A panuveíte hiperaguda sazonal é uma doença ocular agressiva de etiologia desconhecida, descrita pela primeira vez em 1975. Foi registrada quase exclusivamente no Nepal, com exceção de cinco casos relatados no Butão. A doença afeta prevalentemente crianças e pode causar cegueira. No Nepal, é a causa mais comum de panuveíte relatada e, em crianças, é a causa mais prevalente tanto de uveíte quanto de panuveíte.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A panuveíte infecciosa é uma condição rara caracterizada por inflamação que afeta todas as camadas do trato uveal (íris, corpo ciliar e coroide) do olho, causada por um agente infeccioso. A prevalência exata é desconhecida, e a doença pode se manifestar em qualquer faixa etária.[1]
Sinais e sintomas
Os sintomas podem variar amplamente, mas geralmente incluem vermelhidão ocular, dor, sensibilidade à luz (fotofobia), visão embaçada ou turva e moscas volantes (pontos escuros na visão). Como a inflamação atinge todas as partes do olho, o quadro pode ser grave e levar à perda de visão se não tratado adequadamente.[1]
Causas genéticas
Diagnóstico
O diagnóstico é clínico e laboratorial, baseado no exame oftalmológico completo (incluindo biomicroscopia e fundoscopia) e na identificação do agente infeccioso por exames de sangue, sorologia, PCR ou cultura. Testes genéticos não são indicados para o diagnóstico, pois a doença não tem causa genética conhecida. O código CID-10 é H44.1.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento é direcionado ao agente infeccioso causador (antibióticos, antivirais, antifúngicos ou antiparasitários) e ao controle da inflamação, geralmente com corticosteroides tópicos, orais ou perioculares. O manejo deve ser feito por oftalmologista e, quando necessário, por infectologista. Não há cobertura específica pelo SUS para esta condição.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende da causa infecciosa, da rapidez do diagnóstico e da resposta ao tratamento. Com tratamento adequado, muitos pacientes recuperam a visão, mas podem ocorrer complicações como catarata, glaucoma, edema macular ou perda visual permanente. O acompanhamento regular é essencial para preservar a função visual e a qualidade de vida.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A panuveíte hiperaguda sazonal é uma doença ocular agressiva de etiologia desconhecida, descrita pela primeira vez em 1975. Foi registrada quase exclusivamente no Nepal, com exceção de cinco casos relatados no Butão. A doença afeta prevalentemente crianças e pode causar cegueira. No Nepal, é a causa mais comum de panuveíte relatada e, em crianças, é a causa mais prevalente tanto de uveíte quanto de panuveíte.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A panuveíte infecciosa é uma condição rara caracterizada por inflamação que afeta todas as camadas do trato uveal (íris, corpo ciliar e coroide) do olho, causada por um agente infeccioso. A prevalência exata é desconhecida, e a doença pode se manifestar em qualquer faixa etária.[1]
Sinais e sintomas
Os sintomas podem variar amplamente, mas geralmente incluem vermelhidão ocular, dor, sensibilidade à luz (fotofobia), visão embaçada ou turva e moscas volantes (pontos escuros na visão). Como a inflamação atinge todas as partes do olho, o quadro pode ser grave e levar à perda de visão se não tratado adequadamente.[1]
Causas genéticas
Diagnóstico
O diagnóstico é clínico e laboratorial, baseado no exame oftalmológico completo (incluindo biomicroscopia e fundoscopia) e na identificação do agente infeccioso por exames de sangue, sorologia, PCR ou cultura. Testes genéticos não são indicados para o diagnóstico, pois a doença não tem causa genética conhecida. O código CID-10 é H44.1.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento é direcionado ao agente infeccioso causador (antibióticos, antivirais, antifúngicos ou antiparasitários) e ao controle da inflamação, geralmente com corticosteroides tópicos, orais ou perioculares. O manejo deve ser feito por oftalmologista e, quando necessário, por infectologista. Não há cobertura específica pelo SUS para esta condição.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende da causa infecciosa, da rapidez do diagnóstico e da resposta ao tratamento. Com tratamento adequado, muitos pacientes recuperam a visão, mas podem ocorrer complicações como catarata, glaucoma, edema macular ou perda visual permanente. O acompanhamento regular é essencial para preservar a função visual e a qualidade de vida.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Nenhum gene associado encontrado
Os dados genéticos desta condição ainda estão sendo catalogados.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Panuveíte infecciosa
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Pesquisa ativa
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Pesquisa e ensaios clínicos
5 ensaios clínicos encontrados.
Publicações mais relevantes
Two-Decade Retrospective Analysis of Postoperative Endophthalmitis at a Tertiary Care Academic Center: Microbial Spectrum, Treatment Modalities, and Visual Outcomes.
Este estudo de duas décadas sobre endoftalmite pós-operatória confirma que a **vitrectomia pars plana (PPV) imediata combinada com injeção intravítrea é o tratamento mais comum e eficaz**, resultando em melhoria significativa da acuidade visual e alta taxa de salvamento do globo ocular (96,3%). No entanto, fatores como diabetes, baixa acuidade visual inicial e o início tardio da infecção **influenciam negativamente o prognóstico**, o que ressalta a importância crucial de um manejo rápido e personalizado para maximizar a recuperação visual.
🇧🇷 traduzidoKytococcus schroeteri Chronic Post-Operative Endophthalmitis After Cataract Surgery: The First Report of Ocular Kytococcus Infection.
Este artigo relata o primeiro caso de endoftalmite crônica pós-operatória (CPOE) por *Kytococcus schroeteri* após cirurgia de catarata, identificando uma nova e rara causa de infecção ocular. Para pacientes, é crucial saber que esta infecção pode ser de difícil diagnóstico, mimetizando inflamações não infecciosas por anos e podendo levar à perda severa da visão, como o glaucoma. Para médicos, é fundamental ter um alto índice de suspeita, realizar culturas de material vítreo e capsular, e considerar que o sucesso do tratamento frequentemente exige a remoção cirúrgica da lente intraocular (LIO) infectada, além de antibióticos.
🇧🇷 traduzidoEfficacy of golimumab in patients with refractory non-infectious panuveitis.
Este estudo retrospectivo demonstrou que o golimumabe é eficaz no tratamento da panuveíte não infecciosa refratária, uma condição inflamatória ocular grave. A terapia com golimumabe reduziu significativamente a taxa de recidivas de uveíte em aproximadamente dois terços e permitiu uma economia de corticosteroides, com a dose mediana sendo reduzida pela metade. Além disso, observou-se uma melhora na acuidade visual, posicionando o golimumabe como uma opção promissora para pacientes e médicos no controle da doença e na otimização do regime terapêutico.
🇧🇷 traduzidoOUTCOMES OF INFECTIOUS PANUVEITIS ASSOCIATED WITH SIMULTANEOUS MULTI-POSITIVE OCULAR FLUID POLYMERASE CHAIN REACTION.
Este estudo revela que a panuveíte infecciosa simultaneamente causada por múltiplos patógenos é rara (1,76%), sendo o citomegalovírus (CMV) e o vírus Epstein-Barr (EBV) os mais comuns. Atinge predominantemente pacientes imunossuprimidos, resultando em inflamação severa, alta taxa de descolamento de retina e, geralmente, acuidade visual final muito baixa. Curiosamente, olhos positivos para CMV apresentaram desfechos visuais melhores em comparação com aqueles negativos para CMV.
🇧🇷 traduzidoAcute-onset Vogt-Koyanagi-Harada like uveitis following Covid-19 inactivated virus vaccination.
Este artigo relata um caso raro de panuveíte bilateral grave, semelhante à síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada (VKH), em um jovem que apresentou visão turva e dor de cabeça após a vacinação com uma dose de vacina inativada contra a Covid-19. Análises descartaram infecções virais ou bacterianas (inclusive Covid-19), identificando um quadro inflamatório com níveis elevados de interleucina-6, que respondeu rapidamente ao tratamento com esteroides. Embora seja o primeiro relato após vacina inativada, este caso sugere uma possível, porém rara, associação entre a vacinação e o desenvolvimento desta condição inflamatória ocular.
🇧🇷 traduzidoPublicações recentes
Kytococcus schroeteri Chronic Post-Operative Endophthalmitis After Cataract Surgery: The First Report of Ocular Kytococcus Infection.
Efficacy of golimumab in patients with refractory non-infectious panuveitis.
OUTCOMES OF INFECTIOUS PANUVEITIS ASSOCIATED WITH SIMULTANEOUS MULTI-POSITIVE OCULAR FLUID POLYMERASE CHAIN REACTION.
Acute-onset Vogt-Koyanagi-Harada like uveitis following Covid-19 inactivated virus vaccination.
Clinical Characteristics and Treatment of 308 Panuveitis Patients over 10 Years: Results from the KKESH Uveitis Survey Study Group.
📚 EuropePMC3 artigos no totalmostrando 8
Two-Decade Retrospective Analysis of Postoperative Endophthalmitis at a Tertiary Care Academic Center: Microbial Spectrum, Treatment Modalities, and Visual Outcomes.
Clinical ophthalmology (Auckland, N.Z.)Kytococcus schroeteri Chronic Post-Operative Endophthalmitis After Cataract Surgery: The First Report of Ocular Kytococcus Infection.
Ocular immunology and inflammationEfficacy of golimumab in patients with refractory non-infectious panuveitis.
Scientific reportsOUTCOMES OF INFECTIOUS PANUVEITIS ASSOCIATED WITH SIMULTANEOUS MULTI-POSITIVE OCULAR FLUID POLYMERASE CHAIN REACTION.
Retina (Philadelphia, Pa.)Acute-onset Vogt-Koyanagi-Harada like uveitis following Covid-19 inactivated virus vaccination.
American journal of ophthalmology case reportsClinical Characteristics and Treatment of 308 Panuveitis Patients over 10 Years: Results from the KKESH Uveitis Survey Study Group.
Ocular immunology and inflammationCanine panuveitis: a retrospective evaluation of 55 cases (2000-2015).
Veterinary ophthalmologySubcutaneous repository corticotropin gel for non-infectious panuveitis: Reappraisal of an old pharmacologic agent.
American journal of ophthalmology case reportsAssociações
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Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- Two-Decade Retrospective Analysis of Postoperative Endophthalmitis at a Tertiary Care Academic Center: Microbial Spectrum, Treatment Modalities, and Visual Outcomes.
- Kytococcus schroeteri Chronic Post-Operative Endophthalmitis After Cataract Surgery: The First Report of Ocular Kytococcus Infection.
- Efficacy of golimumab in patients with refractory non-infectious panuveitis.
- OUTCOMES OF INFECTIOUS PANUVEITIS ASSOCIATED WITH SIMULTANEOUS MULTI-POSITIVE OCULAR FLUID POLYMERASE CHAIN REACTION.
- Acute-onset Vogt-Koyanagi-Harada like uveitis following Covid-19 inactivated virus vaccination.
- Clinical Characteristics and Treatment of 308 Panuveitis Patients over 10 Years: Results from the KKESH Uveitis Survey Study Group.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:279925(Orphanet)
- MONDO:0017211(MONDO)
- GARD:21068(GARD (NIH))
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55786913(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Panuveíte infecciosa
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata