Condição rara onde há comunicação anormal entre artérias e veias, resultando em fluxo sanguíneo turbulento. Pode causar dor, inchaço e, em casos graves, insuficiência cardíaca.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A fístula arteriovenosa (FAV) é uma condição vascular congênita caracterizada por uma conexão anormal entre uma artéria e uma veia. Essa comunicação direta faz com que o sangue arterial seja desviado para o sistema venoso, contornando os capilares (pequenos vasos que normalmente oxigenam os tecidos). A doença pode se manifestar como veias dilatadas (varizes) com uma coloração avermelhada ou arroxeada, semelhante a uma mancha de vinho do porto.[1]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas da fístula arteriovenosa incluem: uma vibração contínua e perceptível ao toque (frêmito) nos vasos dilatados; um sopro cardíaco contínuo do tipo 'maquinaria', com acentuação durante a sístole (contração do coração); pulso arterial colapsante (pulso em martelo d'água); e o sinal de Nicoladoni-Branham (diminuição da frequência cardíaca ao comprimir a fístula). Além disso, podem ocorrer crescimento excessivo localizado (gigantismo) e úlceras quentes na pele, causadas pela falta de oxigênio nos tecidos (hipóxia).[1]
Causas genéticas
Diagnóstico
O diagnóstico da fístula arteriovenosa é baseado principalmente na avaliação clínica (exame físico) e em exames de imagem, como ultrassonografia com Doppler, angiografia ou ressonância magnética. Não há testes genéticos específicos disponíveis para confirmar a condição, e não há variantes registradas no ClinVar associadas a esta doença.[1][3]
Tratamento e manejo
O manejo da fístula arteriovenosa deve ser individualizado e pode incluir acompanhamento clínico, procedimentos de embolização (fechamento dos vasos anormais por cateter) ou cirurgia corretiva. No Brasil, a condição possui cobertura mínima pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas não há procedimentos específicos listados na tabela SUS para esta doença. Medicamentos específicos para o tratamento da FAV congênita não estão descritos na literatura disponível.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da fístula arteriovenosa congênita varia conforme o tamanho, a localização e a presença de complicações (como insuficiência cardíaca de alto débito ou úlceras). O acompanhamento regular com especialista em doenças vasculares é fundamental para monitorar a evolução e prevenir complicações. Não há dados específicos sobre a expectativa de vida ou qualidade de vida a longo prazo na literatura disponível.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Condição rara onde há comunicação anormal entre artérias e veias, resultando em fluxo sanguíneo turbulento. Pode causar dor, inchaço e, em casos graves, insuficiência cardíaca.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A fístula arteriovenosa (FAV) é uma condição vascular congênita caracterizada por uma conexão anormal entre uma artéria e uma veia. Essa comunicação direta faz com que o sangue arterial seja desviado para o sistema venoso, contornando os capilares (pequenos vasos que normalmente oxigenam os tecidos). A doença pode se manifestar como veias dilatadas (varizes) com uma coloração avermelhada ou arroxeada, semelhante a uma mancha de vinho do porto.[1]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas da fístula arteriovenosa incluem: uma vibração contínua e perceptível ao toque (frêmito) nos vasos dilatados; um sopro cardíaco contínuo do tipo 'maquinaria', com acentuação durante a sístole (contração do coração); pulso arterial colapsante (pulso em martelo d'água); e o sinal de Nicoladoni-Branham (diminuição da frequência cardíaca ao comprimir a fístula). Além disso, podem ocorrer crescimento excessivo localizado (gigantismo) e úlceras quentes na pele, causadas pela falta de oxigênio nos tecidos (hipóxia).[1]
Causas genéticas
Diagnóstico
O diagnóstico da fístula arteriovenosa é baseado principalmente na avaliação clínica (exame físico) e em exames de imagem, como ultrassonografia com Doppler, angiografia ou ressonância magnética. Não há testes genéticos específicos disponíveis para confirmar a condição, e não há variantes registradas no ClinVar associadas a esta doença.[1][3]
Tratamento e manejo
O manejo da fístula arteriovenosa deve ser individualizado e pode incluir acompanhamento clínico, procedimentos de embolização (fechamento dos vasos anormais por cateter) ou cirurgia corretiva. No Brasil, a condição possui cobertura mínima pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas não há procedimentos específicos listados na tabela SUS para esta doença. Medicamentos específicos para o tratamento da FAV congênita não estão descritos na literatura disponível.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da fístula arteriovenosa congênita varia conforme o tamanho, a localização e a presença de complicações (como insuficiência cardíaca de alto débito ou úlceras). O acompanhamento regular com especialista em doenças vasculares é fundamental para monitorar a evolução e prevenir complicações. Não há dados específicos sobre a expectativa de vida ou qualidade de vida a longo prazo na literatura disponível.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Nenhum gene associado encontrado
Os dados genéticos desta condição ainda estão sendo catalogados.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Fístula arteriovenosa
Centros de Referência SUS
24 centros habilitados pelo SUS para Fístula arteriovenosa
Centros para Fístula arteriovenosa
Detalhes dos centros
Hospital Universitário Prof. Edgard Santos (HUPES)
R. Dr. Augusto Viana, s/n - Canela, Salvador - BA, 40110-060 · CNES 0003808
Serviço de Referência
Hospital Infantil Albert Sabin
R. Tertuliano Sales, 544 - Vila União, Fortaleza - CE, 60410-794 · CNES 2407876
Serviço de Referência
Hospital de Apoio de Brasília (HAB)
AENW 3 Lote A Setor Noroeste - Plano Piloto, Brasília - DF, 70684-831 · CNES 0010456
Serviço de Referência
Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (HIABA)
Av. Min. Salgado Filho, 918 - Soteco, Vila Velha - ES, 29106-010 · CNES 6631207
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da UFG
Rua 235 QD. 68 Lote Área, Nº 285, s/nº - Setor Leste Universitário, Goiânia - GO, 74605-050 · CNES 2338424
Serviço de Referência
Hospital Universitário da UFJF
R. Catulo Breviglieri, Bairro - s/n - Santa Catarina, Juiz de Fora - MG, 36036-110 · CNES 2297442
Atenção Especializada
Hospital das Clínicas da UFMG
Av. Prof. Alfredo Balena, 110 - Santa Efigênia, Belo Horizonte - MG, 30130-100 · CNES 2280167
Serviço de Referência
Hospital Universitário Julio Müller (HUJM)
R. Luis Philippe Pereira Leite, s/n - Alvorada, Cuiabá - MT, 78048-902 · CNES 2726092
Atenção Especializada
Hospital Universitário João de Barros Barreto
R. dos Mundurucus, 4487 - Guamá, Belém - PA, 66073-000 · CNES 2337878
Serviço de Referência
Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW)
R. Tabeliao Estanislau Eloy, 585 - Castelo Branco, João Pessoa - PB, 58050-585 · CNES 0002470
Atenção Especializada
Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP)
R. dos Coelhos, 300 - Boa Vista, Recife - PE, 50070-902 · CNES 0000647
Serviço de Referência
Hospital Pequeno Príncipe
R. Des. Motta, 1070 - Água Verde, Curitiba - PR, 80250-060 · CNES 3143805
Serviço de Referência
Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM)
Av. Mandacaru, 1590 - Parque das Laranjeiras, Maringá - PR, 87083-240 · CNES 2216108
Atenção Especializada
Hospital de Clínicas da UFPR
R. Gen. Carneiro, 181 - Alto da Glória, Curitiba - PR, 80060-900 · CNES 2364980
Serviço de Referência
Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE-UERJ)
Blvd. 28 de Setembro, 77 - Vila Isabel, Rio de Janeiro - RJ, 20551-030 · CNES 2280221
Serviço de Referência
Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz)
Av. Rui Barbosa, 716 - Flamengo, Rio de Janeiro - RJ, 22250-020 · CNES 2269988
Serviço de Referência
Hospital São Lucas da PUCRS
Av. Ipiranga, 6690 - Jardim Botânico, Porto Alegre - RS, 90610-000 · CNES 2232928
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA)
Rua Ramiro Barcelos, 2350 Bloco A - Av. Protásio Alves, 211 - Bloco B e C - Santa Cecília, Porto Alegre - RS, 90035-903 · CNES 2237601
Serviço de Referência
Hospital Universitário da UFSC (HU-UFSC)
R. Profa. Maria Flora Pausewang - Trindade, Florianópolis - SC, 88036-800 · CNES 2560356
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da FMUSP
R. Dr. Ovídio Pires de Campos, 225 - Cerqueira César, São Paulo - SP, 05403-010 · CNES 2077485
Serviço de Referência
Hospital de Base de São José do Rio Preto
Av. Brg. Faria Lima, 5544 - Vila Sao Jose, São José do Rio Preto - SP, 15090-000 · CNES 2079798
Atenção Especializada
Hospital de Clínicas da UNICAMP
R. Vital Brasil, 251 - Cidade Universitária, Campinas - SP, 13083-888 · CNES 2748223
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Ribeirão Preto (HCRP-USP)
R. Ten. Catão Roxo, 3900 - Vila Monte Alegre, Ribeirão Preto - SP, 14015-010 · CNES 2082187
Serviço de Referência
UNIFESP / Hospital São Paulo
R. Napoleão de Barros, 715 - Vila Clementino, São Paulo - SP, 04024-002 · CNES 2688689
Serviço de Referência
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
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Publicações recentes
Intra-abdominal arterial fistulae: Imaging findings and the importance of early diagnosis.
Effect of transarterial embolization of iatrogenic renal artery pseudoaneurysms without or with arteriovenous fistula on renal function at 6-month follow-up.
Unexpected identification of peak systolic velocity in the radial artery as a risk factor for functional primary patency of radiocephalic fistulas.
Is it possible to reach the catheter target proposed by the guidelines? Reasons for catheter use in prevalent hemodialysis patients.
Preoperative mapping and multidisciplinary team are the key to success of arteriovenous access for hemodialysis.
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- Intra-abdominal arterial fistulae: Imaging findings and the importance of early diagnosis.
- Effect of transarterial embolization of iatrogenic renal artery pseudoaneurysms without or with arteriovenous fistula on renal function at 6-month follow-up.
- Unexpected identification of peak systolic velocity in the radial artery as a risk factor for functional primary patency of radiocephalic fistulas.
- Is it possible to reach the catheter target proposed by the guidelines? Reasons for catheter use in prevalent hemodialysis patients.
- Preoperative mapping and multidisciplinary team are the key to success of arteriovenous access for hemodialysis.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:98731(Orphanet)
- MONDO:0020296(MONDO)
- GARD:19560(GARD (NIH))
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Artigo Wikipedia(Wikipedia)
- Q707837(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Fístula arteriovenosa
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata