Doença metabólica rara caracterizada por níveis elevados de beta-alanina no sangue, associada a distúrbios neurológicos como convulsões e atraso no desenvolvimento. A causa exata e herança ainda estão sob investigação.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Alaninemia hiper-beta é uma doença metabólica hereditária extremamente rara, com prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. Ela se manifesta já no período neonatal, ou seja, nos primeiros dias ou semanas de vida. A condição é caracterizada por níveis elevados do aminoácido beta-alanina no sangue e na urina, o que pode levar a sintomas neurológicos precoces.[1]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da Alaninemia hiper-beta geralmente aparecem logo após o nascimento. Embora a lista completa de fenótipos não esteja totalmente documentada nas fontes disponíveis, a apresentação clássica inclui manifestações neurológicas como sonolência excessiva, dificuldades de alimentação, convulsões e atraso no desenvolvimento. É importante lembrar que cada criança pode apresentar um conjunto diferente de sintomas e que o diagnóstico precoce é fundamental para o manejo adequado.[1][2]
Causas genéticas
A Alaninemia hiper-beta é uma doença genética, mas até o momento o gene específico responsável não foi identificado ou confirmado nas bases de dados oficiais. A herança da condição ainda não está estabelecida, o que significa que não há informações conclusivas sobre o padrão de transmissão (se autossômico recessivo, dominante ou ligado ao X). Pesquisas em andamento podem, no futuro, esclarecer a base molecular exata da doença.[1][2][4]
Diagnóstico
O diagnóstico da Alaninemia hiper-beta é baseado em exames laboratoriais especializados. Os principais procedimentos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) incluem: dosagem de aminoácidos (para identificar erros inatos do metabolismo), dosagem de ácidos orgânicos na urina, teste de triagem para erros inatos do metabolismo, sequenciamento completo do exoma (WES) e o teste do pezinho (triagem neonatal). Além disso, o atendimento em reabilitação para doenças raras faz parte do suporte oferecido. Atualmente, existem 11 testes genéticos registrados para essa condição, o que reforça a importância da investigação genética para confirmar o diagnóstico.[1][2][4][5]
Tratamento e manejo
O tratamento da Alaninemia hiper-beta é individualizado e deve ser conduzido por uma equipe multidisciplinar especializada em erros inatos do metabolismo. Não há um protocolo único, mas o manejo geralmente inclui suporte nutricional, controle de sintomas neurológicos (como convulsões) e acompanhamento regular. No Brasil, o nível de cobertura pelo SUS é classificado como 'Cobertura mínima', o que significa que os procedimentos diagnósticos e de reabilitação listados estão disponíveis, mas o acesso pode variar conforme a região. É essencial que o paciente seja acompanhado por um centro de referência em doenças raras.[1][2][5]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica (fonte PubTator3) menciona algumas substâncias que foram associadas à Alaninemia hiper-beta em estudos publicados. É importante destacar que essas são associações mineradas da literatura e não representam recomendações formais de tratamento. As substâncias e o número de publicações encontradas são: Piridoxina (2 publicações), Ácido Lático (1), Fosfato de Piridoxal (1), Ácido Pirúvico (1), Tiamina (1), Sapropterina (1), Biotina (1), Levetiracetam (1) e Ácido Tióctico (1). Consulte sempre seu médico antes de considerar qualquer intervenção.[5]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da Alaninemia hiper-beta varia conforme a gravidade dos sintomas e a precocidade do diagnóstico e intervenção. Como a doença se manifesta no período neonatal, o acompanhamento desde os primeiros dias de vida é crucial para minimizar complicações neurológicas e melhorar a qualidade de vida. O suporte multidisciplinar, incluindo reabilitação e aconselhamento genético, pode ajudar as famílias a lidar com os desafios da condição. Estudos de longo prazo ainda são limitados devido à raridade da doença.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Doença metabólica rara caracterizada por níveis elevados de beta-alanina no sangue, associada a distúrbios neurológicos como convulsões e atraso no desenvolvimento. A causa exata e herança ainda estão sob investigação.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Alaninemia hiper-beta é uma doença metabólica hereditária extremamente rara, com prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. Ela se manifesta já no período neonatal, ou seja, nos primeiros dias ou semanas de vida. A condição é caracterizada por níveis elevados do aminoácido beta-alanina no sangue e na urina, o que pode levar a sintomas neurológicos precoces.[1]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da Alaninemia hiper-beta geralmente aparecem logo após o nascimento. Embora a lista completa de fenótipos não esteja totalmente documentada nas fontes disponíveis, a apresentação clássica inclui manifestações neurológicas como sonolência excessiva, dificuldades de alimentação, convulsões e atraso no desenvolvimento. É importante lembrar que cada criança pode apresentar um conjunto diferente de sintomas e que o diagnóstico precoce é fundamental para o manejo adequado.[1][2]
Causas genéticas
A Alaninemia hiper-beta é uma doença genética, mas até o momento o gene específico responsável não foi identificado ou confirmado nas bases de dados oficiais. A herança da condição ainda não está estabelecida, o que significa que não há informações conclusivas sobre o padrão de transmissão (se autossômico recessivo, dominante ou ligado ao X). Pesquisas em andamento podem, no futuro, esclarecer a base molecular exata da doença.[1][2][4]
Diagnóstico
O diagnóstico da Alaninemia hiper-beta é baseado em exames laboratoriais especializados. Os principais procedimentos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) incluem: dosagem de aminoácidos (para identificar erros inatos do metabolismo), dosagem de ácidos orgânicos na urina, teste de triagem para erros inatos do metabolismo, sequenciamento completo do exoma (WES) e o teste do pezinho (triagem neonatal). Além disso, o atendimento em reabilitação para doenças raras faz parte do suporte oferecido. Atualmente, existem 11 testes genéticos registrados para essa condição, o que reforça a importância da investigação genética para confirmar o diagnóstico.[1][2][4][5]
Tratamento e manejo
O tratamento da Alaninemia hiper-beta é individualizado e deve ser conduzido por uma equipe multidisciplinar especializada em erros inatos do metabolismo. Não há um protocolo único, mas o manejo geralmente inclui suporte nutricional, controle de sintomas neurológicos (como convulsões) e acompanhamento regular. No Brasil, o nível de cobertura pelo SUS é classificado como 'Cobertura mínima', o que significa que os procedimentos diagnósticos e de reabilitação listados estão disponíveis, mas o acesso pode variar conforme a região. É essencial que o paciente seja acompanhado por um centro de referência em doenças raras.[1][2][5]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica (fonte PubTator3) menciona algumas substâncias que foram associadas à Alaninemia hiper-beta em estudos publicados. É importante destacar que essas são associações mineradas da literatura e não representam recomendações formais de tratamento. As substâncias e o número de publicações encontradas são: Piridoxina (2 publicações), Ácido Lático (1), Fosfato de Piridoxal (1), Ácido Pirúvico (1), Tiamina (1), Sapropterina (1), Biotina (1), Levetiracetam (1) e Ácido Tióctico (1). Consulte sempre seu médico antes de considerar qualquer intervenção.[5]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da Alaninemia hiper-beta varia conforme a gravidade dos sintomas e a precocidade do diagnóstico e intervenção. Como a doença se manifesta no período neonatal, o acompanhamento desde os primeiros dias de vida é crucial para minimizar complicações neurológicas e melhorar a qualidade de vida. O suporte multidisciplinar, incluindo reabilitação e aconselhamento genético, pode ajudar as famílias a lidar com os desafios da condição. Estudos de longo prazo ainda são limitados devido à raridade da doença.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Nenhum gene associado encontrado
Os dados genéticos desta condição ainda estão sendo catalogados.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Alaninemia hiper-beta
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Pesquisa ativa
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Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Regional cutaneous vasodilator responses to rapid and gradual local heating in young adults.
To examine the extent of regional variations in cutaneous vasodilatation during rapid and gradual local thermal hyperaemia (LTH) in young adults. In thirty young adults (21 ± 3 years, 15 females), cutaneous vascular conductance, normalized to maximum local skin heating at 44 °C (%CVCmax), was assessed at the upper chest, abdomen, dorsal arm, dorsal forearm, thigh, and medial calf during rapid (33-42 °C at 1 °C·20 s-1) and gradual (33-42 °C at 1 °C·5 min-1) LTH on separate days. For both protocols, local temperatures were held at 42 °C for up to 35 min, followed by 20-30 min at 44 °C. During rapid LTH, between-region responses were evaluated at baseline, the initial vasodilator peak, and 42 °C plateau. During gradual LTH, responses were assessed at baseline and the 42 °C plateau. There were significant main effects of body region on %CVCmax for the initial peak and plateau during rapid LTH and for the plateau during gradual LTH (all P < 0.001) Conversely, main effects of sex and the sex by region interaction were not significant (all P > 0.05). The magnitudes of between-region differences varied across the body (~1-17% range). The greatest effects were observed for the abdomen, wherein responses were consistently lower compared to other regions. Further, responses were consistent between males and females across all body regions and heating phases. Regional variations in the cutaneous vasodilator response to local heating are evident for rapid and gradual LTH in young adults, with the largest effects observed for the abdomen, albeit regional differences were similar between sexes.
Mitochondrial defects associated with β-alanine toxicity: relevance to hyper-beta-alaninemia.
Hyper-beta-alaninemia is a rare metabolic condition that results in elevated plasma and urinary β-alanine levels and is characterized by neurotoxicity, hypotonia, and respiratory distress. It has been proposed that at least some of the symptoms are caused by oxidative stress; however, only limited information is available on the mechanism of reactive oxygen species generation. The present study examines the hypothesis that β-alanine reduces cellular levels of taurine, which are required for normal respiratory chain function; cellular taurine depletion is known to reduce respiratory function and elevate mitochondrial superoxide generation. To test the taurine hypothesis, isolated neonatal rat cardiomyocytes and mouse embryonic fibroblasts were incubated with medium lacking or containing β-alanine. β-alanine treatment led to mitochondrial superoxide accumulation in conjunction with a decrease in oxygen consumption. The defect in β-alanine-mediated respiratory function was detected in permeabilized cells exposed to glutamate/malate but not in cells utilizing succinate, suggesting that β-alanine leads to impaired complex I activity. Taurine treatment limited mitochondrial superoxide generation, supporting a role for taurine in maintaining complex I activity. Also affected by taurine is mitochondrial morphology, as β-alanine-treated fibroblasts undergo fragmentation, a sign of unhealthy mitochondria that is reversed by taurine treatment. If left unaltered, β-alanine-treated fibroblasts also undergo mitochondrial apoptosis, as evidenced by activation of caspases 3 and 9 and the initiation of the mitochondrial permeability transition. Together, these data show that β-alanine mediates changes that reduce ATP generation and enhance oxidative stress, factors that contribute to heart failure.
Publicações recentes
Mitochondrial defects associated with β-alanine toxicity: relevance to hyper-beta-alaninemia.
Experimental beta-alaninuria induced by (aminooxy)acetate.
🥉 Relato de casoPyridoxine-responsive hyper-beta-alaninemia associated with Cohen's syndrome.
6-azauridine triacetate induced hyper beta-alaninemia and its decrease by administration of pyridoxine.
Hyper-beta-alaninemia associated with beta-aminoaciduria and gamma-aminobutyricaciduria, somnolence and seizures.
📚 EuropePMC4 artigos no totalmostrando 2
Regional cutaneous vasodilator responses to rapid and gradual local heating in young adults.
Journal of thermal biologyMitochondrial defects associated with β-alanine toxicity: relevance to hyper-beta-alaninemia.
Molecular and cellular biochemistryAssociações
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- Regional cutaneous vasodilator responses to rapid and gradual local heating in young adults.
- Mitochondrial defects associated with β-alanine toxicity: relevance to hyper-beta-alaninemia.
- Experimental beta-alaninuria induced by (aminooxy)acetate.
- Pyridoxine-responsive hyper-beta-alaninemia associated with Cohen's syndrome.
- 6-azauridine triacetate induced hyper beta-alaninemia and its decrease by administration of pyridoxine.
- Hyper-beta-alaninemia associated with beta-aminoaciduria and gamma-aminobutyricaciduria, somnolence and seizures.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:309147(Orphanet)
- MONDO:0009378(MONDO)
- GARD:10267(GARD (NIH))
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55781951(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Alaninemia hiper-beta
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata