Duas vidas. Um problema. Uma missão impossível que virou empresa.
Dimas Timmers passou 20 anos procurando uma resposta.
Não era uma pergunta filosófica. Era uma pergunta médica, urgente, que atravessou sua infância, adolescência e vida adulta sem jamais encontrar um nome definitivo. Vinte anos de consultas, exames, diagnósticos errados, esperanças levantadas e derrubadas. Vinte anos do que os especialistas chamam de “odisseia diagnóstica” — e que, para quem vive, parece simplesmente um labirinto sem saída.
Quando finalmente chegou a resposta, algo mudou nele. Não apenas o alívio. Uma pergunta nova e incômoda tomou o lugar da antiga: quantas outras pessoas estão presas nesse mesmo labirinto agora?
A resposta, ele descobriria depois, era 300 milhões.

Dimas Timmers & Dr. Alexandre Kawassaki
Co-fundadores da Raras
“E quem não tem um pai especialista?”
Do outro lado da cidade, o Dr. Alexandre Kawassaki vivia a medicina rara por dentro — literalmente. Especialista em doenças pulmonares raras no Hospital Israelita Albert Einstein, Alexandre era o tipo de médico que outros médicos ligam quando não sabem mais o que fazer. Ele conhecia as doenças raras como poucos no Brasil.
Mas em 2020, foi a sua filha quem chegou com sintomas estranhos.
E mesmo ele — o especialista, o pesquisador, o referenciado — precisou percorrer o sistema. A diferença? Quarenta e oito horas depois, ela tinha um diagnóstico. Não porque o sistema funcionou. Porque ele sabia exatamente a qual porta bater.
Esse privilégio o perturbou profundamente.
Dimas e Alexandre se encontraram onde ideias urgentes encontram pessoas certas.
Um enxergava o problema pela dor. O outro, pela ciência. Os dois entendiam, com clareza brutal, que o gap entre o conhecimento que existe no mundo e o paciente que precisa dele era um problema tecnológico — e que a tecnologia, finalmente, estava madura o suficiente para resolvê-lo.
Nasceu a Raras.
A premissa é simples de enunciar e difícil de executar: nenhuma doença rara deve ser rara de informação.
Hoje, a Raras é um ecossistema de inteligência artificial que conecta pacientes, médicos, dados genômicos e conhecimento científico global. Para o paciente, é um guia permanente — uma identidade médica digital, uma comunidade, um assistente que nunca dorme. Para o médico, é um cientista que trabalha em paralelo: analisando prontuários, levantando hipóteses, convocando equipes multidisciplinares virtuais, gerando relatórios clínicos com rigor de pesquisa.
O objetivo não é substituir o médico. É garantir que nenhum paciente fique esperando que o médico certo apareça por acidente.
Diagnósticos em dias, não décadas.
Essa frase não é um slogan. É uma promessa pessoal — de um homem que esperou 20 anos por uma resposta, e de um médico que viu de perto o que acontece quando a resposta chega tarde demais.

João Bosco Oliveira
Fundador da Neogenômica. Referência em genômica e diagnóstico molecular no Brasil.
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Gustavo Meirelles
VP & CMO na Afya. Presidente do Afya Institute. Fundador da CIS. Colunista MIT Sloan Management Review Brasil.
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Sidney Hori Hawthorne
Founder da Aeonix Tech. +27 anos em Fortune 500 e startups. Co-Founder & CTO do The Sofa Activist. Advisor em IA. Top Voice em AI.
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