Encefalocelo parietal é uma malformação congênita rara caracterizada pela protrusão de tecido cerebral através de um defeito no crânio na região parietal. Geralmente associada a anomalias neurológicas e craniofaciais, seu manejo é complexo e multidisciplinar.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
O encefalocelo parietal é uma condição rara em que parte do tecido cerebral se projeta para fora do crânio através de uma abertura na região parietal (parte superior e lateral da cabeça). Essa protrusão forma uma bolsa ou saco visível, que pode conter apenas líquido cefalorraquidiano ou também tecido cerebral. A condição está presente desde o nascimento (malformação congênita) e sua causa exata ainda não é completamente compreendida. A prevalência é desconhecida, mas estima-se que seja uma forma muito rara de encefalocelo.[1]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas do encefalocelo parietal variam conforme o tamanho e o conteúdo da protrusão. Podem incluir uma massa visível e palpável no couro cabeludo, na região parietal, que pode aumentar de tamanho quando o bebê chora ou faz esforço. Em alguns casos, podem ocorrer convulsões, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, déficits neurológicos focais (como fraqueza em um lado do corpo) e hidrocefalia (acúmulo de líquido no cérebro). A gravidade depende da quantidade de tecido cerebral herniado e de possíveis malformações associadas.[1]
Causas genéticas
A causa genética do encefalocelo parietal ainda não foi identificada de forma conclusiva. Não há genes específicos associados a esta condição nos bancos de dados científicos atuais. Acredita-se que possa ser resultado de uma combinação de fatores genéticos e ambientais durante o desenvolvimento fetal, mas não há evidências de um padrão hereditário definido. A herança é desconhecida e não há genes listados em fontes oficiais como Orphanet ou GenCC.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico do encefalocelo parietal é geralmente feito por exames de imagem, como ultrassonografia pré-natal, tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) do crânio, que mostram a protrusão de tecido cerebral através de uma falha óssea na região parietal. Após o nascimento, o diagnóstico é confirmado pelo exame físico e pelos mesmos exames de imagem. Exames genéticos podem ser solicitados para investigar possíveis síndromes associadas, mas não há um teste genético específico para esta condição. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para procedimentos como cariótipo, pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES) e dosagem de alfa-fetoproteína, além de atendimento em reabilitação para doenças raras.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento do encefalocelo parietal é essencialmente cirúrgico, com o objetivo de reposicionar o tecido cerebral herniado para dentro do crânio e fechar a abertura óssea (defeito craniano). A cirurgia é geralmente realizada nos primeiros meses de vida, e o momento exato depende da condição clínica do bebê e do tamanho da lesão. O manejo inclui também o acompanhamento multidisciplinar com neurologista, neurocirurgião, geneticista e equipe de reabilitação. Não há medicamentos específicos aprovados para tratar a condição; o uso de medicamentos é voltado para o controle de sintomas como convulsões (anticonvulsivantes) ou hidrocefalia (derivação ventrículo-peritoneal). O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras como parte do suporte.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico do encefalocelo parietal varia amplamente. Crianças com pequenas protrusões contendo apenas líquido cefalorraquidiano geralmente têm bom prognóstico após a correção cirúrgica, com desenvolvimento neurológico normal ou próximo do normal. Já nos casos com grande quantidade de tecido cerebral herniado ou com malformações cerebrais associadas, podem ocorrer déficits neurológicos permanentes, atraso no desenvolvimento, convulsões de difícil controle e hidrocefalia. A qualidade de vida depende da gravidade do caso e da precocidade do tratamento. O acompanhamento multidisciplinar e a reabilitação são fundamentais para maximizar o potencial de desenvolvimento.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Encefalocelo parietal é uma malformação congênita rara caracterizada pela protrusão de tecido cerebral através de um defeito no crânio na região parietal. Geralmente associada a anomalias neurológicas e craniofaciais, seu manejo é complexo e multidisciplinar.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
O encefalocelo parietal é uma condição rara em que parte do tecido cerebral se projeta para fora do crânio através de uma abertura na região parietal (parte superior e lateral da cabeça). Essa protrusão forma uma bolsa ou saco visível, que pode conter apenas líquido cefalorraquidiano ou também tecido cerebral. A condição está presente desde o nascimento (malformação congênita) e sua causa exata ainda não é completamente compreendida. A prevalência é desconhecida, mas estima-se que seja uma forma muito rara de encefalocelo.[1]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas do encefalocelo parietal variam conforme o tamanho e o conteúdo da protrusão. Podem incluir uma massa visível e palpável no couro cabeludo, na região parietal, que pode aumentar de tamanho quando o bebê chora ou faz esforço. Em alguns casos, podem ocorrer convulsões, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, déficits neurológicos focais (como fraqueza em um lado do corpo) e hidrocefalia (acúmulo de líquido no cérebro). A gravidade depende da quantidade de tecido cerebral herniado e de possíveis malformações associadas.[1]
Causas genéticas
A causa genética do encefalocelo parietal ainda não foi identificada de forma conclusiva. Não há genes específicos associados a esta condição nos bancos de dados científicos atuais. Acredita-se que possa ser resultado de uma combinação de fatores genéticos e ambientais durante o desenvolvimento fetal, mas não há evidências de um padrão hereditário definido. A herança é desconhecida e não há genes listados em fontes oficiais como Orphanet ou GenCC.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico do encefalocelo parietal é geralmente feito por exames de imagem, como ultrassonografia pré-natal, tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) do crânio, que mostram a protrusão de tecido cerebral através de uma falha óssea na região parietal. Após o nascimento, o diagnóstico é confirmado pelo exame físico e pelos mesmos exames de imagem. Exames genéticos podem ser solicitados para investigar possíveis síndromes associadas, mas não há um teste genético específico para esta condição. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para procedimentos como cariótipo, pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES) e dosagem de alfa-fetoproteína, além de atendimento em reabilitação para doenças raras.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento do encefalocelo parietal é essencialmente cirúrgico, com o objetivo de reposicionar o tecido cerebral herniado para dentro do crânio e fechar a abertura óssea (defeito craniano). A cirurgia é geralmente realizada nos primeiros meses de vida, e o momento exato depende da condição clínica do bebê e do tamanho da lesão. O manejo inclui também o acompanhamento multidisciplinar com neurologista, neurocirurgião, geneticista e equipe de reabilitação. Não há medicamentos específicos aprovados para tratar a condição; o uso de medicamentos é voltado para o controle de sintomas como convulsões (anticonvulsivantes) ou hidrocefalia (derivação ventrículo-peritoneal). O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras como parte do suporte.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico do encefalocelo parietal varia amplamente. Crianças com pequenas protrusões contendo apenas líquido cefalorraquidiano geralmente têm bom prognóstico após a correção cirúrgica, com desenvolvimento neurológico normal ou próximo do normal. Já nos casos com grande quantidade de tecido cerebral herniado ou com malformações cerebrais associadas, podem ocorrer déficits neurológicos permanentes, atraso no desenvolvimento, convulsões de difícil controle e hidrocefalia. A qualidade de vida depende da gravidade do caso e da precocidade do tratamento. O acompanhamento multidisciplinar e a reabilitação são fundamentais para maximizar o potencial de desenvolvimento.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
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Congenital interparietal encephalocele with porencephlacic cyst: A case report.
Parietal encephalocele is a rare congenital condition involving herniation of brain matter through skull openings. Although isolated cases are reported, concurrent parietal encephalocele with porencephalic cyst is exceptionally rare. A 45-day-old infant presented with parietal scalp swelling since birth. Imaging revealed parietal encephalocele with porencephalic cyst. The encephalocele was surgically repaired with a favorable outcome, while the associated porencephalic cyst was managed conservatively. Preoperative neuroimaging is essential to evaluate the lesion and identify any associated brain abnormalities.
Posterior vault encephaloceles: from antenatal management to post-surgical follow-up-a cooperative study.
Encephalocele is a herniation of intracranial structures associated with a skull anomaly. In Western countries, posterior encephaloceles are more common than anterior encephaloceles and may occur in the parietal (parietal encephalocele, PE) or occipital (occipital encephalocele, OE) region. Although those entities are relatively common in pediatric neurosurgery, large clinical series are scarce, and their clinical outcomes are poorly documented in the literature. We retrospectively analyzed the clinical and radiological findings, post-operative long-term outcomes of consecutive patients diagnosed with posterior encephaloceles from 2010 to 2021 in 3 centers: Hôpital Femme Mère Enfant (Lyon, France); Hôpital Roger Salengro (Lille, France); and Charité Universitätsmedizin (Berlin, Germany). We collected 79 observations, 46 PEs and 33 OEs. Cerebral anomalies were more common in OEs than PEs (15/33, 45% vs 7/46, 15%, p = 0.001). Vascular anomalies were more common in PEs than OEs (41/46, 88% vs 5/33, 15%). All children underwent a surgical correction of the malformation. CSF disorders requiring surgical management were present in 4/33 OEs and 4/46 PEs. During the mean follow-up of 33 months (12-160 months), 3 OEs patients died, and various degrees of psychomotor impairment were found in both entities: 18/33 (54%) OEs and 8/46 (17%) PEs (p = 0.005); however, in most cases of PE, developmental delay was mild. The clinical evolution in OEs is significantly more unfavorable than in PEs. However, even in case of PEs, psychomotor impairments are not uncommon. The presence of herniated cerebral tissue, hydrocephalus, and syndromic context increase the risk of developmental delay.
Polymicrogyria, aventriculy, polydactyly, encephalocele, callosal agenesis (PAPEC): a new syndrome?
Aventriculy is a very rare observation and is generally associated with holoprosencephaly. We report here a case of polymalformation affecting the brain, hands, and feet observed in a highly consanguineous family in Niger. A boy was born from a highly consanguineous family presenting multiple malformations (aventriculy, extreme microcephaly, polydactyly, polymicrogyria, callosal agenesis, and parietal encephalocele). To the best of our knowledge, such association has never been reported so far. We propose to name this association PAPEC (for polymicrogyria, aventriculy, polydactyly, encephalocele, and callosal agenesis). The occurrence of this disease in a highly consanguineous family suggests a genetic origin. Furthermore, we propose hypotheses that could explain pathophysiology of this defect.
Atretic Parietal Cephalocele With First Trimester Chiari Malformation and Sinus Pericranii Companion Case.
Encephaloceles are the type of dysraphism in which a skull defect allows for herniation of meninges, with or without the inclusion of neural tissue, and are commonly associated with agenesis of the corpus callosum. Encephaloceles are classified as frontal, occipital, or parietal, with parietal cephaloceles, or vertex cephaloceles (VC), being the least common. Despite this, VCs present as the most common cause of a midline scalp mass, displaying complex venous and neural malformations commonly referred to as the "tip of the iceberg." Atretic parietal encephaloceles (APC), a type of VC, are benign lesions arising from meningeal and vestigial tissue which have undergone fibrotic degeneration. As a result, prognosis will generally be better than other encephaloceles due to vestigial tissue involvement. Here, we report a neonate presenting with APC, corpus callosum agenesis, and a cingulate gyrus lesion, along with a sinus pericranii companion case for comparison.
Parietal Encephalocele With Fenestrated Superior Sagittal Sinus and Persistent Falcine Sinus.
We present a case of a newborn with a fenestrated superior sagittal sinus and persistent falcine sinus with a parietal encephalocele. The patient was born full-term without any associated pregnancy complications other than meconium-stained amniotic fluid at delivery. Following delivery, MRI brain demonstrated midline parietal encephalocele, persistent falcine sinus, fenestration of the superior sagittal sinus at the level of the encephalocele, subependymal heterotopia, and thick tectum. The patient underwent resection and repair on day 2 of life. MRI performed at 15 weeks of life showed a mild increase in the size of lateral ventricles. The patient did not require a ventriculoperitoneal shunt. This is a novel case that provides a valuable contribution to the existing body of literature about congenital encephalocele associated with persistent falcine sinus, fenestrated superior sagittal sinus, subependymal heterotopia, and thick tectum.
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Atretic Parietal Cephalocele With First Trimester Chiari Malformation and Sinus Pericranii Companion Case.
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CureusNovel mouse model of encephalocele: post-neurulation origin and relationship to open neural tube defects.
Disease models & mechanismsSequential Neuroimaging of the Fetus and Newborn With In Utero Zika Virus Exposure.
JAMA pediatricsMatriderm for Management of Scalp Necrosis Following Surgical Treatment of Giant Parietal Encephalocele.
World neurosurgeryGiant Parietal Encephalocele with Massive Brain Herniation and Suboccipital Encephalocele in a Neonate: An Unusual Form of Double Encephalocele.
World neurosurgeryCongenital interparietal encephalocele: a case report.
Journal of clinical and diagnostic research : JCDRAssociações
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
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- Congenital interparietal encephalocele with porencephlacic cyst: A case report.
- Posterior vault encephaloceles: from antenatal management to post-surgical follow-up-a cooperative study.Child's nervous system : ChNS : official journal of the International Society for Pediatric Neurosurgery· 2025· PMID 39994065mais citado
- Polymicrogyria, aventriculy, polydactyly, encephalocele, callosal agenesis (PAPEC): a new syndrome?Child's nervous system : ChNS : official journal of the International Society for Pediatric Neurosurgery· 2022· PMID 35476093mais citado
- Atretic Parietal Cephalocele With First Trimester Chiari Malformation and Sinus Pericranii Companion Case.
- Parietal Encephalocele With Fenestrated Superior Sagittal Sinus and Persistent Falcine Sinus.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:268826(Orphanet)
- MONDO:0017081(MONDO)
- GARD:20970(GARD (NIH))
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55786795(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Encefalocelo parietal
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata