A melanocitose leptomeníngea difusa é um tumor raro das meninges originado de melanócitos leptomeníngeos, caracterizado por infiltração difusa das leptomeninges (pia-máter e aracnoide) em qualquer local do sistema nervoso central. As características clínicas podem incluir natimorto, hipertensão intracraniana e hidrocefalia, crise epiléptica, ataxia, siringomielia, paralisia de nervos cranianos, hemorragia intracraniana, disfunção esfincteriana e sintomas neuropsiquiátricos. A transformação em melanoma maligno do sistema nervoso central foi relatada. Pode estar associada a nevos congênitos, como parte da melanose neurocutânea.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A melanocitose leptomeníngea difusa é um tumor raro das meninges originado a partir de melanócitos leptomeníngeos. Essa condição é caracterizada pela infiltração difusa das leptomeninges (pia-máter e aracnoide) em qualquer local do sistema nervoso central, podendo também estar associada a nevos congênitos como parte da melanose neurocutânea.[1]
Sinais e sintomas
O quadro clínico pode apresentar manifestações variadas decorrentes do acometimento do sistema nervoso central, incluindo natimorto, sinais de hipertensão intracraniana e hidrocefalia, crises epilépticas, ataxia e siringomielia. Além disso, podem ocorrer paralisias de nervos cranianos, hemorragia intracraniana, disfunção esfincteriana e sintomas neuropsiquiátricos.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
Durante a evolução da condição, foi relatada a possibilidade de transformação em melanoma maligno do sistema nervoso central.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A melanocitose leptomeníngea difusa é um tumor raro que causa infiltração anormal de células de pigmento nas membranas que cobrem o cérebro e a medula. A condição costuma causar sinais como convulsões, perda de coordenação, aumento da pressão dentro da cabeça e acúmulo de líquido no cérebro. Também pode se manifestar junto a pintas escuras congênitas na pele e apresentar complicações neurológicas graves. No Brasil, a doença não conta com um protocolo clínico (PCDT) específico no Ministério da Saúde, sendo acompanhada diretamente pela rede de atenção neurológica.
A melanocitose leptomeníngea difusa é um tumor raro das meninges originado de melanócitos leptomeníngeos, caracterizado por infiltração difusa das leptomeninges (pia-máter e aracnoide) em qualquer local do sistema nervoso central. As características clínicas podem incluir natimorto, hipertensão intracraniana e hidrocefalia, crise epiléptica, ataxia, siringomielia, paralisia de nervos cranianos, hemorragia intracraniana, disfunção esfincteriana e sintomas neuropsiquiátricos. A transformação em melanoma maligno do sistema nervoso central foi relatada. Pode estar associada a nevos congênitos, como parte da melanose neurocutânea.
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Sudden death associated with primary leptomeningeal melanocytosis without features of neurocutaneous melanosis syndrome.
Leptomeningeal melanocytosis is a rare, benign melanocytic proliferation of the central nervous system, typically associated with neurocutaneous melanosis. Isolated forms without cutaneous involvement are extremely uncommon, especially in adults, and pose significant diagnostic and medicolegal challenges. We report the sudden death of a 29-year-old man with no known medical history, found unresponsive in a prone position. External examination revealed no traumatic injuries, and toxicology was negative. Gross and microscopic examination of the brain demonstrated diffuse leptomeningeal melanocytic infiltration over the frontotemporoparietal cortex and cerebellum. Histologically, the lesion was composed of bland melanocytes containing fine melanin pigment without mitotic activity or atypia. No primary or metastatic melanoma was identified elsewhere in the body. The findings were consistent with primary diffuse leptomeningeal melanocytosis. Although histologically benign, leptomeningeal melanocytosis may affect critical CNS regions, potentially leading to seizures, autonomic dysregulation, or sudden death. This case emphasizes the importance of thorough neuropathological investigation in unexplained deaths. The location and extent of melanocytic infiltration suggest a possible seizure-related terminal event, highlighting a rare but important differential diagnosis in forensic practice. This case underscores the forensic significance of isolated primary leptomeningeal melanocytosis as a potential cause of sudden death. Early recognition of this rare entity requires a combination of detailed autopsy, histopathology, and awareness of its variable clinical presentations, especially in the absence of cutaneous signs. These findings are of particular relevance to forensic pathologists investigating sudden, unexplained deaths.
Primary Meningeal Melanocytic Tumors of the Central Nervous System: A Review from the Ultra-Rare Brain Tumors Task Force of the European Network for Rare Cancers (EURACAN).
Primary meningeal melanocytic tumors are ultra-rare entities with distinct histological and molecular features compared with other melanocytic or pigmented lesions, such as brain and leptomeningeal metastases from metastatic melanoma. The European Network for Rare Cancers (EURACAN) Task Force on Ultra-Rare Brain Tumors (domain 10, subdomain 10) performed a literature review from January 1985 to December 2023 regarding the epidemiologic and clinical characteristics, histological and molecular features, radiological findings, and efficacy of local treatments (surgery and radiotherapy) and systemic treatments for these entities. Molecular analysis can detect specific mutations, including GNAQ, GNA11, SF3B1, EIF1AX, BAP1, that are typically found in circumscribed primary meningeal melanocytic tumors and not in other melanocytic lesions, whereas NRAS and BRAF mutations are typical for diffuse primary meningeal melanocytic tumors. The neuroimaging of the whole neuroaxis suggests a melanocytic nature of a lesion, depicts its circumscribed or diffuse nature, but cannot predict the tumor's aggressiveness. Gross-total resection is the first choice in the case of circumscribed meningeal melanocytoma and melanoma; conversely, meningeal biopsy may be reserved for patients with diffuse and multinodular leptomeningeal spread to achieve a definitive diagnosis. High-dose radiotherapy is rarely indicated in diffuse melanocytic tumors except as palliative treatment to alleviate symptoms. Last, a definitive advantage of a specific systemic treatment could not be concluded, as most of the data available derive from case reports or small cohorts. As primary meningeal melanocytic tumors are extremely rare, the correlations between the clinical characteristics, molecular profile, radiological findings at diagnosis and progression are weak, and poor evidence on the best therapeutic approach is available. There is a need to develop shared platforms and registries to capture more knowledge regarding these ultra-rare entities.
Pearls & Oy-sters: Primary Diffuse Leptomeningeal Melanocytosis: A Diagnostic Conundrum.
Primary diffuse leptomeningeal melanocytosis (PDLM) is an extremely rare CNS tumor with nonspecific clinicoradiologic features that overlap considerably with aseptic meningitis posing significant diagnostic and therapeutic challenges. We present one such case report of a patient treated empirically at first presentation as aseptic viral meningitis based on MRI and CSF analysis. Diagnosis of PDLM was established subsequently through meningeal biopsy that demonstrated a melanocytic tumor with fine granular melanin pigment without significant mitoses. Her systemic and ocular examination was unremarkable. Whole-body 18F-fluorodeoxyglucose PET/CT (FDG-PET/CT) did not identify any other primary site. Following ventriculoperitoneal shunt to relieve hydrocephalus, she was treated with definitive craniospinal irradiation plus whole-brain boost and remains stable on periodic clinicoradiologic surveillance. Optimal management of PDLM lacks consensus with role of radiotherapy, chemotherapy, targeted therapy and immunotherapy being controversial.
Severe hydrocephalus caused by diffuse leptomeningeal and neurocutaneous melanocytosis of antenatal onset: a clinical, pathologic, and molecular study of 2 cases.
Diffuse leptomeningeal melanocytosis (DLM) is a rare nevomelanocytic proliferation arising in the meninges. Despite their lack of morphological features of malignancy, these clonal nevomelanocytic cells are capable of extensive invasion and of malignant behavior. When associated with congenital melanocytic nevi, the disorder is named neurocutaneous melanocytosis (NCM). When symptomatic, DLM is usually revealed during childhood, but some cases remain clinically silent. The aim of this study was to analyze melanocytic proliferation in 2 rare and severe cases of isolated DLM and NCM of prenatal onset by neuropathologic and molecular analysis. We performed neuropathologic examination, comparative genomic hybridization arrays, fluorescence in situ hybridization, BRAF and NRAS pyrosequencing in the 2 cases, and next-generation sequencing in the case of isolated DLM. The neuropathologic examination showed diffuse meningeal melanocytic proliferation involving the whole central nervous system with multiple areas of intraneural invasion, associated with large nevi in 1 case. We did not find any chromosomal imbalances. A NRAS(Q61K) mutation was found in the cutaneous and meningeal lesions from the NCM. No mutation was found within a panel of oncogenes including BRAF, NRAS, HRAS, KIT, GNAQ, and GNA11 concerning the isolated DLM. We report 2 exceptional cases of hydrocephalus of prenatal onset related to DLM and NCM. The molecular mechanisms underlying our case of DLM remain unsolved despite the panel of analysis applied.
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Spectrum of central nervous system abnormalities in neurocutaneous melanocytosis.
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Journal of forensic and legal medicinePrimary Meningeal Melanocytic Tumors of the Central Nervous System: A Review from the Ultra-Rare Brain Tumors Task Force of the European Network for Rare Cancers (EURACAN).
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Ela se desenvolve a partir da proliferação e infiltração anormal de melanócitos leptomeníngeos na pia-máter e na aracnoide. Não há genes causadores ou mutações específicas catalogadas nas bases médicas oficiais até o momento.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
3 fontes citadas no texto · 5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Melanocitose leptomeníngea difusa. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/melanocitose-leptomeningea-difusa
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Melanocitose leptomeníngea difusa
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata