Pular para o conteúdo
Síndrome de hipopituitarismo-microftalmia
ORPHA:2244PCDT · SUSDOENÇA RARA
Sinônimos clínicos: Síndrome Kaplowitz-Bodurtha

A displasia septo-óptica (DSO), também conhecida como síndrome de de Morsier, é uma síndrome de malformação congênita rara que apresenta uma combinação de subdesenvolvimento do nervo óptico, disfunção da glândula pituitária e ausência do septo pelúcido. Duas ou mais dessas características precisam estar presentes para um diagnóstico clínico — apenas 30% dos pacientes apresentam todas as três. O médico franco-suíço Georges de Morsier reconheceu pela primeira vez a relação de um septo pelúcido rudimentar ou ausente com a hipoplasia dos nervos e quiasma ópticos em 1956.

Mantido por Agente Raras·Colaborar como especialista →

Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · atualizado 08/06/2026Revisão médica pendente
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

A Síndrome de hipopituitarismo-microftalmia é uma condição rara caracterizada pela combinação de deficiência hormonal da glândula pituitária (hipopituitarismo) e olhos anormalmente pequenos (microftalmia). A glândula pituitária, localizada na base do cérebro, é responsável por produzir hormônios que controlam o crescimento, o metabolismo e a função de outras glândulas. A microftalmia pode variar de leve a grave e, em alguns casos, pode estar associada a outras alterações oculares.[1]

Sinais e sintomas

Os principais sinais e sintomas da síndrome incluem o hipopituitarismo, que pode levar a baixa estatura, atraso no crescimento, puberdade tardia ou ausente, e deficiência de hormônios como o hormônio do crescimento (GH), hormônio tireoestimulante (TSH) e hormônio adrenocorticotrófico (ACTH). A microftalmia, por sua vez, pode causar visão reduzida ou, em casos mais graves, cegueira. Outros sintomas oculares podem incluir catarata, glaucoma ou coloboma (falha no fechamento de estruturas oculares durante o desenvolvimento).[1]

Causas genéticas

A causa genética exata da Síndrome de hipopituitarismo-microftalmia ainda não foi completamente estabelecida. Até o momento, não há um gene específico identificado como responsável pela condição, e o padrão de herança (como autossômico dominante, recessivo ou ligado ao X) permanece desconhecido. Pesquisas em andamento buscam identificar possíveis alterações genéticas associadas.[1][2]

Diagnóstico

O diagnóstico da síndrome é baseado na avaliação clínica, incluindo exames hormonais para confirmar o hipopituitarismo (como dosagem de GH, TSH, ACTH e outros hormônios hipofisários) e exames oftalmológicos para identificar a microftalmia e outras alterações oculares. Exames de imagem, como ressonância magnética do crânio, podem ser utilizados para avaliar a glândula pituitária e estruturas oculares. Testes genéticos podem ser considerados para investigar possíveis causas, mas, atualmente, não há um teste genético específico validado para a síndrome.[1][2]

Tratamento e manejo

O tratamento da Síndrome de hipopituitarismo-microftalmia é multidisciplinar e focado no manejo dos sintomas. O hipopituitarismo é tratado com reposição hormonal específica, como hormônio do crescimento (GH), hormônios tireoidianos (levotiroxina) e corticosteroides (como hidrocortisona), conforme a deficiência identificada. A microftalmia pode exigir acompanhamento oftalmológico regular, uso de óculos ou lentes de contato especiais, e, em alguns casos, cirurgia para correção de catarata, glaucoma ou outras complicações. O suporte com equipe de endocrinologia, oftalmologia, genética e psicologia é essencial para o cuidado integral.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico da síndrome depende da gravidade do hipopituitarismo e das alterações oculares. Com o tratamento adequado da deficiência hormonal, muitas crianças podem ter crescimento e desenvolvimento próximos do normal. O impacto visual varia conforme a extensão da microftalmia e das condições oculares associadas. O acompanhamento médico regular e o suporte multidisciplinar são fundamentais para melhorar a qualidade de vida e prevenir complicações.[1]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

💬
EM LINGUAGEM SIMPLES

A Síndrome de hipopituitarismo-microftalmia, também conhecida como Síndrome Kaplowitz-Bodurtha, é uma condição rara classificada como síndrome malformativa. Atualmente, as manifestações clínicas específicas e as causas genéticas exatas da doença ainda não constam catalogadas nas bases oficiais de saúde. O Ministério da Saúde conta com um protocolo oficial para deficiência de hormônio do crescimento e hipopituitarismo, que serve como documento correlato, embora não garanta a cobertura para este quadro específico.

📋
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

A displasia septo-óptica (DSO), também conhecida como síndrome de de Morsier, é uma síndrome de malformação congênita rara que apresenta uma combinação de subdesenvolvimento do nervo óptico, disfunção da glândula pituitária e ausência do septo pelúcido. Duas ou mais dessas características precisam estar presentes para um diagnóstico clínico — apenas 30% dos pacientes apresentam todas as três. O médico franco-suíço Georges de Morsier reconheceu pela primeira vez a relação de um septo pelúcido rudimentar ou ausente com a hipoplasia dos nervos e quiasma ópticos em 1956.

🏥
SUS: Cobertura parcialScore: 30%
PCDT disponível
Você se identifica com essa condição?
O Raras está aqui pra te apoiar — com ou sem diagnóstico

Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →

Entender a doença

Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo

Preparando trilha educativa...

Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa10
Últimos 10 anos4publicações
Pico20161 papers
Linha do tempo
20202016Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →

Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

🧬

Nenhum gene associado encontrado

Os dados genéticos desta condição ainda estão sendo catalogados.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de hipopituitarismo-microftalmia

🗺️

Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.

Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.

Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.

🧪 Está conduzindo uma pesquisa?
Divulgue para pacientes e familiares que acompanham esta doença.
Divulgar pesquisa →

Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
0 papers (10 anos)
#1

The phenotypic spectrum associated with OTX2 mutations in humans.

European journal of endocrinology2021 May 25

The transcription factor OTX2 is implicated in ocular, craniofacial, and pituitary development. We aimed to establish the contribution of OTX2 mutations in congenital hypopituitarism patients with/without eye abnormalities, study functional consequences, and establish OTX2 expression in the human brain, with a view to investigate the mechanism of action. We screened patients from the UK (n = 103), international centres (n = 24), and Brazil (n = 282); 145 were within the septo-optic dysplasia spectrum, and 264 had no eye phenotype. Transactivation ability of OTX2 variants was analysed in murine hypothalamic GT1-7 neurons. In situ hybridization was performed on human embryonic brain sections. Genetically engineered mice were generated with a series of C-terminal OTX2 variants. Two chromosomal deletions and six haploinsufficient mutations were identified in individuals with eye abnormalities; an affected relative of one patient harboured the same mutation without an ocular phenotype. OTX2 truncations led to significant transactivation reduction. A missense variant was identified in another patient without eye abnormalities; however, studies revealed it was most likely not causative. In the mouse, truncations proximal to aa219 caused anophthalmia, while distal truncations and the missense variant were tolerated. During human embryogenesis, OTX2 was expressed in the posterior pituitary, retina, ear, thalamus, choroid plexus, and partially in the hypothalamus, but not in the anterior pituitary. OTX2 mutations are rarely associated with hypopituitarism in isolation without eye abnormalities, and may be variably penetrant, even within the same pedigree. Our data suggest that the endocrine phenotypes in patients with OTX2 mutations are of hypothalamic origin.

#2

Glucose to Lymphocyte Ratio as a Prognostic Marker in Patients With Resected pT2 Gallbladder Cancer.

The Journal of surgical research2019 Aug

We designed a clinical application of glucose to lymphocyte ratio (GLR) as it might be a sensitive parameter to determine the glucose metabolism and behavior of the cancer (i.e., its aggressiveness), and the immunologic status of a patient with cancer. Thus, we investigated the association of GLR with the overall survival (OS) and disease-free survival (DFS) of patients with T2 gallbladder (GB) cancer after curative-intent surgery. The medical records of patients with T2 GB cancer who underwent surgery were retrospectively reviewed. The clinicopathologic characteristics, preoperative complete blood counts, fasting blood glucose, albumin, cholesterol, and follow-up information were collected. A total of 197 patients were included in the study. In multivariate analysis, high GLR (>69.3) was associated with poor OS (HR = 15.249, 95% CI: 4.090-56.849, P = 0.0001) along with R1 status (HR = 1.755, 95% CI: 0.033-0.910, P = 0.033), >3 metastatic lymph nodes (HR = 2.809, 95% CI: 1.403-5.625; P = 0.004), and lymphovascular invasion (HR = 8.041, 95% CI: 2.881-22.442; P = 0.0001). Moreover, high GLR (HR = 3.666, 95% CI: 1.145-11.737, P = 0.029), adjuvant chemotherapy (HR = 6.306, 95% CI: 1.921-20.699; P = 0.002), lymphovascular invasion (HR = 5.464, 95% CI: 1.783-16.746; P = 0.003), and high-grade tumor (HR = 2.143, 95% CI: 1.042-4.407; P = 0.038) were independently associated with DFS. Preoperative GLR is an independent predictor of OS and DFS in T2 GB cancer. Further studies are required to validate these findings.

#3

A heterozygous microdeletion of 20p12.2-3 encompassing PROKR2 and BMP2 in a patient with congenital hypopituitarism and growth hormone deficiency.

American journal of medical genetics. Part A2017 Aug

Congenital growth hormone deficiency is a rare disorder with an incidence of approximately 1 in 4,000 live births. Pituitary development is under the control of a multitude of spatiotemporally regulated signaling molecules and transcription factors. Mutations in the genes encoding these molecules can result in hypopituitarism but for the majority of children with congenital hypopituitarism, the aetiology of their disease remains unknown. The proband is a 5-year-old girl who presented with neonatal hypoglycaemia and prolonged jaundice. No definitive endocrine cause of hypoglycaemia was identified in the neonatal period. She was born of normal size at 42 weeks but demonstrated growth failure with a progressive reduction in height to -3.2 SD by age 4.5 years and failed a growth hormone stimulation test with a peak growth hormone of 4.2 mcg/L. MRI of the pituitary gland demonstrated a hypoplastic anterior lobe and ectopic posterior lobe. Array CGH demonstrated an inherited 0.2 Mb gain at 1q21.1 and a de novo 4.8 Mb heterozygous deletion at 20p12.2-3. The deletion contained 17 protein coding genes including PROKR2 and BMP2, both of which are expressed during embryological development of the pituitary gland. PROKR2 mutations have been associated with hypopituitarism but a heterozygous deletion of this gene with hypopituitarism is a novel observation. In conclusion, congenital hypopituitarism can be present in individuals with a 20p12.3 deletion, observed with incomplete penetrance. Array CGH may be a useful investigation in select cases of early onset growth hormone deficiency, and patients with deletions within this region should be evaluated for pituitary hormone deficiencies.

#4

Midterm results of anatomic repair in a subgroup of corrected transposition.

Asian cardiovascular & thoracic annals2016 Jun

Anatomic repair has become the preferred option in the subgroup of patients with congenitally corrected transposition of the great arteries with ventricular septal defect and pulmonary obstruction. We report our 14-year experience with this approach. From April 2001 to February 2014, 22 patients with congenitally corrected transposition with ventricular septal defect and pulmonary obstruction underwent anatomic repair. Nineteen patients had a modified Senning-Rastelli procedure, 2 had a Mustard-Rastelli procedure, and one had a hemi-Mustard-Glenn-Rastelli procedure. The mean age was 10.9 years, and 8 (36.4%) patients were male. There were 2 early deaths from sepsis and ventricular failure at 18 and 81 days postoperatively, and 3 late deaths from ventricular failure at 4, 33, and 113 months postoperatively. Left ventricular failure with mitral valve regurgitation was present in 3 of the 5 patients who died. Among the survivors, 3 underwent 4 transcatheter interventions for right ventricular outflow tract obstruction and 3 underwent 4 reoperations for atrial pathway obstruction, left and right ventricular outflow tract obstruction, or residual shunt. At a median follow-up of 64 months (range 14-167 months), 15 of 17 survivors were in functional class I. One patient had severe mitral valve regurgitation and was awaiting valve replacement. Another patient had right ventricular outflow conduit obstruction and was scheduled for reoperation. Results of atrial switch-Rastelli procedures in this subgroup of patients with corrected transposition are satisfactory but still imperfect. Mitral regurgitation might predict a poor outcome. Long-term follow-up is necessary.

Publicações recentes

Ver todas no PubMed

Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

Ainda não temos associações cadastradas para Síndrome de hipopituitarismo-microftalmia.

É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →

Vai consultar um especialista? Confirme o registro dele no conselho.
Conselhos e sociedades

Doenças relacionadas

Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico

Ainda não achamos doenças com sintomas parecidos o suficiente.

Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Protocolo oficial relacionado (Ministério da Saúde)PCDT: Deficiência do Hormônio de Crescimento - Hipopituitarismo

Existe um documento oficial para "Deficiência do Hormônio de Crescimento - Hipopituitarismo". Ele pode não cobrir esta forma específica da doença — confira no texto do protocolo antes de contar com ele.

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

É uma doença rara classificada no catálogo Orphanet como uma síndrome malformativa, sob o código Orpha 2244. A condição também pode ser denominada Síndrome Kaplowitz-Bodurtha na literatura especializada.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

2 fontes citadas no texto · 5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 2 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Síndrome de hipopituitarismo-microftalmia. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-de-hipopituitarismo-microftalmia

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Compêndio · Raras BR

Síndrome de hipopituitarismo-microftalmia

ORPHA:2244
🇧🇷 Brasil SUS
Geral
MedGen
UMLS
C2931361

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Rara