Doença rara autossômica dominante que afeta nervos periféricos, causando fraqueza e atrofia muscular progressiva, principalmente nas extremidades. Resulta de mutações no gene DGAT2, levando a disfunção neural.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Doença de Charcot-Marie-Tooth autossômica dominante tipo 2 por mutação DGAT2 é uma doença hereditária rara do sistema nervoso periférico. Ela faz parte do grupo das neuropatias periféricas hereditárias, caracterizada por fraqueza muscular e perda de sensibilidade, principalmente nos pés e nas mãos. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma condição ultrarrara.[1]
Sinais e sintomas
Os sintomas geralmente começam na infância. As manifestações típicas incluem fraqueza muscular progressiva e atrofia (diminuição do volume muscular) nas pernas e nos pés, podendo também afetar as mãos com o tempo. Alterações na marcha (como andar com os pés caídos), deformidades nos pés (como pé cavo) e perda de sensibilidade nas extremidades são comuns. A progressão é lenta e variável entre os pacientes.[1]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene DGAT2 (sigla em inglês para Diacilglicerol O-aciltransferase 2). Esse gene fornece instruções para a produção de uma enzima envolvida no metabolismo de gorduras. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma única cópia alterada do gene já é suficiente para causar a doença. Cada filho de uma pessoa afetada tem 50% de chance de herdar a mutação.[1][2]
Diagnóstico
O diagnóstico é confirmado por meio de teste genético. O sequenciamento completo do exoma (WES) é um dos procedimentos disponíveis para identificar mutações no gene DGAT2. Atualmente, existem 336 testes genéticos disponíveis para essa condição, e 11 variantes patogênicas estão catalogadas no ClinVar. O diagnóstico diferencial inclui outras formas de neuropatia periférica hereditária.[1][2]
Tratamento e manejo
Não existe cura para a doença. O tratamento é focado no manejo dos sintomas e na reabilitação. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para essa condição, incluindo atendimento em reabilitação para doenças raras. O acompanhamento multidisciplinar com fisioterapia, terapia ocupacional e, em alguns casos, órteses (como tornozeleiras) pode ajudar a manter a mobilidade e a qualidade de vida.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é variável. A doença geralmente progride lentamente ao longo da vida, mas a maioria das pessoas mantém a capacidade de andar com auxílio de dispositivos, quando necessário. A expectativa de vida não é significativamente reduzida. O suporte de reabilitação e o acompanhamento médico regular são fundamentais para otimizar a funcionalidade e o bem-estar.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A Doença de Charcot-Marie-Tooth autossômica dominante tipo 2 por mutação DGAT2 é uma alteração genética muito rara que atinge os nervos periféricos e tem início na infância [1, 4]. Ela ocorre devido a uma mutação no gene DGAT2, com padrão de transmissão hereditária dominante [1, 3, 4]. No Brasil, a condição não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras e não possui medicamentos fornecidos pelo SUS [5]. O diagnóstico pode ser esclarecido com auxílio de exames moleculares específicos voltados para a identificação da variante no gene [4, 7].
Doença rara autossômica dominante que afeta nervos periféricos, causando fraqueza e atrofia muscular progressiva, principalmente nas extremidades. Resulta de mutações no gene DGAT2, levando a disfunção neural.
Tem tratamento?
Escala de raridade
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1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.
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11 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
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Diagnóstico
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A doença é provocada por mutações no gene DGAT2, responsável pela produção da proteína Diacylglycerol O-acyltransferase 2 [1, 3, 4]. A herança é transmitida de forma autossômica dominante [1, 4].
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
3 fontes citadas no texto · 1 publicação do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Doença de Charcot-Marie-Tooth autossômica dominante tipo 2 por mutação DGAT2. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/doenca-de-charcot-marie-tooth-autossomica-dominante-tipo-2-por-mutacao-dgat2
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
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Doença de Charcot-Marie-Tooth autossômica dominante tipo 2 por mutação DGAT2
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Medicamentos aprovados FDA
- fonte: FDA OpenFDA