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Esclerite imunomediada
ORPHA:648681CID-10 · H15.0CID-11 · 9B51DOENÇA RARA
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A doença de Crohn é um tipo de doença inflamatória intestinal (DII) que pode afetar qualquer segmento do trato gastrointestinal. Os sintomas frequentemente incluem dor abdominal, diarreia, febre, distensão abdominal e perda de peso. Complicações fora do trato gastrointestinal podem incluir anemia, erupções cutâneas, artrite, inflamação ocular e fadiga. As erupções cutâneas podem ser decorrentes de infecções, bem como de pioderma gangrenoso ou eritema nodoso. A obstrução intestinal pode ocorrer como uma complicação da inflamação crônica, e os portadores da doença apresentam um risco muito maior de câncer colorretal e câncer de intestino delgado.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 31/05/2026
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Visão geral

A esclerite imunomediada é uma doença inflamatória rara que afeta a esclera, a camada externa e resistente do olho. Acredita-se que seja causada por uma resposta anormal do sistema imunológico contra os próprios tecidos do olho, levando a inflamação, dor e, em alguns casos, risco de perda visual. A condição pode ocorrer em qualquer idade e sua prevalência exata ainda não é conhecida.[1]

Sinais e sintomas

Os principais sintomas da esclerite imunomediada incluem dor ocular intensa e profunda, que pode piorar com o movimento dos olhos, vermelhidão ocular (geralmente de coloração violácea ou azulada), sensibilidade à luz (fotofobia) e, em casos mais graves, diminuição da visão. A inflamação pode ser localizada ou difusa, e pode estar associada a doenças sistêmicas autoimunes, como artrite reumatoide ou lúpus.[1]

Causas genéticas

Até o momento, não há genes específicos identificados como causa direta da esclerite imunomediada. A condição não é considerada uma doença genética clássica, e não há padrão de herança definido. Acredita-se que fatores genéticos possam contribuir para a suscetibilidade, mas ainda não foram estabelecidos marcadores genéticos confirmados.[1][3]

Diagnóstico

O diagnóstico da esclerite imunomediada é essencialmente clínico, baseado na história do paciente e no exame oftalmológico detalhado, incluindo biomicroscopia com lâmpada de fenda. Exames de imagem, como ultrassonografia ocular, podem auxiliar na avaliação da espessura escleral e na exclusão de outras causas. Testes laboratoriais para doenças autoimunes sistêmicas (como fator reumatoide, anticorpos antinucleares) são frequentemente solicitados para investigar associações. Testes genéticos não são rotineiramente indicados para o diagnóstico, mas podem ser considerados em contextos de pesquisa ou quando há suspeita de síndromes genéticas associadas.[1][3]

Tratamento e manejo

O tratamento da esclerite imunomediada visa controlar a inflamação, aliviar a dor e prevenir complicações oculares, como perda visual. As opções terapêuticas incluem anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) orais, corticosteroides (tópicos ou sistêmicos) e, em casos refratários ou associados a doenças autoimunes, imunossupressores como metotrexato, azatioprina ou ciclofosfamida. O manejo deve ser individualizado e realizado por oftalmologista com experiência em doenças inflamatórias oculares. No Brasil, não há cobertura específica pelo SUS para esta condição, sendo necessário buscar atendimento em serviços especializados.[1]

Tratamentos citados na literatura

Não há fármacos específicos listados na literatura científica como tratamentos estabelecidos para a esclerite imunomediada. As opções mencionadas na literatura geral (como corticosteroides e imunossupressores) são baseadas em experiência clínica e relatos de casos, mas não há dados de ensaios clínicos controlados disponíveis para esta condição específica.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico da esclerite imunomediada varia conforme a gravidade da inflamação, a resposta ao tratamento e a presença de doenças sistêmicas associadas. Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, muitos pacientes apresentam melhora dos sintomas e preservação da visão. No entanto, casos graves ou não tratados podem evoluir com complicações como afinamento escleral, perfuração ocular ou perda visual permanente. O acompanhamento regular com oftalmologista é essencial para monitorar a atividade da doença e ajustar a terapia.[1]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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A doença de Crohn é um tipo de doença inflamatória intestinal (DII) que pode afetar qualquer segmento do trato gastrointestinal. Os sintomas frequentemente incluem dor abdominal, diarreia, febre, distensão abdominal e perda de peso. Complicações fora do trato gastrointestinal podem incluir anemia, erupções cutâneas, artrite, inflamação ocular e fadiga. As erupções cutâneas podem ser decorrentes de infecções, bem como de pioderma gangrenoso ou eritema nodoso. A obstrução intestinal pode ocorrer como uma complicação da inflamação crônica, e os portadores da doença apresentam um risco muito maior de câncer colorretal e câncer de intestino delgado.

Publicações científicas
10 artigos
Último publicado: 2023 Apr

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
Unknown
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Início
All ages
🏥
SUS: Sem cobertura SUSScore: 0%
CID-10: H15.0
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Sinais e sintomas

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Visão geral

A esclerite imunomediada é uma doença inflamatória rara que afeta a esclera, a camada externa e resistente do olho. Acredita-se que seja causada por uma resposta anormal do sistema imunológico contra os próprios tecidos do olho, levando a inflamação, dor e, em alguns casos, risco de perda visual. A condição pode ocorrer em qualquer idade e sua prevalência exata ainda não é conhecida.[1]

Sinais e sintomas

Os principais sintomas da esclerite imunomediada incluem dor ocular intensa e profunda, que pode piorar com o movimento dos olhos, vermelhidão ocular (geralmente de coloração violácea ou azulada), sensibilidade à luz (fotofobia) e, em casos mais graves, diminuição da visão. A inflamação pode ser localizada ou difusa, e pode estar associada a doenças sistêmicas autoimunes, como artrite reumatoide ou lúpus.[1]

Causas genéticas

Até o momento, não há genes específicos identificados como causa direta da esclerite imunomediada. A condição não é considerada uma doença genética clássica, e não há padrão de herança definido. Acredita-se que fatores genéticos possam contribuir para a suscetibilidade, mas ainda não foram estabelecidos marcadores genéticos confirmados.[1][3]

Diagnóstico

O diagnóstico da esclerite imunomediada é essencialmente clínico, baseado na história do paciente e no exame oftalmológico detalhado, incluindo biomicroscopia com lâmpada de fenda. Exames de imagem, como ultrassonografia ocular, podem auxiliar na avaliação da espessura escleral e na exclusão de outras causas. Testes laboratoriais para doenças autoimunes sistêmicas (como fator reumatoide, anticorpos antinucleares) são frequentemente solicitados para investigar associações. Testes genéticos não são rotineiramente indicados para o diagnóstico, mas podem ser considerados em contextos de pesquisa ou quando há suspeita de síndromes genéticas associadas.[1][3]

Tratamento e manejo

O tratamento da esclerite imunomediada visa controlar a inflamação, aliviar a dor e prevenir complicações oculares, como perda visual. As opções terapêuticas incluem anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) orais, corticosteroides (tópicos ou sistêmicos) e, em casos refratários ou associados a doenças autoimunes, imunossupressores como metotrexato, azatioprina ou ciclofosfamida. O manejo deve ser individualizado e realizado por oftalmologista com experiência em doenças inflamatórias oculares. No Brasil, não há cobertura específica pelo SUS para esta condição, sendo necessário buscar atendimento em serviços especializados.[1]

Tratamentos citados na literatura

Não há fármacos específicos listados na literatura científica como tratamentos estabelecidos para a esclerite imunomediada. As opções mencionadas na literatura geral (como corticosteroides e imunossupressores) são baseadas em experiência clínica e relatos de casos, mas não há dados de ensaios clínicos controlados disponíveis para esta condição específica.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico da esclerite imunomediada varia conforme a gravidade da inflamação, a resposta ao tratamento e a presença de doenças sistêmicas associadas. Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, muitos pacientes apresentam melhora dos sintomas e preservação da visão. No entanto, casos graves ou não tratados podem evoluir com complicações como afinamento escleral, perfuração ocular ou perda visual permanente. O acompanhamento regular com oftalmologista é essencial para monitorar a atividade da doença e ajustar a terapia.[1]

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Pico20202 papers
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2023Hoje · 2026
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Publicações mais relevantes

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8 papers (10 anos)
#1

Role of anterior segment optical coherence tomography in scleral diseases: A review.

Seminars in ophthalmology2023 Apr

Scleritis and episcleritis are an overlapping spectrum of diseases and accurate diagnosis is of utmost importance as the treatment and prognosis are vastly different. Predominantly a clinical diagnosis, the challenge lies in those cases with equivocal clinical features. Furthermore, clinical grading of scleritis is subjective and hence is neither very reliable nor reproducible. Existing modalities such as slit lamp examination and clinical photographs in scleritis describe macroanatomy but do not provide details on the microanatomy of the sclera. A recent adjusted algorithm for anterior segment optical coherence tomography (AS-OCT) imaging has improved the ability of this device to aid in the diagnosis of all the major forms of scleritis. To highlight the role of AS-OCT in delineating various anatomical forms of episcleritis and scleritis and explore this tool in monitoring disease course and response to therapy. A comprehensive literature search was carried out in various medical databases using keywords AS-OCT and scleritis; AS-OCT and episcleritis; anterior segment imaging in scleritis; scleritis and episcleritis; Recent advances in anterior segment imaging. Original articles and novel reports describing the potential role of AS-OCT in the diagnosis and management of scleritis and episcleritis were included. After a thorough assessment, it was clear that published literature lacks guidelines for uniform interpretation and also for classification and follow-up in scleritis. We describe a uniform protocol for AS-OCT image acquisition, interpretation of images and list the advantages and limitations. AS-OCT can be used to localize the level of scleral inflammation thus helping in the diagnosis of scleral inflammatory disease. It can be a valuable tool in studying progression.

#2

Development and Implementation of the AIDA International Registry for Patients with Non-Infectious Scleritis.

Ophthalmology and therapy2022 Apr

This article points out the design, methods, development and deployment of the international registry promoted by the AutoInflammatory Disease Alliance (AIDA) Network with the aim to define and assess paediatric and adult patients with immune-mediated scleritis. This registry collects both retrospective and prospective real-world data from patients with non-infectious scleritis through the Research Electronic Data Capture (REDCap) tool and aims to promote knowledge and real-life evidence from patients enrolled worldwide; the registry also allows the collection of standardised data, ensuring the highest levels of security and anonymity of patients' data and flexibility to change according to scientific acquisitions over time. The communication with other similar registries has been also ensured in order to pursue the sustainability of the project with respect to the adaptation of collected data to the most diverse research projects. Since the launch of the registry, 99 centres have been involved from 20 countries and four continents. Forty-eight of the centres have already obtained a formal approval from their local ethics committees. At present, the platform counts 259 users (95 principal investigators, 160 site investigators, 2 lead investigators, and 2 data managers); the platform collects baseline and follow-up data using 3683 fields organised into 13 instruments, including patient's demographics, history, symptoms, trigger or risk factors, therapies and healthcare utilization. The development of the AIDA International Registry for patients with non-infectious scleritis will allow solid research on this rare condition. Real-world evidence resulting from standardised real-life data will lead to the optimisation of routine clinical and therapeutic management, which are currently limited by the rarity of this ocular inflammatory condition.

#3

Infectious Scleritis due to Methicillin-resistant Staphylococcus Aureus after Dengue Viral Fever.

Ocular immunology and inflammation2022 Aug

Dengue fever is a severe mosquito-borne disease which can present with various severe ocular manifestations. We aim to report a case of infectious scleritis in dengue fever, occurring due to Methicillin-resistant Staphylococcus aureus (MRSA), managed with intravenous Teicoplanin. Case report. A 23-year-old woman with recent hospitalization for dengue fever presented with severe pain and a nodular scleral lesion. She was initially diagnosed with immune-mediated scleritis, but as the condition worsened, she underwent scleral scraping which subsequently grew MRSA. She was initially started on topical vancomycin eye drops and topical linezolid but there was further worsening. Therapy was switched to intravenous Teicoplanin which resulted in rapid resolution of the condition. To the best of our knowledge, this is the first reported case of infectious scleritis in association with dengue fever due to MRSA.

#4

How a Devastating Case of Acanthamoeba Sclerokeratitis Ended up with Serious Systemic Sequelae.

Case reports in ophthalmology2020

A 35-year old soft contact lens wearer with a proven bilateral Acanthamoeba keratitis developed a nodular scleritis. Based on the stepladder approach described by Iovieno et al. [Ophthalmology. 2014 Dec;121(12):2340-7], nonsteroidal anti-inflammatory drugs, methylprednisolone, and later azathioprine were added to the antiamoebic treatment. Unfortunately, there was further deterioration and an endophthalmitis developed. Unbearable pain and concerns of spread to the brain urged an enucleation. Histopathological examination confirmed Acanthamoeba cysts in the cornea, sclera, retina, choroid, and vitreous body. As a side effect of the immunosuppressive treatment, the patient developed myopathy, pulmonary aspergillosis, and an avascular necrosis of the hip. Scleritis is a devastating complication of Acanthamoeba keratitis with a poor prognosis and a high enucleation rate. Acanthamoeba sclerokeratitis is, due to cyst-free biopsies, mostly assigned to an immune-mediated mechanism, justifying the use of immunosuppressive treatment. Scleritis in our case contributed to the extracorneal spread of Acanthamoeba. Our case is the first documented extracorneal spread of Acanthamoeba without previous surgery. Extracorneal spread of Acanthamoeba should be considered, even in the case of false-negative biopsies. We strongly recommend serial sections of the retrieved scleral specimen in case of negative histopathological examination to exclude an infection. Even when an immune-mediated scleritis is suspected, systemic immunosuppressive treatment should always be used with the greatest caution. Awareness of the side effects and monitoring by an experienced physician is mandatory.

#5

Scleritis: Differentiating infectious from non-infectious entities.

Indian journal of ophthalmology2020 Sep

Scleritis is a rare painful ocular disorder, associated with severe ocular pain and tissue destruction. Although a majority of these cases are immune mediated and at least half of these are associated with systemic immune-mediated diseases, a smaller minority are due to infections of the sclera. The two conditions closely mimic each other, and a thorough knowledge of the subtle differences is necessary in order to reach a timely diagnosis. Diagnostic delay can lead to a poor outcome both due to the destruction caused by the uncontrolled infection and also due to propagation of the infection with the use of corticosteroids which may have been started for presumed immune mediated scleritis. In this review, we present the clinical features, etiological agents, and the differentiating features between immune and infectious scleritis. We also present diagnostic and management guidelines for managing scleral infection.

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Referências e fontes

Bases de dados externas citadas neste artigo

Publicações científicas

Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. Role of anterior segment optical coherence tomography in scleral diseases: A review.
    Seminars in ophthalmology· 2023· PMID 35996334mais citado
  2. Development and Implementation of the AIDA International Registry for Patients with Non-Infectious Scleritis.
    Ophthalmology and therapy· 2022· PMID 35092604mais citado
  3. Infectious Scleritis due to Methicillin-resistant Staphylococcus Aureus after Dengue Viral Fever.
    Ocular immunology and inflammation· 2022· PMID 33830847mais citado
  4. How a Devastating Case of Acanthamoeba Sclerokeratitis Ended up with Serious Systemic Sequelae.
    Case reports in ophthalmology· 2020· PMID 32884549mais citado
  5. Scleritis: Differentiating infectious from non-infectious entities.
    Indian journal of ophthalmology· 2020· PMID 32823398mais citado

Bases de dados e fontes oficiais

Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.

  1. ORPHA:648681(Orphanet)
  2. MONDO:0958266(MONDO)
  3. Busca completa no PubMed(PubMed)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

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Esclerite imunomediada
Compêndio · Raras BR

Esclerite imunomediada

ORPHA:648681 · MONDO:0958266
Prevalência
Unknown
CID-10
H15.0 · Esclerite
CID-11
Início
All ages
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C5578029
EuropePMC
Papers 10a
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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO