Os espasmos epilépticos criptogênicos de início tardio são uma síndrome epiléptica rara caracterizada por espasmos epilépticos de início tardio (após 1 ano de idade) que ocorrem em salvas, associados a crises tônicas, ausências atípicas e deterioração cognitiva. Dificuldades de linguagem e problemas de comportamento estão frequentemente presentes. O EEG é caracterizado por um foco temporal, ou temporofrontal, de ondas lentas ou pontas, combinado com pontas-ondas síncronas e sem hipsarritmia ou anormalidade da atividade de base.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
Os Espasmos Epilépticos Criptogênicos de Início Tardio são uma síndrome epiléptica rara caracterizada por espasmos epilépticos que começam após o primeiro ano de vida (início tardio). Esses espasmos ocorrem em salvas (grupos) e estão frequentemente associados a crises tônicas, ausências atípicas e deterioração cognitiva. Dificuldades de linguagem e problemas comportamentais também são comuns. O eletroencefalograma (EEG) mostra um foco de ondas lentas ou pontas em regiões temporais ou temporofrontais, combinado com pontas-ondas síncronas, sem a presença de hipsarritmia ou alteração do ritmo de fundo.[1]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas incluem espasmos epilépticos que começam após 1 ano de idade, geralmente em salvas. Podem ocorrer crises tônicas (rigidez muscular súbita) e ausências atípicas (breves lapsos de consciência). A síndrome também está associada a deterioração cognitiva, dificuldades de linguagem e problemas comportamentais.[1]
Causas genéticas
Até o momento, não há genes específicos identificados como causa direta dos Espasmos Epilépticos Criptogênicos de Início Tardio. A condição é classificada como criptogênica, o que significa que a causa subjacente não é claramente identificada, embora possa haver uma base genética ainda não descoberta.[1][2]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas e no padrão característico do eletroencefalograma (EEG), que mostra um foco de ondas lentas ou pontas em regiões temporais ou temporofrontais, com pontas-ondas síncronas, sem hipsarritmia. Exames genéticos, como o sequenciamento completo do exoma (WES), podem ser realizados para investigar causas genéticas subjacentes, embora a maioria dos casos não tenha uma mutação identificada.[1][2]
Tratamento e manejo
O manejo dos Espasmos Epilépticos Criptogênicos de Início Tardio é individualizado e deve ser conduzido por um neurologista especializado. O tratamento geralmente envolve medicamentos anticonvulsivantes para controlar as crises. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para esta condição, incluindo o sequenciamento completo do exoma (WES) e atendimento em reabilitação para doenças raras. É importante que o paciente tenha acompanhamento multidisciplinar, incluindo fonoaudiologia, terapia ocupacional e suporte educacional, para lidar com as dificuldades de linguagem e comportamentais.[1]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica, por meio de mineração de dados (PubTator3), associa os seguintes fármacos a esta condição, mas é importante destacar que essas são associações mineradas de publicações científicas e não representam recomendações de tratamento. O número de publicações entre parênteses indica a frequência com que cada substância aparece nos estudos: adiphenine (1), baclofen (1), chlorphensin-carbamate (1), cyclobenzaprine (1), dantrolene (1), diphemanil (1), drofenine (1), eperisone (1), ethaverine (1), fenoverine (1), flopropione (1), imidafenacin (1), levomenol (1), moxaverine (1), phloroglucin (1), pipenzolate (1), piperidolate (1), tiquizium (1), tizanidine (1), vigabatrin (1).[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico dos Espasmos Epilépticos Criptogênicos de Início Tardio é variável. A condição está associada a deterioração cognitiva e dificuldades de linguagem e comportamento, o que pode impactar significativamente a qualidade de vida. O controle das crises com medicamentos e o suporte multidisciplinar são fundamentais para melhorar o desenvolvimento e o bem-estar do paciente.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Os espasmos epilépticos criptogênicos de início tardio são um tipo raro de epilepsia que começa na infância após a criança completar um ano de vida. A família costuma notar crises epilépticas em forma de espasmos agrupados, além de enrijecimento muscular, momentos de ausência e dificuldades no aprendizado e na fala. O termo 'criptogênico' indica que os exames convencionais não conseguem identificar de imediato uma causa específica para as crises. O controle dos sintomas é realizado com medicamentos antiepilépticos, e o SUS entrega gratuitamente tratamentos essenciais como vigabatrina, levetiracetam e ácido valproico por meio do PCDT de Epilepsia.
Os espasmos epilépticos criptogênicos de início tardio são uma síndrome epiléptica rara caracterizada por espasmos epilépticos de início tardio (após 1 ano de idade) que ocorrem em salvas, associados a crises tônicas, ausências atípicas e deterioração cognitiva. Dificuldades de linguagem e problemas de comportamento estão frequentemente presentes. O EEG é caracterizado por um foco temporal, ou temporofrontal, de ondas lentas ou pontas, combinado com pontas-ondas síncronas e sem hipsarritmia ou anormalidade da atividade de base.
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Late-onset epileptic spasms: clinical evidence and outcome in 34 patients.
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É uma síndrome epiléptica rara que se manifesta na infância, após o primeiro ano de vida. Ela se caracteriza por espasmos que ocorrem em salvas, acompanhados de crises tônicas, ausências atípicas e regressão no desenvolvimento cognitivo e da linguagem.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
3 fontes citadas no texto · 5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Espasmos epilépticos criptogênicos de início tardio. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/espasmos-epilepticos-criptogenicos-de-inicio-tardio
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
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Espasmos epilépticos criptogênicos de início tardio
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Reposicionamento
- fonte: Drug Repurposing Hub