A colangite folicular e pancreatite é uma doença pancreatobiliar rara caracterizada por uma acentuada inflamação linfoide folicular centrada nos ductos que se desenvolve em ambos os sistemas ductais biliar e pancreático, acometendo principalmente os ductos biliares hilares e a cabeça pancreática. Os pacientes apresentam icterícia, dor abdominal, disfunção hepática, prurido e/ou perda de peso. A histologia demonstra infiltração linfoplasmocitária com formação de numerosos e volumosos folículos linfoides ao redor dos ductos biliares e pancreáticos afetados.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A colangite folicular e pancreatite é uma doença rara que afeta as vias biliares e o pâncreas. Ela é caracterizada por uma inflamação que forma folículos linfoides (pequenos aglomerados de células de defesa) ao redor dos ductos biliares e pancreáticos, principalmente na região do ducto biliar hepático (hilo hepático) e na cabeça do pâncreas. Essa condição é tão rara que sua prevalência estimada é de menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas.[1]
Sinais e sintomas
Os principais sintomas incluem icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos), dor abdominal, alterações na função do fígado (detectadas em exames de sangue), coceira (prurido) e perda de peso. A doença geralmente se manifesta na idade adulta.[1]
Causas genéticas
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na combinação de sintomas, exames de imagem (como colangiopancreatografia) e, principalmente, na análise do tecido (biópsia) das vias biliares e do pâncreas. O exame microscópico revela infiltração linfoplasmocitária com formação de numerosos e grandes folículos linfoides ao redor dos ductos afetados. Existem 2 tipos de testes genéticos disponíveis para essa condição, mas eles não identificam uma causa genética específica, sendo usados principalmente para descartar outras doenças.[1][2]
Tratamento e manejo
O tratamento é focado no alívio dos sintomas e no controle da inflamação. Não há um protocolo padronizado, e as opções são decididas caso a caso pela equipe médica. Medicamentos como camostato-mesilato, gabexato e metantelina são citados na literatura como possíveis opções, mas não há recomendação de dose ou uso específico para esta doença. Importante: esta condição não possui cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil.[1]
Tratamentos citados na literatura
Os seguintes fármacos foram identificados em publicações científicas (mineradas da literatura) como associados ao manejo da colangite folicular e pancreatite, mas isso não constitui recomendação de tratamento: camostato-mesilato, gabexato e metantelina. O número de publicações específicas para cada um não está disponível nesta base de dados.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
Não há informações específicas sobre prognóstico ou qualidade de vida disponíveis nas fontes oficiais consultadas para esta doença.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A colangite folicular e pancreatite é uma condição inflamatória rara que atinge os canais do fígado e do pâncreas durante a idade adulta. Ela costuma provocar icterícia (pele e olhos amarelados), coceira no corpo, perda de peso e dores na região do abdômen. Esta enfermidade não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde, não havendo tratamentos farmacológicos específicos dispensados pelo SUS. O acompanhamento e o controle dos sintomas devem ser feitos por especialistas em gastroenterologia e hepatologia da rede hospitalar.
A colangite folicular e pancreatite é uma doença pancreatobiliar rara caracterizada por uma acentuada inflamação linfoide folicular centrada nos ductos que se desenvolve em ambos os sistemas ductais biliar e pancreático, acometendo principalmente os ductos biliares hilares e a cabeça pancreática. Os pacientes apresentam icterícia, dor abdominal, disfunção hepática, prurido e/ou perda de peso. A histologia demonstra infiltração linfoplasmocitária com formação de numerosos e volumosos folículos linfoides ao redor dos ductos biliares e pancreáticos afetados.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Hepatobiliary and Pancreatic: Follicular cholangitis mimicking perihilar cholangiocarcinoma.
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Follicular cholecystitis (FC) is a poorly characterized entity. To determine its frequency/clinicopathologic associations. A total of 2550 cholecystectomy specimens were examined. Two hundred three of these were consecutive routine cholecystectomies submitted entirely for microscopic examination to determine the relative frequency of incidental pathologies in gallbladders (GBs). The remainder had representative sampling. Underlying conditions were nonobstructive pathologies (1270 nonspecific cholecystitis), obstructive (62 distal biliary tract tumors, 35 primary sclerosing cholangitis, and 31 autoimmune pancreatitis), and neoplastic (n = 949). FC was defined as 3 distinct lymphoid follicles (LFs)/centimeter. In the GBs totally submitted for microscopic examination, the true frequency of FC was found to be 2.5% (5/203), and in the representatively sampled group, it was 1.9%, with similar frequencies in nonobstructive, obstructive, and neoplastic cases (2.3%, 3.1%, and 1.3%, respectively, P = .77). When the 39 FC in nonneoplastic GBs contrasted with ordinary chronic cholecystitis, they were associated with older age (68 vs 49 years, P < .0001), similar gallstone frequency (68 vs 81%), female/male ratio (2.7 vs 2.6), and wall thickness (4 mm for both). None had lymphoma/parasites/Salmonella infection. Of 17 cases who had undergone gastric biopsy, 5 had chronic gastritis (2 with Helicobacter pylori). Microscopically, the LFs were the main inflammatory process often with minimal intervening inflammation. IgG4-positive plasma cell density was low (<10/high-power field) in 21/24(87.5%) cases. Follicular cholecystitis is seen in 2% of cholecystectomies, typically in significantly older patients, suggesting a deranged immune response. A third of the patients reveal biopsy-proven gastritis. FC does not seem to be associated with autoimmunity, lymphoma, or obstructive pathologies.
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Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
3 fontes citadas no texto · 10 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Colangite folicular e pancreatite. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/colangite-folicular-e-pancreatite
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Colangite folicular e pancreatite
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Reposicionamento
- fonte: Drug Repurposing Hub