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Hiperinsulinismo autossômico recessivo por deficiência de SUR1
ORPHA:79643CID-10 · E16.1DOENÇA RARA
Herança AR

Doença rara autossômica recessiva causada por mutações no gene ABCC8, resultando em hiperinsulinismo congênito. Caracteriza-se por hipoglicemia persistente devido à secreção desregulada de insulina pelo pâncreas.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 16/06/2026
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

O hiperinsulinismo autossômico recessivo por deficiência de SUR1 é uma doença genética rara que leva a uma produção excessiva e desregulada de insulina pelo pâncreas, causando episódios de hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue). A condição é causada por alterações no gene ABCC8, que codifica a proteína SUR1, essencial para o funcionamento adequado dos canais de potássio nas células beta do pâncreas. A deficiência de SUR1 impede a regulação normal da liberação de insulina, resultando em hipoglicemia grave e recorrente, especialmente em jejum ou após refeições.[1]

Sinais e sintomas

Os principais sinais e sintomas decorrem da hipoglicemia e incluem: irritabilidade, sudorese, tremores, taquicardia, palidez, sonolência, confusão mental, convulsões e, em casos graves, perda de consciência. Em bebês e crianças, a hipoglicemia não tratada pode causar danos neurológicos permanentes, como atraso no desenvolvimento e epilepsia. Os episódios geralmente ocorrem em jejum, mas também podem ser desencadeados por estresse ou infecções.[1]

Causas genéticas

A doença é causada por mutações no gene ABCC8 (ATP-binding cassette sub-family C member 8), localizado no cromossomo 11p15.1. Este gene fornece instruções para a produção da proteína SUR1, uma subunidade do canal de potássio sensível ao ATP nas células beta pancreáticas. Mutações que inativam o SUR1 impedem o fechamento adequado do canal, levando à liberação contínua de insulina, independentemente dos níveis de glicose no sangue. A herança é autossômica recessiva, ou seja, a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][3]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na suspeita clínica de hipoglicemia hiperinsulinêmica, confirmada por exames laboratoriais que mostram níveis elevados de insulina e peptídeo C durante episódios de hipoglicemia, com baixos níveis de corpos cetônicos e ácidos graxos livres. O diagnóstico genético é feito por sequenciamento do gene ABCC8, que pode identificar mutações patogênicas. Atualmente, há 802 variantes do gene ABCC8 catalogadas no ClinVar, banco de dados público de variantes genéticas. O teste genético está disponível e é fundamental para confirmar o diagnóstico e orientar o aconselhamento familiar.[1][3]

Tratamento e manejo

O manejo do hiperinsulinismo autossômico recessivo por deficiência de SUR1 visa prevenir a hipoglicemia e evitar danos neurológicos. As principais estratégias incluem: alimentação frequente (com intervalos curtos), uso de glicose intravenosa em crises agudas, e medicamentos que reduzem a secreção de insulina, como diazóxido (que abre os canais de potássio) e análogos da somatostatina (como octreotida). Em casos refratários, pode ser necessária a pancreatectomia parcial ou total (remoção cirúrgica de parte ou de todo o pâncreas). O tratamento deve ser individualizado e acompanhado por uma equipe multidisciplinar especializada em doenças metabólicas e endocrinologia pediátrica.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico depende do diagnóstico precoce e do controle adequado da hipoglicemia. Com tratamento intensivo e monitoramento contínuo da glicemia, muitas crianças podem ter um desenvolvimento neurológico normal. No entanto, episódios graves e recorrentes de hipoglicemia podem levar a sequelas neurológicas permanentes, como deficiência intelectual, epilepsia e distúrbios de comportamento. A qualidade de vida pode ser impactada pela necessidade de alimentação frequente, uso de medicamentos e, em alguns casos, cirurgia. O acompanhamento multidisciplinar é essencial para otimizar o desenvolvimento e o bem-estar da pessoa afetada.[1]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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Doença rara autossômica recessiva causada por mutações no gene ABCC8, resultando em hiperinsulinismo congênito. Caracteriza-se por hipoglicemia persistente devido à secreção desregulada de insulina pelo pâncreas.

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SUS: Sem cobertura SUSScore: 0%
CID-10: E16.1
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Sinais e sintomas

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Visão geral

O hiperinsulinismo autossômico recessivo por deficiência de SUR1 é uma doença genética rara que leva a uma produção excessiva e desregulada de insulina pelo pâncreas, causando episódios de hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue). A condição é causada por alterações no gene ABCC8, que codifica a proteína SUR1, essencial para o funcionamento adequado dos canais de potássio nas células beta do pâncreas. A deficiência de SUR1 impede a regulação normal da liberação de insulina, resultando em hipoglicemia grave e recorrente, especialmente em jejum ou após refeições.[1]

Sinais e sintomas

Os principais sinais e sintomas decorrem da hipoglicemia e incluem: irritabilidade, sudorese, tremores, taquicardia, palidez, sonolência, confusão mental, convulsões e, em casos graves, perda de consciência. Em bebês e crianças, a hipoglicemia não tratada pode causar danos neurológicos permanentes, como atraso no desenvolvimento e epilepsia. Os episódios geralmente ocorrem em jejum, mas também podem ser desencadeados por estresse ou infecções.[1]

Causas genéticas

A doença é causada por mutações no gene ABCC8 (ATP-binding cassette sub-family C member 8), localizado no cromossomo 11p15.1. Este gene fornece instruções para a produção da proteína SUR1, uma subunidade do canal de potássio sensível ao ATP nas células beta pancreáticas. Mutações que inativam o SUR1 impedem o fechamento adequado do canal, levando à liberação contínua de insulina, independentemente dos níveis de glicose no sangue. A herança é autossômica recessiva, ou seja, a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][3]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na suspeita clínica de hipoglicemia hiperinsulinêmica, confirmada por exames laboratoriais que mostram níveis elevados de insulina e peptídeo C durante episódios de hipoglicemia, com baixos níveis de corpos cetônicos e ácidos graxos livres. O diagnóstico genético é feito por sequenciamento do gene ABCC8, que pode identificar mutações patogênicas. Atualmente, há 802 variantes do gene ABCC8 catalogadas no ClinVar, banco de dados público de variantes genéticas. O teste genético está disponível e é fundamental para confirmar o diagnóstico e orientar o aconselhamento familiar.[1][3]

Tratamento e manejo

O manejo do hiperinsulinismo autossômico recessivo por deficiência de SUR1 visa prevenir a hipoglicemia e evitar danos neurológicos. As principais estratégias incluem: alimentação frequente (com intervalos curtos), uso de glicose intravenosa em crises agudas, e medicamentos que reduzem a secreção de insulina, como diazóxido (que abre os canais de potássio) e análogos da somatostatina (como octreotida). Em casos refratários, pode ser necessária a pancreatectomia parcial ou total (remoção cirúrgica de parte ou de todo o pâncreas). O tratamento deve ser individualizado e acompanhado por uma equipe multidisciplinar especializada em doenças metabólicas e endocrinologia pediátrica.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico depende do diagnóstico precoce e do controle adequado da hipoglicemia. Com tratamento intensivo e monitoramento contínuo da glicemia, muitas crianças podem ter um desenvolvimento neurológico normal. No entanto, episódios graves e recorrentes de hipoglicemia podem levar a sequelas neurológicas permanentes, como deficiência intelectual, epilepsia e distúrbios de comportamento. A qualidade de vida pode ser impactada pela necessidade de alimentação frequente, uso de medicamentos e, em alguns casos, cirurgia. O acompanhamento multidisciplinar é essencial para otimizar o desenvolvimento e o bem-estar da pessoa afetada.[1]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

Linha do tempo

Do mais antigo ao mais recente

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2006
Primeira publicacao cientifica
Molecular mechanisms of neonatal hyperinsulinism.
Ver fonte →

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição.

Autosomal recessive
ABCC8ATP-binding cassette sub-family C member 8Disease-causing germline mutation(s) inTolerante
FUNÇÃO

Regulator subunit of pancreatic ATP-sensitive potassium channel (KATP), playing a major role in the regulation of insulin release. In pancreatic cells, it forms KATP channels with KCNJ11; KCNJ11 forms the channel pore while ABCC8 is required for activation and regulation

LOCALIZAÇÃO

Cell membrane

VIAS BIOLÓGICAS (2)
Regulation of insulin secretionATP sensitive Potassium channels
MECANISMO DE DOENÇA

Leucine-induced hypoglycemia

Rare cause of hypoglycemia and is described as a condition in which symptomatic hypoglycemia is provoked by high protein feedings. Hypoglycemia is also elicited by administration of oral or intravenous infusions of a single amino acid, leucine.

OUTRAS DOENÇAS (12)
hyperinsulinemic hypoglycemia, familial, 1diabetes mellitus, transient neonatal, 2diabetes mellitus, permanent neonatal 3hypoglycemia, leucine-induced
HGNC:59UniProt:Q09428

Medicamentos aprovados (FDA)

1 medicamento encontrado nos registros da FDA americana.

💊 Penicillamine (PENICILLAMINE)
Ver no DailyMed/FDA

Variantes genéticas (ClinVar)

802 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 ABCC8: NM_000352.6(ABCC8):c.1455G>T (p.Gln485His) ()
🧬 ABCC8: NM_000352.6(ABCC8):c.2498A>G (p.Gln833Arg) ()
🧬 ABCC8: NM_000352.6(ABCC8):c.3976G>T (p.Glu1326Ter) ()
🧬 ABCC8: NM_000352.6(ABCC8):c.3888G>A (p.Trp1296Ter) ()
🧬 ABCC8: NM_000352.6(ABCC8):c.4515C>A (p.Asp1505Glu) ()
Ver todas no ClinVar

Vias biológicas (Reactome)

3 vias biológicas associadas aos genes desta condição.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Hiperinsulinismo autossômico recessivo por deficiência de SUR1

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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.

Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.

🧪 Está conduzindo uma pesquisa?
Divulgue para pacientes e familiares que acompanham esta doença.
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Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

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Referências e fontes

Bases de dados externas citadas neste artigo

Bases de dados e fontes oficiais

Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.

  1. ORPHA:79643(Orphanet)
  2. MONDO:0019333(MONDO)
  3. GARD:16726(GARD (NIH))
  4. Variantes catalogadas(ClinVar)
  5. Q56014285(Wikidata)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

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Compêndio · Raras BR

Hiperinsulinismo autossômico recessivo por deficiência de SUR1

ORPHA:79643 · MONDO:0019333
CID-10
E16.1 · Outra hipoglicemia
MedGen
UMLS
C5191077
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📋 Origem dos dados

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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Medicamentos aprovados FDA
fonte: FDA OpenFDA