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Hiperinsulinismo focal resistente ao diazóxido por deficiência de SUR1
ORPHA:276598CID-10 · E16.1CID-11 · 5A45DOENÇA RARA
Início neonatalHerança AR

Doença rara, congénita e isolada de hiperinsulinismo, caracterizada clinicamente por episódios recorrentes de hipoglicémia hiperinsulinémica que não respondem à terapêutica com diazóxido, resultantes de uma secreção excessiva de insulina pelas células beta pancreáticas devido a uma mutação no gene ABCC8. O envolvimento pancreático é focal e pode ser tratado através de pancreatectomia parcial seletiva. A hipoglicemia pode levar a manifestações clínicas variáveis, desde hipoglicemia assintomática identificada num exame de rotina da glicemia a, macrossomia ao nascimento, hepatomegália ligeira a moderada e coma hipoglicémico com risco de vida ou estado de mal epiléptico, promovendo um prognóstico neurológicos desfavorável.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 08/06/2026
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

O hiperinsulinismo focal resistente ao diazóxido por deficiência de SUR1 é uma doença rara que causa hipoglicemia (níveis baixos de glicose no sangue) devido à produção excessiva de insulina por uma área localizada (focal) do pâncreas. A condição não responde ao tratamento com diazóxido, um medicamento comumente usado para reduzir a liberação de insulina. A deficiência da proteína SUR1, codificada pelo gene ABCC8, está na base do problema.[1]

Sinais e sintomas

Os sintomas geralmente aparecem no período neonatal ou na primeira infância. Incluem episódios de hipoglicemia que podem causar irritabilidade, letargia, dificuldade para se alimentar, tremores, sudorese e, em casos mais graves, convulsões ou perda de consciência. Como a hipoglicemia é persistente, o diagnóstico e o tratamento precoces são essenciais para evitar danos neurológicos.[1]

Causas genéticas

A doença é causada por mutações no gene ABCC8 (ATP-binding cassette sub-family C member 8), que fornece instruções para a produção da proteína SUR1. Essa proteína faz parte do canal de potássio sensível ao ATP nas células beta do pâncreas, que regula a liberação de insulina. Mutações que inativam a SUR1 impedem o fechamento adequado do canal, levando à secreção contínua de insulina. A herança é autossômica recessiva, ou seja, a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a condição.[1][3]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na suspeita clínica de hipoglicemia hiperinsulinêmica, confirmada por exames laboratoriais (dosagem de insulina, peptídeo C, corpos cetônicos e ácidos graxos livres durante o episódio de hipoglicemia). Exames de imagem (como PET-CT com 18F-DOPA) podem ajudar a localizar a lesão focal no pâncreas. O teste genético para o gene ABCC8 é fundamental para confirmar a deficiência de SUR1. Atualmente, há 336 testes genéticos disponíveis e 802 variantes registradas no ClinVar para esse gene.[1][3]

Tratamento e manejo

O tratamento principal é a ressecção cirúrgica da lesão focal pancreática, que pode curar a hipoglicemia. Antes da cirurgia, o manejo inclui alimentação frequente e, em alguns casos, infusão de glicose para manter os níveis de açúcar no sangue estáveis. O diazóxido não é eficaz nessa forma da doença. Não há medicamentos específicos aprovados para o tratamento de longo prazo além da cirurgia. O acompanhamento com endocrinologista pediátrico e cirurgião pediátrico especializado é essencial.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

Com a remoção cirúrgica bem-sucedida da lesão focal, o prognóstico é geralmente bom, com resolução da hipoglicemia e desenvolvimento neurocognitivo normal na maioria dos casos. O atraso no diagnóstico ou o tratamento inadequado podem levar a danos neurológicos permanentes. O acompanhamento de longo prazo é recomendado para monitorar a função pancreática e o desenvolvimento da criança.[1]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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Doença rara, congénita e isolada de hiperinsulinismo, caracterizada clinicamente por episódios recorrentes de hipoglicémia hiperinsulinémica que não respondem à terapêutica com diazóxido, resultantes de uma secreção excessiva de insulina pelas células beta pancreáticas devido a uma mutação no gene ABCC8. O envolvimento pancreático é focal e pode ser tratado através de pancreatectomia parcial seletiva. A hipoglicemia pode levar a manifestações clínicas variáveis, desde hipoglicemia assintomática identificada num exame de rotina da glicemia a, macrossomia ao nascimento, hepatomegália ligeira a moderada e coma hipoglicémico com risco de vida ou estado de mal epiléptico, promovendo um prognóstico neurológicos desfavorável.

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
Unknown
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Início
Infancy
+ neonatal
🏥
SUS: Sem cobertura SUSScore: 0%
CID-10: E16.1
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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 08/06/2026
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Visão geral

O hiperinsulinismo focal resistente ao diazóxido por deficiência de SUR1 é uma doença rara que causa hipoglicemia (níveis baixos de glicose no sangue) devido à produção excessiva de insulina por uma área localizada (focal) do pâncreas. A condição não responde ao tratamento com diazóxido, um medicamento comumente usado para reduzir a liberação de insulina. A deficiência da proteína SUR1, codificada pelo gene ABCC8, está na base do problema.[1]

Sinais e sintomas

Os sintomas geralmente aparecem no período neonatal ou na primeira infância. Incluem episódios de hipoglicemia que podem causar irritabilidade, letargia, dificuldade para se alimentar, tremores, sudorese e, em casos mais graves, convulsões ou perda de consciência. Como a hipoglicemia é persistente, o diagnóstico e o tratamento precoces são essenciais para evitar danos neurológicos.[1]

Causas genéticas

A doença é causada por mutações no gene ABCC8 (ATP-binding cassette sub-family C member 8), que fornece instruções para a produção da proteína SUR1. Essa proteína faz parte do canal de potássio sensível ao ATP nas células beta do pâncreas, que regula a liberação de insulina. Mutações que inativam a SUR1 impedem o fechamento adequado do canal, levando à secreção contínua de insulina. A herança é autossômica recessiva, ou seja, a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a condição.[1][3]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na suspeita clínica de hipoglicemia hiperinsulinêmica, confirmada por exames laboratoriais (dosagem de insulina, peptídeo C, corpos cetônicos e ácidos graxos livres durante o episódio de hipoglicemia). Exames de imagem (como PET-CT com 18F-DOPA) podem ajudar a localizar a lesão focal no pâncreas. O teste genético para o gene ABCC8 é fundamental para confirmar a deficiência de SUR1. Atualmente, há 336 testes genéticos disponíveis e 802 variantes registradas no ClinVar para esse gene.[1][3]

Tratamento e manejo

O tratamento principal é a ressecção cirúrgica da lesão focal pancreática, que pode curar a hipoglicemia. Antes da cirurgia, o manejo inclui alimentação frequente e, em alguns casos, infusão de glicose para manter os níveis de açúcar no sangue estáveis. O diazóxido não é eficaz nessa forma da doença. Não há medicamentos específicos aprovados para o tratamento de longo prazo além da cirurgia. O acompanhamento com endocrinologista pediátrico e cirurgião pediátrico especializado é essencial.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

Com a remoção cirúrgica bem-sucedida da lesão focal, o prognóstico é geralmente bom, com resolução da hipoglicemia e desenvolvimento neurocognitivo normal na maioria dos casos. O atraso no diagnóstico ou o tratamento inadequado podem levar a danos neurológicos permanentes. O acompanhamento de longo prazo é recomendado para monitorar a função pancreática e o desenvolvimento da criança.[1]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.

ABCC8ATP-binding cassette sub-family C member 8Disease-causing germline mutation(s) inTolerante
FUNÇÃO

Regulator subunit of pancreatic ATP-sensitive potassium channel (KATP), playing a major role in the regulation of insulin release. In pancreatic cells, it forms KATP channels with KCNJ11; KCNJ11 forms the channel pore while ABCC8 is required for activation and regulation

LOCALIZAÇÃO

Cell membrane

VIAS BIOLÓGICAS (2)
Regulation of insulin secretionATP sensitive Potassium channels
MECANISMO DE DOENÇA

Leucine-induced hypoglycemia

Rare cause of hypoglycemia and is described as a condition in which symptomatic hypoglycemia is provoked by high protein feedings. Hypoglycemia is also elicited by administration of oral or intravenous infusions of a single amino acid, leucine.

OUTRAS DOENÇAS (12)
hyperinsulinemic hypoglycemia, familial, 1diabetes mellitus, transient neonatal, 2diabetes mellitus, permanent neonatal 3hypoglycemia, leucine-induced
HGNC:59UniProt:Q09428

Variantes genéticas (ClinVar)

802 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 ABCC8: NM_000352.6(ABCC8):c.1455G>T (p.Gln485His) ()
🧬 ABCC8: NM_000352.6(ABCC8):c.2498A>G (p.Gln833Arg) ()
🧬 ABCC8: NM_000352.6(ABCC8):c.3976G>T (p.Glu1326Ter) ()
🧬 ABCC8: NM_000352.6(ABCC8):c.3888G>A (p.Trp1296Ter) ()
🧬 ABCC8: NM_000352.6(ABCC8):c.4515C>A (p.Asp1505Glu) ()
Ver todas no ClinVar

Vias biológicas (Reactome)

3 vias biológicas associadas aos genes desta condição.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Hiperinsulinismo focal resistente ao diazóxido por deficiência de SUR1

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Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.

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Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

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Referências e fontes

Bases de dados externas citadas neste artigo

Bases de dados e fontes oficiais

Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.

  1. ORPHA:276598(Orphanet)
  2. MONDO:0017187(MONDO)
  3. GARD:17285(GARD (NIH))
  4. Variantes catalogadas(ClinVar)
  5. Q56013939(Wikidata)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

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Compêndio · Raras BR

Hiperinsulinismo focal resistente ao diazóxido por deficiência de SUR1

ORPHA:276598 · MONDO:0017187
Prevalência
Unknown
Herança
Autosomal recessive
CID-10
E16.1 · Outra hipoglicemia
CID-11
Início
Infancy, Neonatal
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C5191059
Wikidata
DiscussaoAtiva

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📋 Origem dos dados

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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Dado público estruturado
fonte: Wikidata