A miíase cavitária é uma doença parasitária rara caracterizada pela infestação de cavidades corporais naturais (por exemplo, miíase aural, nasal, oral, urogenital) e órgãos internos (por exemplo, miíase cerebral, oftalmomiíase, miíase intestinal e traqueopulmonar) por larvas de dípteros. A apresentação clínica é variável dependendo do(s) local(is) afetado(s) e do grau de infestação, incluindo sensação de corpo estranho (com ou sem sensação de movimento), hemorragia, dor, edema, perda sensorial, mau odor e prurido, entre outros. Manifestações neurológicas (por exemplo, déficits motores, convulsões, redução do estado mental, sinais extrapiramidais) foram relatadas na miíase cerebral.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A miíase cavitária é uma doença parasitária rara, com prevalência estimada em menos de 1 por 1.000.000 de pessoas, e que pode ter início em qualquer idade. Ela é caracterizada pela infestação de cavidades corporais naturais (como miíase aural, nasal, oral e urogenital) e de órgãos internos (como miíase cerebral, oftalmomiíase, miíase intestinal e traqueopulmonar) por larvas de dípteros. O padrão de herança não é aplicável para esta condição.[1]
Sinais e sintomas
A apresentação clínica varia conforme o local afetado e o grau de infestação. As manifestações podem incluir sensação de corpo estranho (com ou sem sensação de movimento), dor, edema, hemorragia, perda sensorial, mau odor e prurido, entre outros. Além disso, foram relatadas manifestações neurológicas na miíase cerebral, a exemplo de déficits motores, convulsões, redução do estado mental e sinais extrapiramidais.[1]
Causas genéticas
Diagnóstico
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A **miíase cavitária** é uma condição parasitária rara em que larvas de moscas se instalam em cavidades naturais do corpo ou em órgãos internos. A pessoa pode perceber dor, inchaço, sangramentos, coceira e uma sensação desconfortável de haver algo se movendo dentro do local atingido. A condição não é causada por fatores genéticos herdados de família e pode atingir pessoas de qualquer idade. No Brasil, a doença não possui um Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) próprio na lista de doenças raras do Ministério da Saúde, devendo ser avaliada pelas equipes médicas da rede de saúde.
A miíase cavitária é uma doença parasitária rara caracterizada pela infestação de cavidades corporais naturais (por exemplo, miíase aural, nasal, oral, urogenital) e órgãos internos (por exemplo, miíase cerebral, oftalmomiíase, miíase intestinal e traqueopulmonar) por larvas de dípteros. A apresentação clínica é variável dependendo do(s) local(is) afetado(s) e do grau de infestação, incluindo sensação de corpo estranho (com ou sem sensação de movimento), hemorragia, dor, edema, perda sensorial, mau odor e prurido, entre outros. Manifestações neurológicas (por exemplo, déficits motores, convulsões, redução do estado mental, sinais extrapiramidais) foram relatadas na miíase cerebral.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Diagnóstico
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Pesquisa e ensaios clínicos
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Publicações mais relevantes
Prevalence and seasonal aspects of parasitism by Oestrus ovis (Diptera: Oestridae) in sheep from Mato Grosso State, Brazil.
Oestrus ovis larvae are obligate parasites of vertebrates and cause cavitary myiasis (oestrosis) in sheep and goats. It is also reported as a zoonosis causing ophthalmomyiasis and nasopharyngeal myiasis. Despite being relatively common in Brazil, epidemiological studies on O. ovis are scarce. Considering that the infestation is influenced by the climate and biomes of the studied region, we aimed to investigate the seasonal prevalence of O. ovis among slaughtered sheep in the northern region of the state of Mato Grosso, Brazil. The heads of sheep (n=697) slaughtered at a slaughterhouse in the municipality of Terra Nova do Norte (November 2011 to November 2013) were collected to count, catalog, and identify the larvae found in the upper respiratory tract. Overall, 45.77% (319/697) of the animals were infested with 2,412 recovered larvae, 96.89% (2,337/2,412) of which were identified at the species level as O. ovis. Seasonal variations in prevalence ranged from 41% (spring) to 56% (summer); however, no correlation was observed between prevalence and season, mean humidity, or temperature. In conclusion, parasitism by O. ovis in sheep in the studied area, occurs year-round, considering the occurrence of larvae (L1, L2, and L3) throughout the year, probably because of the area's environmental conditions. As larvas de Oestrus ovis são parasitas obrigatórios de vertebrados e causam miíase cavitária (estrose) em ovinos e caprinos. Também é relatada como uma zoonose que causa oftalmomíase e miíase nasofaríngea. Apesar de relativamente comum no Brasil, os estudos epidemiológicos sobre O. ovis são escassos. Considerando que a infestação é influenciada pelo clima e biomas da região estudada, objetivou-se investigar a prevalência sazonal de O. ovis entre ovinos abatidos na região norte do estado de Mato Grosso, Brasil. Foram coletadas cabeças de ovinos (n=697) abatidos em frigorífico do município de Terra Nova do Norte (novembro de 2011 a novembro de 2013) para contagem, catalogação e identificação das larvas encontradas no trato respiratório superior. No geral, 45,77% (319/697) dos animais estavam infestados com 2.412 larvas recuperadas, das quais 96,89% (2.337/2.412) foram identificadas em nível de espécie como O. ovis. As variações sazonais na prevalência variaram de 41% (primavera) a 56% (verão); no entanto, não foi observada correlação entre prevalência e estação do ano, umidade média ou temperatura. Conclui-se que o parasitismo por O. ovis em ovinos na área estudada ocorre durante todo o ano, considerando a ocorrência de larvas (L1, L2 e L3) ao longo do ano, provavelmente devido às condições ambientais da área.
Morphological and Molecular Characterizations of Cochliomyia hominivorax (Diptera: Calliphoridae) Larvae Responsible for Wound Myiasis in French Guiana.
Myiasis is an ectoparasitic infection caused by the larvae of true flies (Diptera). We came across a rather rare case of myiasis in an immunocompetent 34-year-old man from French Guiana with advanced wound myiasis masquerading as cavitary myiasis and a history of cholesteatoma surgery in the left ear. The Diptera larvae responsible for the disease were isolated and identified using morphological and molecular approaches as Cochliomyia hominivorax. We underline the importance of this parasitosis as the second case of myiasis caused by C. hominivorax and the first case of wound myiasis in this overseas department of France and its incidence in pre-urban areas of the capital, Cayenne, in South America.
The complete mitochondrial genome of Oestrus ovis (Linnaeus, 1758) (Diptera: Oestridae).
Larvae of the sheep bot fly, Oestrus ovis (Linnaeus, 1758), cause cavitary myiasis in domestic and wild hosts, including man. The complete circular O. ovis mitogenome was assembled, which is 16,584 bp in length and encodes 13 protein-coding genes, 22 tRNA genes, and two rRNA genes. The phylogenetic tree of O. ovis and 13 related Oestridae species, with Sarcophaga tuberosa as outgroup, was built.
The global and regional prevalence of oestrosis in sheep and goats: a systematic review of articles and meta-analysis.
Oestrosis, caused by the larvae of Oestrus ovis, commonly known as sheep nose bot, is an obligatory cavitary myiasis of sheep and goats. Oestrus ovis is a widespread parasite, but little is known about the prevalence of oestrosis at the global and broad geographical levels. The present study aimed to explore the epidemiology of oestrosis at the global and regional level to estimate prevalences and their associated factors using a systematic approach. This is, to the author's knowledge, the first meta-analysis of oestrosis in sheep and goats. Published articles were obtained from nine electronic databases (PubMed, CAB Abstracts, Web of Science, Scopus, UCB library, Medline, Biosis Citation Index, Indian journals and Google Scholar) reporting the prevalence of O. ovis in sheep and goats from 1970 to 2018. Pooled prevalences were estimated using a random effect meta-analysis model. Sixty-six studies were eligible, and data from 40,870 sheep and 18,216 goats were used for quantitative analysis. The random effect estimated prevalence of oestrosis at the global level in sheep was 51.15% (95% CI: 42.80-59.51%) and in goats was 42.19% (95% CI: 33.43-50.95%). The pooled prevalence estimates for Africa, Asia, Europe and the Americas were 47.85% (95% CI: 36.04-59.66%), 44.48% (95% CI: 33.09-55.87%), 56.83% (95% CI: 48.92-64.74%) and 34.46% (95% CI: 19.90-49.01%), respectively. Heterogeneity (I2 > 80%) was detected in most pooled estimates. Oestrosis is highly prevalent in many geographical regions of the world, especially in Europe and Africa. Factors that contribute to the pooled prevalence estimate of oestrosis need to be emphasised in any survey to estimate the true prevalence of oestrosis. Furthermore, there is a need for immunisation or implementation of other preventive measures to reduce the burden of oestrosis in sheep and goats and to improve the health and welfare status.
Myiasis-induced sepsis: a rare case report of Wohlfahrtiimonas chitiniclastica and Ignatzschineria indica bacteremia in the continental United States.
The presentation of sepsis and bacteremia in cutaneous and cavitary myiasis is uncommon. We present a patient, residing in a temperate region of the United States, with myiasis and sepsis from the emerging human pathogens Wohlfahrtiimonas chitiniclastica and Ignatzschineria indica. A 37-year-old male patient with an 8-month history of chronic lymphedema and ulcers of the lower left extremity presented with myiasis of the left foot and leg. The patient was initially seen by his family practitioner many times and was prescribed antibiotics which he could not afford. Debridement of the myiasis was not conducted by the family practitioner due to the belief that the patient's current state of myiasis would effectively debride and eventually heal the chronic ulcers along with multiple antibiotic regimens. Over the 8-month period, the patient developed a progressive, painful, necrotizing infection of his lower left extremity. Physical examination clearly showed myiasis of the patient's lower left extremity, believed to be caused by Lucilia sericata (green bottle fly). Blood cultures revealed the presence of Providencia stuartii, W chitiniclastica, and I indica to be the underlying cause of sepsis and bacteremia. All visible maggots were extracted, debridement of devitalized tissue was performed, and the leg ulcers were wrapped in pH neutral bleach. The patient was initially treated with a broad-spectrum antibiotic regimen of vancomycin, clindamycin, piperacillin, and tazobactam which, following clinical improvement, was de-escalated to cefepime. The fly larvae and maggots were removed from the extremity by scrubbing, pulse lavage, and filing away the callused tissue. Additionally, the patient's sepsis and bacteremia, caused by W chitiniclastica and I indica, were successfully treated through antibiotic intervention. Amputation was avoided. The use of pulse lavage and chlorhexidine-soaked brushes for the removal of cavitary myiasis is an effective and minimally invasive procedure which does not cause additional damage to surrounding tissue. W chitiniclastica and I indica are emerging bacteria that have known association to parasitic fly myiasis in humans and are capable of causing sepsis and/or bacteremia if not accurately identified and treated promptly.
Publicações recentes
Prevalence and seasonal aspects of parasitism by Oestrus ovis (Diptera: Oestridae) in sheep from Mato Grosso State, Brazil.
Morphological and Molecular Characterizations of Cochliomyia hominivorax (Diptera: Calliphoridae) Larvae Responsible for Wound Myiasis in French Guiana.
The complete mitochondrial genome of Oestrus ovis (Linnaeus, 1758) (Diptera: Oestridae).
The global and regional prevalence of oestrosis in sheep and goats: a systematic review of articles and meta-analysis.
Myiasis-induced sepsis: a rare case report of Wohlfahrtiimonas chitiniclastica and Ignatzschineria indica bacteremia in the continental United States.
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Prevalence and seasonal aspects of parasitism by Oestrus ovis (Diptera: Oestridae) in sheep from Mato Grosso State, Brazil.
Revista brasileira de parasitologia veterinaria = Brazilian journal of veterinary parasitology : Orgao Oficial do Colegio Brasileiro de Parasitologia VeterinariaMorphological and Molecular Characterizations of Cochliomyia hominivorax (Diptera: Calliphoridae) Larvae Responsible for Wound Myiasis in French Guiana.
Diagnostics (Basel, Switzerland)The complete mitochondrial genome of Oestrus ovis (Linnaeus, 1758) (Diptera: Oestridae).
Mitochondrial DNA. Part B, ResourcesThe global and regional prevalence of oestrosis in sheep and goats: a systematic review of articles and meta-analysis.
Parasites & vectorsMyiasis-induced sepsis: a rare case report of Wohlfahrtiimonas chitiniclastica and Ignatzschineria indica bacteremia in the continental United States.
MedicineCavitary myiasis and its management.
Journal of experimental therapeutics & oncologyCavitary myiasis mimicking peritonsilar abscess.
Brazilian journal of otorhinolaryngologyAssociações
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
A miíase cavitária é causada pela invasão e infestação de cavidades naturais ou órgãos do corpo por larvas de insetos dípteros. Não decorre de mutações em genes humanos nem de transmissão hereditária familiar.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
3 fontes citadas no texto · 5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Miíase cavitária. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/miiase-cavitaria
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Miíase cavitária
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata