s) para esta doença (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/gtr/all/tests/?term=Isolated%20congenital%20syngnathia)

## Importante

O Raras **não diagnostica e não prescreve**. Esta página é educativa e informativa.
Pacientes devem consultar profissionais de saúde qualificados para decisões clínicas.

---

**Citação sugerida**: Raras.org — Singnatia congênita. Disponível em: https://raras.org/doenca/singnatia-congenita
**Formato HTML**: https://raras.org/doenca/singnatia-congenita
**Formato RDF/Turtle**: https://raras.org/api/rdf?orpha=141214
