Doença priônica rara adquirida, geralmente por exposição a tecido cerebral ou medula espinhal infectados, como em transplantes ou instrumentos cirúrgicos contaminados. Causa rápida degeneração neurológica, levando a demência, mioclonias e morte.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A doença adquirida de Creutzfeldt-Jakob (DCJ adquirida) é uma forma rara e grave de doença priônica que ocorre quando uma pessoa é exposta ao príon causador da doença durante a vida, em vez de herdá-lo ou desenvolvê-lo espontaneamente. Ela se caracteriza por uma deterioração rápida e progressiva do cérebro, levando a demência e perda de funções neurológicas. A prevalência exata é desconhecida, e a doença pode se manifestar em qualquer idade.[1]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da DCJ adquirida são semelhantes aos de outras formas de doença de Creutzfeldt-Jakob e podem incluir declínio cognitivo rápido, perda de memória, alterações de personalidade, dificuldades de coordenação (ataxia), movimentos involuntários (mioclonia) e distúrbios visuais. A progressão é geralmente rápida, levando a incapacidade grave em meses.[1]
Causas genéticas
A doença adquirida de Creutzfeldt-Jakob não é causada por uma mutação genética herdada. Ela resulta da transmissão do príon infeccioso, que pode ocorrer por meio de procedimentos médicos (como transplante de córnea ou uso de instrumentos neurocirúrgicos contaminados) ou, em casos muito raros, pelo consumo de carne contaminada (variante da DCJ). Por isso, o padrão de herança é classificado como 'não aplicável'.[1][2][4]
Diagnóstico
O diagnóstico da DCJ adquirida é baseado na história clínica, exame neurológico e exames complementares, como ressonância magnética do cérebro, eletroencefalograma (EEG) e análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) para a proteína 14-3-3. Testes genéticos podem ser realizados para descartar formas hereditárias da doença, mas não detectam a forma adquirida, pois não há alteração genética específica associada.[1][2][4]
Tratamento e manejo
Atualmente, não existe tratamento curativo para a doença adquirida de Creutzfeldt-Jakob. O manejo é focado em aliviar os sintomas e oferecer suporte ao paciente e à família. Isso pode incluir medicamentos para controlar mioclonia, rigidez ou agitação, além de cuidados paliativos para garantir conforto e qualidade de vida. Não há cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para esta condição.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da DCJ adquirida é geralmente reservado, com progressão rápida para incapacidade grave e óbito, geralmente dentro de meses a poucos anos após o início dos sintomas. A qualidade de vida é significativamente afetada, e o suporte multidisciplinar (neurologista, fisioterapeuta, assistente social) é essencial para ajudar a família a lidar com a evolução da doença.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Doença priônica rara adquirida, geralmente por exposição a tecido cerebral ou medula espinhal infectados, como em transplantes ou instrumentos cirúrgicos contaminados. Causa rápida degeneração neurológica, levando a demência, mioclonias e morte.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Sinais e sintomas
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Visão geral
A doença adquirida de Creutzfeldt-Jakob (DCJ adquirida) é uma forma rara e grave de doença priônica que ocorre quando uma pessoa é exposta ao príon causador da doença durante a vida, em vez de herdá-lo ou desenvolvê-lo espontaneamente. Ela se caracteriza por uma deterioração rápida e progressiva do cérebro, levando a demência e perda de funções neurológicas. A prevalência exata é desconhecida, e a doença pode se manifestar em qualquer idade.[1]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da DCJ adquirida são semelhantes aos de outras formas de doença de Creutzfeldt-Jakob e podem incluir declínio cognitivo rápido, perda de memória, alterações de personalidade, dificuldades de coordenação (ataxia), movimentos involuntários (mioclonia) e distúrbios visuais. A progressão é geralmente rápida, levando a incapacidade grave em meses.[1]
Causas genéticas
A doença adquirida de Creutzfeldt-Jakob não é causada por uma mutação genética herdada. Ela resulta da transmissão do príon infeccioso, que pode ocorrer por meio de procedimentos médicos (como transplante de córnea ou uso de instrumentos neurocirúrgicos contaminados) ou, em casos muito raros, pelo consumo de carne contaminada (variante da DCJ). Por isso, o padrão de herança é classificado como 'não aplicável'.[1][2][4]
Diagnóstico
O diagnóstico da DCJ adquirida é baseado na história clínica, exame neurológico e exames complementares, como ressonância magnética do cérebro, eletroencefalograma (EEG) e análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) para a proteína 14-3-3. Testes genéticos podem ser realizados para descartar formas hereditárias da doença, mas não detectam a forma adquirida, pois não há alteração genética específica associada.[1][2][4]
Tratamento e manejo
Atualmente, não existe tratamento curativo para a doença adquirida de Creutzfeldt-Jakob. O manejo é focado em aliviar os sintomas e oferecer suporte ao paciente e à família. Isso pode incluir medicamentos para controlar mioclonia, rigidez ou agitação, além de cuidados paliativos para garantir conforto e qualidade de vida. Não há cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para esta condição.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da DCJ adquirida é geralmente reservado, com progressão rápida para incapacidade grave e óbito, geralmente dentro de meses a poucos anos após o início dos sintomas. A qualidade de vida é significativamente afetada, e o suporte multidisciplinar (neurologista, fisioterapeuta, assistente social) é essencial para ajudar a família a lidar com a evolução da doença.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
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Genética e causas
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Diagnóstico
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Tratamento e manejo
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Development of a quick bioassay for the evaluation of transmission properties of acquired prion diseases.
Evaluation of transmission properties is important for the differential diagnosis of a subgroup of acquired Creutzfeldt-Jakob disease (CJD) with methionine homozygosity at polymorphic codon 129 of the PRNP gene, an intermediate type abnormal prion protein (PrP), and kuru plaques, denoted as acquired CJD-MMiK. The present study aimed to develop a quick evaluation system of the transmission properties of acquired CJD-MMiK. In the PrP-humanized mice intraperitoneally inoculated with brain homogenates from an acquired CJD-MMiK patient, accumulation of abnormal PrP was observed in follicular dendritic cells of the spleen at 75 days post-inoculation. The transmission properties of acquired CJD-MMiK were quite different from those of sporadic CJD with the same PRNP codon 129 genotype. Moreover, even at 14 days post-inoculation, the characteristic transmission properties of acquired CJD-MMiK could be detected. These findings suggest that the bioassay using follicular dendritic cells of the spleen, named as a FDC assay, can be an easy, time-saving, and useful method to distinguish acquired CJD-MMiK from sporadic CJD.
Creutzfeldt-Jakob disease and blood transfusion safety.
Transmissible spongiform encephalopathies (TSEs) are untreatable, fatal neurologic diseases affecting mammals. Human disease forms include sporadic, familial and acquired Creutzfeldt-Jakob disease (CJD). While sporadic CJD (sCJD) has been recognized for near on 100 years, variant CJD (vCJD) was first reported in 1996 and is the result of food-borne transmission of the prion of bovine spongiform encephalopathy (BSE, 'mad cow disease'). Currently, 230 vCJD cases have been reported in 12 countries, the majority in the UK (178) and France (27). Animal studies demonstrated highly efficient transmission of natural scrapie and experimental BSE by blood transfusion and fuelled concern that sCJD was potentially transfusion transmissible. No such case has been recorded and case-control evaluations and lookback studies indicate that, if transfusion transmission occurs at all, it is very rare. In contrast, four cases of apparent transfusion transmission of vCJD infectivity have been identified in the UK. Risk minimization strategies in response to the threat of vCJD include leucodepletion, geographically based donor deferrals and deferral of transfusion recipients. A sensitive and specific, high-throughput screening test would provide a potential path to mitigation but despite substantial effort no such test has yet appeared. The initial outbreak of vCJD appears to be over, but concern remains about subsequent waves of disease among those already infected. There is considerable uncertainty about the size of the infected population, and there will be at least a perception of some continuing risk to blood safety. Accordingly, at least some precautionary measures will remain in place and continued surveillance is necessary.
Neuropathological and biochemical criteria to identify acquired Creutzfeldt-Jakob disease among presumed sporadic cases.
As an experimental model of acquired Creutzfeldt-Jakob disease (CJD), we performed transmission studies of sporadic CJD using knock-in mice expressing human prion protein (PrP). In this model, the inoculation of the sporadic CJD strain V2 into animals homozygous for methionine at polymorphic codon 129 (129 M/M) of the PRNP gene produced quite distinctive neuropathological and biochemical features, that is, widespread kuru plaques and intermediate type abnormal PrP (PrP(Sc) ). Interestingly, this distinctive combination of molecular and pathological features has been, to date, observed in acquired CJD but not in sporadic CJD. Assuming that these distinctive phenotypic traits are specific for acquired CJD, we revisited the literature and found two cases showing widespread kuru plaques despite the 129 M/M genotype, in a neurosurgeon and in a patient with a medical history of neurosurgery without dura mater grafting. By Western blot analysis of brain homogenates, we revealed the intermediate type of PrP(Sc) in both cases. Furthermore, transmission properties of brain extracts from these two cases were indistinguishable from those of a subgroup of dura mater graft-associated iatrogenic CJD caused by infection with the sporadic CJD strain V2. These data strongly suggest that the two atypical CJD cases, previously thought to represent sporadic CJD, very likely acquired the disease through exposure to prion-contaminated brain tissues. Thus, we propose that the distinctive combination of 129 M/M genotype, kuru plaques, and intermediate type PrP(Sc) , represents a reliable criterion for the identification of acquired CJD cases among presumed sporadic cases.
Publicações recentes
Creutzfeldt-Jakob disease and blood transfusion safety.
Development of a quick bioassay for the evaluation of transmission properties of acquired prion diseases.
Neuropathological and biochemical criteria to identify acquired Creutzfeldt-Jakob disease among presumed sporadic cases.
[Acquired Creutzfeldt-Jakob disease (CJD)--Kuru, iatrogenic CJD, variant CJD].
Understanding the natural variability of prion diseases.
📚 EuropePMC2 artigos no totalmostrando 3
Creutzfeldt-Jakob disease and blood transfusion safety.
Vox sanguinisDevelopment of a quick bioassay for the evaluation of transmission properties of acquired prion diseases.
Neuroscience lettersNeuropathological and biochemical criteria to identify acquired Creutzfeldt-Jakob disease among presumed sporadic cases.
Neuropathology : official journal of the Japanese Society of NeuropathologyAssociações
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- Development of a quick bioassay for the evaluation of transmission properties of acquired prion diseases.
- Creutzfeldt-Jakob disease and blood transfusion safety.
- Neuropathological and biochemical criteria to identify acquired Creutzfeldt-Jakob disease among presumed sporadic cases.Neuropathology : official journal of the Japanese Society of Neuropathology· 2016· PMID 26669818mais citado
- [Acquired Creutzfeldt-Jakob disease (CJD)--Kuru, iatrogenic CJD, variant CJD].
- Understanding the natural variability of prion diseases.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:454700(Orphanet)
- MONDO:0018686(MONDO)
- GARD:17788(GARD (NIH))
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55346057(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Doença adquirida de Creutzfeldt-Jakob
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata