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Halitose extra-oral autossômica recessiva
ORPHA:562538CID-10 · E88.8DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
Herança AR
Também conhecida comoMau hálitoMal hálitoHálitoMTO

Anomalia inata rara do metabolismo caracterizado por hálito com odor de repolho e níveis elevados de metanotiol e dimetilsulfeto na respiração oral e nasal, devido à deficiência de metanotiol oxidase. O exame laboratorial mostra níveis elevados de dimetilsulfeto, dimetilsulfóxido e dimetilsulfona no sangue, líquido cefalorraquidiano (LCR) e urina.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · atualizado 15/06/2026Revisão médica pendente
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Visão geral

A Halitose extra-oral autossômica recessiva é uma condição genética rara caracterizada por mau hálito persistente que não se origina na boca, mas sim de causas sistêmicas. A doença é causada por alterações no gene SELENBP1, que produz uma enzima chamada metanotiol oxidase. Essa enzima é responsável por quebrar compostos sulfurados voláteis no organismo; quando sua função está prejudicada, esses compostos se acumulam e são liberados pela respiração, resultando em halitose.[1]

Sinais e sintomas

O principal sintoma é o mau hálito persistente, que não melhora com higiene bucal ou tratamentos dentários. A halitose é descrita como tendo odor característico de enxofre ou ovo podre. Não há outros sintomas físicos ou funcionais relatados na literatura científica disponível até o momento.[1]

Causas genéticas

A condição é causada por mutações no gene SELENBP1 (localizado no cromossomo 1), que fornece instruções para a produção da enzima metanotiol oxidase. Essa enzima converte o metanotiol (um composto sulfurado) em substâncias inodoras. Quando o gene está alterado, a enzima não funciona corretamente, levando ao acúmulo de metanotiol e outros compostos voláteis que são eliminados pela respiração. A herança é autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar uma cópia alterada do gene de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][2]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica da halitose persistente, após exclusão de causas bucais, otorrinolaringológicas e gastrointestinais. A confirmação é feita por teste genético que identifica mutações no gene SELENBP1. Atualmente, existem 18 variantes patogênicas registradas no ClinVar para esse gene, e 336 testes genéticos disponíveis para a condição. O código CID-10 associado é E88.8 (outros transtornos especificados do metabolismo).[1][2]

Tratamento e manejo

Não há tratamento curativo específico aprovado para a Halitose extra-oral autossômica recessiva. O manejo é focado no controle dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Estratégias como dieta pobre em alimentos ricos em enxofre (como alho, cebola e couve-flor), uso de probióticos e suplementação de zinco podem ser discutidas com o médico, mas não há evidências robustas de eficácia. A condição não possui cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil.[1]

Tratamentos citados na literatura

Não há fármacos ou intervenções específicas listadas na literatura científica como tratamento para esta condição. As informações disponíveis se limitam a relatos de caso e estudos genéticos. Qualquer abordagem terapêutica deve ser discutida individualmente com um médico geneticista ou especialista em doenças metabólicas.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

A Halitose extra-oral autossômica recessiva não é uma doença progressiva ou que reduza a expectativa de vida. O principal impacto é social e psicológico, devido ao odor persistente. Com suporte psicológico e estratégias de manejo, a maioria das pessoas consegue levar uma vida normal. O aconselhamento genético é recomendado para famílias afetadas.[1]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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EM LINGUAGEM SIMPLES

A halitose extra-oral autossômica recessiva é uma condição genética rara em que alterações metabólicas levam a mudanças perceptíveis no hálito, não causadas por problemas na boca. Ela é causada por alterações no gene SELENBP1, que produz a enzima methanethiol oxidase envolvida no metabolismo do corpo. No dia a dia, a principal manifestação percebida pela família e pela pessoa é a presença contínua de odor característico, referido comumente como mau hálito. No Brasil, a doença não conta com Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) no SUS, de modo que o cuidado deve ser individualizado com apoio de especialistas.

Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes
[1] Orphanet [3] GenCC [5] Ministério da Saúde — lista oficial de…
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Anomalia inata rara do metabolismo caracterizado por hálito com odor de repolho e níveis elevados de metanotiol e dimetilsulfeto na respiração oral e nasal, devido à deficiência de metanotiol oxidase. O exame laboratorial mostra níveis elevados de dimetilsulfeto, dimetilsulfóxido e dimetilsulfona no sangue, líquido cefalorraquidiano (LCR) e urina.

Medicamentos
1 com registro
Penicillamine (PENICILLAMINE)

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✓ 1 medicamento específico desta doença (registro ANVISA, FDA ou SUS/CEAF)
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PENICILLAMINE (PENICILLAMINE)
🏥
SUS: Sem cobertura SUSScore: 0%
CID-10: E88.8
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Sinais e sintomas

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição.

Autosomal recessive
SELENBP1Methanethiol oxidaseDisease-causing germline mutation(s) inTolerante
MECANISMO DE DOENÇA

Extraoral halitosis due to methanethiol oxidase deficiency

An autosomal recessive malodor condition characterized by extraoral blood-borne halitosis resulting from the accumulation of sulfur-containing metabolites. In extraoral blood-borne halitosis, malodorant compounds are carried to the lungs, where they enter the breath. Affected individuals have a cabbage-like breath odor, high levels of methanethiol and dimethylsulfide in oral and nasal breath, and elevated urinary excretion of dimethylsulfoxide in the absence of intake of dimethylsulfide-containing food or use of sulfur-containing medication, lower-gastrointestinal problems, and known metabolic defects, such as methionine adenosyltransferase deficiency and tyrosinemia.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Cólon transverso
628.7 TPM
Tireoide
372.8 TPM
Fígado
212.1 TPM
Estômago
189.0 TPM
Pulmão
176.0 TPM
OUTRAS DOENÇAS (2)
extraoral halitosis due to methanethiol oxidase deficiencyautosomal recessive extra-oral halitosis
HGNC:10719UniProt:Q13228

Medicamentos aprovados (FDA)

1 medicamento encontrado nos registros da FDA americana.

💊 Penicillamine (PENICILLAMINE)
Ver no DailyMed/FDA

Variantes genéticas (ClinVar)

18 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 SELENBP1: GRCh37/hg19 1q21.1-44(chr1:143932350-249224684)x3 ()
🧬 SELENBP1: GRCh37/hg19 1q21.1-21.3(chr1:145398178-151386947)x3 ()
🧬 SELENBP1: NC_000001.10:g.(?_151314662)_(151666077_?)del ()
🧬 SELENBP1: GRCh37/hg19 1q21.1-23.1(chr1:146577511-157155587)x3 ()
🧬 SELENBP1: GRCh37/hg19 1q21.1-23.1(chr1:144368497-158992086)x3 ()
Ver todas no ClinVar

Diagnóstico

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A condição é causada por alterações no gene SELENBP1. Esse gene é responsável pela produção da enzima methanethiol oxidase no organismo.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

3 fontes citadas no texto · 5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:17996
    GARD (NIH)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Halitose extra-oral autossômica recessiva. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/halitose-extra-oral-autossomica-recessiva

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Compêndio · Raras BR

Halitose extra-oral autossômica recessiva

ORPHA:562538 · MONDO:0034186
CID-10
E88.8 · Outros distúrbios especificados do metabolismo
MedGen
UMLS
C4748387
Wikipedia
Evidência
🥉 Relato de caso

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Medicamentos aprovados FDA
fonte: FDA OpenFDA
Rara