Diabetes insípido central, também conhecido como deficiência de arginina vasopressina (AVP-D), é uma forma de diabetes insípido que decorre da falta de produção de vasopressina (ADH) no cérebro. A vasopressina atua aumentando o volume de sangue (intravascular) e diminuindo o volume de urina produzida. Portanto, a sua falta causa aumento na produção de urina e depleção de volume.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A infundíbulo-neuro-hipofisite é uma doença rara que afeta a glândula hipófise, mais especificamente a haste hipofisária (infundíbulo) e a parte posterior da glândula (neuro-hipófise). Trata-se de uma condição inflamatória que pode levar a alterações na produção e liberação de hormônios, especialmente o hormônio antidiurético (ADH), resultando em sintomas como sede excessiva e aumento do volume de urina. A causa exata da inflamação ainda não é completamente compreendida, mas acredita-se que envolva uma resposta autoimune, na qual o sistema de defesa do corpo ataca erroneamente os tecidos da própria hipófise.[1]
Sinais e sintomas
Os principais sintomas da infundíbulo-neuro-hipofisite estão relacionados à deficiência do hormônio antidiurético (ADH), condição conhecida como diabetes insípido central. Os sinais mais comuns incluem sede intensa (polidipsia) e produção excessiva de urina (poliúria), que pode chegar a vários litros por dia. Em alguns casos, pode haver também comprometimento de outros hormônios da hipófise anterior, levando a sintomas como cansaço, perda de peso, intolerância ao frio ou alterações no ciclo menstrual, dependendo dos hormônios afetados.[1]
Causas genéticas
Até o momento, não há evidências de que a infundíbulo-neuro-hipofisite seja causada por alterações genéticas hereditárias. A condição é considerada esporádica, ou seja, não é transmitida de pais para filhos. Não foram identificados genes específicos associados ao desenvolvimento da doença, e os bancos de dados genéticos (como o GenCC) não listam variantes genéticas relacionadas a esta condição.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico da infundíbulo-neuro-hipofisite é baseado na combinação de exames clínicos, laboratoriais e de imagem. O médico pode solicitar exames de sangue e urina para avaliar os níveis hormonais e a concentração da urina, além de exames de imagem como a ressonância magnética (RM) da região da hipófise. Na RM, é comum observar um espessamento ou realce anormal da haste hipofisária e da neuro-hipófise. Em alguns casos, pode ser necessária uma biópsia para confirmar o diagnóstico e descartar outras condições, como tumores. Não existem testes genéticos específicos para esta doença.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento da infundíbulo-neuro-hipofisite é focado no controle dos sintomas e na reposição dos hormônios deficientes. Para o diabetes insípido central, o tratamento padrão é a reposição do hormônio antidiurético (ADH) sintético, geralmente na forma de desmopressina, que ajuda a reduzir a sede excessiva e a produção de urina. Quando há comprometimento de outros hormônios da hipófise, pode ser necessária a reposição hormonal específica (como hormônios tireoidianos, cortisol ou hormônios sexuais). O acompanhamento deve ser feito por um endocrinologista, que ajustará as doses conforme a necessidade de cada paciente.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
Com o tratamento adequado, a maioria dos pacientes com infundíbulo-neuro-hipofisite consegue levar uma vida normal e controlar os sintomas. O prognóstico é geralmente bom, mas depende da gravidade do comprometimento hormonal e da resposta ao tratamento. É importante manter o acompanhamento médico regular para monitorar os níveis hormonais e ajustar as medicações conforme necessário. Em alguns casos, a inflamação pode se resolver espontaneamente, mas o diabetes insípido central pode persistir.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Diabetes insípido central, também conhecido como deficiência de arginina vasopressina (AVP-D), é uma forma de diabetes insípido que decorre da falta de produção de vasopressina (ADH) no cérebro. A vasopressina atua aumentando o volume de sangue (intravascular) e diminuindo o volume de urina produzida. Portanto, a sua falta causa aumento na produção de urina e depleção de volume.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A infundíbulo-neuro-hipofisite é uma doença rara que afeta a glândula hipófise, mais especificamente a haste hipofisária (infundíbulo) e a parte posterior da glândula (neuro-hipófise). Trata-se de uma condição inflamatória que pode levar a alterações na produção e liberação de hormônios, especialmente o hormônio antidiurético (ADH), resultando em sintomas como sede excessiva e aumento do volume de urina. A causa exata da inflamação ainda não é completamente compreendida, mas acredita-se que envolva uma resposta autoimune, na qual o sistema de defesa do corpo ataca erroneamente os tecidos da própria hipófise.[1]
Sinais e sintomas
Os principais sintomas da infundíbulo-neuro-hipofisite estão relacionados à deficiência do hormônio antidiurético (ADH), condição conhecida como diabetes insípido central. Os sinais mais comuns incluem sede intensa (polidipsia) e produção excessiva de urina (poliúria), que pode chegar a vários litros por dia. Em alguns casos, pode haver também comprometimento de outros hormônios da hipófise anterior, levando a sintomas como cansaço, perda de peso, intolerância ao frio ou alterações no ciclo menstrual, dependendo dos hormônios afetados.[1]
Causas genéticas
Até o momento, não há evidências de que a infundíbulo-neuro-hipofisite seja causada por alterações genéticas hereditárias. A condição é considerada esporádica, ou seja, não é transmitida de pais para filhos. Não foram identificados genes específicos associados ao desenvolvimento da doença, e os bancos de dados genéticos (como o GenCC) não listam variantes genéticas relacionadas a esta condição.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico da infundíbulo-neuro-hipofisite é baseado na combinação de exames clínicos, laboratoriais e de imagem. O médico pode solicitar exames de sangue e urina para avaliar os níveis hormonais e a concentração da urina, além de exames de imagem como a ressonância magnética (RM) da região da hipófise. Na RM, é comum observar um espessamento ou realce anormal da haste hipofisária e da neuro-hipófise. Em alguns casos, pode ser necessária uma biópsia para confirmar o diagnóstico e descartar outras condições, como tumores. Não existem testes genéticos específicos para esta doença.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento da infundíbulo-neuro-hipofisite é focado no controle dos sintomas e na reposição dos hormônios deficientes. Para o diabetes insípido central, o tratamento padrão é a reposição do hormônio antidiurético (ADH) sintético, geralmente na forma de desmopressina, que ajuda a reduzir a sede excessiva e a produção de urina. Quando há comprometimento de outros hormônios da hipófise, pode ser necessária a reposição hormonal específica (como hormônios tireoidianos, cortisol ou hormônios sexuais). O acompanhamento deve ser feito por um endocrinologista, que ajustará as doses conforme a necessidade de cada paciente.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
Com o tratamento adequado, a maioria dos pacientes com infundíbulo-neuro-hipofisite consegue levar uma vida normal e controlar os sintomas. O prognóstico é geralmente bom, mas depende da gravidade do comprometimento hormonal e da resposta ao tratamento. É importante manter o acompanhamento médico regular para monitorar os níveis hormonais e ajustar as medicações conforme necessário. Em alguns casos, a inflamação pode se resolver espontaneamente, mas o diabetes insípido central pode persistir.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
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Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
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Percheron Artery Implicance in Bi-Thalamic Stroke Following Endoscopic Endonasal Approach for Infundibulo-Neurohypophysitis: A Combination of Two Rare Entities.
Bi-thalamic stroke is rarely reported in the literature as a complication of an endonasal endoscopic procedure. It has been associated with presence of a Percheron artery variant, as well as with top of the basilar syndrome, both of which significantly increase patient surgical morbidity. Infundibulo-neurohypophysitis in turn, is an unusual inflammatory disorder affecting the infundibulum, the pituitary stalk, and the neurohypophysis. We present the case of a patient with visual impairment and an abnormal hormone profile compatible with infundibulo-neurohypophysitis, in whom tumor resection was conducted through an endoscopic endonasal approach (EEA). Patient developed postoperative bi-thalamic stroke due to Percheron artery infarct. A review of both conditions is included. This is the fourth case reported in the literature of a Percheron artery infarct, and to the best of our knowledge, the first linking it to endoscopic treatment of neurohypophysitis, itself an infrequent condition.
A case of Epstein-Barr virus- associated lymphocytic infundibulo-neurohypophysitis.
The reported cases of viral infection-related lymphocytic hypophysitis increased in recent years. However, there is no report on Epstein-Barr Virus (EBV) - associated lymphocytic hypophysitis. Here we present the first case of central diabetes insipidus resulting from EBV-associated lymphocytic infundibulo-neurohypophysitis (LINH) accompanied by acute pancreatitis and acute kidney injury. A 47-year-old male patient presented to the emergency department with a chief complaint of fever, bloated stomach and vomiting for two days. Subsequently, he developed oliguria and tachypnea. With continuous renal replacement treatment and mechanical ventilation, 24-hour urine output gradually increased to a maximum of 10,100 mL accompanied by hypernatremia. After a short-term desmopressin acetate treatment, 24-hour urine output came down within the normal range. The test showed that the patient was having replicative EBV infection. Magnetic resonance imaging of pituitary revealed an absence of posterior pituitary bright spot. The level of ESR was higher than that at admission, even when the patient has no fever and the urine output was normal. Considering all the above and the fact that polyuric phase of recovery from acute kidney injury usually show hyponatremia, we made a diagnosis of EBV- associated LINH. With the lack of mass-like effect symptoms and anterior pituitary dysfunction, glucocorticoids treatment was discontinued after two weeks, even though erythrocyte sedimentation rate (ESR) had not returned to normal range at that time. Fortunately, ESR became normal after 2.5 months and there were bright spots in the posterior pituitary 6 months after discharge. EBV infection could result in severe consequences, presenting a challenge in diagnoses. The inflammatory process of EBV-associated LINH is self-limited and recovers spontaneously.
Arginine-vasopressin deficiency due to long COVID-associated infundibulo-neurohypophysitis.
Long COVID is defined by the occurrence of signs, symptoms, and conditions that develop after COVID-19 and may affect several organs and systems. Arginine-vasopressin deficiency (AVP-D; central diabetes insipidus) is a very rare complication of COVID-19 and SARS-CoV-2 immunization. Case reports, original studies, and reviews on AVP-D and long COVID published until February 2024 were retrieved from PubMed. A 47-year-old man presented with polydipsia, polyuria, memory loss, and mental fog 8 weeks after an episode of mild COVID-19. His past personal and family medical history were unremarkable. Biochemical evaluation was relevant for low urine osmolality and a 24-hour urine volume of 10,350 mL. Basal anterior pituitary evaluation was normal. A water deprivation test was started and interrupted after 2 hours due to the development of hypernatremia, high serum osmolality, and low urine osmolality. Urine osmolality significantly increased after intranasal desmopressin 20 μg. Contrast-enhanced pituitary MRI was suggestive of infundibulo-neurohypophysitis. Further biochemical, genetic, and imaging tests excluded secondary AVP-D causes.The patient was subsequently started on oral desmopressin, showing prompt response. After a follow-up of 20 months, he remained well-controlled with isolated AVP-D. Although molecular and histologic confirmation of SARS-CoV-2 infundibulo-neurohypophysitis could not be investigated, a strong temporal relationship and the absence of an alternative diagnosis rendered plausible the inclusion of AVP-D in the myriad of long COVID manifestations. Further studies with patients recovered from COVID-19 are necessary for a better understanding of the epidemiology, pathophysiology, and clinical course of this very rare endocrine condition.
A Toluene-induced Infundibulo-neuro-hypophysitis: Presentation of a New Cause of Hypophysitis Secondary to Toxic Exposure and Review on Toluene Inhalation Endocrine Effects.
Hypophysitis is a rare inflammatory disorder of the pituitary gland. Symptoms and signs of hypophysitis can be various, progressing insidiously, and its recognition may be challenging. We report the clinical history and therapeutic management of a 59-year-old man diagnosed with arginine vasopressin deficiency (AVP-D) due to an infundibulo-neurohypophysitis (INH) that occurred after the patient had inhaled spray film containing toluene. In consideration of the clinical signs and radiological imaging suggestive of INH, therapy with desmopressin and corticosteroids was instituted, with gradual improvement of polyuria and resolution of the radiological features of INH. To our knowledge, we described the first case of INH, manifested with AVP-D, secondary to toluene exposure. In addition, the endocrine effects of toluene inhalation were discussed. Finally, given the scarcity of data available, an overview of all the known toxic substances inducing AVP-D was also provided.
A case of central diabetes insipidus after COVID-19 as a probable diagnosis of lymphocytic infundibulo-neurohypophysitis with positive anti-rabphilin-3A antibodies with review of literature.
Coronavirus disease 2019 (COVID-19) is caused by severe acute respiratory syndrome coronavirus 2, and various complications have been reported. Furthermore, there have been increasing reports of endocrinopathy related to COVID-19 following the pandemic. We report a 49-year-old healthy woman who developed rapid onset of polydipsia and polyuria three weeks after COVID-19. Laboratory tests indicated low urine osmolarity and increased serum osmolarity, and antidiuretic hormone (ADH) was undetectable. Urine osmolality remained low with water deprivation. Similarly, plasma ADH responses to hypertonic-saline infusion were blunted and urine osmolality increased in response to desmopressin. There was no clear evidence of anterior pituitary dysfunction. T1-weighted magnetic resonance imaging (MRI) showed pituitary stalk thickening and absence of posterior pituitary bright signal spots, suggesting the presence of hypophysitis. Based on these results, we made a probable diagnosis of lymphocytic infundibulo-neurohypophysitis (LINH) which have caused central diabetes insipidus. Positive findings for serum anti-rabphilin-3A antibodies, reported as a potential diagnostic marker for LINH, were also noted. Following oral desmopressin administration, polydipsia and polyuria were quickly improved, though treatment with desmopressin was still required over four months. This is the first report of a patient with a probable diagnosis of LINH after COVID-19 who tested positive for anti-rabphilin-3A antibodies. Positive findings for those antibodies suggest that pituitary dysfunction associated with COVID-19 is hypophysitis involving an abnormal immune mechanism. The presence of anti-rabphilin-3A antibodies may be useful as a non-invasive diagnostic marker of LINH and potentially serve as a valuable diagnostic aid in cases of LINH associated with COVID-19.
Publicações recentes
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Endocrine, metabolic & immune disorders drug targetsA Pregnant Woman with Excess Vasopressinase-Induced Diabetes Insipidus Complicated by Central Diabetes Insipidus like Lymphocytic Infundibulo-Neurohypophysitis.
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EndocrineRabphilin-3A as a Targeted Autoantigen in Lymphocytic Infundibulo-neurohypophysitis.
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Bases de dados e fontes oficiais
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- ORPHA:238305(Orphanet)
- MONDO:0016534(MONDO)
- GARD:20632(GARD (NIH))
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55786290(Wikidata)
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- Doença rara (ontologia)
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- Identificador unificado
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