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Colangite folicular e pancreatite
ORPHA:300552CID-10 · K83.0CID-11 · DC33DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
Início adultaHerança Unknown

A colangite folicular e pancreatite é uma doença pancreatobiliar rara caracterizada por uma acentuada inflamação linfoide folicular centrada nos ductos que se desenvolve em ambos os sistemas ductais biliar e pancreático, acometendo principalmente os ductos biliares hilares e a cabeça pancreática. Os pacientes apresentam icterícia, dor abdominal, disfunção hepática, prurido e/ou perda de peso. A histologia demonstra infiltração linfoplasmocitária com formação de numerosos e volumosos folículos linfoides ao redor dos ductos biliares e pancreáticos afetados.

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Visão geral

A colangite folicular e pancreatite é uma doença rara que afeta as vias biliares e o pâncreas. Ela é caracterizada por uma inflamação que forma folículos linfoides (pequenos aglomerados de células de defesa) ao redor dos ductos biliares e pancreáticos, principalmente na região do ducto biliar hepático (hilo hepático) e na cabeça do pâncreas. Essa condição é tão rara que sua prevalência estimada é de menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas.[1]

Sinais e sintomas

Os principais sintomas incluem icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos), dor abdominal, alterações na função do fígado (detectadas em exames de sangue), coceira (prurido) e perda de peso. A doença geralmente se manifesta na idade adulta.[1]

Causas genéticas

Até o momento, a causa genética específica da colangite folicular e pancreatite não foi identificada. Não há um gene conhecido associado à condição, e o padrão de herança é classificado como desconhecido.[1][2]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na combinação de sintomas, exames de imagem (como colangiopancreatografia) e, principalmente, na análise do tecido (biópsia) das vias biliares e do pâncreas. O exame microscópico revela infiltração linfoplasmocitária com formação de numerosos e grandes folículos linfoides ao redor dos ductos afetados. Existem 2 tipos de testes genéticos disponíveis para essa condição, mas eles não identificam uma causa genética específica, sendo usados principalmente para descartar outras doenças.[1][2]

Tratamento e manejo

O tratamento é focado no alívio dos sintomas e no controle da inflamação. Não há um protocolo padronizado, e as opções são decididas caso a caso pela equipe médica. Medicamentos como camostato-mesilato, gabexato e metantelina são citados na literatura como possíveis opções, mas não há recomendação de dose ou uso específico para esta doença. Importante: esta condição não possui cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil.[1]

Tratamentos citados na literatura

Os seguintes fármacos foram identificados em publicações científicas (mineradas da literatura) como associados ao manejo da colangite folicular e pancreatite, mas isso não constitui recomendação de tratamento: camostato-mesilato, gabexato e metantelina. O número de publicações específicas para cada um não está disponível nesta base de dados.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

Não há informações específicas sobre prognóstico ou qualidade de vida disponíveis nas fontes oficiais consultadas para esta doença.[1]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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EM LINGUAGEM SIMPLES

A colangite folicular e pancreatite é uma condição inflamatória rara que atinge os canais do fígado e do pâncreas durante a idade adulta. Ela costuma provocar icterícia (pele e olhos amarelados), coceira no corpo, perda de peso e dores na região do abdômen. Esta enfermidade não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde, não havendo tratamentos farmacológicos específicos dispensados pelo SUS. O acompanhamento e o controle dos sintomas devem ser feitos por especialistas em gastroenterologia e hepatologia da rede hospitalar.

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[1] Orphanet [15] Ministério da Saúde — lista oficial de…
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A colangite folicular e pancreatite é uma doença pancreatobiliar rara caracterizada por uma acentuada inflamação linfoide folicular centrada nos ductos que se desenvolve em ambos os sistemas ductais biliar e pancreático, acometendo principalmente os ductos biliares hilares e a cabeça pancreática. Os pacientes apresentam icterícia, dor abdominal, disfunção hepática, prurido e/ou perda de peso. A histologia demonstra infiltração linfoplasmocitária com formação de numerosos e volumosos folículos linfoides ao redor dos ductos biliares e pancreáticos afetados.

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
5
pacientes catalogados
Início
Adult
🏥
SUS: Sem cobertura SUSScore: 0%
CID-10: K83.0
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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
0 papers (10 anos)
#1

CAR T-cell therapy induces remission in multiorgan IgG4-related disease with hepatobiliary involvement.

Journal of hepatology2026 Apr

IgG4-related disease (IgG4-RD) is a fibroinflammatory disorder in which IgG4+ B cells and T cells interact to drive chronic organ inflammation. Patients with multiorgan involvement may become refractory to standard therapy, resulting in progressive organ damage and risk of organ failure. Here, we report a patient with treatment-refractory multiorgan IgG4-RD treated with CD19-directed chimeric antigen receptor (CAR) T cells and describe the clinical and immunologic effects over more than 12 months of follow-up. A 60-year-old man with IgG4-RD involving the pancreas, hepatobiliary tract, and lungs, who was refractory to long-term immunosuppression, received autologous CD19-directed CAR T cells. Disease course was monitored longitudinally and multimodal immune profiling was performed on peripheral blood. CAR T cell therapy was well tolerated, with only grade 1 cytokine release syndrome, no neurotoxicity, and transient cytopenias without infections. Treatment induced B-cell aplasia lasting 6 months, while serum IgG4 levels normalized by month 8 and remained within the reference range thereafter. FAPI (fibroblast activation protein inhibitor) PET/CT demonstrated regression of fibroinflammatory activity, accompanied by improved lung function and quality of life. Immunosuppressive therapy was completely discontinued without disease flares for more than 12 months. B cell reconstitution consisted predominantly of naïve and transitional subsets. This was paralleled by a decline in T follicular helper cells and CD4+ cytotoxic T cells and attenuation of fibro-inflammatory and B cell-mediated signaling networks on interactome analyses. In this treatment-refractory case of multiorgan IgG4-RD, CD19-directed CAR T cell therapy induced durable, treatment-free remission with normalization of serum IgG4 and improvement across multiple clinical endpoints. Multimodal immune profiling indicates that CAR T cells can reset the B cell compartment and dampen pathogenic T cell and stromal interactions, supporting prospective evaluation of CAR T cell therapy in IgG4-RD.

#2

IgG4-related sclerosing cholangitis: navigating diagnostic dilemmas and the challenge of relapse.

Frontiers in medicine2026

Immunoglobulin G4-related sclerosing cholangitis (IgG4-SC), also termed IgG4-related cholangitis (IRC), is a challenging immune-mediated biliary disease, frequently mimicking malignancies such as cholangiocarcinoma (CCA) or other sclerosing cholangitides like primary sclerosing cholangitis (PSC). Accurate diagnosis is critical to avoid unnecessary surgical interventions. This mini-review aims to synthesize the most current evidence on the pathogenesis, diagnostic pitfalls, and management strategies for IgG4-SC, with a focused discussion on overcoming diagnostic dilemmas and addressing the significant challenge of disease relapse. The pathogenesis of IgG4-SC involves a complex interplay of genetic predisposition, environmental triggers (e.g., industrial vapors, dust, gases, fumes, and asbestos), and dysregulated adaptive immunity. A distinctive CD4+ T-cell response, dominated by T-helper 2 (Th2), follicular helper T (Tfh) cells, and regulatory T cells (Tregs), drives B-cell activation, oligoclonal expansion of IgG4+ plasmablasts, and progressive fibrosis. Notably, the discovery of IgG4/IgG1 autoantibodies against annexin A11 and laminin 511-E8 has provided insight into potential direct pathogenic mechanisms. Diagnosis relies on a multimodal approach integrating clinical presentation, characteristic imaging findings, elevated serum IgG4 levels (with levels >2× ULN being suggestive, and >4× ULN being highly specific), the IgG4/IgG1 ratio (>0.24), other organ involvement (notably type 1 autoimmune pancreatitis, AIP), supportive histopathology, and a rapid response to corticosteroid therapy. Despite high initial response rates to steroids, relapse occurs in 30%-50% of patients. Maintenance therapy with steroid-sparing immunomodulators (e.g., azathioprine, mycophenolate mofetil) or B-cell depleting agents such as rituximab is often required. The anti-CD19 monoclonal antibody inebilizumab has emerged as a potent new option for maintaining remission. Maintaining a high index of clinical suspicion for IgG4-SC is essential in patients with obstructive jaundice and biliary strictures. Future efforts should focus on validating specific biomarkers (e.g., circulating plasmablasts, autoantibody profiles) and developing evidence-based protocols for long-term management to prevent fibrotic complications and reduce the relapse rate.

#3

IgG4-related cholangitis - a mimicker of fibrosing and malignant cholangiopathies.

Journal of hepatology2023 Dec

IgG4-related cholangitis (IRC) is the major hepatobiliary manifestation of IgG4-related disease (IgG4-RD), a systemic fibroinflammatory disorder. The pathogenesis of IgG4-RD and IRC is currently viewed as multifactorial, as there is evidence of a genetic predisposition while environmental factors, such as blue-collar work, are major risk factors. Various autoantigens have been described in IgG4-RD, including annexin A11 and laminin 511-E8, proteins which may exert a partially protective function in cholangiocytes by enhancing secretion and barrier function, respectively. For the other recently described autoantigens, galectin-3 and prohibitin 1, a distinct role in cholangiocytes appears less apparent. In relation to these autoantigens, oligoclonal expansions of IgG4+ plasmablasts are present in patients with IRC and disappear upon successful treatment. More recently, specific T-cell subtypes including regulatory T cells, follicular T helper 2 cells, peripheral T helper cells and cytotoxic CD8+ and CD4+ SLAMF7+ T cells have been implicated in the pathogenesis of IgG4-RD. The clinical presentation of IRC often mimics other biliary diseases such as primary sclerosing cholangitis or cholangiocarcinoma, which may lead to inappropriate medical and potentially invalidating surgical interventions. As specific biomarkers are lacking, diagnosis is made according to the HISORt criteria comprising histopathology, imaging, serology, other organ manifestations and response to therapy. Treatment of IRC aims to prevent or alleviate organ damage and to improve symptoms and consists of (i) remission induction, (ii) remission maintenance and (iii) long-term management. Glucocorticosteroids are highly effective for remission induction, after which immunomodulators can be introduced for maintenance of remission as glucocorticosteroid-sparing alternatives. Increased insight into the pathogenesis of IRC will lead to improved diagnosis and novel therapeutic strategies in the future.

#4

Hepatobiliary and Pancreatic: Follicular cholangitis mimicking perihilar cholangiocarcinoma.

Journal of gastroenterology and hepatology2020 May
#5

Follicular Cholecystitis: Reappraisal of Incidence, Definition, and Clinicopathologic Associations in an Analysis of 2550 Cholecystectomies.

International journal of surgical pathology2020 Dec

Follicular cholecystitis (FC) is a poorly characterized entity. To determine its frequency/clinicopathologic associations. A total of 2550 cholecystectomy specimens were examined. Two hundred three of these were consecutive routine cholecystectomies submitted entirely for microscopic examination to determine the relative frequency of incidental pathologies in gallbladders (GBs). The remainder had representative sampling. Underlying conditions were nonobstructive pathologies (1270 nonspecific cholecystitis), obstructive (62 distal biliary tract tumors, 35 primary sclerosing cholangitis, and 31 autoimmune pancreatitis), and neoplastic (n = 949). FC was defined as 3 distinct lymphoid follicles (LFs)/centimeter. In the GBs totally submitted for microscopic examination, the true frequency of FC was found to be 2.5% (5/203), and in the representatively sampled group, it was 1.9%, with similar frequencies in nonobstructive, obstructive, and neoplastic cases (2.3%, 3.1%, and 1.3%, respectively, P = .77). When the 39 FC in nonneoplastic GBs contrasted with ordinary chronic cholecystitis, they were associated with older age (68 vs 49 years, P < .0001), similar gallstone frequency (68 vs 81%), female/male ratio (2.7 vs 2.6), and wall thickness (4 mm for both). None had lymphoma/parasites/Salmonella infection. Of 17 cases who had undergone gastric biopsy, 5 had chronic gastritis (2 with Helicobacter pylori). Microscopically, the LFs were the main inflammatory process often with minimal intervening inflammation. IgG4-positive plasma cell density was low (<10/high-power field) in 21/24(87.5%) cases. Follicular cholecystitis is seen in 2% of cholecystectomies, typically in significantly older patients, suggesting a deranged immune response. A third of the patients reveal biopsy-proven gastritis. FC does not seem to be associated with autoimmunity, lymphoma, or obstructive pathologies.

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É uma doença inflamatória pancreatobiliar rara caracterizada pela presença de folículos linfoides ao redor dos canais biliares e do pâncreas. Ela compromete predominantemente a cabeça pancreática e as vias biliares hilares em adultos.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

3 fontes citadas no texto · 10 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:21236
    GARD (NIH)
  3. Q55787207
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Colangite folicular e pancreatite. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/colangite-folicular-e-pancreatite

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

Colangite folicular e pancreatite

ORPHA:300552 · MONDO:0017589
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
5 casos conhecidos
Herança
Unknown
CID-10
K83.0 · Colangite
CID-11
Início
Adult
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C4749906
Repurposing
3 candidatos
camostat-mesilate — protease inhibitor
gabexate — serine protease inhibitor
methantheline — acetylcholine receptor antagonist
EuropePMC
Wikidata

📋 Origem dos dados

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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara