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Juvenile CLN2 disease
ORPHA:699769OMIM 204500DOENÇA RARA
Herança AR

Doença neurodegenerativa rara, de herança autossômica recessiva, causada por mutações no gene TPP1. Manifesta-se na infância com epilepsia refratária, regressão neurológica progressiva e perda de visão.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 21/06/2026
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

A doença juvenil CLN2 é uma condição genética rara que afeta o sistema nervoso. Ela faz parte de um grupo de doenças chamadas lipofuscinoses ceroides neuronais (NCLs). A doença é causada por alterações (mutações) no gene TPP1, que fornece instruções para a produção de uma enzima chamada tripeptidil-peptidase 1. Quando essa enzima não funciona corretamente, substâncias gordurosas (lipofuscina) se acumulam nas células do cérebro e de outros tecidos, levando aos sintomas da doença.[1][2]

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas da doença juvenil CLN2 geralmente começam na infância ou adolescência. Eles podem incluir perda progressiva da visão, convulsões, dificuldades de movimento e declínio cognitivo. Como a doença é progressiva, os sintomas pioram com o tempo. É importante lembrar que cada pessoa pode apresentar uma combinação diferente de sintomas e em intensidades variadas.[1]

Causas genéticas

A doença juvenil CLN2 é causada por mutações no gene TPP1. Este gene é responsável por produzir a enzima tripeptidil-peptidase 1, essencial para a degradação de proteínas dentro das células. Mutações neste gene levam à deficiência ou ausência da atividade enzimática, resultando no acúmulo de material lipídico (lipofuscina) nos lisossomos das células, especialmente no cérebro. A herança da doença é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a condição.[1][2][4]

Diagnóstico

O diagnóstico da doença juvenil CLN2 é confirmado por meio de testes genéticos. Esses testes identificam mutações no gene TPP1. Atualmente, existem 71 testes genéticos disponíveis para essa condição, e mais de 337 variantes diferentes do gene TPP1 já foram registradas no banco de dados ClinVar. O diagnóstico precoce é fundamental para o planejamento do cuidado e para o acesso a tratamentos disponíveis.[1][2][4]

Tratamento e manejo

O manejo da doença juvenil CLN2 envolve uma abordagem multidisciplinar para controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. O tratamento pode incluir medicamentos para controlar convulsões, fisioterapia para manter a mobilidade, terapia ocupacional e suporte educacional. No Brasil, o acesso a alguns tratamentos pode ser parcialmente coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É essencial que o acompanhamento seja feito por uma equipe médica especializada em doenças raras.[1][2]

Prognóstico e qualidade de vida

A doença juvenil CLN2 é progressiva, o que significa que os sintomas pioram com o tempo. O prognóstico varia de pessoa para pessoa, dependendo da gravidade das mutações e da rapidez com que os sintomas progridem. O cuidado multidisciplinar e o suporte familiar são fundamentais para maximizar a qualidade de vida e o bem-estar do paciente e de sua família.[1]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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Doença neurodegenerativa rara, de herança autossômica recessiva, causada por mutações no gene TPP1. Manifesta-se na infância com epilepsia refratária, regressão neurológica progressiva e perda de visão.

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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

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Visão geral

A doença juvenil CLN2 é uma condição genética rara que afeta o sistema nervoso. Ela faz parte de um grupo de doenças chamadas lipofuscinoses ceroides neuronais (NCLs). A doença é causada por alterações (mutações) no gene TPP1, que fornece instruções para a produção de uma enzima chamada tripeptidil-peptidase 1. Quando essa enzima não funciona corretamente, substâncias gordurosas (lipofuscina) se acumulam nas células do cérebro e de outros tecidos, levando aos sintomas da doença.[1][2]

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas da doença juvenil CLN2 geralmente começam na infância ou adolescência. Eles podem incluir perda progressiva da visão, convulsões, dificuldades de movimento e declínio cognitivo. Como a doença é progressiva, os sintomas pioram com o tempo. É importante lembrar que cada pessoa pode apresentar uma combinação diferente de sintomas e em intensidades variadas.[1]

Causas genéticas

A doença juvenil CLN2 é causada por mutações no gene TPP1. Este gene é responsável por produzir a enzima tripeptidil-peptidase 1, essencial para a degradação de proteínas dentro das células. Mutações neste gene levam à deficiência ou ausência da atividade enzimática, resultando no acúmulo de material lipídico (lipofuscina) nos lisossomos das células, especialmente no cérebro. A herança da doença é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a condição.[1][2][4]

Diagnóstico

O diagnóstico da doença juvenil CLN2 é confirmado por meio de testes genéticos. Esses testes identificam mutações no gene TPP1. Atualmente, existem 71 testes genéticos disponíveis para essa condição, e mais de 337 variantes diferentes do gene TPP1 já foram registradas no banco de dados ClinVar. O diagnóstico precoce é fundamental para o planejamento do cuidado e para o acesso a tratamentos disponíveis.[1][2][4]

Tratamento e manejo

O manejo da doença juvenil CLN2 envolve uma abordagem multidisciplinar para controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. O tratamento pode incluir medicamentos para controlar convulsões, fisioterapia para manter a mobilidade, terapia ocupacional e suporte educacional. No Brasil, o acesso a alguns tratamentos pode ser parcialmente coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É essencial que o acompanhamento seja feito por uma equipe médica especializada em doenças raras.[1][2]

Prognóstico e qualidade de vida

A doença juvenil CLN2 é progressiva, o que significa que os sintomas pioram com o tempo. O prognóstico varia de pessoa para pessoa, dependendo da gravidade das mutações e da rapidez com que os sintomas progridem. O cuidado multidisciplinar e o suporte familiar são fundamentais para maximizar a qualidade de vida e o bem-estar do paciente e de sua família.[1]

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Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa3desde 2023
Últimos 10 anos1publicações
Pico20231 papers
Linha do tempo
2023Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição.

Autosomal recessive
TPP1Tripeptidyl-peptidase 1Disease-causing germline mutation(s) inTolerante
FUNÇÃO

Lysosomal serine protease with tripeptidyl-peptidase I activity (PubMed:11054422, PubMed:19038966, PubMed:19038967). May act as a non-specific lysosomal peptidase which generates tripeptides from the breakdown products produced by lysosomal proteinases (PubMed:11054422, PubMed:19038966, PubMed:19038967). Requires substrates with an unsubstituted N-terminus (PubMed:19038966)

LOCALIZAÇÃO

LysosomeMelanosome

VIAS BIOLÓGICAS (1)
XBP1(S) activates chaperone genes
MECANISMO DE DOENÇA

Ceroid lipofuscinosis, neuronal, 2

A form of neuronal ceroid lipofuscinosis. Neuronal ceroid lipofuscinoses are progressive neurodegenerative, lysosomal storage diseases characterized by intracellular accumulation of autofluorescent liposomal material, and clinically by seizures, dementia, visual loss, and/or cerebral atrophy. The lipopigment pattern seen most often in CLN2 consists of curvilinear profiles.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Baço
192.2 TPM
Glândula adrenal
173.0 TPM
Fibroblastos
138.0 TPM
Pulmão
131.9 TPM
Útero
116.5 TPM
OUTRAS DOENÇAS (2)
autosomal recessive spinocerebellar ataxia 7neuronal ceroid lipofuscinosis 2
HGNC:2073UniProt:O14773

Variantes genéticas (ClinVar)

337 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 TPP1: NM_000391.4(TPP1):c.1204G>A (p.Glu402Lys) ()
🧬 TPP1: NM_000391.4(TPP1):c.1634dup (p.Thr546fs) ()
🧬 TPP1: NM_000391.4(TPP1):c.10C>T (p.Gln4Ter) ()
🧬 TPP1: NM_000391.4(TPP1):c.564_565delinsTT (p.Gln189Ter) ()
🧬 TPP1: NM_000391.4(TPP1):c.797_801dup (p.Arg268fs) ()
Ver todas no ClinVar

Vias biológicas (Reactome)

1 via biológica associada aos genes desta condição.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

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Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

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Onde tratar no SUS

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Publicações mais relevantes

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0 papers (10 anos)
#1

Acidified drinking water improves motor function, prevents tremors and changes disease trajectory in Cln2R207X mice, a model of late infantile Batten disease.

Scientific reports2023 Nov 06

Batten disease is a group of mostly pediatric neurodegenerative lysosomal storage disorders caused by mutations in the CLN1-14 genes. We have recently shown that acidified drinking water attenuated neuropathological changes and improved motor function in the Cln1R151X and Cln3-/- mouse models of infantile CLN1 and juvenile CLN3 diseases. Here we tested if acidified drinking water has beneficial effects in Cln2R207X mice, a nonsense mutant model of late infantile CLN2 disease. Cln2R207X mice have motor deficits, muscle weakness, develop tremors, and die prematurely between 4 and 6 months of age. Acidified water administered to Cln2R207X male mice from postnatal day 21 significantly improved motor function, restored muscle strength and prevented tremors as measured at 3 months of age. Acidified drinking water also changed disease trajectory, slightly delaying the death of Cln2R207X males and females. The gut microbiota compositions of Cln2R207X and wild-type male mice were markedly different and acidified drinking water significantly altered the gut microbiota of Cln2R207X mice. This suggests that gut bacteria might contribute to the beneficial effects of acidified drinking water. Our study demonstrates that drinking water is a major environmental factor that can alter disease phenotypes and disease progression in rodent disease models.

Publicações recentes

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Referências e fontes

Bases de dados externas citadas neste artigo

Publicações científicas

Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. Acidified drinking water improves motor function, prevents tremors and changes disease trajectory in Cln2R207X mice, a model of late infantile Batten disease.
    Scientific reports· 2023· PMID 37932327mais citado
  2. Mast cell mediators in hereditary angioedema.
    Orphanet J Rare Dis· 2026· PMID 41832580recente
  3. Prenatal Molecular Diagnosis of COL2A1-Associated Stickler Syndrome: Genotype-Phenotype Correlation in a Resource-Limited Healthcare Setting.
    Int J Mol Sci· 2026· PMID 41828453recente
  4. Platelet gene signatures detecting pulmonary artery stenosis in patients with pulmonary hypertension.
    Orphanet J Rare Dis· 2026· PMID 41827036recente
  5. The global impact of imiglucerase therapy in children with Gaucher disease types 1 and 3: a real-world analysis from the International Collaborative Gaucher Group Gaucher Registry.
    Orphanet J Rare Dis· 2026· PMID 41821052recente
  6. Monogenic lupus with SLC7A7 mutations: a retrospective study from a Chinese center.
    Orphanet J Rare Dis· 2026· PMID 41821046recente

Bases de dados e fontes oficiais

Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.

  1. ORPHA:699769(Orphanet)
  2. MONDO:0979345(MONDO)
  3. Variantes catalogadas(ClinVar)
  4. Busca completa no PubMed(PubMed)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Juvenile CLN2 disease
Compêndio · Raras BR

Juvenile CLN2 disease

ORPHA:699769 · MONDO:0979345
🇧🇷 Brasil SUS
CEAF
1ACerliponase alfa
Geral
OMIM
204500
MedGen
DiscussaoAtiva

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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM