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Hepatite autoimune seronegativa
ORPHA:563589CID-10 · K75.4CID-11 · DB96.0DOENÇA RARA
Início adulta
Também conhecida comoColite UlcerativaReto colite ulcerativaRetocolite ulcerativaAIH

Uma forma de hepatite autoimune caracterizada pelas características da hepatite autoimune clássica (ou seja, apresentação clínica como hepatite criptogênica aguda ou crônica, hepatite de interface no exame histológico, níveis séricos elevados de aspartato aminotransferase e alanina aminotransferase, hipergamaglobulinemia/imunoglobulina G elevada, resposta terapêutica a corticosteroides) na ausência de autoanticorpos séricos. As manifestações clínicas incluem fadiga, mal-estar, artralgia, icterícia e, em estágios posteriores, também sinais de doença hepática crônica avançada, como nevos em aranha, cabeça de medusa, esplenomegalia, ascite e eritema palmar. A presença de doenças autoimunes concomitantes é frequentemente observada.

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Introdução

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Visão geral

A hepatite autoimune seronegativa é uma forma de hepatite autoimune caracterizada pelas manifestações da hepatite autoimune clássica, porém com ausência de autoanticorpos séricos. A sua idade de início ocorre tipicamente na fase adulta.[1]

O quadro pode se apresentar clinicamente como uma hepatite criptogênica aguda ou crônica, sendo frequentemente observada a presença de doenças autoimunes concomitantes.[1]

Sinais e sintomas

As manifestações clínicas da condição incluem fadiga, mal-estar, dor articular (artralgia) e icterícia.[1]

Em estágios posteriores, também podem surgir sinais de doença hepática crônica avançada, tais como nevos em aranha, cabeça de medusa, aumento do baço (esplenomegalia), acúmulo de líquido no abdômen (ascite) e eritema palmar.[1]

Diagnóstico

O diagnóstico considera achados característicos da doença, como hepatite de interface identificada no exame histológico, níveis séricos elevados de enzimas hepáticas (aspartato aminotransferase e alanina aminotransferase) e hipergamaglobulinemia ou imunoglobulina G (IgG) elevada, associados à ausência de autoanticorpos circulantes no sangue.[1]

Tratamento e manejo

A condição apresenta resposta terapêutica ao uso de corticosteroides no manejo clínico habitual.[1]

No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Hepatite Autoimune, instituído pela Portaria Conjunta SAS-SCTIE/MS nº 14 de 09/05/2018, prevê a dispensação na rede pública do medicamento Azatioprina em comprimido de 50 mg.[2]

O mesmo protocolo do SUS também contempla a dispensação de Prednisona nas apresentações de comprimido de 5 mg e de 20 mg.[2][2]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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EM LINGUAGEM SIMPLES

A **hepatite autoimune seronegativa** é uma doença inflamatória do fígado que causa sintomas como cansaço, mal-estar, dores nas articulações e pele amarelada, mas na qual os exames de sangue não encontram os autoanticorpos comuns da hepatite autoimune clássica. O diagnóstico costuma ser identificado na vida adulta e necessita de avaliação das enzimas hepáticas, imunoglobulinas e exame de biópsia do fígado. A condição apresenta boa resposta inicial a medicamentos imunossupressores como os corticosteroides. No Brasil, o SUS disponibiliza tratamentos como a **Prednisona** e a **Azatioprina** no âmbito do PCDT geral de Hepatite Autoimune para conter a agressão ao fígado.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Uma forma de hepatite autoimune caracterizada pelas características da hepatite autoimune clássica (ou seja, apresentação clínica como hepatite criptogênica aguda ou crônica, hepatite de interface no exame histológico, níveis séricos elevados de aspartato aminotransferase e alanina aminotransferase, hipergamaglobulinemia/imunoglobulina G elevada, resposta terapêutica a corticosteroides) na ausência de autoanticorpos séricos. As manifestações clínicas incluem fadiga, mal-estar, artralgia, icterícia e, em estágios posteriores, também sinais de doença hepática crônica avançada, como nevos em aranha, cabeça de medusa, esplenomegalia, ascite e eritema palmar. A presença de doenças autoimunes concomitantes é frequentemente observada.

Publicações científicas
32 artigos
Último publicado: 2026 Mar
🏥
SUS: Cobertura parcialScore: 30%
CID-10: K75.4
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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
27 papers (10 anos)
#1

Late-onset combined immunodeficiency and bone marrow failure in severe autoimmune hepatitis: a case report.

Journal of medical case reports2026 Mar 15

Late-onset combined immunodeficiency ( is a rare primary immunodeficiency characterized by hypogammaglobulinemia, T-cell lymphopenia, and susceptibility to opportunistic infections. While autoimmune liver involvement has been well documented in common variable immunodeficiency, no association with late-onset combined immunodeficiency has previously been reported. This case represents, to our knowledge, the first pediatric description of autoimmune hepatitis as the initial manifestation of late-onset combined immunodeficiency. We present the case report of a 15-year old North African Arabic Tunisian boy. A 15-year-old boy presented with severe hepatitis, clinically and histologically consistent with seronegative autoimmune hepatitis. Corticosteroid therapy led to clinical improvement and enabled a liver biopsy, which confirmed autoimmune hepatitis. Persistent hypogammaglobulinemia and lymphopenia involving T, B, and NK cells prompted further immunologic evaluation, confirming the diagnosis of late-onset combined immunodeficiency. The disease course was complicated by hepatitis-associated aplastic anemia and hemorrhagic events. Despite hematopoietic stem cell transplantation, the patient died from septic complications. This case highlights the importance of screening for underlying immunodeficiency in adolescents presenting with atypical or seronegative autoimmune hepatitis. Early recognition of late-onset combined immunodeficiency and related complications, such as hepatitis-associated aplastic anemia, is crucial for timely multidisciplinary management and may significantly impact patient outcomes.

#2

Seronegative Autoimmune Hepatitis Following Coronavirus Disease 2019 (COVID-19) Infection.

Cureus2025 Feb

Autoimmune hepatitis is an autoimmune liver condition of uncertain etiology. Environmental triggers have been involved in the pathophysiology of the disease. The triggers include viruses, immunizations, and drugs. Since the emergence of the coronavirus disease 2019 (COVID-19) pandemic, severe acute respiratory syndrome coronavirus 2 (SARS-CoV-2) has been implicated in the development of various autoimmune diseases. We report the case of a 58-year-old patient who had persistent elevation in liver transaminase levels after COVID-19 infection. After undergoing a liver biopsy, he was diagnosed with seronegative autoimmune hepatitis with an excellent response to steroids. Our case highlights the importance of considering the diagnosis of autoimmune hepatitis in patients with persistent elevation of liver transaminases after COVID-19 infection.

#3

Genomic testing for inborn errors of immunity in seronegative autoimmune hepatitis of childhood.

Journal of hepatology2024 Oct
#4

Increased incidence of seronegative autoimmune hepatitis in children during SARS-CoV-2 pandemia period.

Frontiers in immunology2024

Seronegative autoimmune hepatitis in children is a rare but potentially severe disease, sometimes requiring liver transplantation. This type of hepatitis may be associated with various immunological and hematological disorders, ranging from isolated lymphopenia to aplastic anemia. Precise pathophysiological mechanisms are still unknown, but the role of viruses cannot be excluded, either as directly pathogenic or as triggers, responsible for an inappropriate immune stimulation. Having the impression of an increasing number of seronegative autoimmune hepatitis since the beginning of SARS-CoV-2 pandemia period, we hypothesized that SARS-CoV-2 virus could be an infectious trigger. We conducted a retrospective, observational, descriptive study about children with seronegative autoimmune hepatitis, in a tertiary care center, between 2010 and 2022. Thirty-two patients were included. The overall incidence of seronegative autoimmune hepatitis increased 3.3-fold in 2020-2022, during the SARS-CoV-2 pandemia period (16 patients in 2.8 years) compared with 2010-2019 the pre pandemia period (16 patients in 9 years). Patients' clinical and biochemical liver characteristics did not differ between the two periods. Hematological damages were less severe during the pandemia period. Immunological studies revealed a dysregulated immune response. The initiation of immunosuppressive therapy (corticosteroids ± cyclosporine) was earlier during the pandemia period than before. In cases of undetermined acute hepatitis, an immune-mediated origin should be considered, prompting a liver biopsy. If the histological aspect points to an immune origin, immunosuppressive treatment should be instituted even though autoimmune hepatitis antibodies are negative. Close hematological monitoring must be performed in all cases. The 3.3-fold increase of cases during the SARS-CoV-2 pandemia will need to be further analyzed to better understand the underlying immunological mechanisms, and to prove its potential involvement.

#5

[Seronegative autoimmune hepatitis].

Medicina2024

Autoimmune hepatitis (AIH) is a rare, chronic, inflammatory, and necrotic liver disease characterized by the presence of autoantibodies. Its etiology is unknown. It affects 1 in 200 000 people annually in the US and occurs predominantly in women. Its presentation varies from asymptomatic forms to cirrhosis and acute liver failure and its diagnosis is based on the measurement of autoantibodies, such as antinuclear autoantibodies (ANA), anti-smooth muscle antibodies (ASMA) and anti-liver and kidney microsomal antibodies (anti-LKM). 1). 10% of HAIs do not present antibodies, being called seronegative HAI, requiring a liver biopsy for diagnosis. To date the evidence remains limited and different societies have issued suggestions and recommendations. For this reason, we believe it is relevant to carry out a bibliographic review on the subject, capturing in this document the important information for the understanding and management of this pathology. La hepatitis autoinmune (HAI) es una enfermedad inflamatoria y necrótica del hígado, crónica e infrecuente caracterizada por la presencia de autoanticuerpos. Su etiología es desconocida. Afecta a 1 de cada 200 000 personas anualmente en los EE. UU. y se presenta predominantemente en mujeres. Su presentación varía desde formas asintomáticas hasta la cirrosis y falla hepática aguda y su diagnóstico se basa en la medición de autoanticuerpos, como los autoanticuerpos antinucleares (ANA), anticuerpos antimúsculo liso (ASMA) y anticuerpos antimicrosomales de hígado y riñón (anti-LKM-1). El 10% de las HAI no presentan anticuerpos, denominándose HAI seronegativa, necesitando biopsia hepática para el diagnóstico. Hasta la fecha la evidencia sigue siendo limitada y diferentes sociedades han emitido sugerencias y recomendaciones. Por tal motivo creemos relevante realizar una revisión bibliográfica sobre el tema plasmando en este documento la información importante para la compresión y el manejo de esta patología.

Publicações recentes

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📚 EuropePMC24 artigos no totalmostrando 25

2026

Late-onset combined immunodeficiency and bone marrow failure in severe autoimmune hepatitis: a case report.

Journal of medical case reports
2025

Seronegative Autoimmune Hepatitis Following Coronavirus Disease 2019 (COVID-19) Infection.

Cureus
2024

Increased incidence of seronegative autoimmune hepatitis in children during SARS-CoV-2 pandemia period.

Frontiers in immunology
2024

[Seronegative autoimmune hepatitis].

Medicina
2024

Genomic testing for inborn errors of immunity in seronegative autoimmune hepatitis of childhood.

Journal of hepatology
2024

Implications of Gender on the Outcome in Patients With Autoimmune Hepatitis.

Cureus
2023

Seronegative Autoimmune Hepatitis: A Rare Manifestation of COVID-19.

Cureus
2023

Seronegative autoimmune hepatitis in childhood.

World journal of clinical pediatrics
2023

Seronegative Autoimmune Hepatitis.

Journal of clinical and translational hepatology
2022

Hepatitis-associated Aplastic Anemia.

Journal of pediatric gastroenterology and nutrition
2022

Acute Severe Seronegative Autoimmune Hepatitis With Undiagnosed Graves' Disease.

Cureus
2022

Seronegative autoimmune hepatitis in children : A real diagnostic challenge.

Wiener klinische Wochenschrift
2021

Seronegative autoimmune hepatitis in children: a single-center experience.

Acta gastro-enterologica Belgica
2021

Seronegative Autoimmune Hepatitis-associated Severe Aplastic Anemia: Looking for the Best Treatment.

Journal of pediatric gastroenterology and nutrition
2021

IgG4-associated autoimmune hepatitis and cholangitis: A relatively novel entity to consider in cases of seronegative autoimmune hepatitis.

Canadian liver journal
2020

[Сlinical, immunological and morphological features in different types of autoimmune hepatitis].

Terapevticheskii arkhiv
2020

Unusual Distribution of Liver Injury in a Case of Seronegative Autoimmune Hepatitis.

Journal of pediatric gastroenterology and nutrition
2020

Acute seronegative autoimmune hepatitis in the post-partum period.

Clinical journal of gastroenterology
2019

[Severe acquired marrow aplasia and seronegative autoimmune hepatitis: a rare and serious association].

The Pan African medical journal
2018

[Seronegative autoimmune hepatitis: Description of two paediatric cases].

Anales de pediatria
2018

Liver Failure as the Presentation of Ornithine Transcarbamylase Deficiency in a 13-Month-Old Female.

JIMD reports
2017

Seronegative Autoimmune Hepatitis A Clinically Challenging Difficult Diagnosis.

Case reports in medicine
2016

Seronegative autoimmune hepatitis in children: Spectrum of disorders.

Digestive and liver disease : official journal of the Italian Society of Gastroenterology and the Italian Association for the Study of the Liver
2016

Acute onset seronegative autoimmune hepatitis: are simplified diagnostic criteria sufficient?

European journal of gastroenterology & hepatology
2015

[Auto-immune hepatitis in chronic granulomatous disease in a 2-year-old girl].

Archives de pediatrie : organe officiel de la Societe francaise de pediatrie

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O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Protocolo oficial relacionado (Ministério da Saúde)PCDT: Hepatite Autoimune

Existe um documento oficial para "Hepatite Autoimune". Ele pode não cobrir esta forma específica da doença — confira no texto do protocolo antes de contar com ele.

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

Ela apresenta os mesmos sinais clínicos e histológicos da forma clássica, mas se diferencia pela ausência de autoanticorpos detectáveis no sangue. Mesmo sem esses marcadores nos testes sorológicos, a inflamação do fígado responde favoravelmente ao uso de corticosteroides.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

4 fontes citadas no texto · 7 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:22253
    GARD (NIH)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Hepatite autoimune seronegativa. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/hepatite-autoimune-seronegativa

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

Hepatite autoimune seronegativa

ORPHA:563589 · MONDO:0035400
CID-10
K75.4 · Hepatite autoimune
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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
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