Uma anomalia disráfica rara caracterizada pela infiltração de tecido gorduroso localizada no filo terminal, com formato anormal do cone. A medula espinhal é tipicamente atenuada e o limite entre o seu final e o filo gorduroso é difícil de distinguir. Não há malformação adicional da medula espinhal, mas pode estar associada a anomalias vertebrais, malformação anorretal ou outra condição sindrômica. É denominada de transição pela sua imagem intermediária entre um lipoma de filo isolado e um lipoma da região terminal do cone.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
O lipoma de transição do filo medular isolado é uma anomalia displásica rara, caracterizada pela infiltração de tecido adiposo localizada no filo terminal (a estrutura que ancora a medula espinhal ao cóccix), com formato anormal do cone medular. A medula espinhal geralmente se apresenta atenuada e o limite entre sua extremidade e o filo gorduroso é difícil de distinguir. Não há malformação adicional da medula espinhal, mas pode estar associada a anormalidades vertebrais, malformação anorretal ou outra condição sindrômica. É denominada 'de transição' por sua imagem intermediária entre um lipoma isolado do filo e um lipoma da região do cone terminal.[1]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas específicos desta condição não foram detalhados nas fontes oficiais disponíveis. Entretanto, por ser uma anomalia displásica, pode estar associada a manifestações relacionadas à tração da medula espinhal (síndrome da medula ancorada), como alterações motoras ou sensitivas nos membros inferiores, distúrbios urinários ou intestinais, e deformidades nos pés. A presença de anormalidades vertebrais ou malformação anorretal também pode ocorrer.[1]
Causas genéticas
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado em exames de imagem, como ressonância magnética, que evidenciam a infiltração gordurosa no filo terminal e o formato anormal do cone medular. Exames genéticos podem ser solicitados para investigar possíveis síndromes associadas, mas não há um teste genético específico para esta condição. No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), estão disponíveis procedimentos como cariótipo, pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES) e dosagem de alfa-fetoproteína, além de atendimento em reabilitação para doenças raras.[1]
Tratamento e manejo
O tratamento e manejo do lipoma de transição do filo medular isolado não foram detalhados nas fontes oficiais disponíveis. Em geral, o acompanhamento pode incluir avaliação neurológica e urológica periódica, além de fisioterapia e reabilitação, quando indicado. Caso haja sintomas de medula ancorada, a cirurgia de desancoragem pode ser considerada, mas não há recomendações específicas nas fontes consultadas. O SUS oferece cobertura mínima para procedimentos de reabilitação em doenças raras.[1]
Tratamentos citados na literatura
Não há fármacos ou tratamentos específicos listados na literatura científica para o lipoma de transição do filo medular isolado nas fontes oficiais consultadas. Portanto, esta seção não se aplica.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico e o impacto na qualidade de vida não foram descritos nas fontes oficiais disponíveis. De modo geral, por ser uma condição rara e sem malformações medulares adicionais, o prognóstico pode ser favorável quando não há sintomas significativos. A presença de anormalidades associadas (vertebrais, anorretais ou sindrômicas) pode influenciar o curso clínico.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
O lipoma de transição do filo medular isolado é uma alteração anatômica congênita rara em que um acúmulo de gordura se localiza na parte final da medula espinhal. Essa gordura altera o formato do cone medular e pode vir acompanhada de alterações na coluna vertebral ou na região anorretal. A doença não conta com remédios específicos nem possui um protocolo clínico próprio (PCDT) na lista do Ministério da Saúde. Na rede pública brasileira, o suporte é realizado por meio de procedimentos de atendimento em reabilitação voltados a doenças raras.
Uma anomalia disráfica rara caracterizada pela infiltração de tecido gorduroso localizada no filo terminal, com formato anormal do cone. A medula espinhal é tipicamente atenuada e o limite entre o seu final e o filo gorduroso é difícil de distinguir. Não há malformação adicional da medula espinhal, mas pode estar associada a anomalias vertebrais, malformação anorretal ou outra condição sindrômica. É denominada de transição pela sua imagem intermediária entre um lipoma de filo isolado e um lipoma da região terminal do cone.
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Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
3 fontes citadas no texto · 2 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 2 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Lipoma de transição do filo medular isolado. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/lipoma-de-transicao-do-filo-medular-isolado
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
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Lipoma de transição do filo medular isolado
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS