Macrodactilia dos dedos do pé, unilateral, é uma condição rara caracterizada pelo crescimento excessivo e desproporcional de um ou mais dedos do pé em um único pé. Geralmente associada a mutações no gene PIK3CA, pode afetar a mobilidade e o conforto.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A macrodactilia dos dedos do pé, unilateral, é uma condição rara caracterizada pelo crescimento excessivo de um ou mais dedos do pé em apenas um lado do corpo. Essa alteração está presente desde o nascimento e não é hereditária na maioria dos casos. A condição faz parte de um grupo de doenças conhecidas como síndromes de crescimento excessivo, relacionadas a mutações genéticas que ocorrem durante o desenvolvimento embrionário.[1]
Sinais e sintomas
O principal sinal é o aumento desproporcional de um ou mais dedos do pé, geralmente em apenas um dos pés. O crescimento pode ser progressivo e causar dificuldades para calçar sapatos, dor ao caminhar e alterações na marcha. Em alguns casos, pode haver rigidez articular ou deformidades associadas.[1]
Causas genéticas
A macrodactilia unilateral dos dedos do pé é causada por mutações no gene PIK3CA (Phosphatidylinositol 4,5-bisphosphate 3-kinase catalytic subunit alpha isoform). Essas mutações são somáticas, ou seja, ocorrem após a concepção e afetam apenas algumas células do corpo, o que explica por que a condição é unilateral e não hereditária. O gene PIK3CA está envolvido em vias de sinalização que controlam o crescimento celular.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica e em exames de imagem que confirmam o crescimento excessivo dos dedos. Testes genéticos podem ser realizados para identificar mutações no gene PIK3CA. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura para procedimentos como cariótipo, pesquisa de microdeleções por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES) e dosagem de alfa-fetoproteína. Atualmente, existem 336 testes genéticos disponíveis e 243 variantes registradas no ClinVar relacionadas a essa condição.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento é individualizado e pode incluir acompanhamento ortopédico, fisioterapia e, em alguns casos, cirurgia para reduzir o tamanho dos dedos ou corrigir deformidades. O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras. Não há medicamentos específicos aprovados para essa condição. O manejo deve ser multidisciplinar, envolvendo ortopedistas, geneticistas e fisioterapeutas.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende da gravidade do crescimento excessivo e da resposta ao tratamento. Muitas pessoas conseguem levar uma vida ativa com acompanhamento adequado. A cirurgia pode melhorar a função e a estética, mas o crescimento pode continuar em alguns casos. O suporte psicológico e a reabilitação são importantes para a qualidade de vida.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Macrodactilia dos dedos do pé, unilateral, é uma condição rara caracterizada pelo crescimento excessivo e desproporcional de um ou mais dedos do pé em um único pé. Geralmente associada a mutações no gene PIK3CA, pode afetar a mobilidade e o conforto.
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
Preparando trilha educativa...
Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A macrodactilia dos dedos do pé, unilateral, é uma condição rara caracterizada pelo crescimento excessivo de um ou mais dedos do pé em apenas um lado do corpo. Essa alteração está presente desde o nascimento e não é hereditária na maioria dos casos. A condição faz parte de um grupo de doenças conhecidas como síndromes de crescimento excessivo, relacionadas a mutações genéticas que ocorrem durante o desenvolvimento embrionário.[1]
Sinais e sintomas
O principal sinal é o aumento desproporcional de um ou mais dedos do pé, geralmente em apenas um dos pés. O crescimento pode ser progressivo e causar dificuldades para calçar sapatos, dor ao caminhar e alterações na marcha. Em alguns casos, pode haver rigidez articular ou deformidades associadas.[1]
Causas genéticas
A macrodactilia unilateral dos dedos do pé é causada por mutações no gene PIK3CA (Phosphatidylinositol 4,5-bisphosphate 3-kinase catalytic subunit alpha isoform). Essas mutações são somáticas, ou seja, ocorrem após a concepção e afetam apenas algumas células do corpo, o que explica por que a condição é unilateral e não hereditária. O gene PIK3CA está envolvido em vias de sinalização que controlam o crescimento celular.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica e em exames de imagem que confirmam o crescimento excessivo dos dedos. Testes genéticos podem ser realizados para identificar mutações no gene PIK3CA. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura para procedimentos como cariótipo, pesquisa de microdeleções por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES) e dosagem de alfa-fetoproteína. Atualmente, existem 336 testes genéticos disponíveis e 243 variantes registradas no ClinVar relacionadas a essa condição.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento é individualizado e pode incluir acompanhamento ortopédico, fisioterapia e, em alguns casos, cirurgia para reduzir o tamanho dos dedos ou corrigir deformidades. O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras. Não há medicamentos específicos aprovados para essa condição. O manejo deve ser multidisciplinar, envolvendo ortopedistas, geneticistas e fisioterapeutas.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende da gravidade do crescimento excessivo e da resposta ao tratamento. Muitas pessoas conseguem levar uma vida ativa com acompanhamento adequado. A cirurgia pode melhorar a função e a estética, mas o crescimento pode continuar em alguns casos. O suporte psicológico e a reabilitação são importantes para a qualidade de vida.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Linha do tempo da pesquisa
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Phosphoinositide-3-kinase (PI3K) phosphorylates phosphatidylinositol (PI) and its phosphorylated derivatives at position 3 of the inositol ring to produce 3-phosphoinositides (PubMed:15135396, PubMed:23936502, PubMed:28676499). Uses ATP and PtdIns(4,5)P2 (phosphatidylinositol 4,5-bisphosphate) to generate phosphatidylinositol 3,4,5-trisphosphate (PIP3) (PubMed:15135396, PubMed:28676499). PIP3 plays a key role by recruiting PH domain-containing proteins to the membrane, including AKT1 and PDPK1,
Variantes genéticas (ClinVar)
243 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
30 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Macrodactilia dos dedos do pé, unilateral
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Clinical diagnosis and management strategies for Macrodystrophia Lipomatosa: Insights from a rare case report.
Macrodystrophia lipomatosa (MDL) is a rare, congenital, non-hereditary disorder characterized by localized gigantism of the fingers or toes, resulting from the overgrowth of mesenchymal tissues, particularly fibroadipose tissue. The pathophysiology remains debated, with theories involving humoral, vascular, neurological mechanisms, and recent studies suggesting potential links to the PIK3CA gene. MDL lacks established diagnostic criteria and management guidelines, with treatment strategies ranging from conservative monitoring to surgical intervention. A 31-year-old female with a history of progressive enlargement of the right second toe, present since age 2, was referred for chronic pain and functional impairments. Imaging revealed multiple exostoses and soft tissue swelling. Core and open biopsies confirmed the diagnosis of MDL, showing adipose and connective tissue. Based on these findings, a second ray amputation was performed. Postoperatively, the patient showed significant improvement, with complete wound healing and a reduction in pain and functional limitations. MDL is most commonly observed in males and affects the hands and feet, with unilateral involvement often seen. Imaging modalities play a crucial role in diagnosis. Histopathological examination reveals excessive adipose tissue. The progressive nature of MDL often leads to recurrence, requiring repeated surgical interventions. The second ray amputation performed in this case resulted in improved function and pain relief, as evidenced by favorable VAS and FAOS scores. This case highlights the importance of early diagnosis and individualized treatment for MDL. While surgical intervention can improve outcomes, further research is needed to establish standardized management protocols for this rare condition.
Macrodystrophia lipomatosa of the foot: A case report.
Macrodystrophia lipomatosa is a sporadic, nonhereditary developmental anomaly and a rare form of congenital localized gigantism. It is characterized by the proliferation of all the mesenchymal elements of a digit or digits, and a disproportionate increase of fibroadipose tissue involving the nerve sheath, muscle, periosteum and bone marrow. In the present study, a 9-month-old boy was referred to Gazi University Hospital (Ankara, Turkey) with congenital unilateral enlargement of the right forefoot, particularly involving the second and third toes. X-ray and magnetic resonance imaging (MRI) scans were performed in order to assess the skeletal structures. The present study described the characteristic imaging features, with an emphasis on the MRI findings, of this rare congenital form of gigantism.
Publicações recentes
Ver todas no PubMedAssociações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Macrodactilia dos dedos do pé, unilateral.
É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →
Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
Ainda não existe comunidade no Raras para Macrodactilia dos dedos do pé, unilateral
Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
Tire suas dúvidas
Perguntas, dicas e experiências compartilhadas aqui na página
Participe da discussão
Faça login para postar dúvidas, compartilhar experiências e interagir com especialistas.
Fazer loginDoenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Ainda não achamos doenças com sintomas parecidos o suficiente.
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:295243(Orphanet)
- MONDO:0017566(MONDO)
- GARD:21229(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55787191(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Macrodactilia dos dedos do pé, unilateral
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata