# Talo vertical congênito, bilateral

> Página oficial: https://raras.org/doenca/talo-vertical-congenito-bilateral
> Fonte: Raras.org — Banco de Dados de Doenças Raras em Português (CC BY 4.0 — atribuição obrigatória: Raras.org, https://raras.org)
> Última revisão do verbete: 2026-09-22

## Identificadores

- **ORPHA**: 295203 — https://www.orpha.net/en/disease/detail/295203
- **CID-10**: Q66.8
- **OMIM**: none — https://omim.org/entry/none

## Em linguagem simples

O **talo vertical congênito, bilateral** é uma alteração rara que afeta a estrutura óssea de ambos os pés desde o nascimento. A condição apresenta relação com alterações no gene HOXD10, responsável pela formação dos membros. Esta condição não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde, mas o SUS oferece procedimentos como reabilitação e exames genéticos. O acompanhamento multidisciplinar é focado no alinhamento ortopédico e na promoção de uma marcha adequada.

## Descrição clínica

Paralisia congênita do quarto nervo é uma condição presente ao nascimento caracterizada por um desalinhamento vertical dos olhos devido a uma fraqueza ou paralisia do músculo oblíquo superior.

## Epidemiologia e herança


## Genes associados (1)

- **HOXD10** — Homeobox protein Hox-D10 [Disease-causing germline mutation(s) in]
  - Função: Sequence-specific transcription factor which is part of a developmental regulatory system that provides cells with specific positional identities on the anterior-posterior axis

## Centros de referência no Brasil (24)

- Hospital Universitário Prof. Edgard Santos (HUPES) (Salvador/BA)
- Hospital Infantil Albert Sabin (Fortaleza/CE)
- Hospital de Apoio de Brasília (HAB) (Brasília/DF)
- Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (HIABA) (Vila Velha/ES)
- Hospital das Clínicas da UFG (Goiânia/GO)
- Hospital Universitário da UFJF (Juiz de Fora/MG)
- Hospital das Clínicas da UFMG (Belo Horizonte/MG)
- Hospital Universitário Julio Müller (HUJM) (Cuiabá/MT)
- Hospital Universitário João de Barros Barreto (Belém/PA)
- Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW) (João Pessoa/PB)
- Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP) (Recife/PE)
- Hospital Pequeno Príncipe (Curitiba/PR)
- Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM) (Maringá/PR)
- Hospital de Clínicas da UFPR (Curitiba/PR)
- Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE-UERJ) (Rio de Janeiro/RJ)
- Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) (Rio de Janeiro/RJ)
- Hospital São Lucas da PUCRS (Porto Alegre/RS)
- Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) (Porto Alegre/RS)
- Hospital Universitário da UFSC (HU-UFSC) (Florianópolis/SC)
- Hospital das Clínicas da FMUSP (São Paulo/SP)

## Perguntas frequentes

### O que é o talo vertical congênito, bilateral?

É uma afecção congênita rara classificada sob o código ORPHA:295203 e CID-10 Q66.8 que acomete a anatomia dos dois pés. A condição é categorizada nas fontes médicas internacionais como um subtipo clínico específico.
- Fontes: [1] Orphanet (https://www.orpha.net/pt/disease/detail/295203)

### O talo vertical congênito bilateral tem causa genética?

Sim, a condição possui associação descrita com o gene HOXD10, que produz a proteína Homeobox Hox-D10. Há 31 variantes genéticas desse gene catalogadas na base de dados ClinVar.
- Fontes: [3] GenCC (https://search.thegencc.org); [20] ClinVar — 31 variante(s) catalogada(s) (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/clinvar/?term=HOXD10[gene])

### Como é feito o diagnóstico dessa alteração?

O diagnóstico apoia-se no exame clínico ortopédico e em testes genéticos, existindo 336 exames catalogados no GTR. No SUS, estão previstos procedimentos como o sequenciamento completo do exoma e o cariótipo na linha de cuidados de doenças raras.
- Fontes: [7] Accessory anterolateral talar facet impingement with tibialis spastic varus foot. (2017) (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29230289/); [18] Ministério da Saúde — lista oficial de PCDTs de doenças raras (consultada em 2026-09-20) — esta doença NÃO consta nela (https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/doencas-raras/pcdt); [19] NCBI GTR — 336 teste(s) genético(s) registrado(s) para esta doença (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/gtr/all/tests/?term=OMIM%3Anone)

### Existe tratamento pelo SUS para esta condição?

A afecção não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde e não tem medicamentos dispensados.
- Fontes: [18] Ministério da Saúde — lista oficial de PCDTs de doenças raras (consultada em 2026-09-20) — esta doença NÃO consta nela (https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/doencas-raras/pcdt)

### Existem medicamentos aprovados para o talo vertical congênito bilateral?

Não há medicamentos específicos aprovados por agências regulatórias como o FDA para esta condição. Substâncias químicas que aparecem na literatura sobre o tema não configuram indicação terapêutica oficial.
- Fontes: [2] GARD (NIH) (https://rarediseases.info.nih.gov/diseases/GARD:21218/index); [21] PubTator3 (NCBI) — medicamentos CITADOS na literatura sobre esta doença (menção, NÃO recomendação): Carbon Dioxide, Mitomycin, pimecrolimus, Argon, Cisplatin, Diphosphonates, Docetaxel, Gadolinium (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/research/pubtator3/)

## Importante

O Raras **não diagnostica e não prescreve**. Esta página é educativa e informativa.
Pacientes devem consultar profissionais de saúde qualificados para decisões clínicas.

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