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Convulsões infantis não familiares benignas
ORPHA:166295DOENÇA RARA

Convulsões benignas não familiares na infância são episódios epilépticos raros que surgem em bebês sem histórico familiar, geralmente com início entre 3 e 12 meses. Caracterizam-se por crises autolimitadas e bom prognóstico neurológico, sem sequelas significativas.

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Introdução

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Visão geral

As convulsões infantis não familiares benignas são uma condição neurológica rara que se manifesta em bebês e crianças pequenas, caracterizada por episódios de convulsões que geralmente têm um bom prognóstico e tendem a desaparecer com o tempo. Diferentemente de outras formas de epilepsia, não há histórico familiar conhecido para a maioria dos casos, e a condição não está associada a alterações genéticas hereditárias identificadas até o momento. A doença é reconhecida internacionalmente pelo código MONDO:0015637.[1][2]

Sinais e sintomas

Os principais sinais são crises convulsivas que ocorrem em bebês previamente saudáveis, geralmente entre 3 e 12 meses de idade. As crises podem ser breves, com movimentos involuntários dos braços e pernas, perda de consciência ou alterações no tônus muscular. Importante: como não há dados específicos de fenótipos registrados na base de dados oficial, a descrição aqui se limita ao padrão geral descrito na literatura de referência.[1]

Causas genéticas

Até o momento, não foram identificados genes específicos associados a esta condição. A base de dados GenCC não lista variantes genéticas confirmadas para as convulsões infantis não familiares benignas. Isso significa que, na maioria dos casos, a causa não é hereditária e não há um padrão de herança definido.[1][3]

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico, baseado na observação das crises e na exclusão de outras causas de convulsão, como infecções, distúrbios metabólicos ou lesões estruturais do cérebro. Não há testes genéticos específicos disponíveis para confirmar a doença, e a condição não possui um código CID-10 próprio. Exames como eletroencefalograma (EEG) podem ser solicitados para auxiliar na avaliação, mas não há um marcador genético ou laboratorial definitivo.[1][3][4]

Tratamento e manejo

O manejo é focado no controle das crises e no acompanhamento do desenvolvimento da criança. Como a condição é benigna e autolimitada, muitos casos não necessitam de tratamento medicamentoso contínuo. Quando o médico considera necessário, medicamentos anticonvulsivantes podem ser prescritos, mas a decisão deve ser individualizada. Não há um protocolo padronizado de cobertura pelo SUS para esta doença específica.[1][4]

Tratamentos citados na literatura

A literatura científica (fonte PubTator3) menciona associações entre esta condição e diversos fármacos, com base em publicações indexadas. É importante destacar que estas são associações observadas em estudos e não constituem uma recomendação de tratamento. Os fármacos mais citados são: Carbamazepina (16 publicações), Fenobarbital (14), Ácido Valproico (13), Levetiracetam (10), Lidocaína (6), Oxcarbazepina (6), Cálcio (5), Fenitoína (5), Sultiame (5) e Potássio (4). Outros medicamentos com menor número de citações incluem: beclamida, acetato de eslicarbazepina, etotoína, fosfenitoína, gabapentina, mefenitoína, metossuximida, parametadiona, fenacemida, fensuximida, primidona, rufinamida, tiagabina, trimetadiona e vigabatrina.[4]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico é geralmente excelente. A maioria das crianças apresenta remissão completa das crises até os 2-3 anos de idade, sem sequelas neurológicas significativas. O desenvolvimento cognitivo e motor costuma ser normal. O acompanhamento pediátrico e neurológico regular é importante para monitorar a evolução e garantir a qualidade de vida da criança e da família.[1]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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EM LINGUAGEM SIMPLES

As convulsões infantis não familiares benignas formam um grupo de condições clínicas em que lactentes apresentam crises no início da vida. Diferente de outras condições hereditárias, esse quadro não possui padrão genético familiar característico determinado nos registros de saúde. A literatura científica descreve que o acompanhamento neurológico é voltado a observar a evolução do bebê e afastar outras causas graves. No Brasil, a doença não conta com um protocolo clínico (PCDT) próprio no SUS, e o cuidado ocorre pela rede médica assistencial comum.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Convulsões benignas não familiares na infância são episódios epilépticos raros que surgem em bebês sem histórico familiar, geralmente com início entre 3 e 12 meses. Caracterizam-se por crises autolimitadas e bom prognóstico neurológico, sem sequelas significativas.

Publicações científicas
1 artigos
Último publicado: 2022
Medicamentos
20 com registro
CARBAMAZEPINA, TEGREZIN, UNI-CARBAMAZ

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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
1 papers (10 anos)
#1

[The coincidence of benign non-familial infantile seizures type 2 with osteogenesis imperfecta type 1].

Zhurnal nevrologii i psikhiatrii imeni S.S. Korsakova2022

A clinical case of a patient with neonatal epilepsy at the age of 5 months, with impaired bone formation, early osteoporosis and frequent limb fractures is described. Panel sequencing confirmed by Sanger sequencing revealed two independent hereditary diseases - osteogenesis imperfect type 1, associated with a mutation in the COL1A1 gene (c.2010delT) and benign non-familial infantile seizures associated with a mutation in the PRRT2 gene (c.649dupC). A unique clinical case of a combination of these diseases is presented. Описан клинический случай пациента с неонатальной эпилепсией в возрасте 5 мес жизни, с нарушением формирования костной ткани, ранним остеопорозом и частыми переломами конечностей. Методами панельного секвенирования и подтверждающего секвенирования по Сэнгеру выявлены две независимые наследственные болезни — несовершенный остеогенез 1-го типа, ассоциированный с мутацией в гене COL1A1 (с.2010delT), и доброкачественные несемейные инфантильные приступы, ассоциированные с мутацией в гене PRRT2 (c.649dupC). Представлен уникальный клинический случай сочетания данных заболеваний.

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Trata-se de uma classificação do catálogo Orphanet para um grupo de manifestações convulsivas em bebês sem padrão hereditário familiar caracterizado. A condição é estudada no âmbito dos transtornos e síndromes epilépticas da infância precoce.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

4 fontes citadas no texto · 1 publicação do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org↑
  2. GARD:20071
    GARD (NIH)
  3. Q55785611
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Convulsões infantis não familiares benignas. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/convulsoes-infantis-nao-familiares-benignas

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

Convulsões infantis não familiares benignas

ORPHA:166295 · MONDO:0015637
MedGen
UMLS
C5680425
Repurposing
21 candidatos
beclamide — anticonvulsant
carbamazepine — carboxamide antiepileptic
eslicarbazepine-acetate — sodium channel blocker
+17 outros
EuropePMC
Wikidata
Papers 10a

📋 Origem dos dados

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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara