Displasia cortical focal isolada tipo I é uma malformação cerebral congênita rara causada por mutações no gene SLC35A2. Caracteriza-se por uma área isolada de desenvolvimento cortical anormal, frequentemente associada a epilepsia de difícil controle.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A displasia cortical focal isolada tipo I é uma malformação do desenvolvimento cerebral caracterizada por uma organização anormal das camadas do córtex cerebral, sem a presença de células neuronais anormais (balões ou neurônios displásicos). É considerada uma condição isolada, ou seja, não associada a outras síndromes genéticas ou malformações cerebrais extensas. A prevalência exata é desconhecida, mas a doença é reconhecida como uma causa importante de epilepsia de difícil controle, especialmente em crianças.[1]
Sinais e sintomas
Os principais sintomas decorrem da atividade elétrica anormal no cérebro, resultando em crises epilépticas que geralmente começam na infância ou na adolescência. As crises podem ser focais (parciais) ou generalizadas, e muitas vezes são resistentes aos medicamentos antiepilépticos convencionais. Dependendo da localização da displasia, podem ocorrer déficits neurológicos focais, como fraqueza em um lado do corpo, alterações de sensibilidade ou dificuldades de linguagem. A gravidade dos sintomas varia amplamente entre os pacientes.[1]
Causas genéticas
A displasia cortical focal isolada tipo I pode ser causada por variantes patogênicas no gene SLC35A2, que codifica um transportador de UDP-galactose. Esse gene está envolvido no processo de glicosilação, essencial para o desenvolvimento e funcionamento normal dos neurônios. As alterações genéticas geralmente ocorrem de forma somática (não hereditária), ou seja, estão presentes apenas em uma parte das células do cérebro, o que explica por que a condição é focal e não é transmitida de pais para filhos na maioria dos casos.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado em exames de imagem, como a ressonância magnética de alta resolução, que pode mostrar áreas de espessamento cortical e perda da diferenciação entre substância branca e cinzenta. A confirmação genética pode ser obtida por sequenciamento completo do exoma (WES) ou por painéis genéticos específicos, que identificam variantes no gene SLC35A2. Atualmente, há 336 testes genéticos disponíveis e 256 variantes registradas no ClinVar. Exames complementares como o cariótipo, a pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH e a dosagem de alfa-fetoproteína podem ser solicitados para excluir outras condições.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento é centrado no controle das crises epilépticas, geralmente com medicamentos antiepilépticos. Quando as crises são refratárias aos medicamentos, a cirurgia de ressecção da área displásica pode ser considerada, com bons resultados em muitos casos. O acompanhamento multidisciplinar inclui neurologista, neurocirurgião, fisioterapeuta e psicólogo. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para essa condição, incluindo atendimento em reabilitação para doenças raras e acesso aos exames genéticos mencionados.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende da extensão da displasia e da resposta ao tratamento. Pacientes que conseguem controle das crises com medicamentos ou cirurgia podem ter uma qualidade de vida próxima do normal. No entanto, crises refratárias podem levar a atrasos no desenvolvimento, dificuldades de aprendizado e comprometimento social. O acompanhamento regular com uma equipe especializada é fundamental para otimizar o desenvolvimento e o bem-estar.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Displasia cortical focal isolada tipo I é uma malformação cerebral congênita rara causada por mutações no gene SLC35A2. Caracteriza-se por uma área isolada de desenvolvimento cortical anormal, frequentemente associada a epilepsia de difícil controle.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A displasia cortical focal isolada tipo I é uma malformação do desenvolvimento cerebral caracterizada por uma organização anormal das camadas do córtex cerebral, sem a presença de células neuronais anormais (balões ou neurônios displásicos). É considerada uma condição isolada, ou seja, não associada a outras síndromes genéticas ou malformações cerebrais extensas. A prevalência exata é desconhecida, mas a doença é reconhecida como uma causa importante de epilepsia de difícil controle, especialmente em crianças.[1]
Sinais e sintomas
Os principais sintomas decorrem da atividade elétrica anormal no cérebro, resultando em crises epilépticas que geralmente começam na infância ou na adolescência. As crises podem ser focais (parciais) ou generalizadas, e muitas vezes são resistentes aos medicamentos antiepilépticos convencionais. Dependendo da localização da displasia, podem ocorrer déficits neurológicos focais, como fraqueza em um lado do corpo, alterações de sensibilidade ou dificuldades de linguagem. A gravidade dos sintomas varia amplamente entre os pacientes.[1]
Causas genéticas
A displasia cortical focal isolada tipo I pode ser causada por variantes patogênicas no gene SLC35A2, que codifica um transportador de UDP-galactose. Esse gene está envolvido no processo de glicosilação, essencial para o desenvolvimento e funcionamento normal dos neurônios. As alterações genéticas geralmente ocorrem de forma somática (não hereditária), ou seja, estão presentes apenas em uma parte das células do cérebro, o que explica por que a condição é focal e não é transmitida de pais para filhos na maioria dos casos.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado em exames de imagem, como a ressonância magnética de alta resolução, que pode mostrar áreas de espessamento cortical e perda da diferenciação entre substância branca e cinzenta. A confirmação genética pode ser obtida por sequenciamento completo do exoma (WES) ou por painéis genéticos específicos, que identificam variantes no gene SLC35A2. Atualmente, há 336 testes genéticos disponíveis e 256 variantes registradas no ClinVar. Exames complementares como o cariótipo, a pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH e a dosagem de alfa-fetoproteína podem ser solicitados para excluir outras condições.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento é centrado no controle das crises epilépticas, geralmente com medicamentos antiepilépticos. Quando as crises são refratárias aos medicamentos, a cirurgia de ressecção da área displásica pode ser considerada, com bons resultados em muitos casos. O acompanhamento multidisciplinar inclui neurologista, neurocirurgião, fisioterapeuta e psicólogo. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para essa condição, incluindo atendimento em reabilitação para doenças raras e acesso aos exames genéticos mencionados.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende da extensão da displasia e da resposta ao tratamento. Pacientes que conseguem controle das crises com medicamentos ou cirurgia podem ter uma qualidade de vida próxima do normal. No entanto, crises refratárias podem levar a atrasos no desenvolvimento, dificuldades de aprendizado e comprometimento social. O acompanhamento regular com uma equipe especializada é fundamental para otimizar o desenvolvimento e o bem-estar.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Transports uridine diphosphate galactose (UDP-galactose) from the cytosol into the Golgi apparatus, functioning as an antiporter that exchanges UDP-galactose for UMP (PubMed:12682060, PubMed:9010752). It is also able to exchange UDP-galactose for AMP and CMP, and to transport UDP-N-acetylgalactosamine (UDP-GalNAc) and other nucleotide sugars (PubMed:11784306, PubMed:12682060). As a provider of UDP-galactose to galactosyltransferases present in the Golgi apparatus, it is necessary for globotriaos
Endoplasmic reticulum membraneGolgi apparatus membrane
Congenital disorder of glycosylation 2M
An X-linked dominant, severe neurologic disorder characterized by developmental delay, hypotonia, ocular anomalies, and brain malformations. Othere more variable clinical features included seizures, hypsarrhythmia, poor feeding, microcephaly, recurrent infections, dysmorphic features, shortened limbs, and coagulation defects. Congenital disorders of glycosylation are caused by a defect in glycoprotein biosynthesis and characterized by under-glycosylated serum glycoproteins and a wide variety of clinical features. The broad spectrum of features reflects the critical role of N-glycoproteins during embryonic development, differentiation, and maintenance of cell functions.
Variantes genéticas (ClinVar)
256 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 1.406 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Distinguishing drug-resistant temporal lobe epilepsy (TLE) caused by isolated hippocampal sclerosis (iHS) from focal cortical dysplasia type IIIa (FCD IIIa) remains a presurgical challenge. This study aimed to compare the clinical characteristics, electrophysiological data, and postsurgical seizure outcomes between these pathologies. We retrospectively analyzed a cohort of 50 consecutive TLE patients (mean duration of disease of 22 years) who underwent surgery. The histopathology confirmed either iHS (n = 22) or FCD IIIa (n = 28) and a minimum follow-up of 12 months. The groups were compared on complex presurgical data, surgery type, and outcome. A history of febrile seizures (p = 0.02, OR = 4.7) was more frequent in the FCD IIIa group, which also had significantly lower intelligence quotient (IQ) scores in all domains. The mean total IQ score for FCD IIIa/iHS was 86/94 (p = 0.02); verbal IQ was 85/92 (p = 0.03); performance IQ was 89/98 (p = 0.02). The effect size was considered medium for all three (Cohen's d = 0.7, 0.63 and 0.68 respectively). Scalp EEG showed shorter seizures in FCD IIIa (p = 0.03), in SEEG, the temporal pole was more implanted in this group (p = 0.02, 50 % difference, OR = ∞). At a mean follow-up of 8.5 years, similar seizure-freedom rates was found between groups (82 % for FCD IIIa, 95 % for iHS; p = 0.48). Follow-up EEG and neuropsychological assessment at 6 months post-surgery showed no statistical differences. FCD IIIa and iHS exhibit several distinct electro-clinical features. The most important is a more impaired general cognitive profile associated with FCD IIIa, without differences in language or global memory.
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Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:268961(Orphanet)
- MONDO:0017095(MONDO)
- GARD:20983(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55786806(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Displasia cortical focal isolada tipo I
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata