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Espasmos epilépticos criptogênicos de início tardio
ORPHA:163708CID-10 · G40.4CID-11 · 8A61.2YDOENÇA RARA
Início infantil

Os espasmos epilépticos criptogênicos de início tardio são uma síndrome epiléptica rara caracterizada por espasmos epilépticos de início tardio (após 1 ano de idade) que ocorrem em salvas, associados a crises tônicas, ausências atípicas e deterioração cognitiva. Dificuldades de linguagem e problemas de comportamento estão frequentemente presentes. O EEG é caracterizado por um foco temporal, ou temporofrontal, de ondas lentas ou pontas, combinado com pontas-ondas síncronas e sem hipsarritmia ou anormalidade da atividade de base.

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Introdução

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Visão geral

Os Espasmos Epilépticos Criptogênicos de Início Tardio são uma síndrome epiléptica rara caracterizada por espasmos epilépticos que começam após o primeiro ano de vida (início tardio). Esses espasmos ocorrem em salvas (grupos) e estão frequentemente associados a crises tônicas, ausências atípicas e deterioração cognitiva. Dificuldades de linguagem e problemas comportamentais também são comuns. O eletroencefalograma (EEG) mostra um foco de ondas lentas ou pontas em regiões temporais ou temporofrontais, combinado com pontas-ondas síncronas, sem a presença de hipsarritmia ou alteração do ritmo de fundo.[1]

Sinais e sintomas

Os principais sinais e sintomas incluem espasmos epilépticos que começam após 1 ano de idade, geralmente em salvas. Podem ocorrer crises tônicas (rigidez muscular súbita) e ausências atípicas (breves lapsos de consciência). A síndrome também está associada a deterioração cognitiva, dificuldades de linguagem e problemas comportamentais.[1]

Causas genéticas

Até o momento, não há genes específicos identificados como causa direta dos Espasmos Epilépticos Criptogênicos de Início Tardio. A condição é classificada como criptogênica, o que significa que a causa subjacente não é claramente identificada, embora possa haver uma base genética ainda não descoberta.[1][2]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas e no padrão característico do eletroencefalograma (EEG), que mostra um foco de ondas lentas ou pontas em regiões temporais ou temporofrontais, com pontas-ondas síncronas, sem hipsarritmia. Exames genéticos, como o sequenciamento completo do exoma (WES), podem ser realizados para investigar causas genéticas subjacentes, embora a maioria dos casos não tenha uma mutação identificada.[1][2]

Tratamento e manejo

O manejo dos Espasmos Epilépticos Criptogênicos de Início Tardio é individualizado e deve ser conduzido por um neurologista especializado. O tratamento geralmente envolve medicamentos anticonvulsivantes para controlar as crises. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para esta condição, incluindo o sequenciamento completo do exoma (WES) e atendimento em reabilitação para doenças raras. É importante que o paciente tenha acompanhamento multidisciplinar, incluindo fonoaudiologia, terapia ocupacional e suporte educacional, para lidar com as dificuldades de linguagem e comportamentais.[1]

Tratamentos citados na literatura

A literatura científica, por meio de mineração de dados (PubTator3), associa os seguintes fármacos a esta condição, mas é importante destacar que essas são associações mineradas de publicações científicas e não representam recomendações de tratamento. O número de publicações entre parênteses indica a frequência com que cada substância aparece nos estudos: adiphenine (1), baclofen (1), chlorphensin-carbamate (1), cyclobenzaprine (1), dantrolene (1), diphemanil (1), drofenine (1), eperisone (1), ethaverine (1), fenoverine (1), flopropione (1), imidafenacin (1), levomenol (1), moxaverine (1), phloroglucin (1), pipenzolate (1), piperidolate (1), tiquizium (1), tizanidine (1), vigabatrin (1).[1]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico dos Espasmos Epilépticos Criptogênicos de Início Tardio é variável. A condição está associada a deterioração cognitiva e dificuldades de linguagem e comportamento, o que pode impactar significativamente a qualidade de vida. O controle das crises com medicamentos e o suporte multidisciplinar são fundamentais para melhorar o desenvolvimento e o bem-estar do paciente.[1]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

💬
EM LINGUAGEM SIMPLES

Os espasmos epilépticos criptogênicos de início tardio são um tipo raro de epilepsia que começa na infância após a criança completar um ano de vida. A família costuma notar crises epilépticas em forma de espasmos agrupados, além de enrijecimento muscular, momentos de ausência e dificuldades no aprendizado e na fala. O termo 'criptogênico' indica que os exames convencionais não conseguem identificar de imediato uma causa específica para as crises. O controle dos sintomas é realizado com medicamentos antiepilépticos, e o SUS entrega gratuitamente tratamentos essenciais como vigabatrina, levetiracetam e ácido valproico por meio do PCDT de Epilepsia.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Os espasmos epilépticos criptogênicos de início tardio são uma síndrome epiléptica rara caracterizada por espasmos epilépticos de início tardio (após 1 ano de idade) que ocorrem em salvas, associados a crises tônicas, ausências atípicas e deterioração cognitiva. Dificuldades de linguagem e problemas de comportamento estão frequentemente presentes. O EEG é caracterizado por um foco temporal, ou temporofrontal, de ondas lentas ou pontas, combinado com pontas-ondas síncronas e sem hipsarritmia ou anormalidade da atividade de base.

Medicamentos
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Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
Unknown
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Início
Childhood
🏥
SUS: Cobertura parcialScore: 15%
2 procedimentos SIGTAPCID-10: G40.4
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (2)
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
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Pico20181 papers
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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
0 papers (10 anos)
#1

[Cryptogenic West syndrome: Clinical profile, response to treatment and prognostic factors].

Anales de pediatria2018 Sep

West syndrome (WS) is an age-dependent epileptic encephalopathy in which the prognosis varies according to the, not always identified, underlying origin. To define the profile of cryptogenic (a least studied isolated sub-group) WS, in Spain. To study its outcome, response to different treatments, and to establish prognostic factors. The study included a review of the medical records of 16 patients diagnosed with cryptogenic WS during the period, 2000-2015. The mean follow-up time was 6.6 years, with a minimum of 2 years. The large majority (11/16) were male. The mean age at onset was 6 months, and 6/16 had a family history of idiopathic epilepsy. The first line treatment with vigabatrin had an electrical-clinical response in 5/16 patients, with the remaining cases responding to adrenocorticotropic hormone (ACTH). Almost half (44%) of the patients progressed to other types of epilepsy, with no difference between those treated with vigabatrin or ACTH. A greater number of adverse effects were obtained with ACTH, with no retinal involvement being observed with vigabatrin. The aetiological cause was found in 2/16. Being female, late onset, and early control of the hypsarrhythmia, were factors of a good prognosis. The overall prognosis of cryptogenic WS was more serious than expected. Although the incidence of Lennox-Gastaut syndrome was low, the progression to focal epilepsy was the most common, with it appearing within the first 2 years of the diagnosis. The initial response to vigabatrin was lower than expected, but the long-term result was comparable to ACTH.

Publicações recentes

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É uma síndrome epiléptica rara que se manifesta na infância, após o primeiro ano de vida. Ela se caracteriza por espasmos que ocorrem em salvas, acompanhados de crises tônicas, ausências atípicas e regressão no desenvolvimento cognitivo e da linguagem.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

3 fontes citadas no texto · 5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:20050
    GARD (NIH)
  3. Q55785572
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Espasmos epilépticos criptogênicos de início tardio. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/espasmos-epilepticos-criptogenicos-de-inicio-tardio

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Compêndio · Raras BR

Espasmos epilépticos criptogênicos de início tardio

ORPHA:163708 · MONDO:0015585
🇧🇷 Brasil SUS
SIGTAP
2 procedimentos
Geral
Prevalência
Unknown
CID-10
G40.4 · Outras epilepsias e síndromes epilépticas generalizadas
CID-11
Início
Childhood
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C4755310
Repurposing
20 candidatos
adiphenine — acetylcholine receptor antagonist
baclofen — benzodiazepine receptor agonist
chlorphensin-carbamate — muscle relaxant
+17 outros
EuropePMC
Wikidata

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara