Uma síndrome de epilepsia infantil caracterizada por encefalopatia progressiva de início precoce com mioclonias migratórias e contínuas. Três casos foram relatados. As mioclonias focais contínuas surgiram durante os primeiros meses de vida. Crises mioclônicas bilaterais prolongadas e crises tônico-clônicas generalizadas ocorreram mais tarde. Subsequentemente, surgiu uma encefalopatia progressiva com hipotonia e ataxia. A atrofia cortical foi revelada por tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM). A etiologia é desconhecida.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Epilepsia progressiva de início precoce com mioclonias contínuas migratórias é uma síndrome epiléptica infantil extremamente rara, com prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. A doença se caracteriza por uma encefalopatia progressiva que se manifesta nos primeiros meses de vida, com mioclonias (contrações musculares involuntárias) contínuas e que mudam de localização ao longo do tempo. Até o momento, apenas três casos foram descritos na literatura médica.[1]
Sinais e sintomas
Os primeiros sinais aparecem durante os primeiros meses de vida, com mioclonias focais contínuas e migratórias — ou seja, contrações musculares que ocorrem sem parar e que se deslocam de uma parte do corpo para outra. Com o passar do tempo, podem surgir crises mioclônicas bilaterais prolongadas e crises tônico-clônicas generalizadas (antigamente chamadas de 'grande mal'). A encefalopatia progressiva se manifesta por hipotonia (tônus muscular diminuído) e ataxia (falta de coordenação dos movimentos). Exames de imagem, como tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM), podem revelar atrofia cortical (diminuição do volume do cérebro).[1]
Causas genéticas
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas característicos (mioclonias contínuas migratórias de início precoce, encefalopatia progressiva) e em exames de imagem que mostram atrofia cortical. Exames genéticos, como o sequenciamento completo do exoma (WES), podem ser utilizados para investigar possíveis causas genéticas, embora até o momento nenhum gene tenha sido confirmado. O código CID-10 associado é G40.4 (outras epilepsias generalizadas e síndromes epilépticas).[1][2]
Tratamento e manejo
Não há tratamento curativo específico para esta síndrome. O manejo é sintomático e de suporte, envolvendo o controle das crises epilépticas com medicamentos anticonvulsivantes (sempre sob prescrição e acompanhamento médico especializado). No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura parcial para o atendimento, incluindo o sequenciamento completo do exoma (WES) e atendimento em reabilitação para doenças raras. O acompanhamento multidisciplinar é essencial para lidar com os sintomas neurológicos e melhorar a qualidade de vida.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é reservado, uma vez que se trata de uma encefalopatia progressiva. A evolução da doença leva a um agravamento gradual dos sintomas neurológicos, com impacto significativo na qualidade de vida. O suporte multidisciplinar e o tratamento sintomático são fundamentais para oferecer o melhor cuidado possível ao paciente e à família.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A epilepsia progressiva de início precoce com mioclonias contínuas migratórias é uma condição neurológica extremamente rara que tem início nos primeiros meses de vida da criança. Ela se manifesta inicialmente por contrações musculares contínuas que mudam de lugar no corpo, seguidas por outros tipos de crises convulsivas, fraqueza no tônus muscular e dificuldades de coordenação motora. Sua causa exata ainda não é conhecida pela medicina e não foram identificados genes responsáveis catalogados. No Brasil, o Sistema Único de Saúde oferece suporte para o controle das crises epilépticas por meio de diversos medicamentos anticonvulsivantes dispensados pelo protocolo público de epilepsia.
Uma síndrome de epilepsia infantil caracterizada por encefalopatia progressiva de início precoce com mioclonias migratórias e contínuas. Três casos foram relatados. As mioclonias focais contínuas surgiram durante os primeiros meses de vida. Crises mioclônicas bilaterais prolongadas e crises tônico-clônicas generalizadas ocorreram mais tarde. Subsequentemente, surgiu uma encefalopatia progressiva com hipotonia e ataxia. A atrofia cortical foi revelada por tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM). A etiologia é desconhecida.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Nenhum gene associado encontrado
Os dados genéticos desta condição ainda estão sendo catalogados.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
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Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
3 fontes citadas no texto · 2 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Epilepsia progressiva de início precoce com mioclonias contínuas migratórias. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/epilepsia-progressiva-de-inicio-precoce-com-mioclonias-continuas-migratorias
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Epilepsia progressiva de início precoce com mioclonias contínuas migratórias
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata