Hipofosfatasia (também chamada de deficiência de fosfatase alcalina, fosfoetanolaminúria ou síndrome de Rathbun; às vezes abreviada como HPP) é uma doença metabólica óssea hereditária rara e, por vezes, fatal. Os sintomas clínicos são heterogêneos, variando desde a variante perinatal rapidamente fatal, com hipomineralização esquelética profunda, comprometimento respiratório ou convulsões dependentes de vitamina B6, até uma osteomalacia progressiva mais leve no decorrer da vida. A deficiência de fosfatase alcalina não específica de tecido (TNSALP) em osteoblastos e condrócitos prejudica a mineralização óssea, levando ao raquitismo ou à osteomalacia. O achado patognomônico é a atividade sérica subnormal da enzima TNSALP, que é causada por uma das 388 mutações genéticas identificadas até o momento no gene que codifica a TNSALP.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A hipofosfatasia pré-natal benigna é uma condição genética rara caracterizada por alterações nos ossos e dentes que podem ser identificadas ainda durante a gestação ou logo após o nascimento. Apesar de o nome conter a palavra “pré-natal”, a forma benigna tem evolução favorável, com muitos pacientes apresentando boa qualidade de vida. A prevalência exata da doença é desconhecida.[1]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas podem surgir ainda no período pré-natal (antes do nascimento) ou no período neonatal (primeiros dias de vida). As manifestações mais comuns envolvem alterações ósseas e dentárias, como deformidades nos ossos longos, baixa estatura e perda precoce de dentes de leite. Em muitos casos, os sintomas são leves e não comprometem a expectativa de vida.[1]
Causas genéticas
A hipofosfatasia pré-natal benigna é causada por alterações (mutações) no gene ALPL, que fornece instruções para a produção de uma enzima chamada fosfatase alcalina inespecífica de tecido. Essa enzima é essencial para a mineralização adequada dos ossos e dentes. A condição pode ser herdada de duas formas: autossômica dominante (basta uma cópia alterada do gene para manifestar a doença) ou autossômica recessiva (são necessárias duas cópias alteradas).[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica, exames de imagem (como ultrassonografia pré-natal) e exames laboratoriais que mostram níveis baixos de fosfatase alcalina. A confirmação genética é feita por meio de testes genéticos que identificam mutações no gene ALPL. Atualmente, há 15 testes genéticos disponíveis e 976 variantes descritas no ClinVar relacionadas a essa condição.[1][3]
Tratamento e manejo
O manejo da hipofosfatasia pré-natal benigna é individualizado e foca no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações. Não há um tratamento específico aprovado para esta forma da doença. O acompanhamento multidisciplinar pode incluir ortopedia, odontologia e fisioterapia, conforme a necessidade de cada paciente. Não existem medicamentos ou procedimentos padronizados no SUS para esta condição.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é geralmente bom, pois a forma benigna da hipofosfatasia pré-natal não costuma encurtar a expectativa de vida. Muitas pessoas levam uma vida ativa e saudável, embora possam necessitar de cuidados odontológicos e ortopédicos ao longo da vida. A qualidade de vida depende da gravidade dos sintomas em cada caso.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Hipofosfatasia (também chamada de deficiência de fosfatase alcalina, fosfoetanolaminúria ou síndrome de Rathbun; às vezes abreviada como HPP) é uma doença metabólica óssea hereditária rara e, por vezes, fatal. Os sintomas clínicos são heterogêneos, variando desde a variante perinatal rapidamente fatal, com hipomineralização esquelética profunda, comprometimento respiratório ou convulsões dependentes de vitamina B6, até uma osteomalacia progressiva mais leve no decorrer da vida. A deficiência de fosfatase alcalina não específica de tecido (TNSALP) em osteoblastos e condrócitos prejudica a mineralização óssea, levando ao raquitismo ou à osteomalacia. O achado patognomônico é a atividade sérica subnormal da enzima TNSALP, que é causada por uma das 388 mutações genéticas identificadas até o momento no gene que codifica a TNSALP.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A hipofosfatasia pré-natal benigna é uma condição genética rara caracterizada por alterações nos ossos e dentes que podem ser identificadas ainda durante a gestação ou logo após o nascimento. Apesar de o nome conter a palavra “pré-natal”, a forma benigna tem evolução favorável, com muitos pacientes apresentando boa qualidade de vida. A prevalência exata da doença é desconhecida.[1]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas podem surgir ainda no período pré-natal (antes do nascimento) ou no período neonatal (primeiros dias de vida). As manifestações mais comuns envolvem alterações ósseas e dentárias, como deformidades nos ossos longos, baixa estatura e perda precoce de dentes de leite. Em muitos casos, os sintomas são leves e não comprometem a expectativa de vida.[1]
Causas genéticas
A hipofosfatasia pré-natal benigna é causada por alterações (mutações) no gene ALPL, que fornece instruções para a produção de uma enzima chamada fosfatase alcalina inespecífica de tecido. Essa enzima é essencial para a mineralização adequada dos ossos e dentes. A condição pode ser herdada de duas formas: autossômica dominante (basta uma cópia alterada do gene para manifestar a doença) ou autossômica recessiva (são necessárias duas cópias alteradas).[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica, exames de imagem (como ultrassonografia pré-natal) e exames laboratoriais que mostram níveis baixos de fosfatase alcalina. A confirmação genética é feita por meio de testes genéticos que identificam mutações no gene ALPL. Atualmente, há 15 testes genéticos disponíveis e 976 variantes descritas no ClinVar relacionadas a essa condição.[1][3]
Tratamento e manejo
O manejo da hipofosfatasia pré-natal benigna é individualizado e foca no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações. Não há um tratamento específico aprovado para esta forma da doença. O acompanhamento multidisciplinar pode incluir ortopedia, odontologia e fisioterapia, conforme a necessidade de cada paciente. Não existem medicamentos ou procedimentos padronizados no SUS para esta condição.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é geralmente bom, pois a forma benigna da hipofosfatasia pré-natal não costuma encurtar a expectativa de vida. Muitas pessoas levam uma vida ativa e saudável, embora possam necessitar de cuidados odontológicos e ortopédicos ao longo da vida. A qualidade de vida depende da gravidade dos sintomas em cada caso.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant, Autosomal recessive.
Alkaline phosphatase that metabolizes various phosphate compounds and plays a key role in skeletal mineralization and adaptive thermogenesis (PubMed:12162492, PubMed:23688511, PubMed:25982064). Has broad substrate specificity and can hydrolyze a considerable variety of compounds: however, only a few substrates, such as diphosphate (inorganic pyrophosphate; PPi), pyridoxal 5'-phosphate (PLP) and N-phosphocreatine are natural substrates (PubMed:12162492, PubMed:2220817). Plays an essential role in
Cell membraneExtracellular vesicle membraneMitochondrion membraneMitochondrion intermembrane space
Hypophosphatasia
A metabolic bone disease characterized by defective skeletal mineralization and biochemically by deficient activity of the tissue non-specific isoenzyme of alkaline phosphatase. Four forms are distinguished, depending on the age of onset: perinatal, infantile, childhood and adult type. The perinatal form is the most severe and is almost always fatal. The adult form is mild and characterized by recurrent fractures, osteomalacia, rickets, and loss of teeth. Some cases are asymptomatic, while some patients manifest dental features without skeletal manifestations (odontohypophosphatasia).
Variantes genéticas (ClinVar)
976 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Hypophosphatasia (HPP) is a rare inherited disease affecting bone and dental mineralization due to loss-of-function mutations in the ALPL gene encoding the tissue nonspecific alkaline phosphatase (TNSALP). Prenatal benign HPP (PB HPP) is a rare form of HPP characterized by in utero skeletal manifestations that progressively improve during pregnancy but often still leave symptoms after birth. Because the prenatal context limits the diagnostic tools, the main difficulty for clinicians is to distinguish PB HPP from perinatal lethal HPP, the most severe form of HPP. We previously attempted to improve genotype phenotype correlation with the help of a new classification of variants based on functional testing. Among 46 perinatal cases detected in utero or in the neonatal period for whose ALPL variants could be classified, imaging alone was thought to clearly diagnose severe lethal HPP in 35 cases, while in 11 cases, imaging abnormalities could not distinguish between perinatal lethal and BP HPP. We show here that our classification of ALPL variants may improve the ability to distinguish between perinatal lethal and PB HPP in utero.
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
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- Femoral lengthening with enzyme replacement therapy in an adolescent patient with prenatal benign hypophosphatasia: A case report.Journal of orthopaedic science : official journal of the Japanese Orthopaedic Association· 2023· PMID 34391614mais citado
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- Prenatal diagnosis facilitated prompt enzyme replacement therapy for prenatal benign hypophosphatasia.Journal of obstetrics and gynaecology : the journal of the Institute of Obstetrics and Gynaecology· 2020· PMID 31335231mais citado
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:247638(Orphanet)
- MONDO:0700424(MONDO)
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55786328(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Hipofosfatasia pré-natal benigna
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Ensaios clínicos
- fonte: ClinicalTrials.gov