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Doença hemorrágica rara devido a trombocitopenia constitucional
ORPHA:275729DOENÇA RARA

Anemia de Fanconi (AF), também conhecida como câncer de Fanconi, é uma doença genética autossômica recessiva rara caracterizada por anemia aplástica, defeitos congênitos, anormalidades endocrinológicas e uma incidência aumentada de desenvolvimento de câncer. O estudo da anemia de Fanconi melhorou a compreensão científica dos mecanismos da função normal da medula óssea e do desenvolvimento do câncer. Entre os afetados, a maioria desenvolve câncer, mais frequentemente leucemia mieloide aguda (LMA), síndrome mielodisplásica (SMD) e câncer de fígado. 90% desenvolvem anemia aplástica até os 40 anos de idade. Cerca de 60-75% apresentam defeitos congênitos, comumente baixa estatura, anormalidades na pele, braços, cabeça, olhos, rins e ouvidos, e deficiências de desenvolvimento.

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Introdução

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Visão geral

A doença hemorrágica rara devido a trombocitopenia constitucional é uma condição genética caracterizada por uma contagem baixa de plaquetas (trombocitopenia) presente desde o nascimento ou início precoce na vida, levando a um risco aumentado de sangramentos. É considerada uma doença rara e sua prevalência exata ainda não foi estabelecida.[1]

Sinais e sintomas

Os principais sinais e sintomas estão relacionados à tendência a sangramentos, que podem incluir hematomas fáceis, sangramento prolongado após pequenos cortes, sangramento nasal (epistaxe), sangramento gengival e, em casos mais graves, sangramento interno. A gravidade dos sintomas pode variar amplamente entre os indivíduos afetados.[1]

Causas genéticas

A doença hemorrágica rara devido a trombocitopenia constitucional tem uma base genética, mas os genes específicos envolvidos ainda não foram completamente identificados ou confirmados. As informações disponíveis sobre a herança e os genes associados são limitadas.[1][2]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica, histórico de sangramentos e exames laboratoriais que confirmam a trombocitopenia persistente. Testes genéticos podem ser considerados para investigar possíveis causas hereditárias, embora nem sempre um gene causador seja identificado. Não há informações específicas sobre variantes no ClinVar para esta condição.[1][2]

Tratamento e manejo

O manejo da doença hemorrágica rara devido a trombocitopenia constitucional é focado no controle dos sintomas e na prevenção de sangramentos. Medicamentos como avatrombopague e eltrombopague, que são agonistas do receptor de trombopoietina, podem ser utilizados para estimular a produção de plaquetas. O tratamento deve ser individualizado e acompanhado por uma equipe médica especializada.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico varia conforme a gravidade da trombocitopenia e a resposta ao tratamento. Com o manejo adequado, muitas pessoas conseguem levar uma vida com qualidade, embora cuidados contínuos sejam necessários para evitar complicações hemorrágicas. Não há informações específicas sobre a expectativa de vida para esta condição.[1]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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EM LINGUAGEM SIMPLES

Esta condição é um grupo de doenças raras marcadas pela diminuição do número de plaquetas desde o nascimento ou de forma constitucional. Por causa dessa alteração nas células do sangue, a principal preocupação clínica costuma ser a facilidade para apresentar sangramentos. Na literatura científica, existem estudos avaliando novas abordagens para o manejo de crianças com plaquetopenia crônica. No Brasil, esta condição não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde, devendo ser acompanhada pela rede de referência em hematologia.

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Anemia de Fanconi (AF), também conhecida como câncer de Fanconi, é uma doença genética autossômica recessiva rara caracterizada por anemia aplástica, defeitos congênitos, anormalidades endocrinológicas e uma incidência aumentada de desenvolvimento de câncer. O estudo da anemia de Fanconi melhorou a compreensão científica dos mecanismos da função normal da medula óssea e do desenvolvimento do câncer. Entre os afetados, a maioria desenvolve câncer, mais frequentemente leucemia mieloide aguda (LMA), síndrome mielodisplásica (SMD) e câncer de fígado. 90% desenvolvem anemia aplástica até os 40 anos de idade. Cerca de 60-75% apresentam defeitos congênitos, comumente baixa estatura, anormalidades na pele, braços, cabeça, olhos, rins e ouvidos, e deficiências de desenvolvimento.

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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
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#1

Concurrent presentation of acute lymphoblastic leukemia and bullous pemphigoid: a rare case report.

Oxford medical case reports2025 Jan

Historically, adolescents and young adults diagnosed with acute lymphoblastic leukemia (ALL) have faced lower survival rates compared to children with the same illness. Bullous pemphigoid (BP), a rare autoimmune skin disorder, poses unique challenges when occurring alongside hematologic malignancies. A 23-year-old male with ALL-L1 diagnosis who developed bullous pemphigoid in this report. The patient exhibited typical ALL-L1 symptoms, including constitutional manifestations and signs of bone marrow compromise. Dermatological assessment revealed extensive edematous urticaria-like plaques, erosions, excoriations, crusts, and a hemorrhagic bulla. Severe thrombocytopenia was evident in laboratory tests, with histopathological examination confirming bullous pemphigoid. Despite aggressive treatment, including platelet transfusions, the patient's condition worsened. This case emphasizes the critical need for timely diagnosis and intervention in patients with concurrent hematologic and dermatologic conditions, as mortality rates may surpass those in BP patients without comorbidities.

#2

Biological, clinical features and modelling of heterozygous variants of glycoprotein Ib platelet subunit alpha (GP1BA) and glycoprotein Ib platelet subunit beta (GP1BB) genes responsible for constitutional thrombocytopenia.

British journal of haematology2022 Dec

Constitutional thrombocytopenias are rare disorders, often difficult to discriminate from acquired thrombocytopenias. More than 80 genes have been described as being at the origin of these diseases. Among them, several variants of the glycoprotein Ib platelet subunit alpha (GP1BA) and glycoprotein Ib platelet subunit beta (GP1BB) genes, coding for the GpIb-IX-V glycoprotein complex, have been reported in the literature. The study reported here aimed at describing newly identified monoallelic anomalies affecting the GP1BA and GP1BB genes on a clinical, biological and molecular level. In a cohort of nine patients with macrothrombocytopenia, eight heterozygous variants of the GP1BA or GP1BB genes were identified. Five of them had never been described in the heterozygous state. Computer modelling disclosed structure/function relationships of these five variants.

#3

Eltrombopag Therapy in Children With Rare Disorders Associated With Thrombocytopenia.

Journal of pediatric hematology/oncology2020 Mar

Eltrombopag (ELT) is a thrombopoietin receptor activator that has shown efficacy in chronic immune thrombocytopenia. We report the outcome of ELT therapy in 4 children who were treated for rare hematologic disorders, including Pearson syndrome, DiGeorge syndrome, posttransplant allogeneic poor graft function (PGF), and Wiskott-Aldrich syndrome. The ELT tolerance in the analyzed group was good, with the exception of the child with Pearson syndrome, who experienced an exacerbation of cataracts and had to discontinue treatment. Thromboembolic events were observed in one child, who continued ELT therapy despite achieving normalized platelet counts. Independence from PLT transfusions was observed at the 4-week timepoint of therapy in patients with DiGeorge syndrome and PGF who responded to ELT. Discontinuation of therapy was successful in one child, who sustained the normal CBC values afterward. In 2 patients, an increase in neutrophil counts was observed during ELT therapy without additional intervention, and a positive correlation between neutrophil and platelet values during ELT therapy was observed in the child with PGF. ELT is effective in rare pediatric disorders, but response patterns are determined by the underlying disease. ELT shows promising results in patients, but constitutional hematopoiesis defects reduce the chances of a response.

#4

High prevalence of heparin induced thrombocytopenia with thrombosis among patients with essential thrombocytemia carrying V617F mutation.

Journal of thrombosis and thrombolysis2018 Jan

Arterial and venous complications are major causes of morbidity and mortality in myeloproliferative neoplasms (MPNs). MPNs patients, frequently receive heparin. Heparin-induced thrombocytopenia (HIT) is a rare but potentially life-threatening complication resulting in a severe acquired thrombophilic condition. We carried out a retrospective analysis to evaluate occurrence of new thrombotic events during heparin therapy in essential thrombocythemia (ET) patients. We studied 108 ET patients on heparin for treatment of previous thrombotic events or in thromboprophilaxis. Fifty-eight of them carried JAK 2 V617F mutation while 50 patients were without V617F mutation. Ten patients, among those with JAK 2 V617F mutation after a median of 10 days from heparin treatment presented a platelet drop, new thrombotic events and in 10/10 cases heparin-related antibodies were found. In the other group, two patients (4%) presented a platelet drop, thrombotic manifestations and heparin related antibodies. Our data show that HIT is more frequent, during heparin treatment, in patients with ET carrying V617F mutation, as compared with patients without mutations (P = 0.029). ET with V617F mutation seems to be associated with higher risk of thrombotic complications during heparin treatment. Monitoring platelet counts very closely during the course of heparin is essential especially in ET patients in which platelet drop may be hidden by constitutional thrombocytosis.

#5

The contribution of mouse models to the understanding of constitutional thrombocytopenia.

Haematologica2016 Aug

Constitutional thrombocytopenias result from platelet production abnormalities of hereditary origin. Long misdiagnosed and poorly studied, knowledge about these rare diseases has increased considerably over the last twenty years due to improved technology for the identification of mutations, as well as an improvement in obtaining megakaryocyte culture from patient hematopoietic stem cells. Simultaneously, the manipulation of mouse genes (transgenesis, total or conditional inactivation, introduction of point mutations, random chemical mutagenesis) have helped to generate disease models that have contributed greatly to deciphering patient clinical and laboratory features. Most of the thrombocytopenias for which the mutated genes have been identified now have a murine model counterpart. This review focuses on the contribution that these mouse models have brought to the understanding of hereditary thrombocytopenias with respect to what was known in humans. Animal models have either i) provided novel information on the molecular and cellular pathways that were missing from the patient studies; ii) improved our understanding of the mechanisms of thrombocytopoiesis; iii) been instrumental in structure-function studies of the mutated gene products; and iv) been an invaluable tool as preclinical models to test new drugs or develop gene therapies. At present, the genetic determinants of thrombocytopenia remain unknown in almost half of all cases. Currently available high-speed sequencing techniques will identify new candidate genes, which will in turn allow the generation of murine models to confirm and further study the abnormal phenotype. In a complementary manner, programs of random mutagenesis in mice should also identify new candidate genes involved in thrombocytopenia.

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É uma classificação médica que reúne diferentes condições raras com contagem reduzida de plaquetas de origem constitucional. Essa alteração nas células sanguíneas pode levar à tendência a episódios de sangramento.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

3 fontes citadas no texto · 6 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 3 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. Q55786858
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Doença hemorrágica rara devido a trombocitopenia constitucional. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/doenca-hemorragica-rara-devido-a-trombocitopenia-constitucional

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

Doença hemorrágica rara devido a trombocitopenia constitucional

ORPHA:275729 · MONDO:0017141
MedGen
UMLS
C5679757
Repurposing
2 candidatos
avatrombopag — thrombopoietin receptor agonist
eltrombopag
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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Dado público estruturado
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Rara