A disfunção do tronco cerebral neonatal é uma doença neurológica rara caracterizada pela associação de disfunção de sucção-deglutição, sensibilidade e motilidade laríngea anormais (manifestando-se com dispneia ou apneia-hipopneia obstrutiva), refluxo gastroesofágico (geralmente resistente à medicação) e hiperatividade vagal cardíaca (por exemplo, bradicardia, episódios vasovagais) de graus variáveis de severidade. Prejuízo na interação social também foi relatado.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A disfunção do tronco cerebral neonatal é uma condição neurológica rara que se manifesta no período neonatal, impactando funções vitais coordenadas pelo tronco encefálico.[1]
Sinais e sintomas
O quadro clínico caracteriza-se pela associação de disfunção de sucção e deglutição, alterações na sensibilidade e motilidade laríngea (que podem se manifestar por dispneia ou apneia-hipopneia obstrutiva) e refluxo gastroesofágico, geralmente resistente ao manejo medicamentoso. Também podem ocorrer manifestações de hiperatividade vagal cardíaca, tais como bradicardia e episódios vasovagais de gravidade variável, além de prejuízo na interação social.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A **disfunção do tronco cerebral, neonatal** é uma condição rara em que a parte do cérebro responsável por reflexos vitais do recém-nascido não funciona corretamente. O bebê apresenta engasgos ou forte dificuldade para sugar e engolir, pausas respiratórias, refluxo que não melhora facilmente com remédios e batimentos cardíacos lentificados. Embora a doença não conte com um protocolo clínico oficial (PCDT) no Ministério da Saúde, o SUS assegura acesso a exames genéticos complexos e terapias de reabilitação especializada. O suporte médico precoce da equipe de neonatologia é fundamental para orientar a respiração e a alimentação segura do bebê.
A disfunção do tronco cerebral neonatal é uma doença neurológica rara caracterizada pela associação de disfunção de sucção-deglutição, sensibilidade e motilidade laríngea anormais (manifestando-se com dispneia ou apneia-hipopneia obstrutiva), refluxo gastroesofágico (geralmente resistente à medicação) e hiperatividade vagal cardíaca (por exemplo, bradicardia, episódios vasovagais) de graus variáveis de severidade. Prejuízo na interação social também foi relatado.
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Publicações mais relevantes
Recessive PRDM13 mutations cause fatal perinatal brainstem dysfunction with cerebellar hypoplasia and disrupt Purkinje cell differentiation.
Pontocerebellar hypoplasias (PCHs) are congenital disorders characterized by hypoplasia or early atrophy of the cerebellum and brainstem, leading to a very limited motor and cognitive development. Although over 20 genes have been shown to be mutated in PCHs, a large proportion of affected individuals remains undiagnosed. We describe four families with children presenting with severe neonatal brainstem dysfunction and pronounced deficits in cognitive and motor development associated with four different bi-allelic mutations in PRDM13, including homozygous truncating variants in the most severely affected individuals. Brain MRI and fetopathological examination revealed a PCH-like phenotype, associated with major hypoplasia of inferior olive nuclei and dysplasia of the dentate nucleus. Notably, histopathological examinations highlighted a sparse and disorganized Purkinje cell layer in the cerebellum. PRDM13 encodes a transcriptional repressor known to be critical for neuronal subtypes specification in the mouse retina and spinal cord but had not been implicated, so far, in hindbrain development. snRNA-seq data mining and in situ hybridization in humans show that PRDM13 is expressed at early stages in the progenitors of the cerebellar ventricular zone, which gives rise to cerebellar GABAergic neurons, including Purkinje cells. We also show that loss of function of prdm13 in zebrafish leads to a reduction in Purkinje cells numbers and a complete absence of the inferior olive nuclei. Altogether our data identified bi-allelic mutations in PRDM13 as causing a olivopontocerebellar hypoplasia syndrome and suggest that early deregulations of the transcriptional control of neuronal fate specification could contribute to a significant number of cases.
Brainstem as a developmental gateway to social attention.
Evolution preserves social attention due to its key role in supporting survival. Humans are attracted to social cues from infancy, but the neurobiological mechanisms for the development of social attention are unknown. An evolutionary-based, vertical-hierarchical theoretical model of self-regulation suggests that neonatal brainstem inputs are key for the development of well-regulated social attention. Neonates born preterm (N = 44, GA 34 w.) were recruited and diagnosed at birth as a function of their auditory brainstem evoked responses (ABR). Participants enrolled in a prospective 8-year-long, double-blind, follow-up study comparing participants with brainstem dysfunctions and well-matched controls. Groups had comparable fetal, neonatal, and familial characteristics. Methods incorporated EEG power analysis and gaze tracking during the Attention Network Test (ANT, four cue types, and two targets) and a Triadic Gaze Engagement task (TGE, three social cue levels). Results showed that neonatal brainstem compromise is related to long-term changes in Alpha- and Theta-band power asymmetries (p < .034, p < .016, respectively), suggesting suppressed bottom-up input needed to alert social attention. Gaze tracking indicated dysregulated arousal-modulated attention (p < .004) and difficulty in gaze engagement to socially neutral compared to nonsocial cues (p < .012). Integrating models of Autism and cross-species data with current long-term follow-up of infants with discrete neonatal brainstem dysfunction suggests neonatal brainstem input as a gateway for bottom-up regulation of social attention.
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É uma doença neurológica rara que compromete o funcionamento de centros vitais do tronco cerebral em recém-nascidos. Ela se manifesta tipicamente por dificuldades para engolir, crises de apneia, episódios de batimentos cardíacos lentos e refluxo resistente a remédios.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
3 fontes citadas no texto · 5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Disfunção do tronco cerebral, neonatal. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/disfuncao-do-tronco-cerebral-neonatal
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Disfunção do tronco cerebral, neonatal
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata