Doença genética rara autossômica recessiva que causa polineuropatia grave com acometimento axonal neurossensorial e motor em recém-nascidos, levando a óbito precoce. Apresenta fraqueza muscular generalizada, dificuldade respiratória e ausência de reflexos.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Polineuropatia neurossensorial axonal neonatal fatal autossômica recessiva é uma doença genética raríssima, com prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. Ela se manifesta ainda no período pré-natal (antenatal) e segue um padrão de herança autossômico recessivo, ou seja, é necessário que ambos os pais sejam portadores de uma cópia alterada do gene associado para que a criança desenvolva a condição.[1][2]
Sinais e sintomas
Por ser uma condição de início antenatal, os sinais podem estar presentes já ao nascimento. A doença afeta os nervos periféricos (polineuropatia), comprometendo tanto a função sensorial quanto a motora (neurossensorial e axonal). O quadro é grave e progressivo, levando a fraqueza muscular, dificuldades respiratórias e comprometimento neurológico severo, com evolução fatal ainda no período neonatal.[1][2]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações em um gene ainda não especificado publicamente nas bases de dados consultadas (símbolo do gene não informado). Sabe-se, porém, que a herança é autossômica recessiva, o que significa que a criança herda uma mutação de cada genitor. O código OMIM para esta condição é 604431 e o identificador MONDO é MONDO:0011463.[1][2][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas neurológicos e na confirmação genética. Existem 14 testes genéticos disponíveis para a condição, incluindo o sequenciamento completo do exoma (WES), que pode identificar mutações nos genes associados. O código CID-10 correspondente é G60.0 (Neuropatia hereditária e idiopática).[1][2][3][4]
Tratamento e manejo
Até o momento, não há tratamento curativo para a Polineuropatia neurossensorial axonal neonatal fatal autossômica recessiva. O manejo é essencialmente de suporte, com foco no conforto do recém-nascido e no suporte respiratório e nutricional. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para a doença, incluindo o sequenciamento completo do exoma (WES) e atendimento em reabilitação para doenças raras.[1][2][4]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica (fonte: PubTator3) menciona algumas substâncias em associação com esta doença, mas é importante destacar que NÃO se trata de recomendações de tratamento. São apenas correlações mineradas em publicações científicas, com o número de publicações entre parênteses: Thioctic Acid (3), Alanine (1), Lysine (1), Nitrous Oxide (1), Phenylalanine (1), Sphingomyelins (1), Tryptophan (1), Cyclophosphamide (1), Methylprednisolone (1) e Polychlorinated Biphenyls (1). Consulte sempre seu médico para decisões sobre tratamento.[4]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é reservado, com evolução fatal ainda no período neonatal. A qualidade de vida é severamente comprometida devido à gravidade dos sintomas neurológicos e respiratórios. O suporte multidisciplinar e os cuidados paliativos são fundamentais para oferecer conforto ao paciente e apoio à família.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A **polineuropatia neurossensorial axonal neonatal fatal autossômica recessiva** é uma doença genética extremamente rara com início antes do nascimento. Ela é herdada de forma autossômica recessiva, o que ocorre quando ambos os pais transmitem fatores genéticos para a condição. Não há medicamentos específicos dispensados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e a enfermidade não consta na lista oficial de PCDTs do Ministério da Saúde. O cuidado e a investigação são conduzidos por equipes médicas especializadas por meio de testes genéticos de suporte.
Doença genética rara autossômica recessiva que causa polineuropatia grave com acometimento axonal neurossensorial e motor em recém-nascidos, levando a óbito precoce. Apresenta fraqueza muscular generalizada, dificuldade respiratória e ausência de reflexos.
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Perguntas frequentes
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A doença apresenta herança autossômica recessiva, necessitando de fatores herdados de ambos os genitores. Contudo, os genes causais específicos ainda não se encontram catalogados nas bases científicas.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 fontes citadas no texto · 1 publicação do grafo RarasNet (PubMed) · 3 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Polineuropatia neurossensorial axonal neonatal fatal autossômica recessiva. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/polineuropatia-neurossensorial-axonal-neonatal-fatal-autossomica-recessiva
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Polineuropatia neurossensorial axonal neonatal fatal autossômica recessiva
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Medicamentos aprovados FDA
- fonte: FDA OpenFDA