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Coloboma da pálpebra superior
ORPHA:155884CID-10 · Q10.3DOENÇA RARA

O coloboma da pálpebra superior é um defeito raro de desenvolvimento durante a embriogênese caracterizado por um defeito tipicamente unilateral, de espessura parcial ou total e tamanho variável na pálpebra superior, variando de um pequeno entalhe à ausência completa de toda a pálpebra, com formato comumente triangular (com base na margem palpebral) e localizado no terço medial da pálpebra. Ele pode ocorrer de forma isolada, associado a outras anomalias (por exemplo, oculares/orbitárias e faciais) ou como parte de uma síndrome.

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Introdução

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Visão geral

O coloboma da pálpebra superior é uma condição rara que ocorre durante o desenvolvimento embrionário. Caracteriza-se por um defeito geralmente unilateral, que pode ser parcial ou de espessura total, na pálpebra superior. Esse defeito tem tamanho variável — desde uma pequena chanfradura até a ausência completa de toda a pálpebra — e costuma ter formato triangular, com a base voltada para a margem palpebral, localizando-se no terço medial da pálpebra. O coloboma pode ocorrer de forma isolada, associado a outras anomalias (como oculares, orbitárias e faciais) ou como parte de uma síndrome.[1]

Sinais e sintomas

O principal sinal é a presença de um defeito visível na pálpebra superior, que pode variar de uma pequena falha a uma ausência completa da pálpebra. Esse defeito é mais comumente triangular e localizado na parte medial (próximo ao nariz) da pálpebra. Em muitos casos, o coloboma é unilateral, mas pode haver variações. Quando associado a outras condições, podem estar presentes anomalias oculares, orbitárias ou faciais adicionais.[1]

Causas genéticas

Até o momento, não há genes específicos identificados como causa direta do coloboma da pálpebra superior. A condição é considerada um defeito do desenvolvimento embrionário, podendo ocorrer de forma isolada ou como parte de síndromes genéticas mais amplas. A ausência de genes conhecidos significa que, na maioria dos casos, a causa genética exata permanece desconhecida.[1][2]

Diagnóstico

O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na observação do defeito palpebral característico. Exames de imagem e avaliação oftalmológica completa podem ser necessários para identificar possíveis anomalias associadas. Quando há suspeita de síndrome genética, exames complementares podem ser solicitados. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para procedimentos como cariótipo (bandas G, Q ou R), pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES), dosagem de alfa-fetoproteína e atendimento em reabilitação para doenças raras.[1]

Tratamento e manejo

O tratamento do coloboma da pálpebra superior é cirúrgico e visa reparar o defeito palpebral, melhorando a função e a estética. A abordagem depende do tamanho e da localização do coloboma, podendo incluir técnicas de reconstrução palpebral. O manejo deve ser individualizado, com acompanhamento oftalmológico regular para monitorar possíveis complicações, como exposição da córnea ou ambliopia. Caso o coloboma faça parte de uma síndrome, o tratamento deve abordar todas as manifestações associadas.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico é geralmente bom quando o coloboma é isolado e tratado adequadamente com cirurgia. A correção cirúrgica precoce pode prevenir complicações como ceratite por exposição e ambliopia, preservando a visão e melhorando a qualidade de vida. Quando associado a outras anomalias ou síndromes, o prognóstico depende da gravidade das condições associadas.[1]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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EM LINGUAGEM SIMPLES

O coloboma da pálpebra superior é uma falha congênita rara na qual uma parte da pálpebra não se forma completamente durante o desenvolvimento do bebê antes do nascimento. A família costuma notar um pequeno entalhe ou uma abertura de formato triangular na borda da pálpebra de um dos olhos da criança. O problema pode surgir sozinho ou vir acompanhado de outras alterações na face e nos olhos. A condição não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde, mas exames genéticos e atendimento de reabilitação são procedimentos previstos no SUS.

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[1] Orphanet [4] Ministério da Saúde — lista oficial de…
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O coloboma da pálpebra superior é um defeito raro de desenvolvimento durante a embriogênese caracterizado por um defeito tipicamente unilateral, de espessura parcial ou total e tamanho variável na pálpebra superior, variando de um pequeno entalhe à ausência completa de toda a pálpebra, com formato comumente triangular (com base na margem palpebral) e localizado no terço medial da pálpebra. Ele pode ocorrer de forma isolada, associado a outras anomalias (por exemplo, oculares/orbitárias e faciais) ou como parte de uma síndrome.

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SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
5 procedimentos SIGTAPCID-10: Q10.3
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (5)
•
Cariótipo — bandas G, Q ou R
•
Pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Dosagem de alfa-fetoproteína
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
0 papers (10 anos)
#1

Association between blepharophimosis-ptosis-epicanthus inversus syndrome and lacrimal system anomalies.

Orbit (Amsterdam, Netherlands)2023 Apr

Blepharophimosis-ptosis-epicanthus inversus syndrome (BPES) is a congenital eyelid syndrome. Several associations, including the horizontal displacement of the puncta, canalicular stenosis, and ectropion have been so far described. Herein, we report a one-year-old boy presented to the Oculoplastic Clinic of Farabi Eye Hospital with complaint of watery discharge from both eyes since his birth. Based on the general appearance, the diagnosis of BPES was made. Mild tear regurgitation from the inferior punctum was noted. Detailed examination showed bilateral superior punctal agenesis with coloboma of both upper eyelids and lateral displacement of the inferior puncta. Multiple unsuccessful attempts of probing were suggestive of the presence of NLDO. The patient was managed by performing canaliculodacryocystorhinostomy. Osteotomy was performed to pass the canalicular and nasolacrimal obstruction followed by a successful canaliculoplasty. Finally, the lacrimal drainage system was intubated with a mono-Crawford from the inferior punctum into the nasal cavity. On the 1st-month follow-up visit, the complaint of watery discharge was resolved. This is an extremely rare report of nasolacrimal duct and sac anomaly in a patient with blepharophimosis. Thus, we recommend the evaluation of the nasolacrimal drainage system in these patients after the first month of birth.

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A condição é causada por uma falha do desenvolvimento dos tecidos palpebrais durante a embriogênese. Genes causadores específicos e padrões de herança ainda não estão catalogados nas bases de dados oficiais para a forma isolada.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

3 fontes citadas no texto · 5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:19977
    GARD (NIH)
  3. Q55785499
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Coloboma da pálpebra superior. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/coloboma-da-palpebra-superior

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

Coloboma da pálpebra superior

ORPHA:155884 · MONDO:0015480
🇧🇷 Brasil SUS
SIGTAP
5 procedimentos
Geral
CID-10
Q10.3 · Outras malformações congênitas das pálpebras
MedGen
UMLS
C1863872
Wikidata

📋 Origem dos dados

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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara