Anomalia inata rara do metabolismo caracterizado por hálito com odor de repolho e níveis elevados de metanotiol e dimetilsulfeto na respiração oral e nasal, devido à deficiência de metanotiol oxidase. O exame laboratorial mostra níveis elevados de dimetilsulfeto, dimetilsulfóxido e dimetilsulfona no sangue, líquido cefalorraquidiano (LCR) e urina.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Halitose extra-oral autossômica recessiva é uma condição genética rara caracterizada por mau hálito persistente que não se origina na boca, mas sim de causas sistêmicas. A doença é causada por alterações no gene SELENBP1, que produz uma enzima chamada metanotiol oxidase. Essa enzima é responsável por quebrar compostos sulfurados voláteis no organismo; quando sua função está prejudicada, esses compostos se acumulam e são liberados pela respiração, resultando em halitose.[1]
Sinais e sintomas
O principal sintoma é o mau hálito persistente, que não melhora com higiene bucal ou tratamentos dentários. A halitose é descrita como tendo odor característico de enxofre ou ovo podre. Não há outros sintomas físicos ou funcionais relatados na literatura científica disponível até o momento.[1]
Causas genéticas
A condição é causada por mutações no gene SELENBP1 (localizado no cromossomo 1), que fornece instruções para a produção da enzima metanotiol oxidase. Essa enzima converte o metanotiol (um composto sulfurado) em substâncias inodoras. Quando o gene está alterado, a enzima não funciona corretamente, levando ao acúmulo de metanotiol e outros compostos voláteis que são eliminados pela respiração. A herança é autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar uma cópia alterada do gene de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica da halitose persistente, após exclusão de causas bucais, otorrinolaringológicas e gastrointestinais. A confirmação é feita por teste genético que identifica mutações no gene SELENBP1. Atualmente, existem 18 variantes patogênicas registradas no ClinVar para esse gene, e 336 testes genéticos disponíveis para a condição. O código CID-10 associado é E88.8 (outros transtornos especificados do metabolismo).[1][3]
Tratamento e manejo
Não há tratamento curativo específico aprovado para a Halitose extra-oral autossômica recessiva. O manejo é focado no controle dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Estratégias como dieta pobre em alimentos ricos em enxofre (como alho, cebola e couve-flor), uso de probióticos e suplementação de zinco podem ser discutidas com o médico, mas não há evidências robustas de eficácia. A condição não possui cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil.[1]
Tratamentos citados na literatura
Não há fármacos ou intervenções específicas listadas na literatura científica como tratamento para esta condição. As informações disponíveis se limitam a relatos de caso e estudos genéticos. Qualquer abordagem terapêutica deve ser discutida individualmente com um médico geneticista ou especialista em doenças metabólicas.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
A Halitose extra-oral autossômica recessiva não é uma doença progressiva ou que reduza a expectativa de vida. O principal impacto é social e psicológico, devido ao odor persistente. Com suporte psicológico e estratégias de manejo, a maioria das pessoas consegue levar uma vida normal. O aconselhamento genético é recomendado para famílias afetadas.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Anomalia inata rara do metabolismo caracterizado por hálito com odor de repolho e níveis elevados de metanotiol e dimetilsulfeto na respiração oral e nasal, devido à deficiência de metanotiol oxidase. O exame laboratorial mostra níveis elevados de dimetilsulfeto, dimetilsulfóxido e dimetilsulfona no sangue, líquido cefalorraquidiano (LCR) e urina.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Halitose extra-oral autossômica recessiva é uma condição genética rara caracterizada por mau hálito persistente que não se origina na boca, mas sim de causas sistêmicas. A doença é causada por alterações no gene SELENBP1, que produz uma enzima chamada metanotiol oxidase. Essa enzima é responsável por quebrar compostos sulfurados voláteis no organismo; quando sua função está prejudicada, esses compostos se acumulam e são liberados pela respiração, resultando em halitose.[1]
Sinais e sintomas
O principal sintoma é o mau hálito persistente, que não melhora com higiene bucal ou tratamentos dentários. A halitose é descrita como tendo odor característico de enxofre ou ovo podre. Não há outros sintomas físicos ou funcionais relatados na literatura científica disponível até o momento.[1]
Causas genéticas
A condição é causada por mutações no gene SELENBP1 (localizado no cromossomo 1), que fornece instruções para a produção da enzima metanotiol oxidase. Essa enzima converte o metanotiol (um composto sulfurado) em substâncias inodoras. Quando o gene está alterado, a enzima não funciona corretamente, levando ao acúmulo de metanotiol e outros compostos voláteis que são eliminados pela respiração. A herança é autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar uma cópia alterada do gene de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica da halitose persistente, após exclusão de causas bucais, otorrinolaringológicas e gastrointestinais. A confirmação é feita por teste genético que identifica mutações no gene SELENBP1. Atualmente, existem 18 variantes patogênicas registradas no ClinVar para esse gene, e 336 testes genéticos disponíveis para a condição. O código CID-10 associado é E88.8 (outros transtornos especificados do metabolismo).[1][3]
Tratamento e manejo
Não há tratamento curativo específico aprovado para a Halitose extra-oral autossômica recessiva. O manejo é focado no controle dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Estratégias como dieta pobre em alimentos ricos em enxofre (como alho, cebola e couve-flor), uso de probióticos e suplementação de zinco podem ser discutidas com o médico, mas não há evidências robustas de eficácia. A condição não possui cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil.[1]
Tratamentos citados na literatura
Não há fármacos ou intervenções específicas listadas na literatura científica como tratamento para esta condição. As informações disponíveis se limitam a relatos de caso e estudos genéticos. Qualquer abordagem terapêutica deve ser discutida individualmente com um médico geneticista ou especialista em doenças metabólicas.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
A Halitose extra-oral autossômica recessiva não é uma doença progressiva ou que reduza a expectativa de vida. O principal impacto é social e psicológico, devido ao odor persistente. Com suporte psicológico e estratégias de manejo, a maioria das pessoas consegue levar uma vida normal. O aconselhamento genético é recomendado para famílias afetadas.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Catalyzes the oxidation of methanethiol, an organosulfur compound known to be produced in substantial amounts by gut bacteria (PubMed:29255262). Selenium-binding protein which may be involved in the sensing of reactive xenobiotics in the cytoplasm. May be involved in intra-Golgi protein transport (By similarity)
NucleusCytoplasm, cytosolMembrane
Extraoral halitosis due to methanethiol oxidase deficiency
An autosomal recessive malodor condition characterized by extraoral blood-borne halitosis resulting from the accumulation of sulfur-containing metabolites. In extraoral blood-borne halitosis, malodorant compounds are carried to the lungs, where they enter the breath. Affected individuals have a cabbage-like breath odor, high levels of methanethiol and dimethylsulfide in oral and nasal breath, and elevated urinary excretion of dimethylsulfoxide in the absence of intake of dimethylsulfide-containing food or use of sulfur-containing medication, lower-gastrointestinal problems, and known metabolic defects, such as methionine adenosyltransferase deficiency and tyrosinemia.
Medicamentos aprovados (FDA)
1 medicamento encontrado nos registros da FDA americana.
Variantes genéticas (ClinVar)
18 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Bases de dados externas citadas neste artigo
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Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:562538(Orphanet)
- MONDO:0034186(MONDO)
- GARD:17996(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Artigo Wikipedia(Wikipedia)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Halitose extra-oral autossômica recessiva
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Medicamentos aprovados FDA
- fonte: FDA OpenFDA
- Ensaios clínicos
- fonte: ClinicalTrials.gov