A lisencefalia com hipoplasia cerebelar tipo D (LCHd) é uma forma de lisencefalia com hipoplasia cerebelar caracterizada por microcefalia pronunciada (pelo menos -3 desvios-padrão), deficiência intelectual, diplegia espástica e hipoplasia cerebelar moderada a grave envolvendo tanto o vermis quanto os hemisférios.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Lisencefalia com hipoplasia cerebelar tipo D (LCHd) é uma forma rara de lisencefalia (cérebro com superfície lisa, sem os sulcos e giros normais) que também afeta o cerebelo, que fica menor do que o esperado (hipoplasia cerebelar). A condição é caracterizada por microcefalia acentuada (perímetro cefálico muito abaixo do esperado para a idade), deficiência intelectual, diplegia espástica (rigidez muscular que afeta principalmente as pernas) e hipoplasia cerebelar moderada a grave, envolvendo tanto o vérmis quanto os hemisférios cerebelares.[1]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas da LCHd incluem microcefalia acentuada (pelo menos 3 desvios padrão abaixo da média), deficiência intelectual, diplegia espástica e hipoplasia cerebelar moderada a grave. A idade de início pode ser ainda no período pré-natal (antenatal) ou logo após o nascimento (neonatal).[1]
Causas genéticas
Diagnóstico
O diagnóstico da LCHd é baseado em exames de imagem (como ressonância magnética) que mostram as características típicas: lisencefalia e hipoplasia cerebelar. Testes genéticos podem ser realizados para auxiliar no diagnóstico diferencial e excluir outras condições. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para procedimentos como cariótipo (bandas G, Q ou R), pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES), dosagem de alfa-fetoproteína e atendimento em reabilitação para doenças raras.[1][2]
Tratamento e manejo
Não há cura para a Lisencefalia com hipoplasia cerebelar tipo D. O tratamento é de suporte e visa controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Pode incluir fisioterapia para a diplegia espástica, terapia ocupacional, fonoaudiologia e acompanhamento multidisciplinar para deficiência intelectual. O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras como parte do manejo.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de acordo com a gravidade dos sintomas. A microcefalia acentuada e a deficiência intelectual geralmente implicam em necessidade de cuidados contínuos. O acompanhamento com equipe multidisciplinar é fundamental para maximizar o desenvolvimento e a qualidade de vida da pessoa afetada.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A Lisencefalia com hipoplasia cerebelar tipo D é uma síndrome rara que causa alterações na formação do cérebro e do cerebelo. As famílias costumam notar microcefalia marcante desde o nascimento, além de rigidez muscular nos membros e atraso no desenvolvimento neuropsicomotor. Não existem medicamentos curativos específicos, e a condição não consta na lista de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde. No Sistema Único de Saúde, o suporte é realizado por meio de exames genéticos diagnósticos e atendimento multiprofissional de reabilitação.
A lisencefalia com hipoplasia cerebelar tipo D (LCHd) é uma forma de lisencefalia com hipoplasia cerebelar caracterizada por microcefalia pronunciada (pelo menos -3 desvios-padrão), deficiência intelectual, diplegia espástica e hipoplasia cerebelar moderada a grave envolvendo tanto o vermis quanto os hemisférios.
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A condição é caracterizada por alterações na formação do córtex cerebral e por hipoplasia que atinge os hemisférios e o vermis do cerebelo. Ela cursa com microcefalia acentuada de pelo menos três desvios-padrão, diplegia espástica e deficiência intelectual.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
3 fontes citadas no texto · 1 publicação do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Lisencefalia com hipoplasia cerebelar tipo D. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/lisencefalia-com-hipoplasia-cerebelar-tipo-d
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Lisencefalia com hipoplasia cerebelar tipo D
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata