Doença neurodegenerativa rara e fatal associada a mutações no gene PRF1, com herança autossômica recessiva. Caracteriza-se por progressão neurológica rápida após infecção viral, levando a disfunção multissistêmica e óbito.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Doença neurodegenerativa pós-viral, forma fatal é uma condição genética raríssima, com prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. Ela se manifesta na infância e segue um curso progressivo e grave, afetando o sistema nervoso central após um gatilho infeccioso viral.[1]
Sinais e sintomas
Os sintomas geralmente começam na infância e incluem neurodegeneração progressiva, frequentemente desencadeada ou agravada por infecções virais. O quadro pode envolver declínio motor e cognitivo, com evolução para formas fatais. Não há dados específicos de fenótipos adicionais disponíveis nas fontes oficiais consultadas.[1]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene PRF1 (Perforin-1), com padrão de herança autossômico recessivo. Isso significa que a pessoa precisa herdar uma cópia alterada do gene de cada um dos pais para desenvolver a condição. O gene PRF1 é essencial para a função de células do sistema imunológico, e sua deficiência pode levar a uma resposta inflamatória descontrolada após infecções virais, resultando em dano neurodegenerativo.[1][2]
Diagnóstico
O diagnóstico é confirmado por meio de testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é o principal procedimento disponível, permitindo a identificação de mutações no gene PRF1. Atualmente, há 336 testes genéticos registrados e 216 variantes catalogadas no ClinVar associadas a esta condição.[1][2]
Tratamento e manejo
Não há tratamento curativo específico para esta doença. O manejo é baseado em suporte clínico e reabilitação. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima, incluindo atendimento em reabilitação para doenças raras e o sequenciamento completo do exoma (WES) para diagnóstico. O acompanhamento deve ser multidisciplinar, com foco em controle de infecções e suporte neurológico.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é reservado, com evolução fatal na infância ou adolescência. A qualidade de vida depende do suporte multidisciplinar e do controle de infecções intercorrentes. A reabilitação contínua pode ajudar a manter funções motoras e cognitivas pelo maior tempo possível.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A **doença neurodegenerativa pós-viral, forma fatal** é uma enfermidade genética muito rara que atinge crianças e inicia seus sinais na infância. Ela tem transmissão autossômica recessiva e está associada a alterações no gene **PRF1**, responsável pela proteína perforina-1. Não há medicamentos específicos aprovados ou dispensados pelo SUS para curar a condição, e ela não consta em protocolos PCDT oficiais. O suporte no Brasil é realizado por meio de procedimentos públicos de reabilitação voltados a doenças raras e suporte clínico integral.
Doença neurodegenerativa rara e fatal associada a mutações no gene PRF1, com herança autossômica recessiva. Caracteriza-se por progressão neurológica rápida após infecção viral, levando a disfunção multissistêmica e óbito.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Hemophagocytic lymphohistiocytosis, familial, 2
A rare disorder characterized by immune dysregulation with hypercytokinemia, defective function of natural killer cell, and massive infiltration of several organs by activated lymphocytes and macrophages. The clinical features of the disease include fever, hepatosplenomegaly, cytopenia, and less frequently neurological abnormalities ranging from irritability and hypotonia to seizures, cranial nerve deficits and ataxia.
Variantes genéticas (ClinVar)
216 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Doença neurodegenerativa pós-viral, forma fatal
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Pesquisa ativa
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Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Doença neurodegenerativa pós-viral, forma fatal e no aconselhamento genético da família.
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A condição é causada por mutações genéticas no gene **PRF1**, que produz a proteína perforina-1. A sua transmissão segue um modelo de herança autossômica recessiva herdada dos pais.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
3 fontes citadas no texto · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Doença neurodegenerativa pós-viral, forma fatal. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/doenca-neurodegenerativa-pos-viral-forma-fatal
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Doença neurodegenerativa pós-viral, forma fatal
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata