Doença rara com deficiência da enzima desramificadora do glicogênio (GBE1), afetando fígado e músculos. Causa hipoglicemia, hepatomegalia e fraqueza muscular progressiva desde a infância.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A doença de armazenamento de glicogênio por deficiência de enzima desramificadora do glicogênio, forma miopática e hepática combinada da infância, é uma condição genética rara que afeta o metabolismo do glicogênio. Isso significa que o corpo tem dificuldade em quebrar e utilizar o glicogênio (a forma de armazenamento da glicose) de maneira adequada, levando ao acúmulo anormal dessa substância em tecidos como o fígado e os músculos. A forma descrita aqui, que combina sintomas hepáticos e musculares, manifesta-se durante a infância.[1]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas desta doença podem variar de pessoa para pessoa, mas geralmente envolvem o fígado e os músculos. No fígado, pode ocorrer aumento do seu tamanho (hepatomegalia) e alterações nos exames de função hepática. Nos músculos, podem surgir fraqueza muscular, dificuldade para realizar atividades físicas (intolerância ao exercício) e, em alguns casos, dores musculares. O início dos sintomas ocorre na infância.[1]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (mutações) no gene GBE1. Este gene fornece as instruções para a produção de uma enzima chamada 1,4-alfa-glucana-ramificadora, que é essencial para o processamento normal do glicogênio. Mutações no gene GBE1 levam à deficiência ou mau funcionamento dessa enzima, resultando no acúmulo de glicogênio anormal nos tecidos.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é suspeitado com base nos sintomas clínicos e pode ser confirmado por exames laboratoriais e genéticos. Exames de sangue e urina podem detectar alterações metabólicas, como a dosagem de aminoácidos e ácidos orgânicos. A confirmação definitiva geralmente é feita por meio do sequenciamento completo do exoma (WES), que analisa o DNA em busca de mutações no gene GBE1. O teste do pezinho (triagem neonatal) pode identificar alguns casos, mas não é específico para esta doença. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para esses procedimentos diagnósticos.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento é focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida, e deve ser individualizado por uma equipe médica especializada. Não há cura específica para a doença. O acompanhamento pode incluir atendimento em reabilitação para doenças raras, suporte nutricional e fisioterapia para ajudar na fraqueza muscular. É importante evitar o jejum prolongado, pois pode piorar os sintomas metabólicos. O SUS oferece cobertura mínima para o atendimento em reabilitação.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas e a resposta ao tratamento de suporte. Com acompanhamento médico regular e manejo adequado, muitas pessoas conseguem manter uma qualidade de vida razoável, embora possam enfrentar limitações físicas. O suporte de uma equipe multidisciplinar é fundamental para lidar com os desafios da doença.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Doença rara com deficiência da enzima desramificadora do glicogênio (GBE1), afetando fígado e músculos. Causa hipoglicemia, hepatomegalia e fraqueza muscular progressiva desde a infância.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A doença de armazenamento de glicogênio por deficiência de enzima desramificadora do glicogênio, forma miopática e hepática combinada da infância, é uma condição genética rara que afeta o metabolismo do glicogênio. Isso significa que o corpo tem dificuldade em quebrar e utilizar o glicogênio (a forma de armazenamento da glicose) de maneira adequada, levando ao acúmulo anormal dessa substância em tecidos como o fígado e os músculos. A forma descrita aqui, que combina sintomas hepáticos e musculares, manifesta-se durante a infância.[1]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas desta doença podem variar de pessoa para pessoa, mas geralmente envolvem o fígado e os músculos. No fígado, pode ocorrer aumento do seu tamanho (hepatomegalia) e alterações nos exames de função hepática. Nos músculos, podem surgir fraqueza muscular, dificuldade para realizar atividades físicas (intolerância ao exercício) e, em alguns casos, dores musculares. O início dos sintomas ocorre na infância.[1]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (mutações) no gene GBE1. Este gene fornece as instruções para a produção de uma enzima chamada 1,4-alfa-glucana-ramificadora, que é essencial para o processamento normal do glicogênio. Mutações no gene GBE1 levam à deficiência ou mau funcionamento dessa enzima, resultando no acúmulo de glicogênio anormal nos tecidos.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é suspeitado com base nos sintomas clínicos e pode ser confirmado por exames laboratoriais e genéticos. Exames de sangue e urina podem detectar alterações metabólicas, como a dosagem de aminoácidos e ácidos orgânicos. A confirmação definitiva geralmente é feita por meio do sequenciamento completo do exoma (WES), que analisa o DNA em busca de mutações no gene GBE1. O teste do pezinho (triagem neonatal) pode identificar alguns casos, mas não é específico para esta doença. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para esses procedimentos diagnósticos.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento é focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida, e deve ser individualizado por uma equipe médica especializada. Não há cura específica para a doença. O acompanhamento pode incluir atendimento em reabilitação para doenças raras, suporte nutricional e fisioterapia para ajudar na fraqueza muscular. É importante evitar o jejum prolongado, pois pode piorar os sintomas metabólicos. O SUS oferece cobertura mínima para o atendimento em reabilitação.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas e a resposta ao tratamento de suporte. Com acompanhamento médico regular e manejo adequado, muitas pessoas conseguem manter uma qualidade de vida razoável, embora possam enfrentar limitações físicas. O suporte de uma equipe multidisciplinar é fundamental para lidar com os desafios da doença.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Linha do tempo
Do mais antigo ao mais recente
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Glycogen-branching enzyme participates in the glycogen biosynthetic process along with glycogenin and glycogen synthase. Generates alpha-1,6-glucosidic branches from alpha-1,4-linked glucose chains, to increase solubility of the glycogen polymer (PubMed:26199317, PubMed:8463281, PubMed:8613547)
Glycogen storage disease 4
A metabolic disorder characterized by the accumulation of an amylopectin-like polysaccharide. The typical clinical manifestation is liver disease of childhood, progressing to lethal hepatic cirrhosis. Most children with this condition die before two years of age. However, the liver disease is not always progressive. No treatment apart from liver transplantation has been found to prevent progression of the disease. There is also a neuromuscular form of glycogen storage disease type 4 that varies in onset (perinatal, congenital, juvenile, or adult) and severity.
Variantes genéticas (ClinVar)
305 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Doença de armazenamento de glicogênio por deficiência de enzima desramificadora do glicogênio, forma miopática e hepática combinada da infância
Centros de Referência SUS
21 centros habilitados pelo SUS para Doença de armazenamento de glicogênio por deficiência de enzima desramificadora do glicogênio, forma miopática e hepática combinada da infância
Centros para Doença de armazenamento de glicogênio por deficiência de enzima desramificadora do glicogênio, forma miopática e hepática combinada da infância
Detalhes dos centros
Hospital Universitário Prof. Edgard Santos (HUPES)
R. Dr. Augusto Viana, s/n - Canela, Salvador - BA, 40110-060 · CNES 0003808
Serviço de Referência
Hospital de Apoio de Brasília (HAB)
AENW 3 Lote A Setor Noroeste - Plano Piloto, Brasília - DF, 70684-831 · CNES 0010456
Serviço de Referência
Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (HIABA)
Av. Min. Salgado Filho, 918 - Soteco, Vila Velha - ES, 29106-010 · CNES 6631207
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da UFG
Rua 235 QD. 68 Lote Área, Nº 285, s/nº - Setor Leste Universitário, Goiânia - GO, 74605-050 · CNES 2338424
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da UFMG
Av. Prof. Alfredo Balena, 110 - Santa Efigênia, Belo Horizonte - MG, 30130-100 · CNES 2280167
Serviço de Referência
NUPAD / Faculdade de Medicina UFMG
Av. Prof. Alfredo Balena, 189 - 5 andar - Centro, Belo Horizonte - MG, 30130-100 · CNES 2183226
Serviço de Referência
Hospital Universitário João de Barros Barreto
R. dos Mundurucus, 4487 - Guamá, Belém - PA, 66073-000 · CNES 2337878
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco
Av. Prof. Moraes Rego, 1235 - Cidade Universitária, Recife - PE, 50670-901 · CNES 2561492
Atenção Especializada
Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP)
R. dos Coelhos, 300 - Boa Vista, Recife - PE, 50070-902 · CNES 0000647
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas da UFPR
R. Gen. Carneiro, 181 - Alto da Glória, Curitiba - PR, 80060-900 · CNES 2364980
Serviço de Referência
Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE-UERJ)
Blvd. 28 de Setembro, 77 - Vila Isabel, Rio de Janeiro - RJ, 20551-030 · CNES 2280221
Serviço de Referência
Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz)
Av. Rui Barbosa, 716 - Flamengo, Rio de Janeiro - RJ, 22250-020 · CNES 2269988
Serviço de Referência
Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL)
Av. Nilo Peçanha, 620 - Petrópolis, Natal - RN, 59012-300 · CNES 2408570
Atenção Especializada
Hospital São Lucas da PUCRS
Av. Ipiranga, 6690 - Jardim Botânico, Porto Alegre - RS, 90610-000 · CNES 2232928
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA)
Rua Ramiro Barcelos, 2350 Bloco A - Av. Protásio Alves, 211 - Bloco B e C - Santa Cecília, Porto Alegre - RS, 90035-903 · CNES 2237601
Serviço de Referência
Hospital Universitário da UFSC (HU-UFSC)
R. Profa. Maria Flora Pausewang - Trindade, Florianópolis - SC, 88036-800 · CNES 2560356
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da FMUSP
R. Dr. Ovídio Pires de Campos, 225 - Cerqueira César, São Paulo - SP, 05403-010 · CNES 2077485
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas da UNICAMP
R. Vital Brasil, 251 - Cidade Universitária, Campinas - SP, 13083-888 · CNES 2748223
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Ribeirão Preto (HCRP-USP)
R. Ten. Catão Roxo, 3900 - Vila Monte Alegre, Ribeirão Preto - SP, 14015-010 · CNES 2082187
Serviço de Referência
Instituto da Criança e do Adolescente (ICr-HCFMUSP)
Av. Dr. Enéas Carvalho de Aguiar, 647 - Cerqueira César, São Paulo - SP, 05403-000 · CNES 2081695
Serviço de Referência
UNIFESP / Hospital São Paulo
R. Napoleão de Barros, 715 - Vila Clementino, São Paulo - SP, 04024-002 · CNES 2688689
Serviço de Referência
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Doença de armazenamento de glicogênio por deficiência de enzima desramificadora do glicogênio, forma miopática e hepática combinada da infância.
É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →
Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
Ainda não existe comunidade no Raras para Doença de armazenamento de glicogênio por deficiência de enzima desramificadora do glicogênio, forma miopática e hepática combinada da infância
Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:308684(Orphanet)
- MONDO:0017699(MONDO)
- GARD:17398(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Doença de armazenamento de glicogênio por deficiência de enzima desramificadora do glicogênio, forma miopática e hepática combinada da infância
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)