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Epilepsia progressiva de início precoce com mioclonias contínuas migratórias
ORPHA:1943CID-10 · G40.4PCDT · SUSDOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
Início infantilHerança Unknown

Uma síndrome de epilepsia infantil caracterizada por encefalopatia progressiva de início precoce com mioclonias migratórias e contínuas. Três casos foram relatados. As mioclonias focais contínuas surgiram durante os primeiros meses de vida. Crises mioclônicas bilaterais prolongadas e crises tônico-clônicas generalizadas ocorreram mais tarde. Subsequentemente, surgiu uma encefalopatia progressiva com hipotonia e ataxia. A atrofia cortical foi revelada por tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM). A etiologia é desconhecida.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

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Visão geral

A Epilepsia progressiva de início precoce com mioclonias contínuas migratórias é uma síndrome epiléptica infantil extremamente rara, com prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. A doença se caracteriza por uma encefalopatia progressiva que se manifesta nos primeiros meses de vida, com mioclonias (contrações musculares involuntárias) contínuas e que mudam de localização ao longo do tempo. Até o momento, apenas três casos foram descritos na literatura médica.[1]

Sinais e sintomas

Os primeiros sinais aparecem durante os primeiros meses de vida, com mioclonias focais contínuas e migratórias — ou seja, contrações musculares que ocorrem sem parar e que se deslocam de uma parte do corpo para outra. Com o passar do tempo, podem surgir crises mioclônicas bilaterais prolongadas e crises tônico-clônicas generalizadas (antigamente chamadas de 'grande mal'). A encefalopatia progressiva se manifesta por hipotonia (tônus muscular diminuído) e ataxia (falta de coordenação dos movimentos). Exames de imagem, como tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM), podem revelar atrofia cortical (diminuição do volume do cérebro).[1]

Causas genéticas

Até o momento, a etiologia (causa) da doença é desconhecida. Nenhum gene específico foi identificado como causador da síndrome, e o padrão de herança também não foi estabelecido. As bases genéticas ainda estão sendo investigadas.[1][2]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas característicos (mioclonias contínuas migratórias de início precoce, encefalopatia progressiva) e em exames de imagem que mostram atrofia cortical. Exames genéticos, como o sequenciamento completo do exoma (WES), podem ser utilizados para investigar possíveis causas genéticas, embora até o momento nenhum gene tenha sido confirmado. O código CID-10 associado é G40.4 (outras epilepsias generalizadas e síndromes epilépticas).[1][2]

Tratamento e manejo

Não há tratamento curativo específico para esta síndrome. O manejo é sintomático e de suporte, envolvendo o controle das crises epilépticas com medicamentos anticonvulsivantes (sempre sob prescrição e acompanhamento médico especializado). No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura parcial para o atendimento, incluindo o sequenciamento completo do exoma (WES) e atendimento em reabilitação para doenças raras. O acompanhamento multidisciplinar é essencial para lidar com os sintomas neurológicos e melhorar a qualidade de vida.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico é reservado, uma vez que se trata de uma encefalopatia progressiva. A evolução da doença leva a um agravamento gradual dos sintomas neurológicos, com impacto significativo na qualidade de vida. O suporte multidisciplinar e o tratamento sintomático são fundamentais para oferecer o melhor cuidado possível ao paciente e à família.[1]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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EM LINGUAGEM SIMPLES

A epilepsia progressiva de início precoce com mioclonias contínuas migratórias é uma condição neurológica extremamente rara que tem início nos primeiros meses de vida da criança. Ela se manifesta inicialmente por contrações musculares contínuas que mudam de lugar no corpo, seguidas por outros tipos de crises convulsivas, fraqueza no tônus muscular e dificuldades de coordenação motora. Sua causa exata ainda não é conhecida pela medicina e não foram identificados genes responsáveis catalogados. No Brasil, o Sistema Único de Saúde oferece suporte para o controle das crises epilépticas por meio de diversos medicamentos anticonvulsivantes dispensados pelo protocolo público de epilepsia.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Uma síndrome de epilepsia infantil caracterizada por encefalopatia progressiva de início precoce com mioclonias migratórias e contínuas. Três casos foram relatados. As mioclonias focais contínuas surgiram durante os primeiros meses de vida. Crises mioclônicas bilaterais prolongadas e crises tônico-clônicas generalizadas ocorreram mais tarde. Subsequentemente, surgiu uma encefalopatia progressiva com hipotonia e ataxia. A atrofia cortical foi revelada por tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM). A etiologia é desconhecida.

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
3
pacientes catalogados
Início
Childhood
🏥
SUS: Cobertura parcialScore: 45%
PCDT disponível2 procedimentos SIGTAPCID-10: G40.4
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (2)
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
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Anos de pesquisa30desde 1996
Últimos 10 anos2publicações
Pico20221 papers
Linha do tempo
2000201020201996Hoje · 2026
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Não há cura conhecida ou tratamento curativo específico catalogado nos registros médicos. As abordagens médicas são voltadas para o controle dos sintomas e das crises convulsivas.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

3 fontes citadas no texto · 2 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. Epilepsia
    PCDT · Ministério da Saúde
  3. GARD:2995
    GARD (NIH)
  4. Q55785885
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Epilepsia progressiva de início precoce com mioclonias contínuas migratórias. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/epilepsia-progressiva-de-inicio-precoce-com-mioclonias-continuas-migratorias

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Compêndio · Raras BR

Epilepsia progressiva de início precoce com mioclonias contínuas migratórias

ORPHA:1943 · MONDO:0016026
🇧🇷 Brasil SUS
SIGTAP
2 procedimentos
Geral
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
3 casos conhecidos
Herança
Unknown
CID-10
G40.4 · Outras epilepsias e síndromes epilépticas generalizadas
Início
Childhood
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C4510564
Wikidata

📋 Origem dos dados

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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara