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Doença de príons humana adquirida
ORPHA:576360DOENÇA RARA

Doença neurodegenerativa fatal causada pela ingestão ou exposição a príons infecciosos, como em transplantes de córnea ou dura-máter contaminados. Manifesta-se com rápida deterioração neurológica, demência e mioclonias.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 31/05/2026
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

A doença de príons humana adquirida é uma condição neurodegenerativa rara e fatal, causada pela transmissão de príons (proteínas infecciosas anormais) de uma fonte externa para o organismo. Diferente das formas hereditárias ou esporádicas, esta doença é adquirida por exposição a tecidos contaminados, como em procedimentos médicos (casos iatrogênicos) ou pelo consumo de carne contaminada (variante da doença de Creutzfeldt-Jakob). A doença leva à perda progressiva e irreversível de funções neurológicas.[1]

Sinais e sintomas

Os sintomas variam conforme o tipo de exposição e o estágio da doença, mas geralmente incluem declínio cognitivo rápido, alterações de comportamento, dificuldades de coordenação motora (ataxia), mioclonias (contrações musculares involuntárias) e distúrbios visuais. Na forma variante, sintomas psiquiátricos como ansiedade e depressão podem ser precoces. A progressão é rápida, levando à incapacidade severa em meses.[1]

Causas genéticas

A doença de príons humana adquirida não é causada por mutações genéticas herdadas. No entanto, variantes no gene PRNP (que codifica a proteína príon celular) podem influenciar a suscetibilidade à infecção ou o período de incubação. A doença é adquirida por transmissão exógena de príons, e não por herança genética.[1][3]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na história clínica de exposição a risco (como procedimentos neurocirúrgicos com instrumentos contaminados ou uso de hormônio de crescimento derivado de cadáver), exame neurológico, ressonância magnética cerebral, análise do líquido cefalorraquidiano (proteína 14-3-3, RT-QuIC) e eletroencefalograma. Testes genéticos para o gene PRNP podem ser realizados para excluir formas hereditárias, mas não confirmam a forma adquirida.[1][3]

Tratamento e manejo

Atualmente, não existe tratamento curativo para a doença de príons humana adquirida. O manejo é focado em cuidados paliativos para aliviar sintomas e melhorar a qualidade de vida, incluindo medicamentos para controle de mioclonias, rigidez e agitação, além de suporte nutricional e fisioterapia. O acompanhamento multidisciplinar é essencial.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico é reservado, com progressão rápida para incapacidade grave e óbito, geralmente em meses a poucos anos após o início dos sintomas. A qualidade de vida é severamente comprometida, sendo fundamental o suporte familiar e de cuidados paliativos desde o diagnóstico.[1]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Doença neurodegenerativa fatal causada pela ingestão ou exposição a príons infecciosos, como em transplantes de córnea ou dura-máter contaminados. Manifesta-se com rápida deterioração neurológica, demência e mioclonias.

Publicações científicas
8 artigos
Último publicado: 2015 Jul
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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

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Visão geral

A doença de príons humana adquirida é uma condição neurodegenerativa rara e fatal, causada pela transmissão de príons (proteínas infecciosas anormais) de uma fonte externa para o organismo. Diferente das formas hereditárias ou esporádicas, esta doença é adquirida por exposição a tecidos contaminados, como em procedimentos médicos (casos iatrogênicos) ou pelo consumo de carne contaminada (variante da doença de Creutzfeldt-Jakob). A doença leva à perda progressiva e irreversível de funções neurológicas.[1]

Sinais e sintomas

Os sintomas variam conforme o tipo de exposição e o estágio da doença, mas geralmente incluem declínio cognitivo rápido, alterações de comportamento, dificuldades de coordenação motora (ataxia), mioclonias (contrações musculares involuntárias) e distúrbios visuais. Na forma variante, sintomas psiquiátricos como ansiedade e depressão podem ser precoces. A progressão é rápida, levando à incapacidade severa em meses.[1]

Causas genéticas

A doença de príons humana adquirida não é causada por mutações genéticas herdadas. No entanto, variantes no gene PRNP (que codifica a proteína príon celular) podem influenciar a suscetibilidade à infecção ou o período de incubação. A doença é adquirida por transmissão exógena de príons, e não por herança genética.[1][3]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na história clínica de exposição a risco (como procedimentos neurocirúrgicos com instrumentos contaminados ou uso de hormônio de crescimento derivado de cadáver), exame neurológico, ressonância magnética cerebral, análise do líquido cefalorraquidiano (proteína 14-3-3, RT-QuIC) e eletroencefalograma. Testes genéticos para o gene PRNP podem ser realizados para excluir formas hereditárias, mas não confirmam a forma adquirida.[1][3]

Tratamento e manejo

Atualmente, não existe tratamento curativo para a doença de príons humana adquirida. O manejo é focado em cuidados paliativos para aliviar sintomas e melhorar a qualidade de vida, incluindo medicamentos para controle de mioclonias, rigidez e agitação, além de suporte nutricional e fisioterapia. O acompanhamento multidisciplinar é essencial.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico é reservado, com progressão rápida para incapacidade grave e óbito, geralmente em meses a poucos anos após o início dos sintomas. A qualidade de vida é severamente comprometida, sendo fundamental o suporte familiar e de cuidados paliativos desde o diagnóstico.[1]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

Linha do tempo da pesquisa

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Anos de pesquisa11desde 2015
Total histórico8PubMed
Últimos 10 anos1publicações
Pico20151 papers
Linha do tempo
20202015Hoje · 2026🧪 2004Primeiro ensaio clínico
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

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Diagnóstico

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Tratamento e manejo

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Pipeline de tratamentos
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1Fase 11
·Pré-clínico2
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Publicações mais relevantes

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1 papers (10 anos)
#1

Transmission Properties of Human PrP 102L Prions Challenge the Relevance of Mouse Models of GSS.

PLoS pathogens2015 Jul

Inherited prion disease (IPD) is caused by autosomal-dominant pathogenic mutations in the human prion protein (PrP) gene (PRNP). A proline to leucine substitution at PrP residue 102 (P102L) is classically associated with Gerstmann-Sträussler-Scheinker (GSS) disease but shows marked clinical and neuropathological variability within kindreds that may be caused by variable propagation of distinct prion strains generated from either PrP 102L or wild type PrP. To-date the transmission properties of prions propagated in P102L patients remain ill-defined. Multiple mouse models of GSS have focused on mutating the corresponding residue of murine PrP (P101L), however murine PrP 101L, a novel PrP primary structure, may not have the repertoire of pathogenic prion conformations necessary to accurately model the human disease. Here we describe the transmission properties of prions generated in human PrP 102L expressing transgenic mice that were generated after primary challenge with ex vivo human GSS P102L or classical CJD prions. We show that distinct strains of prions were generated in these mice dependent upon source of the inoculum (either GSS P102L or CJD brain) and have designated these GSS-102L and CJD-102L prions, respectively. GSS-102L prions have transmission properties distinct from all prion strains seen in sporadic and acquired human prion disease. Significantly, GSS-102L prions appear incapable of transmitting disease to conventional mice expressing wild type mouse PrP, which contrasts strikingly with the reported transmission properties of prions generated in GSS P102L-challenged mice expressing mouse PrP 101L. We conclude that future transgenic modeling of IPDs should focus exclusively on expression of mutant human PrP, as other approaches may generate novel experimental prion strains that are unrelated to human disease.

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Referências e fontes

Bases de dados externas citadas neste artigo

Publicações científicas

Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. Transmission Properties of Human PrP 102L Prions Challenge the Relevance of Mouse Models of GSS.
    PLoS pathogens· 2015· PMID 26135918mais citado
  2. Re-assessment of PrP(Sc) distribution in sporadic and variant CJD.
    PLoS One· 2013· PMID 23843953recente
  3. Review. The origin of the prion agent of kuru: molecular and biological strain typing.
    Philos Trans R Soc Lond B Biol Sci· 2008· PMID 18849291recente
  4. Kuru in the 21st century--an acquired human prion disease with very long incubation periods.
    Lancet· 2006· PMID 16798390recente
  5. Chronic wasting disease of elk and deer and Creutzfeldt-Jakob disease: comparative analysis of the scrapie prion protein.
    J Biol Chem· 2006· PMID 16338930recente

Bases de dados e fontes oficiais

Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.

  1. ORPHA:576360(Orphanet)
  2. MONDO:0035562(MONDO)
  3. GARD:22328(GARD (NIH))
  4. Busca completa no PubMed(PubMed)
  5. Artigo Wikipedia(Wikipedia)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

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Doença de príons humana adquirida
Compêndio · Raras BR

Doença de príons humana adquirida

ORPHA:576360 · MONDO:0035562
MedGen
UMLS
C5680357
EuropePMC
Wikipedia
Papers 10a
Evidência
🥉 Relato de caso
DiscussaoAtiva

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📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO