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Displasia cortical focal isolada tipo I
ORPHA:268961CID-10 · Q04.8CID-11 · LA05.51DOENÇA RARA
Também conhecida comoFCD
Sinônimos clínicos: FCD tipo I

Displasia cortical focal isolada tipo I é uma malformação cerebral congênita rara causada por mutações no gene SLC35A2. Caracteriza-se por uma área isolada de desenvolvimento cortical anormal, frequentemente associada a epilepsia de difícil controle.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 31/05/2026
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Visão geral

A displasia cortical focal isolada tipo I é uma malformação do desenvolvimento cerebral caracterizada por uma organização anormal das camadas do córtex cerebral, sem a presença de células neuronais anormais (balões ou neurônios displásicos). É considerada uma condição isolada, ou seja, não associada a outras síndromes genéticas ou malformações cerebrais extensas. A prevalência exata é desconhecida, mas a doença é reconhecida como uma causa importante de epilepsia de difícil controle, especialmente em crianças.[1]

Sinais e sintomas

Os principais sintomas decorrem da atividade elétrica anormal no cérebro, resultando em crises epilépticas que geralmente começam na infância ou na adolescência. As crises podem ser focais (parciais) ou generalizadas, e muitas vezes são resistentes aos medicamentos antiepilépticos convencionais. Dependendo da localização da displasia, podem ocorrer déficits neurológicos focais, como fraqueza em um lado do corpo, alterações de sensibilidade ou dificuldades de linguagem. A gravidade dos sintomas varia amplamente entre os pacientes.[1]

Causas genéticas

A displasia cortical focal isolada tipo I pode ser causada por variantes patogênicas no gene SLC35A2, que codifica um transportador de UDP-galactose. Esse gene está envolvido no processo de glicosilação, essencial para o desenvolvimento e funcionamento normal dos neurônios. As alterações genéticas geralmente ocorrem de forma somática (não hereditária), ou seja, estão presentes apenas em uma parte das células do cérebro, o que explica por que a condição é focal e não é transmitida de pais para filhos na maioria dos casos.[1][3]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado em exames de imagem, como a ressonância magnética de alta resolução, que pode mostrar áreas de espessamento cortical e perda da diferenciação entre substância branca e cinzenta. A confirmação genética pode ser obtida por sequenciamento completo do exoma (WES) ou por painéis genéticos específicos, que identificam variantes no gene SLC35A2. Atualmente, há 336 testes genéticos disponíveis e 256 variantes registradas no ClinVar. Exames complementares como o cariótipo, a pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH e a dosagem de alfa-fetoproteína podem ser solicitados para excluir outras condições.[1][3]

Tratamento e manejo

O tratamento é centrado no controle das crises epilépticas, geralmente com medicamentos antiepilépticos. Quando as crises são refratárias aos medicamentos, a cirurgia de ressecção da área displásica pode ser considerada, com bons resultados em muitos casos. O acompanhamento multidisciplinar inclui neurologista, neurocirurgião, fisioterapeuta e psicólogo. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para essa condição, incluindo atendimento em reabilitação para doenças raras e acesso aos exames genéticos mencionados.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico depende da extensão da displasia e da resposta ao tratamento. Pacientes que conseguem controle das crises com medicamentos ou cirurgia podem ter uma qualidade de vida próxima do normal. No entanto, crises refratárias podem levar a atrasos no desenvolvimento, dificuldades de aprendizado e comprometimento social. O acompanhamento regular com uma equipe especializada é fundamental para otimizar o desenvolvimento e o bem-estar.[1]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Displasia cortical focal isolada tipo I é uma malformação cerebral congênita rara causada por mutações no gene SLC35A2. Caracteriza-se por uma área isolada de desenvolvimento cortical anormal, frequentemente associada a epilepsia de difícil controle.

Publicações científicas
9 artigos
Último publicado: 2018 Jan

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
Unknown
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
CID-10: Q04.8
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
PROCEDIMENTOS SIGTAP (5)
0202010503
Cariótipo — bandas G, Q ou Rgenetic_test
0202010600
Pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISHlab_test
0202010694
Sequenciamento completo do exoma (WES)rehabilitation
0202010260
Dosagem de alfa-fetoproteína
0301070040
Atendimento em reabilitação — doenças raras
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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

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Visão geral

A displasia cortical focal isolada tipo I é uma malformação do desenvolvimento cerebral caracterizada por uma organização anormal das camadas do córtex cerebral, sem a presença de células neuronais anormais (balões ou neurônios displásicos). É considerada uma condição isolada, ou seja, não associada a outras síndromes genéticas ou malformações cerebrais extensas. A prevalência exata é desconhecida, mas a doença é reconhecida como uma causa importante de epilepsia de difícil controle, especialmente em crianças.[1]

Sinais e sintomas

Os principais sintomas decorrem da atividade elétrica anormal no cérebro, resultando em crises epilépticas que geralmente começam na infância ou na adolescência. As crises podem ser focais (parciais) ou generalizadas, e muitas vezes são resistentes aos medicamentos antiepilépticos convencionais. Dependendo da localização da displasia, podem ocorrer déficits neurológicos focais, como fraqueza em um lado do corpo, alterações de sensibilidade ou dificuldades de linguagem. A gravidade dos sintomas varia amplamente entre os pacientes.[1]

Causas genéticas

A displasia cortical focal isolada tipo I pode ser causada por variantes patogênicas no gene SLC35A2, que codifica um transportador de UDP-galactose. Esse gene está envolvido no processo de glicosilação, essencial para o desenvolvimento e funcionamento normal dos neurônios. As alterações genéticas geralmente ocorrem de forma somática (não hereditária), ou seja, estão presentes apenas em uma parte das células do cérebro, o que explica por que a condição é focal e não é transmitida de pais para filhos na maioria dos casos.[1][3]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado em exames de imagem, como a ressonância magnética de alta resolução, que pode mostrar áreas de espessamento cortical e perda da diferenciação entre substância branca e cinzenta. A confirmação genética pode ser obtida por sequenciamento completo do exoma (WES) ou por painéis genéticos específicos, que identificam variantes no gene SLC35A2. Atualmente, há 336 testes genéticos disponíveis e 256 variantes registradas no ClinVar. Exames complementares como o cariótipo, a pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH e a dosagem de alfa-fetoproteína podem ser solicitados para excluir outras condições.[1][3]

Tratamento e manejo

O tratamento é centrado no controle das crises epilépticas, geralmente com medicamentos antiepilépticos. Quando as crises são refratárias aos medicamentos, a cirurgia de ressecção da área displásica pode ser considerada, com bons resultados em muitos casos. O acompanhamento multidisciplinar inclui neurologista, neurocirurgião, fisioterapeuta e psicólogo. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para essa condição, incluindo atendimento em reabilitação para doenças raras e acesso aos exames genéticos mencionados.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico depende da extensão da displasia e da resposta ao tratamento. Pacientes que conseguem controle das crises com medicamentos ou cirurgia podem ter uma qualidade de vida próxima do normal. No entanto, crises refratárias podem levar a atrasos no desenvolvimento, dificuldades de aprendizado e comprometimento social. O acompanhamento regular com uma equipe especializada é fundamental para otimizar o desenvolvimento e o bem-estar.[1]

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Linha do tempo da pesquisa

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Anos de pesquisa11
Total histórico9PubMed
Últimos 10 anos35publicações
Pico20155 papers
Linha do tempo
20202015Hoje · 2026🧪 2009Primeiro ensaio clínico
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição.

SLC35A2UDP-galactose translocatorCandidate gene tested inAltamente restrito
FUNÇÃO

Transports uridine diphosphate galactose (UDP-galactose) from the cytosol into the Golgi apparatus, functioning as an antiporter that exchanges UDP-galactose for UMP (PubMed:12682060, PubMed:9010752). It is also able to exchange UDP-galactose for AMP and CMP, and to transport UDP-N-acetylgalactosamine (UDP-GalNAc) and other nucleotide sugars (PubMed:11784306, PubMed:12682060). As a provider of UDP-galactose to galactosyltransferases present in the Golgi apparatus, it is necessary for globotriaos

LOCALIZAÇÃO

Endoplasmic reticulum membraneGolgi apparatus membrane

VIAS BIOLÓGICAS (1)
Transport of nucleotide sugars
MECANISMO DE DOENÇA

Congenital disorder of glycosylation 2M

An X-linked dominant, severe neurologic disorder characterized by developmental delay, hypotonia, ocular anomalies, and brain malformations. Othere more variable clinical features included seizures, hypsarrhythmia, poor feeding, microcephaly, recurrent infections, dysmorphic features, shortened limbs, and coagulation defects. Congenital disorders of glycosylation are caused by a defect in glycoprotein biosynthesis and characterized by under-glycosylated serum glycoproteins and a wide variety of clinical features. The broad spectrum of features reflects the critical role of N-glycoproteins during embryonic development, differentiation, and maintenance of cell functions.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Fibroblastos
22.3 TPM
Pituitária
20.4 TPM
Esôfago - Mucosa
16.9 TPM
Pulmão
16.7 TPM
Glândula salivar
16.6 TPM
OUTRAS DOENÇAS (2)
SLC35A2-congenital disorder of glycosylationisolated focal cortical dysplasia type Ia
HGNC:11022UniProt:P78381

Variantes genéticas (ClinVar)

256 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 SLC35A2: NM_005660.3(SLC35A2):c.1151C>T (p.Pro384Leu) ()
🧬 SLC35A2: NM_005660.3(SLC35A2):c.100C>A (p.Arg34Ser) ()
🧬 SLC35A2: NC_000023.11:g.48902933C>T ()
🧬 SLC35A2: NM_005660.3(SLC35A2):c.761A>G (p.Glu254Gly) ()
🧬 SLC35A2: NM_005660.3(SLC35A2):c.424C>T (p.Gln142Ter) ()
Ver todas no ClinVar

Classificação de variantes (ClinVar)

Distribuição de 1.406 variantes classificadas pelo ClinVar.

914
492
Patogênica (65.0%)
VUS (35.0%)
VARIANTES MAIS SIGNIFICATIVAS
TSC1: NM_000368.5(TSC1):c.631G>T (p.Glu211Ter) [Pathogenic]
TSC2: NM_000548.5(TSC2):c.4618_4619del (p.Tyr1540fs) [Pathogenic]
TSC2: NM_000548.5(TSC2):c.1445_1448del (p.Glu482fs) [Likely pathogenic]
TSC2: NC_000016.9:g.(?_2131598)_(2138613_?)del [Pathogenic]
MIR1225: NC_000016.9:g.(?_2120457)_(2185690_?)del [Pathogenic]

Vias biológicas (Reactome)

2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Pipeline de tratamentos
Pipeline regulatório — de medicamentos já aprovados a drogas em pesquisa exploratória.
·Pré-clínico1
Medicamentos catalogadosEnsaios clínicos· 0 medicamentos · 1 ensaio
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Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Displasia cortical focal isolada tipo I

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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
4 papers (10 anos)
#1

Isolated hippocampal sclerosis and focal dysplasia type IIIa: Comparative study of anatomo-electro-clinical profile and seizure outcome.

Clinical neurophysiology : official journal of the International Federation of Clinical Neurophysiology2026 Jan

Distinguishing drug-resistant temporal lobe epilepsy (TLE) caused by isolated hippocampal sclerosis (iHS) from focal cortical dysplasia type IIIa (FCD IIIa) remains a presurgical challenge. This study aimed to compare the clinical characteristics, electrophysiological data, and postsurgical seizure outcomes between these pathologies. We retrospectively analyzed a cohort of 50 consecutive TLE patients (mean duration of disease of 22 years) who underwent surgery. The histopathology confirmed either iHS (n = 22) or FCD IIIa (n = 28) and a minimum follow-up of 12 months. The groups were compared on complex presurgical data, surgery type, and outcome. A history of febrile seizures (p = 0.02, OR = 4.7) was more frequent in the FCD IIIa group, which also had significantly lower intelligence quotient (IQ) scores in all domains. The mean total IQ score for FCD IIIa/iHS was 86/94 (p = 0.02); verbal IQ was 85/92 (p = 0.03); performance IQ was 89/98 (p = 0.02). The effect size was considered medium for all three (Cohen's d = 0.7, 0.63 and 0.68 respectively). Scalp EEG showed shorter seizures in FCD IIIa (p = 0.03), in SEEG, the temporal pole was more implanted in this group (p = 0.02, 50 % difference, OR = ∞). At a mean follow-up of 8.5 years, similar seizure-freedom rates was found between groups (82 % for FCD IIIa, 95 % for iHS; p = 0.48). Follow-up EEG and neuropsychological assessment at 6 months post-surgery showed no statistical differences. FCD IIIa and iHS exhibit several distinct electro-clinical features. The most important is a more impaired general cognitive profile associated with FCD IIIa, without differences in language or global memory.

#2

Identifying the epileptogenic zone by 18F-FDG PET/MRI in drug-resistant epilepsy with focal cortical dysplasia type IIIa.

Clinical neurophysiology : official journal of the International Federation of Clinical Neurophysiology2026 Jan

Focal cortical dysplasia (FCD) type IIIa, distinct from isolated FCD in drug-resistant epilepsy, is typically confirmed via postoperative histopathology. This study aimed to evaluate the diagnostic utility of preoperative noninvasive 18F-fludeoxyglucose (FDG) PET/MRI co-registration in localizing the epileptogenic zone (EZ) in FCD type IIIa. We performed a retrospective study that included 60 patients with FCD type IIIa who underwent resection for drug-resistant epilepsy. The sensitivity of each modality for localizing the EZ was calculated, with invasive stereoelectroencephalography (SEEG) as a reference. Diagnostic accuracy and value of each modality were further assessed with respect to SEEG and postoperative outcomes for all patients and MRI negative/doubtful patients. We analyzed the diagnostic value of the different non-invasive diagnostic techniques with respect to concordance with SEEG findings and postsurgical seizure outcomes. For all included patients, 18F-FDG PET/MRI showed the highest sensitivity (75.7 %) for localizing the EZ across all modalities. We also found that 18F-FDG PET/MRI demonstrated the best accuracy and diagnostic value for localizing the EZ (60.0 %). Among MRI-doubtful/negative patients, 18F-FDG PET/MRI not only showed the highest sensitivity (79.3 %) but also achieved most promising accuracy and diagnostic value for identifying the EZ (61.7 % accuracy) across all modalities. 18F-FDG PET/MRI coregistration appears to be overwhelmingly rewarding in affording localization of EZ for patients with FCD type IIIa. This technique is potentially valuable as a noninvasive method to identify the EZ in patients with drug-resistant epilepsy due to FCD type IIIa, especially for MRI-negative/doubtful patients.

#3

A new perspective on drug-resistant epilepsy in children with focal cortical dysplasia type 1: From challenge to favorable outcome.

Epilepsia2025 Mar

We comprehensively characterized a large pediatric cohort with focal cortical dysplasia (FCD) type 1 to expand the phenotypic spectrum and to identify predictors of postsurgical outcomes. We included pediatric patients with histopathological diagnosis of isolated FCD type 1 and at least 1 year of postsurgical follow-up. We systematically reanalyzed clinical, electrophysiological, and radiological features. The results of this reanalysis served as independent variables for subsequent statistical analyses of outcome predictors. All children (N = 31) had drug-resistant epilepsy with varying impacts on neurodevelopment and cognition (presurgical intelligence quotient [IQ]/developmental quotient scores = 32-106). Low presurgical IQ was associated with abnormal slow background electroencephalographic (EEG) activity and disrupted sleep architecture. Scalp EEG showed predominantly multiregional and often bilateral epileptiform activity. Advanced epilepsy magnetic resonance imaging (MRI) protocols identified FCD-specific features in 74.2% of patients (23/31), 17 of whom were initially evaluated as MRI-negative. In six of eight MRI-negative cases, fluorodeoxyglucose-positron emission tomography (PET) and subtraction ictal single photon emission computed tomography coregistered to MRI helped localize the dysplastic cortex. Sixteen patients (51.6%) underwent invasive EEG. By the last follow-up (median = 5 years, interquartile range = 3.3-9 years), seizure freedom was achieved in 71% of patients (22/31), including seven of eight MRI-negative patients. Antiseizure medications were reduced in 21 patients, with complete withdrawal in six. Seizure outcome was predicted by a combination of the following descriptors: age at epilepsy onset, epilepsy duration, long-term invasive EEG, and specific MRI and PET findings. This study highlights the broad phenotypic spectrum of FCD type 1, which spans far beyond the narrow descriptions of previous studies. The applied multilayered presurgical approach helped localize the epileptogenic zone in many previously nonlesional cases, resulting in improved postsurgical seizure outcomes, which are more favorable than previously reported for FCD type 1 patients.

#4

Surgical outcomes in children with drug-resistant epilepsy and hippocampal sclerosis.

Epilepsy research2024 Jul

Hippocampal sclerosis (HS) is a common surgical substrate in adult epilepsy surgery cohorts but variably reported in various pediatric cohorts. We aimed to study the epilepsy phenotype, radiological and pathological variability, seizure and neurocognitive outcomes in children with drug-resistant epilepsy and hippocampal sclerosis (HS) with or without additional subtle signal changes in anterior temporal lobe who underwent surgery. This retrospective study enrolled children with drug-resistant focal epilepsy and hippocampal sclerosis with or without additional subtle T2-Fluid Attenuated Inversion Recovery (FLAR)/Proton Density (PD) signal changes in anterior temporal lobe who underwent anterior temporal lobectomy with amygdalohippocampectomy. Their clinical, EEG, neuropsychological, radiological and pathological data were reviewed and summarized. Thirty-six eligible patients were identified. The mean age at seizure onset was 3.7 years; 25% had daily seizures at time of surgery. Isolated HS was noted in 22 (61.1%) cases and additional subtle signal changes in ipsilateral temporal lobe in 14 (38.9%) cases. Compared to the normative population, the group mean performance in intellectual functioning and most auditory and visual memory tasks were significantly lower than the normative sample. The mean age at surgery was 12.3 years; 22 patients (61.1%) had left hemispheric surgeries. ILAE class 1 outcomes was seen in 28 (77.8%) patients after a mean follow up duration of 2.3 years. Hippocampal sclerosis was noted pathologically in 32 (88.9%) cases; type 2 (54.5%) was predominant subtype where further classification was possible. Additional pathological abnormalities were seen in 11 cases (30.6%); these had had similar rates of seizure freedom as compared to children with isolated hippocampal sclerosis/gliosis (63.6% vs 84%, p=0.21). Significant reliable changes were observed across auditory and visual memory tasks at an individual level post surgery. Favourable seizure outcomes were seen in most children with isolated radiological hippocampal sclerosis. Patients with additional pathological abnormalities had similar rates of seizure freedom as compared to children with isolated hippocampal sclerosis/gliosis.

#5

Identification of a mosaic MTOR variant in purified neuronal DNA in a patient with focal cortical dysplasia using a novel depth electrode harvesting technique.

Epilepsia2024 Jun

Recent studies have identified brain somatic variants as a cause of focal epilepsy. These studies relied on resected tissue from epilepsy surgery, which is not available in most patients. The use of trace tissue adherent to depth electrodes used for stereo electroencephalography (EEG) has been proposed as an alternative but is hampered by the low cell quality and contamination by nonbrain cells. Here, we use our improved depth electrode harvesting technique that purifies neuronal nuclei to achieve molecular diagnosis in a patient with focal cortical dysplasia (FCD). Depth electrode tips were collected, pooled by brain region and seizure onset zone, and nuclei were isolated and sorted using fluorescence-activated nuclei sorting (FANS). Somatic DNA was amplified from neuronal and astrocyte nuclei using primary template amplification followed by exome sequencing of neuronal DNA from the affected pool, unaffected pool, and saliva. The identified variant was validated using droplet digital polymerase chain reaction (PCR). An 11-year-old male with drug-resistant genetic-structural epilepsy due to left anterior insula FCD had seizures from age 3 years. Stereo EEG confirmed seizure onset in the left anterior insula. The two anterior insula electrodes were combined as the affected pool and three frontal electrodes as the unaffected pool. FANS isolated 140 neuronal nuclei from the affected and 245 neuronal nuclei from the unaffected pool. A novel somatic missense MTOR variant (p.Leu489Met, CADD score 23.7) was identified in the affected neuronal sample. Droplet digital PCR confirmed a mosaic gradient (variant allele frequency = .78% in affected neuronal sample; variant was absent in all other samples). Our findings confirm that harvesting neuronal DNA from depth electrodes followed by molecular analysis to identify brain somatic variants is feasible. Our novel method represents a significant improvement compared to the previous method by focusing the analysis on high-quality cells of the cell type of interest.

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2026

Isolated hippocampal sclerosis and focal dysplasia type IIIa: Comparative study of anatomo-electro-clinical profile and seizure outcome.

Clinical neurophysiology : official journal of the International Federation of Clinical Neurophysiology
2026

Identifying the epileptogenic zone by 18F-FDG PET/MRI in drug-resistant epilepsy with focal cortical dysplasia type IIIa.

Clinical neurophysiology : official journal of the International Federation of Clinical Neurophysiology
2025

A new perspective on drug-resistant epilepsy in children with focal cortical dysplasia type 1: From challenge to favorable outcome.

Epilepsia
2024

Surgical outcomes in children with drug-resistant epilepsy and hippocampal sclerosis.

Epilepsy research
2024

Identification of a mosaic MTOR variant in purified neuronal DNA in a patient with focal cortical dysplasia using a novel depth electrode harvesting technique.

Epilepsia
2023

The specific DNA methylation landscape in focal cortical dysplasia ILAE type 3D.

Acta neuropathologica communications
2023

The somatic p.T81dup variant in AKT3 gene underlies a mild cerebral phenotype and expands the spectrum including capillary malformation and lateralized overgrowth.

Genes, chromosomes &amp; cancer
2023

Ultra-Low Level Somatic Mutations and Structural Variations in Focal Cortical Dysplasia Type II.

Annals of neurology
2022

An Investigation into the Correlation of Scalp Electrophysiological Findings with Preoperative Clinical and Imaging Findings in Patients with Focal Cortical Dysplasia.

Turkish neurosurgery
2022

Focal cortical dysplasia: Updates.

Indian journal of pathology &amp; microbiology
2022

Significant Therapeutic Effects of Adult Human Neural Stem Cells for Spinal Cord Injury Are Mediated by Monocyte Chemoattractant Protein-1 (MCP-1).

International journal of molecular sciences
2022

A Novel De Novo TUBB3 Variant Causing Developmental Delay, Epilepsy and Mild Ophthalmological Symptoms in a Chinese Child.

Journal of molecular neuroscience : MN
2021

Cognitive and behavioral profiles of pediatric surgical candidates with frontal and temporal lobe epilepsy.

Epilepsy &amp; behavior : E&amp;B
2021

Isolated cortical tuber in an infant with genetically confirmed tuberous sclerosis complex 1 presenting with symptomatic West syndrome.

Neuropathology : official journal of the Japanese Society of Neuropathology
2020

Unsupervised machine learning reveals lesional variability in focal cortical dysplasia at mesoscopic scale.

NeuroImage. Clinical
2020

Oligodendrocyte lineage and myelination are compromised in the gray matter of focal cortical dysplasia type IIa.

Epilepsia
2019

Reelin, tau phosphorylation and psychiatric complications in patients with hippocampal sclerosis and structural abnormalities in temporal lobe epilepsy.

Epilepsy &amp; behavior : E&amp;B
2019

Prevalence and clinical characteristics of malformations of cortical development and incomplete hippocampal inversion with medically intractable seizures in Chennai - A prospective study.

Neurology India
2018

Histopathology of 3 Tesla MRI-negative extratemporal focal epilepsies.

Journal of clinical neuroscience : official journal of the Neurosurgical Society of Australasia
2018

Surgical outcome and predictive factors of epilepsy surgery in pediatric isolated focal cortical dysplasia.

Epilepsy research
2017

[Neuropathologic findings in intractable epilepsy: a clinicopathologic analysis of 822 cases].

Zhonghua bing li xue za zhi = Chinese journal of pathology
2017

Putting the new ILAE classification of focal cortical dysplasia into practice in western China.

Seizure
2017

A distinct clinicopathological variant of focal cortical dysplasia IIId characterized by loss of layer 4 in the occipital lobe in 12 children with remote hypoxic-ischemic injury.

Epilepsia
2018

Childhood-Onset Epileptic Encephalopathy Associated With Isolated Focal Cortical Dysplasia and a Novel TSC1 Germline Mutation.

Clinical EEG and neuroscience
2017

Induced pluripotent stem cells from patients with focal cortical dysplasia and refractory epilepsy.

Molecular medicine reports
2016

Focal cortical dysplasia: Molecular disturbances and clinicopathological classification (Review).

International journal of molecular medicine
2017

Temporal lobe epilepsy and focal cortical dysplasia in children: A tip to find the abnormality.

Epilepsia
2016

Pathology-Based Approach to Seizure Outcome After Surgery for Pharmacoresistant Medial Temporal Lobe Epilepsy.

World neurosurgery
2016

Short- and long-term surgical outcomes of temporal lobe epilepsy associated with hippocampal sclerosis: Relationships with neuropathology.

Epilepsia
2015

Comparison of electrocorticographic patterns with focal cortical dysplasia types in children with epilepsy.

Zhurnal voprosy neirokhirurgii imeni N. N. Burdenko
2015

Evidence for the involvement of gamma delta T cells in the immune response in Rasmussen encephalitis.

Journal of neuroinflammation
2015

Cytochrome c oxidase deficit is associated with the seizure onset zone in young patients with focal cortical dysplasia Type II.

Metabolic brain disease
2015

Failure to detect human papillomavirus in focal cortical dysplasia type IIb.

Annals of neurology
2015

Focal cortical dysplasias in temporal lobe epilepsy surgery: Challenge in defining unusual variants according to the last ILAE classification.

Epilepsy &amp; behavior : E&amp;B

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Referências e fontes

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Publicações científicas

Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. Isolated hippocampal sclerosis and focal dysplasia type IIIa: Comparative study of anatomo-electro-clinical profile and seizure outcome.
    Clinical neurophysiology : official journal of the International Federation of Clinical Neurophysiology· 2026· PMID 41352305mais citado
  2. Identifying the epileptogenic zone by 18F-FDG PET/MRI in drug-resistant epilepsy with focal cortical dysplasia type IIIa.
    Clinical neurophysiology : official journal of the International Federation of Clinical Neurophysiology· 2026· PMID 41232484mais citado
  3. A new perspective on drug-resistant epilepsy in children with focal cortical dysplasia type 1: From challenge to favorable outcome.
    Epilepsia· 2025· PMID 39724384mais citado
  4. Surgical outcomes in children with drug-resistant epilepsy and hippocampal sclerosis.
    Epilepsy research· 2024· PMID 38703703mais citado
  5. Identification of a mosaic MTOR variant in purified neuronal DNA in a patient with focal cortical dysplasia using a novel depth electrode harvesting technique.
    Epilepsia· 2024· PMID 38587282mais citado
  6. Surgical outcome and predictive factors of epilepsy surgery in pediatric isolated focal cortical dysplasia.
    Epilepsy Res· 2018· PMID 29197666recente
  7. Childhood-Onset Epileptic Encephalopathy Associated With Isolated Focal Cortical Dysplasia and a Novel TSC1 Germline Mutation.
    Clin EEG Neurosci· 2018· PMID 28762286recente
  8. Outcome of surgery for temporal lobe epilepsy in adults - A cohort study.
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Bases de dados e fontes oficiais

Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.

  1. ORPHA:268961(Orphanet)
  2. MONDO:0017095(MONDO)
  3. GARD:20983(GARD (NIH))
  4. Variantes catalogadas(ClinVar)
  5. Busca completa no PubMed(PubMed)
  6. Q55786806(Wikidata)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

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Displasia cortical focal isolada tipo I
Compêndio · Raras BR

Displasia cortical focal isolada tipo I

ORPHA:268961 · MONDO:0017095
Prevalência
Unknown
CID-10
Q04.8 · Outras malformações congênitas especificadas do encéfalo
CID-11
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C5679772
EuropePMC
Wikidata
Papers 10a
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📋 Origem dos dados

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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Dado público estruturado
fonte: Wikidata