O angioedema adquirido tipo 2 (AAE2) é um tipo de angioedema adquirido (AAE) caracterizado por edema agudo nos tecidos subcutâneos, vísceras e/ou nas vias aéreas superiores.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
O angioedema adquirido tipo II (AAE2) é uma forma de angioedema adquirido caracterizada por inchaço (edema) agudo nos tecidos subcutâneos, nas vísceras e/ou nas vias aéreas superiores. Diferente das formas hereditárias, este tipo surge ao longo da vida adulta e não está associado a mutações genéticas conhecidas.[1]
Sinais e sintomas
Os principais sintomas incluem episódios súbitos de inchaço na pele (especialmente face, lábios, pálpebras e extremidades), dor abdominal por edema de vísceras e, em casos graves, obstrução das vias aéreas superiores, que pode ser fatal. Os episódios são recorrentes e imprevisíveis.[1]
Causas genéticas
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na história clínica de episódios recorrentes de angioedema sem urticária, com início na idade adulta. Exames laboratoriais podem ajudar a diferenciar de outras formas de angioedema. Testes genéticos não são indicados, pois não há gene conhecido associado. A Classificação Internacional de Doenças (CID-10) para esta condição é T78.3.[1][3]
Tratamento e manejo
O manejo do angioedema adquirido tipo II foca no controle dos episódios agudos e na prevenção de recorrências. Medicamentos como danazol (um andrógeno atenuado) podem ser utilizados para reduzir a frequência das crises. Diuréticos (como furosemida, bumetanida, torasemida, entre outros) e anti-histamínicos (como cloropiramina) também são citados em estudos de reaproveitamento de fármacos, mas não há recomendação de dose ou regime específico. O tratamento deve ser individualizado por um médico especialista.[1]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica (fonte: PubTator3) menciona associações mineradas entre esta doença e os seguintes fármacos, sem que isso constitua recomendação de tratamento: azosemida, benzotiazida, bumetanida, cloropiramina, clortalidona, diosmina, ácido etacrínico, furosemida, hidroflumetiazida, meticlotiazida, meticrano, metolazona, piretanida, politiazida, canrenoato de potássio, torasemida, triantereno, triclorometiazida, xipamida e danazol. O número de publicações para cada fármaco não foi especificado nos dados disponíveis.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende do controle dos episódios e da prevenção de crises graves, especialmente as que afetam as vias aéreas. Com manejo adequado, a maioria das pessoas consegue levar uma vida próxima do normal, embora os episódios possam impactar a qualidade de vida devido à imprevisibilidade e ao risco de complicações.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
O angioedema adquirido tipo II é uma condição rara que provoca crises repentinas de inchaço na pele, em órgãos internos ou nas vias respiratórias. Diferente de formas hereditárias infantis, seus episódios começam a se manifestar geralmente na idade adulta. A doença não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde e não há remédios dispensados diretamente pelo SUS para ela. No Brasil, existem medicamentos com registro na ANVISA, e os pacientes com episódios graves devem manter acompanhamento médico regular.
O angioedema adquirido tipo 2 (AAE2) é um tipo de angioedema adquirido (AAE) caracterizado por edema agudo nos tecidos subcutâneos, vísceras e/ou nas vias aéreas superiores.
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Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
3 fontes citadas no texto · 1 publicação do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Angioedema adquirido, tipo II. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/angioedema-adquirido-tipo-ii
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
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Angioedema adquirido, tipo II
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Reposicionamento
- fonte: Drug Repurposing Hub