Uma abertura persistente no septo atrial após o nascimento. Embora seja uma parte normal da circulação fetal, o forame oval deve se fechar assim que o recém-nascido começa a respirar e a pressão no átrio esquerdo excede a do átrio direito. Embora o FOP seja geralmente assintomático, ele pode levar à passagem de coágulos da circulação venosa para a circulação arterial, resultando em êmbolos paradoxais e possíveis acidentes vasculares cerebrais.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
O forame oval patente (FOP) é uma condição cardíaca caracterizada pela persistência de uma abertura no septo atrial após o nascimento. Durante a vida fetal, essa abertura (forame oval) é essencial para a circulação sanguínea, mas normalmente se fecha logo após o nascimento, quando o bebê começa a respirar e a pressão no átrio esquerdo supera a do átrio direito. No FOP, essa abertura não se fecha completamente, permanecendo patente. Embora geralmente não cause sintomas, o FOP pode permitir a passagem de coágulos da circulação venosa para a circulação arterial, levando a êmbolos paradoxais e, potencialmente, a acidentes vasculares cerebrais (AVCs).[1]
Sinais e sintomas
O forame oval patente é geralmente assintomático, ou seja, a maioria das pessoas não apresenta sintomas. No entanto, em alguns casos, a condição pode estar associada a eventos como acidente vascular cerebral (AVC) ou ataque isquêmico transitório (AIT), especialmente em pessoas jovens sem outros fatores de risco. Esses eventos ocorrem quando um coágulo formado na circulação venosa atravessa o FOP e atinge a circulação arterial (embolia paradoxal).[1]
Causas genéticas
Até o momento, não há genes específicos identificados como causa direta do forame oval patente. A condição é considerada uma variação anatômica comum, e sua origem exata não é completamente compreendida. Estudos genéticos estão em andamento, mas ainda não há evidências conclusivas sobre hereditariedade ou mutações associadas.[1][2]
Diagnóstico
O diagnóstico do forame oval patente é geralmente realizado por meio de exames de imagem cardíaca, como ecocardiograma transtorácico ou transesofágico, muitas vezes com a injeção de contraste (solução salina agitada) para visualizar a passagem de bolhas entre os átrios. Não há testes genéticos específicos disponíveis para o FOP, e o diagnóstico é baseado exclusivamente em achados clínicos e de imagem.[1][2][3]
Tratamento e manejo
O manejo do forame oval patente depende da presença de sintomas e do risco de eventos tromboembólicos. Em muitos casos assintomáticos, nenhum tratamento é necessário. Quando há histórico de AVC ou AIT sem outra causa identificada, o tratamento pode incluir o uso de medicamentos antitrombóticos (como aspirina ou varfarina) para prevenir a formação de coágulos. Em situações selecionadas, o fechamento percutâneo do FOP com dispositivos (como os feitos de nitinol) pode ser considerado. A decisão terapêutica deve ser individualizada, com base na avaliação médica.[1][3]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica menciona diversos fármacos e substâncias em associação com o forame oval patente, com base em estudos e publicações. É importante destacar que essas são associações mineradas da literatura e não representam recomendações de tratamento. Os principais compostos citados são: Aspirina (31 publicações), Varfarina (31 publicações), Oxigênio (22 publicações), Heparina (22 publicações), Clopidogrel (18 publicações), Cloreto de Sódio (12 publicações), Apixabana (7 publicações), Nitinol (7 publicações), Níquel (5 publicações) e Óxido Nítrico (5 publicações).[3]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico do forame oval patente é geralmente excelente para a maioria das pessoas, que permanecem assintomáticas ao longo da vida. Em casos raros, quando associado a eventos tromboembólicos, o tratamento adequado pode reduzir significativamente o risco de novos eventos. A qualidade de vida não é afetada na maioria dos indivíduos, e não há restrições específicas de atividades para portadores assintomáticos.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
O forame oval patente é uma comunicação entre as cavidades superiores do coração que permaneceu aberta após o nascimento. Geralmente ele não causa dores ou sintomas aparentes no cotidiano das pessoas. Em determinadas situações, a abertura pode permitir que coágulos de sangue cheguem às artérias, podendo levar a complicações neurológicas como o acidente vascular cerebral. No Brasil, a condição não consta na lista oficial de diretrizes e PCDTs para doenças raras do Ministério da Saúde.
Uma abertura persistente no septo atrial após o nascimento. Embora seja uma parte normal da circulação fetal, o forame oval deve se fechar assim que o recém-nascido começa a respirar e a pressão no átrio esquerdo excede a do átrio direito. Embora o FOP seja geralmente assintomático, ele pode levar à passagem de coágulos da circulação venosa para a circulação arterial, resultando em êmbolos paradoxais e possíveis acidentes vasculares cerebrais.
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Na maioria dos casos, o forame oval patente é assintomático e passa despercebido. No entanto, pode permitir que coágulos alcancem a circulação arterial, provocando embolia paradoxal ou AVC.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
4 fontes citadas no texto · 1 publicação do grafo RarasNet (PubMed) · 3 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Forame oval patente. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/forame-oval-patente
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Forame oval patente
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Ensaios clínicos
- fonte: ClinicalTrials.gov