Doença rara que causa insuficiência adrenal primária grave em recém-nascidos, com acúmulo de lipídios nas glândulas suprarrenais e gônadas, devido a mutações no gene STAR. Manifesta-se com vômitos, hipoglicemia, desidratação e, em meninos, genitália ambígua.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A hiperplasia suprarrenal lipoide congênita clássica por deficiência de STAR é uma doença genética rara que afeta as glândulas suprarrenais, impedindo a produção adequada de hormônios essenciais para o corpo. Ela é causada por alterações (mutações) no gene STAR, que fornece instruções para a produção de uma proteína chamada proteína reguladora aguda esteroidogênica (StAR). Essa proteína é fundamental para o transporte do colesterol para dentro das mitocôndrias das células das glândulas suprarrenais e gônadas, etapa inicial para a fabricação de hormônios como cortisol, aldosterona e hormônios sexuais. Sem a função adequada da StAR, o colesterol se acumula nas células, causando danos e levando à insuficiência hormonal grave desde o nascimento.[1]
Sinais e sintomas
Os sintomas geralmente aparecem nos primeiros dias ou semanas de vida e incluem insuficiência adrenal aguda (crise adrenal), com vômitos, desidratação, hipoglicemia (baixo açúcar no sangue) e choque. Bebês do sexo masculino podem apresentar genitália ambígua ou subdesenvolvida, enquanto bebês do sexo feminino geralmente têm genitália normal ao nascimento. Sem tratamento, a doença pode ser fatal. O acúmulo de lipídios (gordura) nas glândulas suprarrenais pode ser visto em exames de imagem.[1]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene STAR (localizado no cromossomo 8). Esse gene produz a proteína StAR, que atua como uma 'guanylyl cyclase C' — uma enzima que ajuda a transportar colesterol para dentro das mitocôndrias. Mutações nesse gene interrompem esse transporte, impedindo a produção de hormônios esteroides. A herança é autossômica recessiva, ou seja, a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é suspeitado com base nos sintomas clínicos e confirmado por exames laboratoriais que mostram níveis muito baixos de cortisol, aldosterona e hormônios sexuais, com níveis elevados de ACTH (hormônio adrenocorticotrófico) e renina. A confirmação definitiva é feita por teste genético que identifica mutações no gene STAR. No Brasil, o Teste do Pezinho (triagem neonatal) pode detectar algumas formas de hiperplasia adrenal congênita, mas não especificamente a deficiência de STAR. Atualmente, existem 336 testes genéticos disponíveis e 171 variantes patogênicas registradas no ClinVar para essa condição.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento é baseado na reposição hormonal ao longo da vida com corticosteroides (como hidrocortisona) e mineralocorticoides (como fludrocortisona) para substituir os hormônios que o corpo não consegue produzir. Em alguns casos, pode ser necessária reposição de hormônios sexuais na adolescência. O manejo inclui monitoramento regular dos níveis hormonais, acompanhamento com endocrinologista pediátrico e suporte para crises adrenais (com injeção de emergência de hidrocortisona). A cirurgia para correção de genitália ambígua pode ser considerada, mas deve ser discutida com uma equipe multidisciplinar.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
Com diagnóstico precoce e tratamento adequado com reposição hormonal, muitas crianças podem sobreviver e ter uma qualidade de vida razoável. No entanto, a doença pode levar a complicações como atraso no crescimento, puberdade tardia e infertilidade. O prognóstico depende da gravidade da mutação e da adesão ao tratamento. O acompanhamento contínuo com uma equipe médica especializada é essencial para prevenir crises adrenais e gerenciar as necessidades hormonais ao longo da vida.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Doença rara que causa insuficiência adrenal primária grave em recém-nascidos, com acúmulo de lipídios nas glândulas suprarrenais e gônadas, devido a mutações no gene STAR. Manifesta-se com vômitos, hipoglicemia, desidratação e, em meninos, genitália ambígua.
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A hiperplasia suprarrenal lipoide congênita clássica por deficiência de STAR é uma doença genética rara que afeta as glândulas suprarrenais, impedindo a produção adequada de hormônios essenciais para o corpo. Ela é causada por alterações (mutações) no gene STAR, que fornece instruções para a produção de uma proteína chamada proteína reguladora aguda esteroidogênica (StAR). Essa proteína é fundamental para o transporte do colesterol para dentro das mitocôndrias das células das glândulas suprarrenais e gônadas, etapa inicial para a fabricação de hormônios como cortisol, aldosterona e hormônios sexuais. Sem a função adequada da StAR, o colesterol se acumula nas células, causando danos e levando à insuficiência hormonal grave desde o nascimento.[1]
Sinais e sintomas
Os sintomas geralmente aparecem nos primeiros dias ou semanas de vida e incluem insuficiência adrenal aguda (crise adrenal), com vômitos, desidratação, hipoglicemia (baixo açúcar no sangue) e choque. Bebês do sexo masculino podem apresentar genitália ambígua ou subdesenvolvida, enquanto bebês do sexo feminino geralmente têm genitália normal ao nascimento. Sem tratamento, a doença pode ser fatal. O acúmulo de lipídios (gordura) nas glândulas suprarrenais pode ser visto em exames de imagem.[1]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene STAR (localizado no cromossomo 8). Esse gene produz a proteína StAR, que atua como uma 'guanylyl cyclase C' — uma enzima que ajuda a transportar colesterol para dentro das mitocôndrias. Mutações nesse gene interrompem esse transporte, impedindo a produção de hormônios esteroides. A herança é autossômica recessiva, ou seja, a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é suspeitado com base nos sintomas clínicos e confirmado por exames laboratoriais que mostram níveis muito baixos de cortisol, aldosterona e hormônios sexuais, com níveis elevados de ACTH (hormônio adrenocorticotrófico) e renina. A confirmação definitiva é feita por teste genético que identifica mutações no gene STAR. No Brasil, o Teste do Pezinho (triagem neonatal) pode detectar algumas formas de hiperplasia adrenal congênita, mas não especificamente a deficiência de STAR. Atualmente, existem 336 testes genéticos disponíveis e 171 variantes patogênicas registradas no ClinVar para essa condição.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento é baseado na reposição hormonal ao longo da vida com corticosteroides (como hidrocortisona) e mineralocorticoides (como fludrocortisona) para substituir os hormônios que o corpo não consegue produzir. Em alguns casos, pode ser necessária reposição de hormônios sexuais na adolescência. O manejo inclui monitoramento regular dos níveis hormonais, acompanhamento com endocrinologista pediátrico e suporte para crises adrenais (com injeção de emergência de hidrocortisona). A cirurgia para correção de genitália ambígua pode ser considerada, mas deve ser discutida com uma equipe multidisciplinar.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
Com diagnóstico precoce e tratamento adequado com reposição hormonal, muitas crianças podem sobreviver e ter uma qualidade de vida razoável. No entanto, a doença pode levar a complicações como atraso no crescimento, puberdade tardia e infertilidade. O prognóstico depende da gravidade da mutação e da adesão ao tratamento. O acompanhamento contínuo com uma equipe médica especializada é essencial para prevenir crises adrenais e gerenciar as necessidades hormonais ao longo da vida.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Guanylyl cyclase that catalyzes synthesis of cyclic GMP (cGMP) from GTP (PubMed:11950846, PubMed:1718270, PubMed:22436048, PubMed:22521417, PubMed:23269669). Receptor for the E.coli heat-stable enterotoxin; E.coli enterotoxin markedly stimulates the accumulation of cGMP in mammalian cells expressing GUCY2C (PubMed:1680854, PubMed:1718270). Also activated by the endogenous peptides guanylin and uroguanylin (PubMed:8381596)
Cell membraneEndoplasmic reticulum membrane
Diarrhea 6
A relatively mild, early-onset chronic diarrhea that may be associated with increased susceptibility to inflammatory bowel disease, small bowel obstruction, and esophagitis.
Medicamentos aprovados (FDA)
1 medicamento encontrado nos registros da FDA americana.
Variantes genéticas (ClinVar)
171 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Hiperplasia suprarrenal lipoide congênita clássica por deficiência de STAR
Centros de Referência SUS
24 centros habilitados pelo SUS para Hiperplasia suprarrenal lipoide congênita clássica por deficiência de STAR
Centros para Hiperplasia suprarrenal lipoide congênita clássica por deficiência de STAR
Detalhes dos centros
Hospital Universitário Prof. Edgard Santos (HUPES)
R. Dr. Augusto Viana, s/n - Canela, Salvador - BA, 40110-060 · CNES 0003808
Serviço de Referência
Hospital Infantil Albert Sabin
R. Tertuliano Sales, 544 - Vila União, Fortaleza - CE, 60410-794 · CNES 2407876
Serviço de Referência
Hospital de Apoio de Brasília (HAB)
AENW 3 Lote A Setor Noroeste - Plano Piloto, Brasília - DF, 70684-831 · CNES 0010456
Serviço de Referência
Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (HIABA)
Av. Min. Salgado Filho, 918 - Soteco, Vila Velha - ES, 29106-010 · CNES 6631207
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da UFG
Rua 235 QD. 68 Lote Área, Nº 285, s/nº - Setor Leste Universitário, Goiânia - GO, 74605-050 · CNES 2338424
Serviço de Referência
Hospital Universitário da UFJF
R. Catulo Breviglieri, Bairro - s/n - Santa Catarina, Juiz de Fora - MG, 36036-110 · CNES 2297442
Atenção Especializada
Hospital das Clínicas da UFMG
Av. Prof. Alfredo Balena, 110 - Santa Efigênia, Belo Horizonte - MG, 30130-100 · CNES 2280167
Serviço de Referência
Hospital Universitário Julio Müller (HUJM)
R. Luis Philippe Pereira Leite, s/n - Alvorada, Cuiabá - MT, 78048-902 · CNES 2726092
Atenção Especializada
Hospital Universitário João de Barros Barreto
R. dos Mundurucus, 4487 - Guamá, Belém - PA, 66073-000 · CNES 2337878
Serviço de Referência
Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW)
R. Tabeliao Estanislau Eloy, 585 - Castelo Branco, João Pessoa - PB, 58050-585 · CNES 0002470
Atenção Especializada
Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP)
R. dos Coelhos, 300 - Boa Vista, Recife - PE, 50070-902 · CNES 0000647
Serviço de Referência
Hospital Pequeno Príncipe
R. Des. Motta, 1070 - Água Verde, Curitiba - PR, 80250-060 · CNES 3143805
Serviço de Referência
Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM)
Av. Mandacaru, 1590 - Parque das Laranjeiras, Maringá - PR, 87083-240 · CNES 2216108
Atenção Especializada
Hospital de Clínicas da UFPR
R. Gen. Carneiro, 181 - Alto da Glória, Curitiba - PR, 80060-900 · CNES 2364980
Serviço de Referência
Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE-UERJ)
Blvd. 28 de Setembro, 77 - Vila Isabel, Rio de Janeiro - RJ, 20551-030 · CNES 2280221
Serviço de Referência
Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz)
Av. Rui Barbosa, 716 - Flamengo, Rio de Janeiro - RJ, 22250-020 · CNES 2269988
Serviço de Referência
Hospital São Lucas da PUCRS
Av. Ipiranga, 6690 - Jardim Botânico, Porto Alegre - RS, 90610-000 · CNES 2232928
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA)
Rua Ramiro Barcelos, 2350 Bloco A - Av. Protásio Alves, 211 - Bloco B e C - Santa Cecília, Porto Alegre - RS, 90035-903 · CNES 2237601
Serviço de Referência
Hospital Universitário da UFSC (HU-UFSC)
R. Profa. Maria Flora Pausewang - Trindade, Florianópolis - SC, 88036-800 · CNES 2560356
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da FMUSP
R. Dr. Ovídio Pires de Campos, 225 - Cerqueira César, São Paulo - SP, 05403-010 · CNES 2077485
Serviço de Referência
Hospital de Base de São José do Rio Preto
Av. Brg. Faria Lima, 5544 - Vila Sao Jose, São José do Rio Preto - SP, 15090-000 · CNES 2079798
Atenção Especializada
Hospital de Clínicas da UNICAMP
R. Vital Brasil, 251 - Cidade Universitária, Campinas - SP, 13083-888 · CNES 2748223
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Ribeirão Preto (HCRP-USP)
R. Ten. Catão Roxo, 3900 - Vila Monte Alegre, Ribeirão Preto - SP, 14015-010 · CNES 2082187
Serviço de Referência
UNIFESP / Hospital São Paulo
R. Napoleão de Barros, 715 - Vila Clementino, São Paulo - SP, 04024-002 · CNES 2688689
Serviço de Referência
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
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Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:325524(Orphanet)
- MONDO:0017972(MONDO)
- GARD:21473(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Q55787655(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Hiperplasia suprarrenal lipoide congênita clássica por deficiência de STAR
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Medicamentos aprovados FDA
- fonte: FDA OpenFDA