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Defeito de reparação do DNA que não imunodeficiências combinadas de células T e B
ORPHA:169346CID-11 · 4A01.31DOENÇA RARA

Doença genética rara caracterizada por falhas na reparação do DNA, levando a instabilidade genômica e aumento do risco de câncer, mas sem comprometer as células T e B. Afeta múltiplos sistemas, podendo causar microcefalia, atraso no desenvolvimento e outras anomalias.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

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Visão geral

O Defeito de reparação do DNA que não imunodeficiências combinadas de células T e B é uma doença genética rara que afeta o mecanismo de reparo do DNA. Diferentemente de outras condições que comprometem o sistema imunológico de forma combinada (células T e B), esta doença se caracteriza por defeitos na reparação do DNA sem causar esse tipo específico de imunodeficiência. A condição está registrada na base de dados de doenças raras (MONDO:0015707) e é descrita na literatura médica internacional.[1][2]

Sinais e sintomas

Não há informações disponíveis sobre fenótipos ou sintomas específicos nos dados oficiais consultados. A ausência de dados pode refletir a raridade extrema da condição ou a falta de estudos clínicos detalhados. Recomenda-se que pacientes e familiares busquem acompanhamento com especialista em doenças raras para avaliação individualizada.[1]

Causas genéticas

A base genética exata desta condição ainda não foi completamente estabelecida. Não há genes específicos listados nos bancos de dados oficiais (GenCC) para esta doença. Acredita-se que alterações em genes envolvidos nos mecanismos de reparo do DNA possam estar relacionadas, mas mais estudos são necessários para confirmar as causas genéticas.[1][3]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica e na exclusão de outras condições que cursam com imunodeficiência combinada de células T e B. Não há testes genéticos específicos validados para esta doença nos bancos de dados consultados (ClinVar). A confirmação diagnóstica pode exigir centros de referência em doenças raras com experiência em defeitos de reparação do DNA.[1][3]

Tratamento e manejo

Não há tratamentos padronizados ou medicamentos específicos aprovados para esta condição. O manejo é individualizado e pode incluir suporte clínico para as manifestações apresentadas. A literatura científica não registra ensaios clínicos ativos ou medicamentos em fase de repurposing para esta doença. O acompanhamento deve ser feito por equipe multidisciplinar especializada em doenças raras.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

Não há dados disponíveis sobre prognóstico ou expectativa de vida para esta condição. A qualidade de vida depende das manifestações clínicas individuais e do acesso a cuidados especializados. O suporte psicológico e social é recomendado para pacientes e familiares.[1]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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EM LINGUAGEM SIMPLES

Esta classificação reúne condições médicas raras marcadas por dificuldades nas células para reparar danos que ocorrem em seu material genético. Por representar uma categoria ampla e não uma única doença, os sinais e características clínicas variam conforme a situação de cada paciente. No Brasil, esta condição não consta na lista oficial de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de doenças raras do Ministério da Saúde. Não existem medicamentos dispensados pelo SUS cadastrados para este grupo, e o acompanhamento é realizado pelos serviços de saúde especializados.

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Doença genética rara caracterizada por falhas na reparação do DNA, levando a instabilidade genômica e aumento do risco de câncer, mas sem comprometer as células T e B. Afeta múltiplos sistemas, podendo causar microcefalia, atraso no desenvolvimento e outras anomalias.

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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
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#1

[Combined immunodeficiency due to DOCK8 deficiency. State of the art].

Revista alergia Mexico (Tecamachalco, Puebla, Mexico : 1993)2022 Jul 01

Combinedimmunodeficiency (CID) due to DOCK8 deficiency is an inborn error of immunity (IBD) characterized by dysfunctional T and B lymphocytes; The spectrum of manifestations includes allergy, autoimmunity, inflammation, predisposition to cancer, and recurrent infections. DOCK8 deficiency can be distinguished from other CIDs or within the spectrum of hyper-IgE syndromes by exhibiting profound susceptibility to viral skin infections, associated skin cancers, and severe food allergies. The 9p24.3 subtelomeric locus where DOCK8 is located includes numerous repetitive sequence elements that predispose to the generation of large germline deletions and recombination-mediated somatic DNA repair. Residual production DOCK8 protein contributes to the variable phenotype of the disease. Severe viral skin infections and varicella-zoster virus (VZV)-associated vasculopathy, reflect an essential role of the DOCK8 protein, which is required to maintain lymphocyte integrity as cells migrate through the tissues. Loss of DOCK8 causes immune deficiencies through other mechanisms, including a cell survival defect. In addition, there are alterations in the response of dendritic cells, which explains susceptibility to virus infection and regulatory T lymphocytes that could help explain autoimmunity in patients. Hematopoietic stem cell transplantation (HSCT) is the only curative treatment; it improves eczema, allergies, and susceptibility to infections. Lainmunodeficiencia combinada (IDC) por deficiencia de DOCK8 es un error innato de la inmunidad, caracterizado por alteración en linfocitos T y B; el espectro de manifestaciones incluye alergia, autoinmunidad, inflamación, predisposición a cáncer e infecciones recurrentes. La deficiencia de DOCK8 se puede distinguir de otras IDC o dentro del espectro de síndromes de hiper-IgE porque presenta una profunda susceptibilidad a las infecciones virales de la piel, con cánceres de piel asociados y alergias alimentarias graves. El locus subtelomérico 9p24.3, donde se ubica DOCK8, incluye numerosos elementos repetitivos de secuencia que predisponen a la generación de grandes deleciones de la línea germinal, así como a la reparación del ADN somático, mediada por recombinación. La producción residual de la proteína DOCK8 contribuye al fenotipo variable de la enfermedad. Las infecciones virales graves de la piel y la vasculopatía asociada a virus de la varicela zóster (VVZ) reflejan una función importante de la proteína DOCK8, que normalmente se requiere para mantener la integridad de los linfocitos a medida que las células migran a través de tejidos. La pérdida de DOCK8 provoca deficiencias inmunitarias a través de otros mecanismos, incluido un defecto de supervivencia celular. Existen alteraciones en la respuesta de las células dendríticas, lo que explica la susceptibilidad a infección por virus, así como en los linfocitos T reguladores que podrían ayudar a explicar la autoinmunidad en los pacientes. El trasplante de células hematopoyéticas pluripotenciales es por el momento el único tratamiento curativo, mejora el eccema, la alergia y la susceptibilidad a infecciones.

#2

How immunodeficiency can lead to malignancy.

Hematology. American Society of Hematology. Education Program2021 Dec 10

Immunodeficiency, whether acquired in the case of human immunodeficiency virus (HIV) infection or congenital due to inborn errors of immunity (IEIs), presents clinically with not only infection and immune dysregulation but also increased risk of malignancy. The range of malignancies seen is relatively limited and attributable to the particular cellular and molecular defects in each disease. CD4+ T-cell lymphopenia in people living with HIV infection (PLWH) and certain IEIs drive the predisposition to aggressive B-cell non-Hodgkin lymphomas, including certain rare subtypes rarely seen in immunocompetent individuals. PLWH and IEI that lead to profound T-cell lymphopenia or dysfunction also are at risk of cancers related to oncogenic viruses such as Kaposi sarcoma herpesvirus, Epstein-Barr virus, human papillomavirus (HPV), and Merkel cell polyomavirus. IEIs that affect natural killer cell development and/or function heavily predispose to HPV-associated epithelial cancers. Defects in DNA repair pathways compromise T- and B-lymphocyte development during immune receptor rearrangement in addition to affecting hematopoietic and epithelial DNA damage responses, resulting in both hematologic and nonhematologic cancers. Treatment of cancers in immunodeficient individuals should be curative in intent and pursued in close consultation with disease experts in immunology and infectious disease.

#3

Ataxia Telangiectasia Diagnosed on Newborn Screening-Case Cohort of 5 Years' Experience.

Frontiers in immunology2019

Ataxia telangiectasia (AT) is a genetic condition caused by mutations involving ATM (Ataxia Telangiectasia Mutated). This gene is responsible for the expression of a DNA double stranded break repair kinase, the ATM protein kinase. The syndrome encompasses combined immunodeficiency and various degrees of neurological abnormalities and increased risk of malignancy. Typically, patients present early in life with delay in neurological milestones, but very infrequently, with life threatening infections typical of a profound T cell deficiency. It would therefore be unexpected to identify this condition immediately after birth using T cell receptor excision circle (TREC)-based newborn screening (NBS) for SCID. We sought to evaluate the frequency of AT detected by NBS, and to assess immunity as well as the genetic aberrations associated with this early presentation. Here, we describe the clinical, laboratory, and genetic features of patients diagnosed with AT through the Ontario NBS program for SCID, and followed in our center since its inception in 2013. Four patients were diagnosed with AT as a result of low TRECs on NBS. In each case, whole exome sequencing was diagnostic. All of our patients had compound heterozygous mutations involving the FRAP-ATM-TRRAP (FAT) domain of the ATM gene, which appears critical for kinase activity and is highly sensitive to mutagenesis. Our patients presented with profound lymphopenia involving both B and T cells. The ratio of naïve/memory CD45+RA/RO T cells population was variable. T cell repertoire showed decreased T cell diversity. Two out of four patients had decreased specific antibody response to vaccination and hypogammaglobulinemia requiring IVIG replacement. In two patients, profound decreased responses to phytohemagglutinin stimulation was observed. In the other two patients, the initial robust response declined with time. In summary, the rate of detection of AT through NBS had been surprisingly high at our center. One case was identified per year, while the total rate for SCID has been five new cases per year. This early detection may allow for better prospective evaluation of AT shortly after birth, and may assist in formulating early and more effective interventions both for the neurological as well as the immune abnormalities in this syndrome.

#4

Primary/Congenital Immunodeficiency: 2015 SH/EAHP Workshop Report-Part 5.

American journal of clinical pathology2017 Feb 01

The 2015 Workshop of the Society for Hematopathology/European Association for Haematopathology aimed to review primary immunodeficiency and related lymphoproliferations. Primary immunodeficiencies were divided into immune dysregulation, DNA repair defects, low immunoglobulins, and combined immunodeficiencies. Autoimmune lymphoproliferative syndrome (ALPS) is a prototypical immune dysregulation-type immunodeficiency, with defects in T-cell signaling or apoptosis, expansion of T-cell subsets, and predisposition to hemophagocytic lymphohistiocytosis. DNA repair defects directly predispose to malignancy. Low immunoglobulin immunodeficiencies such as common variable immunodeficiency (CVID) have underlying T-cell repertoire abnormalities predisposing to autoimmunity and B-cell lymphoproliferations. The full spectrum of B-cell lymphoproliferative disorders occurs in primary immunodeficiency. Lymphoproliferations in primary immunodeficiency mirror those in other immunodeficiency settings, with monomorphic B- and sometimes T lymphoproliferative disorders enriched in DNA repair defects. Distinctive T-cell subset expansions in ALPS, CVID, and related entities can mimic lymphoma, and recognition of double-negative T-cell or cytotoxic T-cell expansions is key to avoid overdiagnosis.

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Trata-se de uma categoria no catálogo Orphanet que engloba distúrbios de reparo de DNA sem imunodeficiências combinadas de células T e B. Ela serve para classificar e organizar diferentes condições genéticas sob um mesmo grupo biológico.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

3 fontes citadas no texto · 5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 3 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org↑
  2. [Combined immunodeficiency due to DOCK8 deficiency. State of the art].
    Revista alergia Mexico (Tecamachalco, Puebla, Mexico : 1993)2022PMID 36927749
  3. How immunodeficiency can lead to malignancy.
    Hematology. American Society of Hematology. Education Program2021PMID 34889385
  4. Q55785655
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Defeito de reparação do DNA que não imunodeficiências combinadas de células T e B. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/defeito-de-reparacao-do-dna-que-nao-imunodeficiencias-combinadas-de-celulas-t-e-b

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Compêndio · Raras BR

Defeito de reparação do DNA que não imunodeficiências combinadas de células T e B

ORPHA:169346 · MONDO:0015707
CID-11
MedGen
UMLS
C5680459
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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Dado público estruturado
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Rara