Doença rara autossômica recessiva causada por mutações no gene ABCC8, resultando em hiperinsulinismo congênito. Caracteriza-se por hipoglicemia persistente devido à secreção desregulada de insulina pelo pâncreas.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
O hiperinsulinismo autossômico recessivo por deficiência de SUR1 é uma doença genética rara que leva a uma produção excessiva e desregulada de insulina pelo pâncreas, causando episódios de hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue). A condição é causada por alterações no gene ABCC8, que codifica a proteína SUR1, essencial para o funcionamento adequado dos canais de potássio nas células beta do pâncreas. A deficiência de SUR1 impede a regulação normal da liberação de insulina, resultando em hipoglicemia grave e recorrente, especialmente em jejum ou após refeições.[1]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas decorrem da hipoglicemia e incluem: irritabilidade, sudorese, tremores, taquicardia, palidez, sonolência, confusão mental, convulsões e, em casos graves, perda de consciência. Em bebês e crianças, a hipoglicemia não tratada pode causar danos neurológicos permanentes, como atraso no desenvolvimento e epilepsia. Os episódios geralmente ocorrem em jejum, mas também podem ser desencadeados por estresse ou infecções.[1]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene ABCC8 (ATP-binding cassette sub-family C member 8), localizado no cromossomo 11p15.1. Este gene fornece instruções para a produção da proteína SUR1, uma subunidade do canal de potássio sensível ao ATP nas células beta pancreáticas. Mutações que inativam o SUR1 impedem o fechamento adequado do canal, levando à liberação contínua de insulina, independentemente dos níveis de glicose no sangue. A herança é autossômica recessiva, ou seja, a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na suspeita clínica de hipoglicemia hiperinsulinêmica, confirmada por exames laboratoriais que mostram níveis elevados de insulina e peptídeo C durante episódios de hipoglicemia, com baixos níveis de corpos cetônicos e ácidos graxos livres. O diagnóstico genético é feito por sequenciamento do gene ABCC8, que pode identificar mutações patogênicas. Atualmente, há 802 variantes do gene ABCC8 catalogadas no ClinVar, banco de dados público de variantes genéticas. O teste genético está disponível e é fundamental para confirmar o diagnóstico e orientar o aconselhamento familiar.[1][3]
Tratamento e manejo
O manejo do hiperinsulinismo autossômico recessivo por deficiência de SUR1 visa prevenir a hipoglicemia e evitar danos neurológicos. As principais estratégias incluem: alimentação frequente (com intervalos curtos), uso de glicose intravenosa em crises agudas, e medicamentos que reduzem a secreção de insulina, como diazóxido (que abre os canais de potássio) e análogos da somatostatina (como octreotida). Em casos refratários, pode ser necessária a pancreatectomia parcial ou total (remoção cirúrgica de parte ou de todo o pâncreas). O tratamento deve ser individualizado e acompanhado por uma equipe multidisciplinar especializada em doenças metabólicas e endocrinologia pediátrica.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende do diagnóstico precoce e do controle adequado da hipoglicemia. Com tratamento intensivo e monitoramento contínuo da glicemia, muitas crianças podem ter um desenvolvimento neurológico normal. No entanto, episódios graves e recorrentes de hipoglicemia podem levar a sequelas neurológicas permanentes, como deficiência intelectual, epilepsia e distúrbios de comportamento. A qualidade de vida pode ser impactada pela necessidade de alimentação frequente, uso de medicamentos e, em alguns casos, cirurgia. O acompanhamento multidisciplinar é essencial para otimizar o desenvolvimento e o bem-estar da pessoa afetada.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Doença rara autossômica recessiva causada por mutações no gene ABCC8, resultando em hiperinsulinismo congênito. Caracteriza-se por hipoglicemia persistente devido à secreção desregulada de insulina pelo pâncreas.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
O hiperinsulinismo autossômico recessivo por deficiência de SUR1 é uma doença genética rara que leva a uma produção excessiva e desregulada de insulina pelo pâncreas, causando episódios de hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue). A condição é causada por alterações no gene ABCC8, que codifica a proteína SUR1, essencial para o funcionamento adequado dos canais de potássio nas células beta do pâncreas. A deficiência de SUR1 impede a regulação normal da liberação de insulina, resultando em hipoglicemia grave e recorrente, especialmente em jejum ou após refeições.[1]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas decorrem da hipoglicemia e incluem: irritabilidade, sudorese, tremores, taquicardia, palidez, sonolência, confusão mental, convulsões e, em casos graves, perda de consciência. Em bebês e crianças, a hipoglicemia não tratada pode causar danos neurológicos permanentes, como atraso no desenvolvimento e epilepsia. Os episódios geralmente ocorrem em jejum, mas também podem ser desencadeados por estresse ou infecções.[1]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene ABCC8 (ATP-binding cassette sub-family C member 8), localizado no cromossomo 11p15.1. Este gene fornece instruções para a produção da proteína SUR1, uma subunidade do canal de potássio sensível ao ATP nas células beta pancreáticas. Mutações que inativam o SUR1 impedem o fechamento adequado do canal, levando à liberação contínua de insulina, independentemente dos níveis de glicose no sangue. A herança é autossômica recessiva, ou seja, a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na suspeita clínica de hipoglicemia hiperinsulinêmica, confirmada por exames laboratoriais que mostram níveis elevados de insulina e peptídeo C durante episódios de hipoglicemia, com baixos níveis de corpos cetônicos e ácidos graxos livres. O diagnóstico genético é feito por sequenciamento do gene ABCC8, que pode identificar mutações patogênicas. Atualmente, há 802 variantes do gene ABCC8 catalogadas no ClinVar, banco de dados público de variantes genéticas. O teste genético está disponível e é fundamental para confirmar o diagnóstico e orientar o aconselhamento familiar.[1][3]
Tratamento e manejo
O manejo do hiperinsulinismo autossômico recessivo por deficiência de SUR1 visa prevenir a hipoglicemia e evitar danos neurológicos. As principais estratégias incluem: alimentação frequente (com intervalos curtos), uso de glicose intravenosa em crises agudas, e medicamentos que reduzem a secreção de insulina, como diazóxido (que abre os canais de potássio) e análogos da somatostatina (como octreotida). Em casos refratários, pode ser necessária a pancreatectomia parcial ou total (remoção cirúrgica de parte ou de todo o pâncreas). O tratamento deve ser individualizado e acompanhado por uma equipe multidisciplinar especializada em doenças metabólicas e endocrinologia pediátrica.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende do diagnóstico precoce e do controle adequado da hipoglicemia. Com tratamento intensivo e monitoramento contínuo da glicemia, muitas crianças podem ter um desenvolvimento neurológico normal. No entanto, episódios graves e recorrentes de hipoglicemia podem levar a sequelas neurológicas permanentes, como deficiência intelectual, epilepsia e distúrbios de comportamento. A qualidade de vida pode ser impactada pela necessidade de alimentação frequente, uso de medicamentos e, em alguns casos, cirurgia. O acompanhamento multidisciplinar é essencial para otimizar o desenvolvimento e o bem-estar da pessoa afetada.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Linha do tempo
Do mais antigo ao mais recente
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Regulator subunit of pancreatic ATP-sensitive potassium channel (KATP), playing a major role in the regulation of insulin release. In pancreatic cells, it forms KATP channels with KCNJ11; KCNJ11 forms the channel pore while ABCC8 is required for activation and regulation
Cell membrane
Leucine-induced hypoglycemia
Rare cause of hypoglycemia and is described as a condition in which symptomatic hypoglycemia is provoked by high protein feedings. Hypoglycemia is also elicited by administration of oral or intravenous infusions of a single amino acid, leucine.
Medicamentos aprovados (FDA)
1 medicamento encontrado nos registros da FDA americana.
Variantes genéticas (ClinVar)
802 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
3 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Hiperinsulinismo autossômico recessivo por deficiência de SUR1
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Comunidades
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Ainda não existe comunidade no Raras para Hiperinsulinismo autossômico recessivo por deficiência de SUR1
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:79643(Orphanet)
- MONDO:0019333(MONDO)
- GARD:16726(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Q56014285(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Hiperinsulinismo autossômico recessivo por deficiência de SUR1
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Medicamentos aprovados FDA
- fonte: FDA OpenFDA